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Na avaliação da aceitação alimentar em serviços de alimentação coletiva, a rejeição frequente de preparações ricas em hortaliças pode estar associada, principalmente:
ao valor calórico reduzido
à baixa densidade energética
ao teor insuficiente de macronutrientes das preparações
aos aspectos sensoriais e culturais da população atendida
O nutricionista responsável por um restaurante utiliza indicadores de desperdício alimentar como ferramentas de monitoramento da aceitabilidade das refeições e da acuidade do planejamento de cardápios. Considerando os parâmetros técnicos consolidados na literatura de técnica dietética, o percentual de aceitabilidade para o índice de resto-ingesta em coletividades sadias é:
inferior a 2%, sendo qualquer valor acima considerado inadequado
até 15%, desde que as sobras sejam reaproveitadas no serviço seguinte
até 5%, admitindo-se valores superiores apenas em situações excepcionais
até 10%, sendo valores acima indicativos de inadequações no planejamento e na produção
Atente para a seguinte situação: Um nutricionista deseja fazer a avaliação de restos de uma escola pública que atende 200 estudantes, cujo cardápio oferecido foi risoto de frango. O per capita cru do risoto foi de 120 g e o Índice de Conversão foi de 1,24. Após a distribuição, o peso do rejeito foi 2 kg e o de sobra limpa foi de 1,5 kg. Sendo assim, é correto afirmar que o restoingestão desse cardápio foi, em percentual, de
7,15.
6,72.
6,39.
6,92.
Leia os trechos a seguir.
O Brasil é um país que cultiva o desperdício, visto que recursos naturais, financeiros e alimentos são literalmente jogados na lixeira, impossibilitando o seu retorno. Desperdiçar faz parte da cultura brasileira, sendo, portanto, uma ação difícil de ser modificada, afetando toda a cadeia de produção, culminando em sintomas graves para toda a sociedade. (BORGES, 1991).
A quantidade de comida desperdiçada no País seria suficiente para alimentar adequadamente cerca de 35 milhões de pessoas. (MACHADO, 2007).
O desperdício está presente em grande parte da sociedade, incluindo as operações comerciais de restaurantes. Sobre o desperdício em restaurantes avalie as afirmativas a seguir.
I. Desperdício se traduz em custos para a operação de uma UAN, pois o valor pago pelo insumo desperdiçado é exatamente o mesmo pago pelo insumo aproveitado.
II. A redução do desperdício só pode ser controlada em duas frentes: na produção de alimentos e no seu consumo.
III. O treinamento periódico dos manipuladores, conjugado com campanhas de conscientização, auxilia na redução do desperdício na operação.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
O desperdício de alimentos em uma Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) pode ser o resultado de erros durante todo o processo de produção, desde o planejamento do cardápio até a distribuição. Para avaliar se está ocorrendo desperdício o nutricionista deve conhecer o:
Fator de Correção.
Per Capita.
Peso Líquido.
Ficha Técnica.
Considere que, após aplicar os testes de aceitabilidade pelo método de resto ingestão (análise de restos), um nutricionista escolar obteve um resultado de 85%.
Baseado no resultado do teste, esse nutricionista não deverá
retirar a preparação do cardápio.
alterar a preparação e realizar novo teste com intervalo mínimo de um bimestre.
manter o cardápio ou preparação.
estimular o consumo de frutas e hortaliças.
___________ é um parâmetro comumente utilizado para conhecer e avaliar o desperdício em Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN), obtido a partir da relação entre o resto devolvido nas bandejas pelo comensal e a quantidade de alimentos e preparações alimentares oferecidas, expresso em percentual. Indique a alternativa que completa adequadamente a lacuna acima:
Indicador de parte comestível.
Índice resto-ingesta.
Fator de correção.
Índice de sobras.
Rendimento de alimentos.
Na Unidade de Alimentação e Nutrição, para reduzir o desperdício de alimentos, pode-se controlar e reduzir o resto ingestão. Este é a relação percentual entre
o resto devolvido nas bandejas ou nos pratos pelo comensal e a quantidade de alimentos e preparações alimentares oferecidas.
a sobra que foi exposta durante a distribuição (sobra suja) e a quantidade de alimentos e preparações alimentares oferecidas.
o resto devolvido nas bandejas ou nos pratos pelo comensal e a quantidade de alimentos e preparações alimentares produzidas
a sobra que foi exposta durante a distribuição (sobra suja) e a quantidade de alimentos e preparações alimentares produzidas
O desperdício de alimentos, em unidades de alimentação e nutrição (UAN) pode ser avaliado por meio do monitoramento de sobras, ou seja, da quantidade de alimentos produzidos e não distribuídos, e de restos, que consistem nos alimentos distribuídos e não consumidos pelo cliente. Sobre os indicadores de desperdício, em UAN, analise as afirmativas a seguir:
I. Os percentuais de sobras e de restos de alimentos são calculados proporcionalmente ao peso da refeição distribuída.
II. A estimativa das quantidades per capita médias de sobras e restos é um método complexo e depende de avaliações durante um período de tempo.
III. Uma mesma porcentagem de sobras terá diferentes significados, considerando a margem de segurança estabelecida e o pico mínimo ou máximo de clientes.
IV. A sobra total de alimentos é suficiente para indicar a necessidade de realizar mudanças de cardápio e/ou nas quantidades per capita.
V. O percentual ideal de resto está estabelecido na literatura, entretanto, o de sobras deve ser definido na própria UAN.
É CORRETO o que se afirma em:
I e II, apenas.
III e V, apenas.
I, IV e V, apenas.
II, III e IV, apenas.
III, IV e V, apenas.
O serviço de alimentação deve implementar práticas de gestão sustentável, priorizando o uso eficiente de recursos e a minimização do desperdício. Avalie as afirmativas abaixo que tratam sobre a gestão sustentável de um serviço de alimentação.
I Os aspectos ambientais da gestão sustentável referem-se a ações que buscam um comércio justo e o desenvolvimento da economia regional, como a utilização de produtos sazonais e o apoio a produtores locais.
II As ações que promovem e garantem a viabilidade econômica da produção de refeições e o bem-estar social, como o respeito aos direitos trabalhistas e a oferta de refeições adequadas à população, referem-se aos aspectos econômicos da gestão sustentável.
III Não só a valorização da cultura alimentar local mas também a oferta de refeições saudáveis e acessíveis à população, respeitando o direito à alimentação adequada e segura, são ações dos aspectos sociais da gestão sustentável.
IV O processo de gestão, na produção de refeições sustentáveis, exige uma visão holística e integrada, que leve em consideração todos os impactos do processo, desde a escolha dos ingredientes até o descarte dos resíduos.
Das afirmativas, estão corretas
I e II.
I e III.
II e IV.
III e IV.
O resto-ingesta é um indicador que reflete a aceitação dos clientes e a organização da unidade de alimentação e nutrição. Selecione a alternativa que apresenta os índices que devem ser avaliados para o cálculo desse indicador.
As sobras das aparas e a quantidade de cascas, talos e sementes dos alimentos.
As sobras dos alimentos produzidos na cozinha e a quantidade de alimentos e preparações alimentares oferecidas.
O resto devolvido nas bandejas ou nos pratos pelo comensal e a quantidade de sobras dos alimentos produzidos na cozinha.
As sobras de cascas, talos e sementes dos alimentos e a quantidade de alimentos e preparações alimentares oferecidas.
O resto devolvido nas bandejas ou nos pratos pelo comensal e a quantidade de alimentos e preparações alimentares oferecidas.
Os serviços de alimentação possuem cada vez mais a necessidade de ter uma boa gestão de seus custos, o que possibilita maior controle de gastos e de desperdícios e possibilidades de investimentos. Sobre a gestão de custos, é CORRETO o que se afirma em:
O custo de matéria-prima compreende gênero alimentar e não alimentar e pode ser classificado como custo indireto e fixo.
Os custos comerciais dizem respeito à administração do serviço e à transformação da matéria-prima em produtos acabados.
A manutenção de equipamentos não representa um custo fixo, uma vez que só ocorre em situações emergenciais.
O desenvolvimento de fornecedores é recomendado para que a matéria-prima adquirida atenda aos requisitos de qualidade e de preço justo.
O budget é a ferramenta que reúne informações diárias relativas à apuração final dos diferentes componentes do custo da refeição e/ou dos serviços.
O resto-ingestão representa o desperdício alimentar, sendo seu acompanhamento primordial no planejamento de cardápios e avaliação da satisfação dos comensais. Um percentual de resto-ingestão de 5-10% é classificado como:
Péssimo.
Regular.
Bom.
Ótimo.
Segundo Vaz (2006), o desperdício de alimentos pode ocorrer em diversas etapas no processo de produção de refeições em Unidades de Alimentação e Nutrição. Sobre alguns indicadores utilizados para avaliar o desperdício, considere as afirmativas abaixo, julgando se verdadeiras (V) ou falsas (F):
( ) Fator de correção (FC) ou Indicador de Parte Comestível (ICP) = peso bruto (PB) ÷ peso líquido (PL).
( ) % de sobras = peso da quantidade de alimentos devolvidos no prato x 100 ÷ peso da refeição distribuída.
( ) Peso da sobra por cliente = peso das sobras prontas após servir as refeições ÷ quantidade de clientes.
( ) Número de clientes que poderiam ser alimentados com a sobra do dia= peso das sobras prontas após servir as refeições ÷ número de refeições servidas.
( ) % de resto-ingestão = peso das sobras após servir as refeições x 100 ÷ peso da refeição distribuída.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
F, V, F, V, F.
V, F, V, F, F.
V, V, F, V, V.
F, F, V, V, V.
V, V, V, F, V.
A perda de alimentos é uma questão importantíssima para a gestão de uma Unidade de Alimentação e Nutrição. Dessa maneira, a padronização de processos por meio da criação de rotinas e de procedimentos técnicos operacionais, de treinamento da equipe e de controle das atividades por meio de análises, deve ser levada em consideração para que perdas não ocorram durante o processamento. Para melhor atender a este planejamento, há ferramentas que podem auxiliar no processo de produção de refeições, como, por exemplo, fator de correção e de cocção. Sobre estes dois indicadores, analise as afirmativas a seguir.
I. O fator de correção é a razão entre o peso líquido e o peso bruto de um ingrediente, indicando a parte comestível do alimento. Pode ser utilizado como indicador no controle do desperdício porque define a quantidade de alimento a ser adquirida para determinada quantidade de refeições.
II. O fator de cocção é a relação entre a quantidade de alimento cozido, pronto para consumo, e a quantidade de alimento limpo e cru, obtido no pré-preparo. Esse fator está associado ao rendimento do alimento em determinada preparação.
III. Considerando que, no descascamento manual de 10 kg de batatas, se obtenha um fator de correção equivalente a 1.15; enquanto que no descascamento elétrico, com a mesma quantidade da hortaliça, se obtenha um fator de correção igual a 1.3; então, o descascamento manual deste produto será mais indicado que o elétrico.
Estão corretas as afirmativas
I, II e III.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
O desperdício é um sério problema a ser resolvido na produção e distribuição de alimentos. Um bom aproveitamento dos alimentos obtém-se ao se:
preferir legumes e hortaliças que estão fora da época
armazenar todos os alimentos em temperatura ambiente
descartar talos e aparas, mesmo que mantidas em condições seguras
preparar apenas a quantidade necessária para cada refeição
Em unidades de alimentação e nutrição, o desperdício é sinônimo de falta de qualidade e deve ser evitado por meio de planejamento adequado, a fim de que não existam excessos de produção e consequentes sobras. Na literatura, são valores de referência para a sobra per capita e para resto-ingestão, respectivamente:
7 a 25 g e 2 a 5%.
7 a 25 g e 8%.
14 a 25 g e 8%.
15 a 45 g e 10%.
15 a 45 g e 2 a 5%.
Em uma UAN, o desperdício é sinônimo de falta de qualidade. A preocupação com o desperdício não se restringe apenas ao alimento, mas também à água, energia, outros fatores como materiais descartáveis, tempo, excesso de mão de obra, entre outros. Em relação aos alimentos, existem três fatores de desperdício predominantes que são: fator de correção, sobras e restos. A avaliação das sobras servirá para medir:
A qualidade dos gêneros adquiridos, eficiência e treinamento da mão de obra.
A eficiência dos treinamentos, qualidade dos produtos e dos utensílios e equipamentos utilizados.
A eficiência do planejamento, já que uma maior quantidade de sobras poderá indicar falhas do treinamento em relação ao porcionamento, superdimensionamento de per carpita, preparações incompatíveis com o padrão do cliente ou com seus hábitos alimentares.
A efetividade dos produtos e a repercussão dos alimentos juntos ao cliente.
Medir qualidade dos gêneros, eficiência e treinamento da mão-de-obra, qualidade dos utensílios e equipamentos. Essas atribuições se referem a:
Avaliação do fator de correção.
Avaliação das sobras.
Índice de restos.
Indicador de satisfação do cliente.
Fator de cocção.
A avaliação sensorial das preparações fornecidas em unidades produtoras de refeições é considerada um dos tripés da exigência de qualidade, associada às questões higiênicas, sanitárias e nutricionais. Usa-se quando o objetivo é avaliar a receptividade do produto ou da refeição. Sobre essa avaliação, assinale a alternativa que apresenta um teste corretamente definido.
Teste de aceitação: usa escalas balanceadas, que variam de forma gradativa entre “gostar” e “desgostar”.
Teste da escala hedônica: o indivíduo expressa sua aceitação do produto, por meio de dois extremos: bom e ruim.
Pesquisa de satisfação: representa um instrumento para avaliação dos serviços prestados aos comensais, por meio de uma escala graduada variando de 01 a 05.
Teste de padronização de tamanho de vasilhas e talheres: utilizado para definir a quantidade de que a pessoa se serve em cada refeição.
Teste de aceitação através da análise de restoingestão: avaliação indireta que visa a quantificar os alimentos desperdiçados pelos clientes.