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No desenvolvimento textual, a articulista utiliza como recurso para a construção do seu discurso a citação de lei, artigos e decretos. Tal estratégia está relacionada principalmente à:
Ênfase atribuída à importância do Direito na vida de qualquer pessoa como cidadão, independente de qual seja o assunto especificado.
Organização do texto em que a tese é defendida por meio de argumentos cuja intencionalidade é convencer o interlocutor da validade do ponto de vista.
Possibilidade de provocar, de modo exclusivo, reflexão acerca de questões polêmicas que envolvam a área da saúde por meio de uma abordagem baseada na legislação vigente.
Expressão do conhecimento da autora como especialista no assunto cujo principal objetivo é demonstrar a importância de haver conhecimento das leis, artigos e decretos citados.
Em muitos momentos de nossa vida profissional, temos que apresentar uma ideia e defendê-la. Observe o texto a seguir, publicado há alguns anos, como mostra o tema da discussão:
“Frequentemente ouve-se dizer que a causa principal da distância dos jovens em relação à leitura é a televisão. Não vamos insistir aqui sobre os problemas que esse aparelho apresenta para a leitura e o estudo, mas desejo acrescentar duas reflexões: primeiro, que já Rousseau, no século XVIII, qualificava a leitura como ‘o castigo da juventude’, o que indica que, mesmo quando não havia televisão, ler também podia ser uma atividade pouco atrativa para muitos jovens. Em segundo lugar, que, apesar do que sempre se diz sobre a pouca leitura, nunca se leu tanto quanto agora e, às vezes, a televisão, ainda que pareça mentira, usada racionalmente, pode ajudar a ler. Assim, é frequente que as séries televisivas de mais audiência façam disparar a venda dos livros nos que se baseiam, como ocorreu com a série ‘Senhor dos Anéis’. Pode ser que esse cinema doméstico não ajude a promover a leitura, já que é mais passivo que o livro, exige menos esforço mental, é mais atrativo para os pequenos, mas em nenhum caso é a principal razão de que hoje em dia não se leia”.
Para defender sua ideia, o autor do texto apela para uma série de recursos argumentativos; a opção em que o recurso indicado está exemplificado adequadamente é:
o argumentador se refere a uma obra célebre, cuja alusão esteja a serviço da tese defendida: “Assim, é frequente que as séries televisivas de mais audiência façam disparar a venda dos livros nos que se baseiam, como ocorreu com a série ‘Senhor dos Anéis’”;
o argumentador, para facilitar a compreensão, relaciona dois domínios diferentes, apelando para uma analogia: “Assim, é frequente que as séries televisivas de mais audiência façam disparar a venda dos livros nos que se baseiam...”;
o argumentador introduz um outro ponto de vista na tese adversa: “Em segundo lugar, que, apesar do que sempre se diz sobre a pouca leitura, nunca se leu tanto quanto agora e, às vezes, a televisão, ainda que pareça mentira, usada racionalmente, pode ajudar a ler”;
o argumentador cita fatos, um testemunho, um caso particular, apresentados como provas: “Pode ser que esse cinema doméstico não ajude a promover a leitura, já que é mais passivo que o livro, exige menos esforço mental, é mais atrativo para os pequenos...”;
o argumentador apela para valores predominantes numa dada sociedade: “Não vamos insistir aqui sobre os problemas que esse aparelho apresenta para a leitura e o estudo...”.
O texto de Cristóvam Buarque é um artigo de opinião. Com base no gênero apresentado, o texto "Os fora-fila", em termos de tipologia, é predominantemente:
expositivo.
argumentativo.
descritivo.
narrativo.
Entre as estratégias de convencimento, não é usada pelo autor, para defender o seu ponto de vista, a
alusão a fatos recentes.
citação de especialista.
menção histórica.
problematização.
referência a dados estatísticos.
Seria importante que alguns dos textos que produzimos fossem lidos com atenção pelos destinatários; para isso, a introdução desses textos pode apelar para estratégias diversas a fim de conseguir essa atenção.
Abaixo estão reproduzidas cinco introduções textuais; aquela que mostra sua estratégia de atração corretamente identificada é:
Começo por uma pequena narrativa: “Um homem sem coluna vertebral é como uma tenda de lona sem o mastro. O eixo de nosso corpo, denominado também coluna vertebral, cumpre exatamente as mesmas funções que o mastro de uma tenda. De forma idêntica, mantém-se ereto o corpo por obra de numerosas tensões. Se o mastro falha, a tenda vem abaixo”;
Começo por uma afirmação surpreendente, de caráter opinativo: “Quando Paulinho mexe em sua coleção de selos, seus lábios incham de uma forma alarmante; Margarida sofre de asma quando visita o tio farmacêutico; Tomás, entusiasta do alpinismo, sofre de erupção cutânea cada vez que inicia uma escalada. Os casos citados são exemplos dessa misteriosa enfermidade chamada alergia”;
Começo por um ou vários exemplos: “O novo dicionário vai ser lançado esta semana e traz informações preciosas, como a evolução semântica de cada uma das palavras nele inseridas, desde o seu nascimento até o estágio atual de significação, além de datação das ocorrências dessas palavras”;
Começo por uma alusão histórica: “As passeatas de motivação política, particularmente as que pretendem protestar contra algo, trazem sempre em seu bojo pessoas interessadas em tumultuá-las além do razoável”;
Começo por um questionamento: “Não sei bem o que fazer quando meu neto me pergunta o significado de uma palavra ‘perigosa’; não sei se digo claramente o seu significado ou se invento algo mais palatável. Como sua curiosidade está aumentando, prevejo momentos de grandes dificuldades”.
Um recurso utilizado pelo autor como argumento para demonstrar o potencial do mercado de vozes sintéticas é a referência
ao invento inovador de Kempelen.
a dados de instituto de pesquisa.
a plataformas virtuais conhecidas.
a dados do século XVIII.
à cura do ator Val Kilmer.
O penúltimo e o antepenúltimo parágrafos do texto se constroem numa relação antitética.
Certo
Errado
Leia a charge.

(Chargista Lute. Em: www.hojeemdia.com.br. 13.11.2021)
Analisando as informações da charge e comparando-as com a do texto Mais inflação, juros e dúvidas, é correto afirmar que há
pouca relação de sentido entre ambos, uma vez que a charge não explicita a que tempos atuais está se referindo.
aproximação entre a argumentação estabelecida em ambos, no que diz respeito às limitações dos gastos familiares.
diálogo entre ambos, uma vez que mostram a limitação econômica devido às altas taxas de desemprego na indústria.
um argumento comum entre ambos, referente à possibilidade da recuperação da economia mesmo com altos juros.
uma relação de oposição de informações, pois na charge a situação da família é preocupante, ao contrário do texto.
Considerando a construção da argumentação no texto, analise as assertivas a seguir:
I. O texto emprega, no segundo parágrafo, a estratégia da enumeração, apresentando dados de pesquisa para ilustrar a percepção de líderes e gestores.
II. No terceiro parágrafo, o texto traz a opinião de um especialista no assunto a fim de contradizer o argumento central do texto.
III. No penúltimo parágrafo, a autora do texto traz uma experiência pessoal sua para ilustrar a situação apresentada.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Observe o segundo parágrafo do texto 1:
“Não se trata da simplicidade do projeto perfeito. A força do alfabeto como ideia reside na sua virtual imperfeição. Embora não se adapte com perfeição a qualquer idioma, pode, com alguma adequação, adaptar-se a todos eles. Assim como a nossa própria espécie, de cérebro mais desenvolvido, que pode ser superada por outras espécies em diversas atividades, mas não no campo do pensamento, o alfabeto é um generalista. Em termos de software, seu sucesso reside em sua maleabilidade. Mas de onde teria surgido essa ideia do alfabeto? Como e onde se disseminou ao transformar-se no sistema de letras romanas que é hoje a escrita mais conhecida do mundo?”
Sobre a estruturação geral desse parágrafo, assinale a única afirmativa verdadeira.
O terceiro período mostra uma incoerência.
O quarto período se apoia em uma analogia.
O quinto período estabelece uma relativização.
O sexto período se refere a algo desconhecido.
O último período contradiz o anterior.
Leia o texto a seguir.
[...] A implantação do sistema de cotas no Ensino Superior gerou uma grande polêmica no meio acadêmico.
De um lado, os defensores da política afirmavam que ela garantia igualdade de acesso ao ensino, devido à discrepância do ensino básico público para o privado e um contexto histórico-cultural que desfavorecia o pobre e o negro na sociedade, além de proporcionar representatividade dessa classe no meio acadêmico, servindo de espelho para as gerações mais jovens.
De outro, aqueles contrários ao sistema de cotas afirmavam que o mesmo desmerecia o empenho e o mérito dos estudantes que disputavam o vestibular e que, por terem uma nota de corte menor, os alunos cotistas não conseguiriam acompanhar os demais alunos e iriam reduzir o nível de qualidade dos cursos. [...]
SCOVINO, Fernanda. Sistema de cotas no Brasil: deu certo? Disponível em: . Acesso em: 4 set. 2022. (Adaptado).
O segundo e terceiros parágrafos do excerto são construídos por meio de
paralelismo sintático, para apresentar argumentos opostos de uma mesma questão.
manifestação de ideias em cadeia, para dar ênfase aos argumentos centrais.
encadeamento e enumeração, para dar suporte aos argumentos principais,
paralelismo sintático, para somar argumentos semelhantes de uma mesma questão.
É correto afirmar que o texto 1 apresenta:
dois posicionamentos que convergem para a neutralização do gênero gramatical.
dois posicionamentos que apontam para a inviabilidade da implementação do gênero gramatical.
dois posicionamentos que se mostram favoráveis, ainda que por razões distintas, à neutralização do gênero gramatical.
dois posicionamentos que divergem acerca da neutralização do gênero gramatical.
dois posicionamentos que recomendam o uso de gênero neutro sempre que possível, por uma questão de inclusão social.
Em uma de suas crônicas, Rubem Braga tece os seguintes comentários sobre o padre Feijó, figura importante de nossa história: “...quanta mediocridade, quanta incoerência! Não era homem excepcional nem pela inteligência nem pela cultura. Não teve, diante dos problemas do Brasil, nenhuma visão mais larga nem penetrante; não nos legou, nem mesmo aos homens do Segundo Império, nenhuma ideia mais alta ou mais justa para levar adiante. Teimoso e limitado, tinha dois ou três projetos que defendeu até a velhice, e nenhum deles de maior mérito”.
Temos aqui o exemplo de um argumento ad hominem, ou seja, uma argumentação crítica contra uma pessoa.
O tipo de argumento ad hominem que é adequado ao texto de Rubem Braga é aquele que:
repousa sobre uma incoerência ou inconsistência de ordem formal: a incompatibilidade ou a contradição lógica entre diferentes elementos argumentativos;
consiste em colocar em discussão a posição mantida por uma pessoa em virtude de traços de sua personalidade nas suas relações sociais;
não procura desacreditar uma ideia em função de um aspecto negativo da pessoa que a formula, mas se prende diretamente a marcas negativas da própria pessoa;
marca a reprovação de alguém por ter mudado de ideia, mudando de política geral ou de partido político;
pretende destacar a contradição entre o dizer e o fazer, tendo um comportamento incompatível com o discurso que apresenta.
No trecho “Há quem diga que o mundo está muito chato. Não pode falar assim, não pode falar assado, isso não é politicamente correto. É difícil mesmo mudar, ainda mais os padrões que aprendemos e adotamos uma vida inteira. A grande cilada nessa história toda é quando ligamos o modo automático.”, estão presentes algumas expressões comuns em situações informais de comunicação. Essa informalidade no texto é
condenável, pois, em textos que circulam em jornais e revistas, deve prevalecer a norma culta.
justificável, pois, por meio dela, cria-se uma relação de proximidade com o possível leitor.
típica dos artigos de opinião, os quais devem atingir o maior número de pessoas possível.
recomendada, já que textos formais são, geralmente, muito complexos e difíceis de entender.
uma estratégia argumentativa que compromete a imagem do autor perante o público-alvo do jornal.
Assinale a alternativa que traz o recurso argumentativo para justificar o tema abordado no texto:
Apenas a citação e explicação de autoridades no assunto, suas ideias e opiniões.
As datas recentes e a possibilidade de que essas pesquisas sejam levadas para outros países em universidade mais relevantes.
O uso insistente de premiações relevantes para exaltar a importância do trabalho.
Explicação de estudos que apresentaram dados a partir da análise e da observação de um determinado grupo de pessoas.
O fato de a asma ser uma doença que mata milhões de pessoas no mundo, segundo a OMS.
A função de argumentos nesse tipo de texto tem como finalidade vários aspectos citados, EXCETO:
Persuadir o leitor;
Sustentar da tese;
Repugnar a tese;
Reforçar o posicionamento.
A apresentação da discussão, no segundo parágrafo, organiza-se com base na seguinte estratégia:
enumeração de ideias
confronto entre opostos
comparação entre regiões
narrativa de cunho pessoal
O texto I defende a importância da matemática na vida dos indivíduos. Para isso, no segundo parágrafo, o autor utiliza-se de uma estratégia argumentativa baseada em:
exemplos que ilustram o valor positivo da matemática no dia a dia dos indivíduos
dúvidas que apresentam questionamentos acerca da real necessidade da matemática
comparações que equilibram a importância e a desimportância da matemática para os cidadãos
argumentos de autoridade que mostram discursos de referência em relação ao assunto principal
O ex-presidente americano Theodore Roosevelt disse certa vez que “A justiça não consiste em ser neutro entre o certo e o errado, mas em descobrir o certo e sustentá-lo, onde quer que ele se encontre, contra o errado”.
Sobre a significação e a estruturação dessa frase, a afirmação correta é:
defende o que deve ser a verdadeira justiça, com argumentos;
critica a neutralidade como posição inútil diante dos fatos;
afirma que a indiferença é o pior de todos os males;
informa que não tomar posição é pior que defender o erro;
mostra que há dificuldades na defesa do certo contra o errado.
Uma das falhas mais comuns na formulação de um texto é o fato de ser vago, ou seja, sem o apoio devido para as ideias expressas. Os textos abaixo mostram estratégias diversas como técnicas de apoio às ideias veiculadas; o texto que tem corretamente indicada essa estratégia é:
“Em toda a natureza, o meio lógico de defender-se contra a debilidade é a adaptação. A debilidade, como todas as coisas deste mundo, não é um conceito absoluto. Tem-se debilidade somente diante de uma força superior e contrária. Uma lebre, sem águias que a persigam desde o alto, sem cães nem caçadores, rodeada de outras lebres tão inofensivas quanto ela, não teria necessidade de desenvolver seus meios de fuga” / o apoio da ideia “meio lógico de defender-se contra a debilidade” é feito por meio de informações científicas;
“O automóvel ecológico Opel Twin é um veículo protótipo desenhado com a finalidade de reduzir o consumo de combustível e a emissão de dióxido de carbono para a atmosfera. O objetivo, em cifras: um veículo que não consuma mais de 3,5 litros de combustível por cada 100 quilômetros” / a ideia de “automóvel ecológico” vem apoiada por dados cuja autenticidade é de fácil comprovação;
“Cresci no Brooklyn; era um menino tímido e gaguejava muito. Na escola, me aterrorizava o fato de ter que tomar a palavra diante do grupo. Naqueles dias em que sabia que teria que falar em público, fingia mal-estar, ficava de costas para a turma e alguém lia a minha composição. Meus companheiros faziam pouco de mim” / a ideia da identificação do autor do texto é apoiada por descrições de caráter visual;
“Estava sentada sobre o tapete, diante da janela aberta e fiquei olhando a paisagem, enquanto cantarolava a frase e a desfazia. Estava entardecendo. Passavam umas nuvens rosáceas que, sem sentir, mudavam o perfil, de consistência e de cor” / o objeto da descrição é construído por meio do relato de experiências pessoais;
“O lugar, bastante sombrio, era sórdido. Era simplesmente miserável e triste, como qualquer uma dessas humildes celas dos presídios públicos. Somente duas aberturas: a janela diminuta e a portinhola para o corredor” / o apoio para a caracterização do lugar é feito por meio de exemplos.