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A desidratação é consequência do efeito osmótico da glicose nos túbulos renais, o que impede a reabsorção tubular de água.
O controle por antidiabético oral do tipo sulfoniluréia é indicado, pois a medicação apresenta ação hipoglicemiante baixa e auxilia na redução do peso.
Na conduta dietoterápica, é adequado recomendar perda ponderal de pelo menos 4 kg a 7,5 kg de peso, para auxiliar no controle do diabetes; ingestão diária de 60 g de proteína, 200 mg de colesterol e 10%, 13% e 15% do valor calórico total (VCT) de gordura saturada, poliinsaturada e monoinsaturada, respectivamente.
Os dados antropométricos e laboratoriais do paciente revelam que ele apresenta obesidade de grau II, diabetes mellitus e dislipidemia.
A recomendação de fibras para esta paciente, de acordo com a Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (2016), é de 14g por dia.
Segundo Campos et al. (2013), a desnutrição proteica pode prejudicar a cicatrização porque
aumenta a resistência à insulina, o hipermetabolismo e a translocação bacteriana.
provoca a perda de tecido adiposo como resposta ao trauma cirúrgico e alterações no metabolismo lipídico.
prolonga a fase inflamatória, diminui a síntese e a proliferação fibroblástica e a síntese de colágeno.
responde ao estresse cirúrgico e ao traumatismo com estimulação do hipotálamo.
Considere um paciente com síndrome de intestino curto, submetido à uma ressecção superior a 80% do íleo. Em relação às consequências nutricionais da perda do íleo, pode-se citar as afirmativas, a seguir, exceto:
Diarreia e esteatorreia.
Irritação do cólon pelos sais biliares.
Diminuição da absorção da vitamina B12.
Diminuição da absorção de macronutrientes (carboidratos, lipídios e proteínas).
De acordo com Cunha et al. (2013), o balanço proteico negativo resultante do trauma pode associar-se à
preservação da massa muscular, hiperglicemia, anemia ferropriva e rebaixamento do nível de consciência.
intolerância à nutrição parenteral, diminuição da sobrevida do paciente e ao aumento do tempo de internação hospitalar.
redução da síntese proteica e da massa gordurosa, balanço hídrico negativo e anemia.
imunossupressão, à má cicatrização, à fraqueza muscular e à redução da sobrevida do paciente grave.
A inflamação é reconhecida como fator que contribui para a fisiopatologia de muitas doenças. Em relação a alimentos, nutrição e processos inflamatórios, analise as afirmações abaixo:
I. Alguns componentes da dieta atuam como substratos para a biossíntese de mediadores inflamatórios (por exemplo: o ácido araquidônico, um ácido n-3, é precursor do óxido nítrico prostaglandinas inflamatórias), desta forma, a dieta poderia exercer papel central na manutenção da disponibilidade destes substratos para alimentar a resposta inflamatória;
II. Independente da natureza da inflamação é importante distinguir entre fatores dietéticos enquanto fatores causais diretos da resposta inflamatória e fatores dietéticos enquanto modificadores ou reguladores da resposta inflamatória a outros estímulos deflagradores ou estimuladores;
III. A microbiota intestinal está em contato íntimo com o órgão imunológico mais altamente desenvolvido do corpo humano, embutida no trato intestinal. Probióticos e prebióticos levam à melhora clínica na enteropatia inflamatória, porém os efeitos dos probióticos dependem da cepa e da espécie.
Marque a opção que contenha o que for CORRETO:
I, II e III;
I e III, apenas;
I e II, apenas;
II e III, apenas;
III, apenas.
A Síndrome do Intestino Curto (SIC) apresenta etiologia variada, como por exemplo: traumas; fístulas internas; carcinomatose dentre outras. Quando ocorre a preservação do íleo terminal, e da válvula ileocecal há uma compensação em relação à resseção intestinal extensa. Considerando as causas de hipocalcemia e anemia megaloblástica decorrente da ressecção intestinal distal e proximal, assinale a alternativa INCORRETA.
Falta sais biliares para a absorção de gordura.
Formação de sabões insolúveis com ácidos graxos
Falta de vitamina B12 por ausência de receptores ileais.
Deficiência de vitamina D.
Deficiência de ácido fólico por perda de receptores.
A cirurgia bariátrica vem sendo utilizada como uma alternativa no tratamento da obesidade, devido à sua efetividade na perda rápida de peso e à melhora na saúde e na qualidade de vida dos pacientes. No entanto, os pacientes operados podem desenvolver inúmeras complicações nutricionais e metabólicas, dentre elas as anemias.
Considerando as anemias consequentes à cirurgia bariátrica, sua etiologia, o diagnóstico e o tratamento, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) A deficiência de vitamina B12 é um achado comum após o by-pass gástrico e está associada, principalmente, à exclusão do íleo (principal sítio absortivo dessa vitamina).
( ) A maior causa de anemia após cirurgia bariátrica é a deficiência de vitamina B12, provocada pela redução da produção do fator intrínseco em consequência da gastrectomia parcial.
( ) O ferro sérico, a ferritina sérica e a transferrina não são marcadores sensíveis, visto que podem apresentar níveis normais, enquanto o paciente encontra-se com ferropenia, mas ainda sem anemia.
( ) A deficiência de ácido fólico é menos comum do que a deficiência de ferro e vitamina B12, está associada principalmente à redução da ingestão alimentar, pode ser consequência da deficiência de vitamina B12 e é facilmente tratada com os suplementos orais disponíveis no mercado.
( ) Dentre as principais causas da anemia ferropriva após cirurgia bariátrica estão a redução da ingestão de ferro provocada pela intolerância alimentar e menor absorção de ferro em decorrência da reduzida secreção de ácido clorídrico e da exclusão do duodeno, principal sitio absortivo desse nutriente.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é