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A hipertrigliceridemia primária grave é caracterizada pelo aumento da concentração plasmática de quilomícrons, por diminuição da enzima lipoproteína lipase. A Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2017) recomenda que a terapia nutricional, neste caso, deve basear-se
na restrição moderada de gorduras da dieta, com quantidades entre 20% e 25% do valor calórico total.
no controle da quantidade de gorduras da dieta, com quantidades entre 30% e 35% das calorias.
na importante redução da gordura da dieta, que deve atingir, no máximo, 10% do valor calórico total.
na isenção total de gorduras da dieta, além de restrição severa de carboidratos, especialmente os açúcares simples.
A síndrome da lipodistrofia é um efeito secundário e indesejável associado ao uso da terapia antiretroviral em pessoas vivendo com HIV/AIDS. Com base no exposto, assinale a alternativa correta.
A suplementação com ácido linoleico conjugado (CLA) reduz a lipogênese da síndrome metabólica associada à lipodistrofia.
A suplementação com ácidos graxos ômega 3 reduz a concentração sérica de triglicerídeos na síndrome metabólica associada à lipodistrofia.
A suplementação com 30 g de glutamina/dia auxilia no anabolismo proteico e no aumento da lipoproteína de alta densidade (HDL).
A suplementação com antioxidantes reduz a concentração sérica de colesterol total.
A suplementação com triglicerídeos de cadeia média reduz a concentração sérica de triglicerídeos na síndrome metabólica associada à lipodistrofia.
Sobre as recomendações dietéticas, em função do Valor Calórico Total (VCT), para o tratamento da dislipidemia LDL-C acima da meta ou presença de comorbidades (hipertensão arterial sistêmica, diabetes, pré-obesidade ou obesidade, circunferência da cintura aumentada, hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, síndrome metabólica, intolerância à glicose ou aterosclerose significativa), assinale a alternativa correta.
50 a 60% de Carboidrato, inferior a 10% de açúcares de adição, 15% de Proteína, 25 a 35% de Gordura, inferior a 10% de ácidos graxos saturados, 15% de ácidos graxos monoinsaturados, 5 a 10% de ácidos graxos poliinsaturados e sem recomendações para EPA e DHA.
50 a 60% de Carboidrato, inferior a 10% de açúcares de adição, 15% de Proteína, 25 a 35% de Gordura, inferior a 7% de ácidos graxos saturados, 10 a 20% de ácidos graxos monoinsaturados, 10 a 20% de ácidos graxos poli-insaturados e 0,5 a 1,0 g EPA e DHA.
50 a 55% de Carboidrato, 5 a 10% de açúcares de adição, 15 a 20% de Proteína, 30 a 35% de Gordura, inferior a 5% de ácidos graxos saturados, 10 a 20% de ácidos graxos monoinsaturados, 10 a 20% de ácidos graxos poli-insaturados e 1,0 a 2,0 g EPA e DHA.
45 a 50% de Carboidrato, inferior a 5% de açúcares de adição, 20% de Proteína, 30 a 35% de Gordura, inferior a 5% de ácidos graxos saturados, 10 a 20% de ácidos graxos monoinsaturados, 10 a 20% de ácidos graxos poli-insaturados e acima de 2,0 g EPA e DHA.
45 a 60% de Carboidrato, inferior a 10% de açúcares de adição, 15% de Proteína, 25 a 35% de Gordura, inferior a 7% de ácidos graxos saturados, 15% de ácidos graxos monoinsaturados, 5 a 10% de ácidos graxos poliinsaturados e sem recomendações para EPA e DHA.
Sobre o tratamento não medicamentoso das dislipidemias, conforme Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, assinale com V as afirmativas verdadeiras ou F as falsas.
( ) Para o tratamento da hipercolesterolemia recomenda-se no máximo 10% do VCT (valor calórico total) na forma de ácidos graxos saturados para aqueles que apresentam risco cardiovascular aumentado.
( ) Na hipertrigliceridemia de causa primária, observada na obesidade e no diabetes, mantêm-se o controle de gorduras de 30 a 35% das calorias e a adequação no consumo de carboidratos, com ênfase na restrição de açúcares.
( ) O consumo de ácidos graxos poli-insaturados da série ômega 3 fornece os ácidos graxos EPA e DHA, mais associados à proteção cardiovascular.
Assinale a sequencia correta.
V F F
F F V
V V F
F V V
Sobre o tratamento dietoterápico da hipertrigliceridemia, analise as afirmativas abaixo:
I. Na hipertrigliceridemia primária grave, a gordura na dieta deve atingir, no máximo, 10% do valor calórico total.
II. Na hipertrigliceridemia moderada, recomendam-se aproximadamente 25 a 35% das calorias na forma de gorduras e controle da ingestão de açúcares.
III. Na hipertrigliceridemia de causa secundária, observada na obesidade e no diabetes, mantêm-se o controle de gorduras (30 a 35% das calorias) e a adequação no consumo de carboidratos, com ênfase na restrição de açúcares.
IV. Na hipertrigliceridemia de qualquer natureza, orienta-se para redução da ingestão de bebidas alcoólicas.
Estão CORRETAS
I, II e IV, apenas.
I e IV, apenas
I, II, III e IV.
III e IV, apenas.
II, III e IV, apenas.
Sobre a terapia nutricional para tratamento das dislipidemias, analise os itens abaixo:
I. Substituição na dieta dos ácidos graxos saturados por carboidratos.
II. Dieta isenta de ácidos graxos trans.
III. O consumo de < 10% do valor calórico total de ácidos graxos saturados.
IV. O consumo de < 7% do valor calórico total para aqueles que apresentarem risco cardiovascular aumentado.
V. Consumo de menos de 200mg/ dia de colesterol.
Estão CORRETOS apenas
I, II e III.
I e IV.
II, III e IV.
III e V.
I, II, III e V.
Conforme a Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2017), como medidas de controle da hipercolesterolemia, a dieta deve ser
isenta de ácidos graxos trans, com menos de 10% do valor calórico total (VCT) de ácidos graxos saturados para indivíduos saudáveis e menos de 7% do VCT para aqueles que apresentam risco cardiovascular aumentado.
isenta de ácidos graxos trans, com valores entre 10% e 12% do VCT de ácidos graxos saturados para indivíduos saudáveis e menos de 7% do VCT para aqueles que apresentam risco cardiovascular aumentado.
com até 2% de ácidos graxos trans, com valores até 20% do VCT de ácidos graxos saturados para indivíduos saudáveis e entre 7% e 10% do VCT para aqueles que apresentam risco cardiovascular aumentado.
isenta de ácidos graxos trans e de açúcares, independente do risco cardiovascular, porém, rica em fibras solúveis e insolúveis.
De acordo com a Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2017), quais são as recomendações dietéticas para o tratamento das dislipidemias para indivíduos que apresentam aumento dos valores de LDL-c e/ou presença de comorbidades?
Menos de 45% de carboidratos, com menos de 10% de açúcares de adição; até 10% de proteínas e 40% de gorduras com alto teor de ácidos graxos polinsaturados.
Entre 45-60% de carboidratos, com menos de 10% de açúcares de adição; 15% de proteínas e entre 25-35% de gorduras, sendo menos de 7% de ácidos graxos saturados.
Entre 60-70% de carboidratos sem adição de açúcares simples; entre 15-25% de proteínas e entre 25- 35% de gorduras, sendo menos de 7% de ácidos graxos saturados.
Entre 60-70% de carboidratos, com menos de 10% de açúcares de adição; entre 20-30% de proteínas de alto valor biológico e isenção de gorduras.
Analise as afirmativas a seguir em relação ao impacto das mudanças alimentares e de estilo de vida nos casos de dislipidemia, conforme Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose.
I. A redução do peso tem maior magnitude no tratamento da hipertrigliceridemia do que no da hipercolesterolemia.
II. A redução da ingestão de açúcares simples tem importante impacto no tratamento da hipercolesterolemia.
III. O aumento da atividade física exerce algum impacto tanto no tratamento da hipertrigliceridemia quanto no da hipercolesterolemia.
Estão corretas as afirmativas
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Em relação às recomendações da Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose para o uso de ácidos graxos na alimentação e para o tratamento das dislipidemias, analise as afirmativas a seguir.
I. O consumo de ácidos graxos trans deve ser menor que 7% do VCT por aumentar a concentração plasmática de LDL-c e induzir intensa lesão aterosclerótica.
II. O consumo de no mínimo duas porções de peixes ricos em EPA e DHA por semana está associado à redução do risco cardiovascular entre indivíduos em prevenção primária e secundária.
III. A suplementação com probióticos (109 UFC) é recomendada nos casos de hipertrigliceridemia leve.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
I, II e III.
I e II, apenas.
II, apenas.
I e III, apenas.
Considerando as Diretrizes Brasileiras para Dislipidemias (Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2017), assinale a alternativa correta.
A substituição na dieta de ácidos graxos saturados por carboidratos é uma alternativa para reduzir o risco de eventos cardiovasculares.
Os principais ácidos graxos da série ômega 3 são o ácido graxo linolênico (C18:3), de origem vegetal (óleo de oliva, milho e linhaça), e os ácidos graxos eicosapentaenoico (C20:5) e docosahexaenoico (C22:6), provenientes de peixes e crustáceos de águas muito frias dos oceanos Pacífico e Ártico.
Devido à relação linear com os valores séricos de LDL-c, o colesterol alimentar exerce importante influência na mortalidade cardiovascular.
Os ácidos graxos trans devem ser excluídos da dieta por aumentarem a concentração plasmática de HDL-c e induzirem intensa lesão aterosclerótica.
A substituição de ácidos graxos saturados por monoinsaturados, provenientes do azeite de oliva e sementes oleaginosas, pode estar associada à redução do risco cardiovascular, porém as evidências são menos robustas do que em relação aos poli-insaturados.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 75% da mortalidade cardiovascular pode ser reduzida com adequadas mudanças no estilo de vida. Neste contexto, a dieta deve ser sempre a primeira abordagem do tratamento, sendo considerada uma mudança no estilo de vida, e não uma estratégia passageira. Considerando a terapia nutricional na dislipidemia, marque a afirmativa CORRETA.
Os ácidos graxos não interferem na elevação do colesterol da mesma maneira. O esteárico tem maior efeito na elevação do colesterol plasmático do que o mirístico;
Os ácidos graxos saturados mais presentes na alimentação humana são, esteárico, mirístico e láurico, apenas;
O consumo de chocolate amargo está relacionado com a melhora da função endotelial e exerce influência sobre vários fatores de risco para doença cardiovascular, em razão da função antioxidante dos flavonoides presentes no cacau;
A gordura saturada tem um impacto menor do que o colesterol dietético na elevação da colesterolemia, pois dificulta a entrada de colesterol nas partículas de LDL e facilita a retirada de LDL da circulação;
O café baixa os níveis de colesterol, especialmente a fração LDL-c, reduzindo assim, o risco de doenças coronarianas. Este efeito deve-se à ação do cafestol e kahweol, substâncias presentes na composição química do café.
As recomendações dietéticas para prevenção e tratamento das dislipidemias preconizam o uso de dietas
hipoglicídicas.
hiperproteicas.
normolipídicas.
com teor de fibras superior aos valores normalmente recomendados.
com teor de colesterol semelhante aos valores normalmente recomendados.
Segundo a Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2017), é correto afirmar que a suplementação com EPA e DHA deve ser recomendada para hipertrigliceridemia grave (≥ 500 mg/dL) na vigência do risco de pancreatite, refratária a medidas não farmacológicas e tratamento medicamentoso. Como adjuvante no tratamento da hipertrigliceridemia, a recomendação da suplementação deve ser de:
0,5 a 1 grama ao dia.
1 a 3 gramas ao dia.
2 a 3 gramas ao dia.
2 a 4 gramas ao dia.
3 a 4 gramas ao dia.
As recomendações para a redução da hipercolesterolemia, publicadas na V DIRETRIZ BRASILEIRA DE DISLIPIDEMIAS E PREVENÇÃO DA ATEROSCLEROSE, separam os alimentos e as formas de preparo em três grupos: Preferir, Consumir com moderação, Ocasionalmente em pouca quantidade. Qual das alternativas lista apenas alimentos que estão incluídos em “preferir” nas recomendações dietéticas para a redução da hipercolesterolemia?
Peixe magro e mel.
Vegetais crus e cozidos e frutas frescas e congeladas.
Clara de ovos e queijos brancos.
Coco e grãos integrais.
Cortes de carne bovina magra e leite semidesnatado.
A Diretriz Brasileira de Dislipidemia e Prevenção da Aterosclerose (2017), da Sociedade Brasileira de Cardiologia, traz recomendações importantes quanto ao tratamento de crianças e adolescentes com dislipidemias. Segundo este documento,
em crianças com hipercolesterolemia, o tratamento dietético nutricional deve seguir os mesmos parâmetros estabelecidos para adultos.
nas crianças com altos níveis de LDL, recomenda-se a redução da ingestão de todos os tipos de gordura e aumento da ingestão de alimentos ricos em ômega 3.
nos recém-nascidos com hipercolesterolemia grave, é necessário fazer uso de fórmulas pobres em gordura, enriquecidas com ômega 3 e triglicerídeos de cadeia média.
em crianças ou adolescentes com dislipidemia, é desaconselhada a prescrição de dieta pobre em lipídios, pelo risco de comprometimento do crescimento ou do desenvolvimento.
As dislipidemias são condições recorrentes no atendimento nutricional e têm como fisiopatologia as alterações nos mecanismos de transporte dos lipídios no plasma. No plasma, a gordura é transportada, associada a proteínas específicas, formando as lipoproteínas. Em relação a esse tema, assinale a alternativa CORRETA.
No jejum, as lipoproteínas de muito baixa densidade (very low density lipoprotein – VLDL) representam as principais carreadoras de colesterol plasmático.
A lipoproteína que transporta a gordura da dieta é o LDL (low density lipoprotein).
A porção proteica das lipoproteínas está protegida pela gordura no centro da molécula.
O aumento dos quilomicrons é identificado pela hipertrigliceridemia.
A ingestão de maiores quantidades de fibras insolúveis reduz a colesterolemia.
Considerando as medidas dietéticas, as de maior magnitude sobre hipertrigliceridemia e hipercolesterolemia, respectivamente, são:
I. redução do consumo de açúcar simples e ingestão de fitoesteróis;
II. redução da ingestão de álcool e redução da ingestão de gorduras trans;
III. redução da ingestão de gorduras saturadas e redução no consumo de carboidratos;
IV. ingestão de fibras solúveis e redução da ingestão de álcool.
Dos itens, verifica-se que está(ão) correto(s) apenas
I.
III.
IV.
I e II.
II, III e IV.
Segundo a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2013), o tratamento não medicamentoso das dislipidemias inclui:
consumo alimentar aumentado em caso de desnutrição e consumo exclusivo de carboidratos complexos.
consumo reduzido de grãos integrais na dieta, utilização exclusiva de adoçantes não calóricos e controle da proteinúria.
consumo calórico aumentado em caso de baixo peso corporal, controle da hiperglicemia e atividade física.
adesão à dieta e correções no estilo de vida, como perda de peso, atividade física e cessação do tabagismo.
Segundo a Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2017), é correto afirmar que a suplementação com EPA e DHA pode ser recomendada na insuficiência cardíaca. A suplementação deve ser de:
0,5 grama ao dia.
1 grama ao dia.
1,5 grama ao dia.
2 gramas ao dia.
2,5 gramas ao dia.