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O controle de qualidade em unidades de alimentação e nutrição, bem como no comércio varejista de alimentos, é essencial para garantir a segurança alimentar e a satisfação dos consumidores. Entre os diversos processos de controle, alguns focam em inspeções sanitárias, armazenagem adequada, controle de temperatura, higiene e validade dos produtos.
Com base nesse contexto, qual das alternativas abaixo descreve a melhor prática para assegurar o controle de qualidade em uma unidade de alimentação?
Os alimentos devem ser armazenados de maneira que não haja controle de temperatura, já que os alimentos não perecíveis não sofrem alterações significativas.
As inspeções sanitárias devem ser realizadas apenas uma vez por ano, pois a segurança alimentar não muda com frequência, e é suficiente para garantir a qualidade.
O controle de temperatura é fundamental para a segurança alimentar, sendo necessário garantir que os alimentos perecíveis sejam mantidos em temperaturas adequadas, tanto no armazenamento quanto no transporte.
Não é necessário realizar a verificação das datas de validade dos alimentos, já que o armazenamento adequado elimina a necessidade dessa prática.
O uso de produtos químicos para a limpeza de utensílios e equipamentos deve ser evitado, mesmo que estejam em conformidade com as normas de segurança alimentar, para não comprometer o sabor dos alimentos.
No que concerne à boa gestão da qualidade laboratorial de alimentos, assinale a alternativa correta.
O número de amostras para uma análise de alimentos eficaz independe da repetição por duplicada ou triplicada de uma mesma amostra.
A infraestrutura das instalações laboratoriais – escolha adequada do terreno e a projeção do espaço físico apropriado, com elaboração de planta baixa e toda a documentação de engenharia e arquitetura –, apesar de importante fica em segundo plano de prioridades na gestão da qualidade.
O valor do custo de uma análise de alimentos é calculado sem levar em conta o tempo de duração dessa análise.
A metodologia de análise de alimentos escolhida deve ser satisfatória, segura, reprodutiva, adequada em relação às condições de análise: análise de controle de qualidade, pesquisa ou simplesmente teste em equipamentos.
A aquisição e o tratamento dos dados estatísticos são fatores facultativos em um resultado de análise de alimentos para a pesquisa ou mesmo para laudos técnicos.
Considerando as ferramentas de controle de qualidade dos alimentos, analise a seguinte definição:
• Consiste em um sistema de controle sobre a segurança do alimento mediante a análise e controle dos riscos biológicos, químicos e físicos em todas as etapas, desde a produção da matéria-prima até a fabricação, distribuição e consumo.
A característica acima define o(a):
Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC).
Boa Prática.
Controle Integrado de Vetores e Pragas Urbanas.
Desinfecção.
Procedimento Operacional Padrão (POP).
Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I - O controle da qualidade da água industrial deve ser realizado sistematicamente, visando atender aos padrões e recomendações existentes
PORQUE
II - auxilia a garantia da qualidade sensorial e microbiológica dos alimentos produzidos e a segurança nos processos industriais.
Sobre as asserções, é correto afirmar que
as duas são falsas.
a primeira é falsa e a segunda é verdadeira.
a primeira é verdadeira e a segunda é falsa.
as duas são verdadeiras e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
as duas são verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira.
Atualmente, o conceito e a prática da qualidade tornaram-se importantes para as empresas, pois os consumidores estão cada vez mais exigentes e buscam produtos ou serviços que atendam suas necessidades com maior padrão de qualidade e, também, com menor preço. As Boas Práticas de Fabricação (BPF) servem para garantir a qualidade dos alimentos e, consequentemente, a saúde do consumidor.
Em relação às etapas de BPF, cujas práticas envolvem diversas etapas, assinale a alternativa correta.
O resfriamento é a etapa na qual as preparações devem passar de 64º C a 21º C em 6 horas, e de 21º C a 10º C em, no máximo, 2 horas, podendo ser utilizada imersão no gelo, freezer (-18º C), geladeira (2º a 3º C) ou equipamento para resfriamento rápido.
A cocção é a etapa em que os alimentos devem atingir, no mínimo, 74º C no centro geométrico ou combinação de temperaturas e de tempo, como 55º C por 15 minutos ou 64º C por 2 minutos.
Na etapa de espera para a distribuição, os alimentos quentes devem ser mantidos a 55º C ou mais até o momento da distribuição, e os alimentos frios devem ser mantidos abaixo de 12º C até o momento da distribuição.
A etapa de descongelamento deve ser conduzida de forma a evitar que as áreas superficiais dos alimentos se mantenham em condições favoráveis à multiplicação microbiana. O descongelamento deve ser efetuado em condições de refrigeração à temperatura inferior a 5ºC (cinco graus Celsius) ou em forno de micro-ondas quando o alimento for submetido imediatamente à cocção.
O desperdício é um sério problema a ser resolvido na produção e distribuição de alimentos. Um bom aproveitamento dos alimentos obtém-se ao se:
preferir legumes e hortaliças que estão fora da época
armazenar todos os alimentos em temperatura ambiente
descartar talos e aparas, mesmo que mantidas em condições seguras
preparar apenas a quantidade necessária para cada refeição
A avaliação do percentual de sobras mede a perda em relação ao peso inicial do alimento, representada pela remoção das partes não comestíveis deste.
Certo
Errado
O receituário padrão ou ficha técnica é o instrumento que visa a padronizar as preparações, determinando a quantidade e a qualidade dos ingredientes que devem ser utilizados, os custos por porção, o valor nutritivo e o rendimento, sempre que possível.
Certo
Errado
As Boas Práticas de Manipulação de Alimentos são as de organização e higiene necessárias para garantir alimentos seguros envolvendo diferentes etapas que passam pelo manuseio e seleção dos fornecedores até chegarem à venda para o consumidor.
Assinale a alternativa que apresenta uma estratégia de armazenamento INADEQUADA para garantir a qualidade e segurança dos alimentos.
Garantir prateleiras, geladeiras e congeladores em perfeitas condições de higiene e funcionamento.
Acondicionar em caixas de material plástico, pois são fáceis de lavar.
Organizar os alimentos de acordo com a data de vencimento.
Separar os produtos que estão impróprios para o consumo.
Garantir local com pouca luz e com umidade, pois favorece a manutenção da qualidade do produto.
Medir qualidade dos gêneros, eficiência e treinamento da mão-de-obra, qualidade dos utensílios e equipamentos. Essas atribuições se referem a:
Avaliação do fator de correção.
Avaliação das sobras.
Índice de restos.
Indicador de satisfação do cliente.
Fator de cocção.
O índice resto-ingestão é uma das avaliações mais eficientes para se avaliar o desperdício, pois estabelece uma relação entre o alimento rejeitado pelo comensal, bem como a quantidade e a qualidade das preparações alimentares oferecidas, expressa em percentual como resultado da fórmula (peso do resto em kg / peso da refeição distribuída em Kg)x100.
Certo
Errado
No controle de desperdícios de uma UAN, frequentemente é utilizado o registro do percentual de resto de ingestão. Para calcular este percentual, é necessário saber qual foi o rejeito, Neste caso, rejeito se refere a todo alimento que foi
exposto na distribuição, mas não foi servido.
produzido, mas não foi servido.
colocado no prato, mas não foi consumido.
servido em menor quantidade comparado ao planejado.
A qualidade dos gêneros alimentícios é de suma importância para a oferta de preparações com alta aceitação. O controle de qualidade abrange diversas fases do processo, desde a escolha dos fornecedores, recepção dos gêneros, equipamentos, material, qualificação dos profissionais, entre outros.
Em relação aos alimentos e suas características, é INCORRETO afirmar que
o ovo especial deve ter a casca firme, sem deformações, íntegra e limpa, gema translúcida, firme, na parte central do ovo, e a clara sem manchas ou turvações.
a carne de pescados deverá estar firme, elástica, resistente à pressão do dedo, as escamas bem aderidas à pele e a pele brilhante e úmida.
as hortaliças deverão apresentar-se frescas, sem defeito, com folhas verdes e sem descoloração, turgentes, intactas, firmes e bem desenvolvidas.
as carnes bovinas deverão ser de cor vermelho-escuro e apresentar odor próprio.
O teste de aceitabilidade e o conjunto de procedimentos metodológicos são destinados a medir a aceitabilidade da alimentação oferecida aos escolares, sendo atribuições do nutricionista o planejamento, coordenação e supervisão da aplicação do teste junto a eles. São recomendadas pelo FNDE duas metodologias de aplicação do teste de aceitabilidade.
Quanto a essas metodologias, é correto afirmar que, para a metodologia de
avaliação de restos ou resto ingestão, o índice de aceitabilidade mínimo deve ser de 80%.
avaliação de restos ou resto ingestão, o índice de aceitabilidade mínimo é de 85%.
escala hedônica, o mínimo como índice de aceitabilidade é de 85%.
escala hedônica, a aceitabilidade mínima a ser alcançada é de 90%.
O descarte de alimentos é um problema mundial que se refere a perdas ou desperdício ao longo da cadeia produtiva alimentar, desde a produção até o consumo. No Brasil, o descarte atinge cerca de 30% da produção de alimentos, estando entre os 10 países que mais desperdiçam alimentos no mundo. Esse cenário cria um paradoxo, pois há 14 mihões de brasileiros em situação de fome e o volume de alimentos descartados seria suficiente para satisfazer as necessidades nutricionais de 11 milhões de pessoas e permitiria reduzir a fome em níveis inferiores a 5% (FAO, 2013). Diante desse cenário e no contexto da alimentação coletiva é INCORRETO afirmar que
elevadas perdas de alimentos em Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN) tem um impacto predominantemente econômico, quando comparado ao social e ambiental, pois há perdas significativas sobre o investimento na produção, cria uma maior demanda para gestão de resíduos, pode promover crise financeira da empresa e eleva o custo da refeição.
a atuação do nutricionista em alimentação coletiva, como profissional que visa à promoção da SAN, deve contemplar ações voltadas à redução de índices gerenciais de desperdício na produção de refeições, como sobras (limpas) e restos (sobra suja e resto-ingestão), atendendo a um dos aspectos relevantes da SAN, a sustentabilidade do ponto de vista social, ambiental e econômico.
além do desperdício de alimentos mensurado por índices gerenciais, o profissional nutricionista também deve atentar para desperdícios relacionados com falhas na conferência de quantidade e qualidade dos gêneros alimentícios recebidos, a determinação superestimada continuada da quantidade per capita de ingredientes das preparações, bem como a baixa aceitação de preparações e aplicação inadequada de técnicas dietéticas na execução dos cardápios.
a capacitação continuada dos colaboradores de uma UAN (manipuladores de alimentos, estoquistas,...) acerca do controle de desperdício é fundamental e estratégico, uma vez que esses profissionais estão diretamente envolvidos em processos de aplicação desse controle, como recebimento e conferência dos gêneros alimentícios, preparo (padronização de quantidades per captas e técnicas dietéticas) e distribuição (porcionamento).
A ficha de controle de sobras limpas num restaurante institucional visa a avaliação da:
Quantidade excedente do estoque mínimo.
Adequação das quantidades preparadas em relação às necessidades de consumo.
Padronização do porcionamento na rampa de distribuição.
Aceitação do cardápio instituído.
A alimentação, além de cumprir o papel biológico no ser humano, envolve aspectos sociais, psicológicos e econômicos. Utilizado como um dos indicadores de qualidade na gestão de UANS, o desperdício de alimentos precisa ser rigorosamente controlado em decorrência da responsabilidade social e econômica das unidades. Um dos indicadores de grande relevância desse desperdício é o resto-ingestão obtido pela relação entre o resto devolvido pelos comensais e a quantidade de alimentos servida expressa em percentual.
Dadas as afirmativas que indicam possíveis causas de um elevado percentual de rejeição das preparações,
I. Utensílios inadequados, pratos muito grandes e a temperatura do alimento servido.
II. Cardápios respeitando os hábitos alimentares, falta de opção de escolha de porções menores e definição de per capitas.
III. Qualificação dos manipuladores, características organolépticas das preparações e porcionamento das preparações.
IV. Apetite do cliente, percentual de sobras e indicadores de partes comestíveis.
verifica-se que estão corretas
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e IV, apenas.
III e IV, apenas.
I, II, III e IV.
Usando a fórmula:
X = alimento produzido – (sobras [kg] + restos [kg])
O X equivale a(à)
alimento servido.
alimento consumido.
média do consumo alimentar.
resto-ingestão per capita.
média das sobras não aproveitável per capita.
A avaliação de restos serve para medir:
falhas na determinação do número de refeições servidas.
superdimensionamento de per capita.
qualidade dos utensílios e equipamentos utilizados no pré-preparo.
porcionamento excessivo por parte do copeiro ou do cliente.
preparações incompatíveis com o padrão do cliente ou com seus hábitos alimentares.
As leis de Pedro Escudero, estabelecidas por padrões de qualidade, quantidade, harmonia e adequação das refeições, baseiam-se, tão somente, em critérios sensoriais.