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As Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) são doenças crônicas que acometem o trato gastrointestinal, caracterizadas principalmente por diarreia, dor abdominal e perda de peso além de mal-estar, anorexia, emagrecimento e febre. No curso das DII,
orienta-se a utilização de fibras insolúveis para quadros de diarreia.
não há prejuízos ao crescimento e ao desenvolvimento de crianças acometidas por essas doenças.
não se pode garantir ainda a eficácia do uso do ômega 3 na prevenção de recaídas dessas doenças.
orienta-se o uso de probióticos para garantir a remissão da colite ulcerativa.
Sobre a intolerância à lactose, marque a alternativa correta:
Após consumir alimentos com lactose, os indivíduos com intolerância apresentam urticária, dor abdominal e flatulência.
Em alguns casos, a intolerância à lactose pode ser secundária como consequência de alguma infecção do intestino delgado.
A intolerância à lactose é mais frequente em indivíduos da raça caucasiana.
Para a lactose ser absorvida, ela precisa ser hidrolisada pela lactase que é encontrada mais abundantemente no duodeno.
A Doença Renal Crônica (DRC) na fase dialítica apresenta recomendações nutricionais específicas que visam à manutenção do estado nutricional, do metabolismo mineral e do equilíbrio acidobásico e eletrolítico, a fim de auxiliar no controle das complicações da DRC avançada. Com relação às complicações da DRC e às intervenções nutricionais em hemodiálise, é correto afirmar que
a presença de hipercalemia é comum em pacientes em hemodiálise, pois esse procedimento é ineficiente na remoção de potássio sérico e a restrição dietética pouco contribui na redução da calemia.
a restrição proteica é indicada na hemodiálise para a manutenção da função renal residual, sendo essa recomendação eficiente também no controle da hiperfosfatemia, que é frequente e decorre da DRC avançada.
a retenção de fósforo sérico e a redução na produção de calcitriol pelos rins contribuem para o desenvolvimento do hiperparatiroidismo secundário à DRC, que é uma resposta adaptativa para reduzir a hipercalcemia.
a hiperfosfatemia na hemodiálise decorre da DRC avançada e da remoção pouco eficiente do fósforo sérico, sendo o controle desejado obtido com a restrição dietética, e principalmente com uso de quelantes de fósforo nas refeições.
a restrição de sódio deve ser indicada apenas para pacientes em hemodiálise que apresentaram hipertensão arterial na fase pré-dialítica, devido ao risco de hipotensão durante o procedimento.
A doença pulmonar obstrutiva crônica caracteriza-se por obstrução lenta e progressiva das vias aéreas. Geralmente, há comprometimento do estado nutricional devido à redução da ingestão alimentar. Algumas das consequências da baixa saturação de oxigênio no sangue são:
anorexia, diarreia e mucosite.
diarreia, náusea e palidez.
fadiga, anorexia e constipação.
palidez, constipação e ortorexia.
Na cetoacidose diabética (CAD) ocorre redução na concentração efetiva de insulina circulante associada à liberação excessiva de hormônios contrarreguladores, entre os quais o glucagon, as catecolaminas, o cortisol e o hormônio de crescimento (SBD, 2015). Tais alterações podem explicar as afirmações abaixo, EXCETO:
A hiperglicemia presente na CAD é causada por diminuição da utilização periférica de insulina, aumento da secreção hepática de glicose e diminuição de sua excreção.
A secreção hepática exacerbada de glicose ocorre tanto por aumento da gliconeogênese (utilizando como principal substrato aminoácidos liberados na circulação sistêmica em decorrência da proteólise excessiva) quanto da glicogenólise.
O aumento de glicose circulante promove aumento da osmolaridade plasmática, o que leva a um deslocamento de fluidos do espaço intra para o extracelular, com desenvolvimento de desidratação celular.
A hiponatremia, o edema cerebral e a rabdomiolise são eventos pouco prováveis na CAD.
A acidose metabólica resulta principalmente do excesso de corpos cetônicos e da depleção de álcalis.
Sobre as doenças diverticulares do cólon, qual a alternativa correta?
A doença diverticular é pouco incidente em países industrializados, onde o consumo de alimentos denominados de “fast food” são muito frequentes.
Na diverticulite, aumentar a quantidade de fibra na dieta favorece à redução de sintomas e impede a infecção dos divertículos. Recomenda-se a ingestão de 20 a 35g de fibra por dia.
A maioria dos casos de diverticulose não apresenta nenhum desconforto ou sintoma; entretanto, os sintomas podem ser leves cólicas ou constipação. Dieta rica em fibras reduz os sintomas e o risco de inflamação.
Na diverticulose, o tratamento é focado no controle da infecção e na redução do risco de inflamação; por isso, recomenda-se manter o intestino grosso em repouso com dieta líquida, associado a analgésicos.
A diverticulite, complicação inflamatória da diverticulose, pode evoluir com infecção, perfuração, suboclusão (dificuldade na passagem das fezes) e sangramento, sendo o sangramento e as fístulas as complicações mais frequentes.
Sobre a fisiopatologia do raquitismo, analise as afirmativas abaixo:
I. O raquitismo pode ser classificado em hipocalcêmico ou hipofosfatêmico. Apenas nesse último subtipo, há hipofastemia.
II. As causas mais comuns de hipocalcêmico são a deficiência de vitamina D ou resistência a sua ação, enquanto que o raquitismo hipofosfatêmico é mais comumente causado por perda renal de fosfato.
III. As causas de raquitismo também podem ser divididas em carenciais (que compreendem a exposição solar inadequada ou a ingestão inadequada de vitamina D, cálcio ou fósforo).
IV. O raquitismo também pode ser causado por defeitos genéticos que diminuem a hidroxilação renal da vitamina D ou defeito no receptor de vitamina D.
Está CORRETO o que consta em
II, III e IV, apenas.
III e IV apenas.
IV, apenas.
I e IV, apenas.
I, II, III e IV.
A etiologia das doenças inflamatórias intestinais (DII) é multifatorial, envolvendo fatores genéticos e ambientais, além da microbiota intestinal. A patogênese dessas doenças está relacionada a alterações do sistema imunológico digestivo, que desencadeia respostas inflamatórias inadequadas. Em relação às DII, considere as seguintes afirmativas:
I. As causas da desnutrição nas DII estão relacionadas a perdas gastrointestinais aumentadas, má absorção, ingestão alimentar inadequada e necessidades nutricionais aumentadas.
II. Na fase ativa da doença a dieta deve ser hipercalórica, hiperproteica, hipolipídica (menos de 20% das calorias totais) e normoglicídica com restrição de carboidratos simples e alimentos que causam flatulência, restrição de fibras insolúveis e lactose.
III. A deficiência de vitamina B12 é mais comum na colite ulcerativa do que na doença de Crohn. O envolvimento inflamatório do íleo pode induzir à má absorvição de vitamina B 12 e o supercrescimento bacteriano pode levar a uma má absorção secundária.
Assinale a alternativa correta:
Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
Somente a afirmativa I é verdadeira.
Somente a afirmativa II é verdadeira.
As afirmativas I, II e III são verdadeiras.
Os mais importantes combustíveis utilizados na resposta metabólica ao trauma são os/as
ácidos graxos ômega-3.
ácidos graxos saturados.
ácidos graxos insaturados.
carboidratos.
proteínas.
Na Lesão Renal Aguda (LRA) ocorre perda abrupta da função renal, em geral ocorre em rins previamente saudáveis, secundária a outra doença. Em princípio, a enfermidade é reversível, entretanto, por ser uma condição que ocorre frequentemente em pacientes hospitalizados graves, a taxa de mortalidade é elevada. O aumento do catabolismo corporal é um dos aspectos associados para aumento do risco de desnutrição. Dentro desse contexto, assinale a proposição INCORRETA quanto as principais causas associadas à desnutrição na LRA:
Perda de nutrientes no dialisato, em caso de necessidade de terapia de reposição renal.
Presença de inflamação e a elevação da proteólise corporal.
Acidose metabólica.
Hiperinsulinemia e intolerância à glicose.
O tipo, a intensidade e a duração da terapia de reposição renal estão associados ao prognóstico clínico e não influenciam no estado nutricional e no metabolismo dos pacientes.
A Desnutrição tem prevalência elevada entre as crianças com cardiopatias congênitas, estimando-se que aproximadamente 24 a 90% tenham comprometimento ponderal. Sobre retardo de crescimento em crianças cardiopatas é correto afirmar que:
a desnutrição resulta perda proporcional da musculatura esquelética, porém não traz prejuízo para a função nem para o metabolismo cardíaco.
alterações nas funções cardíacas, trazem deficiências nos oligoelementos e alguns íons, porém as vitaminas mantem-se sem alterações devido ao equilíbrio da relação cálcio/vitamina D.
no kwashiokor marasmático há um estado hipocirculatório caracterizado pela taquicardia, aumento do tempo de circulação, redução do débito cardíaco e do consumo de hidrogênio.
a oferta de carbohidratos e de gordura tem um efeito marcante sobre os níveis de catecolaminas plasmáticas, onde a inanição justifica as alterações encontradas no desnutrido grave.
o cálculo nutricional para criança desnutrida cardiopata deve ser baseada no peso real e não no peso ideal, pois a oferta extra de calorias é prejudicial para estas crianças.
A etiopatogenia da esteato-hepatite não alcoólica inclui todos abaixo, EXCETO
Obesidade central.
HDLcolesterol elevado (> 40 a 50mg/dL).
Hiperglicemia.
Hipertensão.
Triglicerídeo superior a 150 mg/Dl.
Paciente do sexo masculino, 39 anos, alcoolista crônico, foi admitido com relato de hematêmese, alteração da fala, da consciência, tremores e melena há, aproximadamente 24h do internamento, apresentando ascite moderada e edema em MMII. Após admissão, foi realizado Endoscopia Digestiva Alta (EDA), onde foi verificada a presença de varizes esofagianas em sangramento ativo, e realizado escleroterapia endoscópica para contenção de sangramento. Foi estabelecido o diagnóstico clínico de cirrose hepática (classificado como nível C na classificação Child-Pugh), encefalopatia hepática grau II e desnutrição leve. Com base no caso, dadas as afirmativas acerca das complicações clínicas e nutricionais da doença hepática crônica,
I. A presença de varizes esofagianas pode ser causada pela existência de hipertensão portal (HP) associada à presença da cirrose hepática (estágio final da hepatopatia crônica). A HP favorece a formação da circulação colateral portossistêmica devido à maior resistência e maior fluxo aferente portal, ocasionando a formação de varizes.
II. A presença de varizes esofagianas sangrantes piora o prognóstico desse paciente; entretanto, a classificação de Child-Pugh é a mais leve e garante um bom prognóstico para esse paciente.
III. Com base em evidências científicas atuais, a terapia Nutricional para esse caso deverá ser suplementada, obrigatoriamente, com aminoácidos de cadeia ramificada (30% dos aminoácidos da dieta) para evitar episódios de encefalopatia hepática.
IV. Deficiências de minerais são frequentemente observadas nesses pacientes em decorrência de esteatorreia, hemorragias, uso de diuréticos ou mesmo ingestão insuficiente.
verifica-se que estão corretas apenas
I e IV.
II e III.
II e IV.
I, II e III.
I, III e IV.