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Considerando as metas no tratamento nutricional da esofagite os seguintes alimentos devem ser evitados, EXCETO:
vitamina de banana.
empadão de frango.
suco de abacaxi com hortelã.
espaguete ao sugo.
Na fase aguda da doença inflamatória intestinal (DII), a dieta deverá ser:
moderada em lactose; rica em mono e dissacarídeos, pobre em fibras solúveis e rica em fibras insolúveis.
isenta de lactose; controlada em mono e dissacarídeos, rica em fibras solúveis e pobre em fibras insolúveis.
isenta de lactose; controlada em mono e dissacarídeos, pobre em fibras solúveis e rica em fibras insolúveis.
moderada em lactose; rica em mono e dissacarídeos, rica em fibras solúveis e pobre em fibras insolúveis.
A normalização da flora intestinal pode ser um fator positivo para a diminuição da translocação bacteriana, diarreia, doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e intolerância à lactose. No que se refere às doenças intestinais, assinale a alternativa que apresenta as assertivas CORRETAS.
I. A doença inflamatória intestinal (DII) é caracterizada por inflamação aguda da mucosa intestinal com etiologia desconhecida e parece ser influenciada por alguns membros da microflora endógena.
II. A síndrome do intestino irritável é um distúrbio caracterizado por dor abdominal, distensão, constipação ou diarreia, náusea, cansaço, retenção hídrica e dores articulares. Ocorre uma redução das bifidobactérias e aumento das bactérias anaeróbicas, promovendo fermentação anormal no cólon.
III. A intolerância à lactose é caracterizada pela deficiência da lactase. O efeito hiperosmótico provocado pela lactose não digerida leva à entrada de água no intestino. A combinação do influxo de água com gases e ácidos formados pela fermentação da lactose não digerida no intestino delgado resulta em intumescimento da alça intestinal, cólica e diarreia.
IV. As ações dos probióticos sobre a doença inflamatória intestinal (DII) incluem alteração no sistema imune da mucosa, com aumento da produção de anticorpos, atividade de macrófagos e de citocinas anti-inflamatórias.
Somente as assertivas II e III estão corretas.
Somente as assertivas I, III e IV estão corretas.
Somente as assertivas I, II e IV estão corretas.
Todas as assertivas estão corretas.
As doenças inflamatórias intestinais (DII) comumente acarretam em perda de peso devido à ingestão alimentar insuficiente e inadequada. No contexto dessas doenças, analise as afirmativas a seguir.
I. Portadores de colite ulcerativa apresentam deficiência de vitamina B12.
II. A doença de Crohn e colite ulcerativa se diferem, principalmente, pelas camadas histológicas acometidas e pela comum presença de fístulas na primeira, contribuindo para a deterioração do estado nutricional.
III. Após a identificação da intolerância a certo alimento nos pacientes tanto com Crohn quanto com colite ulcerativa, esse alimento é excluído da dieta e não pode ser reintroduzido, nem mesmo durante a fase de remissão da doença, devido ao risco de recidiva.
IV. As DIIs na fase ativa evoluem com intolerância à lactose decorrente da deficiência na produção intestinal da enzima lactase.
Estão corretas as afirmativas:
I e II, apenas.
I, II e IV, apenas.
II e III, apenas.
II e IV, apenas.
O consumo de alimentos ricos em fibras foi desaconselhado por muito tempo para indivíduos com a doença diverticular dos cólons. Contudo, estudos recentes demonstram que as fibras têm efeito protetor para a doença. É uma orientação nutricional para pacientes com um ataque agudo de diverticulite:
manter a oferta de 25 g de fibras.
iniciar a dieta com 5 g de fibras por duas semanas, migrando para 25-30 g de fibras.
iniciar a dieta com 5 g de fibra e aumentar semanalmente 5 g, até atingir o consumo ideal de 25-30 g de fibras.
iniciar a dieta com 5 g de fibras por duas semanas, aumentar para 15 g por mais duas semanas, até atingir o consumo ideal de 25-30 g de fibras.
iniciar a dieta com 10 g de fibra e aumentar semanalmente 5 g, até atingir o consumo ideal de 25-30 g de fibras.
A escolha da fórmula utilizada para nutrição enteral vai depender do objetivo da terapia, da idade do indivíduo e da via de acesso. Para uma criança com síndrome do intestino curto, foi estabelecido o uso de uma fórmula oligomérica, que se caracteriza por
ter baixa osmolaridade e conter soro de leite ou lactoalbumina.
ser composta por aminoácidos livres e maltodextrina.
apresentar lipídeos intactos e caseína.
conter proteínas extensamente hidrolisadas e ser isenta de sacarose.
A síndrome do intestino curto é uma doença causada por uma redução na área de funcionamento do intestino, resultando em incapacidade para manter o equilíbrio hidroeletrolítico e/ou atender às necessidades de macronutrientes e micronutrientes. Portanto, assinale a opção INCORRETA a respeito da suplementação de vitaminas nos indivíduos com essa doença.
Esses pacientes podem absorver vitaminas hidrossolúveis, mas têm dificuldade para absorver as lipossolúveis.
Os comprimidos tradicionais costumam ser completamente eliminados por esses pacientes, por isso é necessário utilizar formas líquidas.
Em alguns pacientes, poderá ser impossível alcançar a normalização com vitaminas orais, especialmente dos níveis de vitamina E.
Recomenda-se a dosagem dos níveis de vitaminas e a suplementação com preparados sólidos de vitamina A e E.
Eles necessitam de altas doses de vitamina A, D e E para manter níveis normais.
Analise as duas orientações feitas para duas pessoas com Doenças Inflamatórias Intestinais (DII).
Orientação para João
I. Fase aguda da DII- dieta rica em fibras
solúveis, controle de mono e dissacarídeos.
II. Fase de remissão da DII – evoluir progressivamente o teor de fibras insolúveis.
Orientação para Maria
I. Fase aguda da DII- dieta rica em fibras insolúveis, isenta de lactose.
II. Fase de remissão da DII – usar fórmulas à base de aminoácidos e peptídeos.
A orientação de João está toda correta, e a orientação de Maria está toda incorreta.
A orientação de João está toda correta, e a orientação de Maria tem um item apenas correto.
Ambas as orientações têm, apenas, um item correto.
Ambas as orientações estão incorretas.
A orientação de João tem apenas um item correto, e a orientação de Maria está toda incorreta.
Pacientes com disfagia requerem modificações da dieta de consistência normal; para o atendimento as suas necessidades, a dieta deve ser:
líquida rica em carboidratos e proteínas.
líquida rica em fibras e sem espessante.
pastosa com consistência de mel ou purê.
branda rica em vitaminas e minerais.
A dieta restrita em FODMAP (sigla para Oligosacarídeos, Dissacarídeos, Monosacarídeos e Polióis Fermentáveis) é indicada sobretudo na seguinte enfermidade:
diarreia aguda.
constipação crônica.
síndrome do intestino irritável.
síndrome do intestino curto.
Orientação dietética para disfagia recomenda a utilização de dietas de consistência adequada para o grau de comprometimento da deglutição. Para uma pessoa idosa com recomendação de dieta de nível II, NÃO deve(m) se oferecer
mingau ralo.
frutas macias e maduras.
vegetais cozidos.
carnes macias.
cereais umedecidos.
Analise o caso a seguir.
Paciente, E. M. F., do sexo masculino, de 25 anos, trabalhador rural, casado e com dois filhos. Após se queixar de fortes dores abdominais, inchaço abdominal, náusea e diarreias ocasionais, foi internado em uma Unidade de Saúde do seu Bairro e em seguida encaminhado para um hospital de referência na capital do estado que reside com quadro de emagrecimento severo e risco nutricional. Após exame de colonoscopia, verificou-se a presença de processo inflamatório em áreas seccionadas no íleo distal e cólon, com presença de estrituras no lúmen intestinal.
A dietoterapia mais indicada para esse paciente, considerando um provável diagnóstico de Doença de Crohn, é:
introduzir dieta líquida de baixo resíduo e baixo teor de fibras e evoluir conforme melhora dos sintomas, avaliando a tolerância.
introduzir nutrição parenteral nas primeiras quarenta e oito horas após a internação.
introduzir dieta enteral elementar, modulada com maltodextrina e fibras insolúveis, evoluindo para polimérica conforme tolerância do paciente.
introduzir nutrição parenteral exclusiva e suplementação com prebióticos.
O tratamento nutricional para pacientes com síndrome do intestino curto no pós-operatório requer progressão lenta e gradativa da alimentação, sendo adotada a seguinte conduta dietética:
35 a 40 kcal/kg/dia.
2,0 a 3,5g de lipídios/dia.
2,5 a 3,0g de proteína/kg/dia.
suplementação com zinco e cálcio em quantidades indicadas pela DRI.
Os indivíduos com Doença Inflamatória Intestinal (DII) estão em maior risco de problemas nutricionais por uma série de fatores relacionados à doença e seu tratamento. Assim, o principal objetivo é restaurar e manter o estado nutricional do paciente. Assinale V (verdadeiro) e F (falso) para as condutas a serem adotadas no tratamento nutricional de pacientes com DII.
( ) Os requerimentos de proteínas podem estar aumentados, dependendo da gravidade e do estágio da doença, bem como das necessidades requeridas para a restauração. A inflamação e o tratamento com corticosteroides resultam em um balanço nitrogenado negativo e causam perda de massa muscular. Também podem ocorrer perdas de proteínas em áreas da mucosa intestinal inflamada e ulcerada. Para manter o balanço nitrogenado positivo recomenda-se a ingestão de 1,8 a 2,0g/kg/ dia de proteína.
( ) Os pacientes com DII apresentam risco aumentado de osteopenia e osteoporose.
( ) Os pacientes com estenose ou obstrução parcial do intestino se beneficiam com a redução de fibras alimentares ou limitação das partículas de alimentos. Refeições pequenas e frequentes podem ser mais bem toleradas do que grandes refeições.
( ) Em pacientes com trânsito intestinal rápido, com ressecções extensas do intestino ou com doença extensa do intestino delgado, a absorção pode estar comprometida. Neste caso, a ingestão excessiva de lactose, frutose ou sorbitol pode contribuir para as cólicas abdominais, gases e diarreia; e a alta ingestão de gordura pode resultar em esteatorreia.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
F, F, V, V.
V, V, F, F.
F, V, V, V.
V, V, V, F.
O nutricionista de um paciente com esofagite deve evitara seguinte conduta nutricional:
as refeições devem conter alto teor protéico.
excluir da dieta café e mate.
planejar a alimentação diária em oito pequenas refeições.
o paciente deve alimentar-se duas a três horas antes de dormir.
suco de tomate e laranja nos intervalos, entre as refeições.
Situação clínica recorrente que agrava casos de desnutrição podendo levar a quadros de desidratação e comprometer a recuperação de pacientes hospitalizados, a diarreia é caracterizada pelo aumento da frequência de eliminação de fezes semipastosas ou líquidas.
É classificada em osmótica, secretória, exsudativa e de contato mucoso limitado. Em relação às diarreias, é correto afirmar:
Lactobacillus casei e Bifidobacterium bifidum são exemplos de probióticos, e podem ser utilizados no período de remissão da diarreia com o objetivo de recuperar a flora bacteriana.
A oferta de alimentos que são fontes de celulose, hemicelulose tipo B e lignina é importante para auxiliar no controle do trânsito intestinal pela viscosidade que proporcionam e pela possibilidade de produzir ácidos graxos de cadeia curta.
Recomenda-se a oferta de líquidos e eletrólitos para repor as perdas, sendo interessante o uso da água de coco, por ser rica em potássio, e as bebidas isotônicas não devem ser ofertadas.
A diarreia exsudativa difere da secretória, pois a primeira é caracterizada pela perda de eletrólitos e de água pelo epitélio intestinal, enquanto a última é caracterizada pela eliminação de muco, sangue e proteínas plasmáticas.
A doença celíaca, também chamada de esprue celíaco não tropical ou enteropatia sensível ao glúten, caracterizase pela atrofia das vilosidades intestinais, hiperplasia das criptas e aumento da celularidade. Trata-se de uma resposta inflamatória que ocorre no intestino delgado, gerada pela exposição ao glúten. Uma manifestação clínica da doença celíaca em adultos é a:
insuficiência respiratória.
dermatite herpetiforme.
artrite.
úlcera gástrica.
No intuito de incentivar ações de educação alimentar e nutricional, seja no âmbito individual ou coletivo, o nutricionista precisa estar atento às informações veiculadas indiscriminadamente nos diversos meios de comunicação, disponíveis aos variados estratos socioeconômicos, e precisa ter conhecimento suficiente para esclarecer as dúvidas que os pacientes apresentam no dia-a-dia. Nos últimos tempos, a recomendação para a restrição de consumo de glúten vem sendo adotada de forma indiscriminada por inúmeros nutricionistas. Essa recomendação indiscriminada para restrição ao consumo de glúten não encontra atualmente respaldo na ciência da nutrição e está em desacordo com o Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar (2007). Sabe-se que a eliminação do glúten da dieta só deve acontecer mediante diagnóstico clínico confirmado de
bócio ou qualquer outro problema com a glândula tireoide e alergia ao glúten.
intolerância à lactose, sensibilidade à proteína do leite (alergia à proteína do leite de vaca) ou outras condições fisiológicas e imunológicas.
doença celíaca, dermatite herpetiforme, alergia ao glúten e intolerância ao glúten não-celíaca.
inchaço abdominal indesejado, retenção hídrica, ganho fácil de peso, cansaço acima do normal, todos característicos da tensão pré-menstrual.
As fístulas digestivas têm grandes efeitos orgânicos, e têm relação estreita com a desnutrição, o desequilíbrio hidroeletrolítico e a sepse. A terapia nutricional no paciente com fístula deve ser iniciada o mais precocemente possível. Considerando essas informações, analise as assertivas abaixo:
I A alimentação oral estimula ganhos adicionais de líquidos, proteínas e eletrólitos pelo trajeto fistuloso e, por isso, deve ser encorajada.
II A nutrição enteral está indicada para fístulas de alto débito, localizadas no esôfago, estômago e cólon.
III O suporte nutricional parenteral é indicado para fístulas de baixo débito no jejuno terminal ou íleo proximal.
IV Em pacientes com nutrição parenteral, deve-se associar, quando possível, a nutrição enteral trófica em doses mínimas de 100 a 200mL.
Estão corretas apenas as assertivas
I e II.
I e IV.
II e III.
III e IV.
A quantidade de proteína dietética preconizada para manter o balanço nitrogenado positivo em pacientes com doença inflamatória intestinal é:
0,7 a 0,9 g.
1,3 a 1,5g.
1,0 a 1,2g.
1,6 a 2,0 g.