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O ensino de Matemática nos anos iniciais deve promover habilidades que permitam às crianças compreender e utilizar a linguagem matemática em diferentes situações. Analise as asserções a seguir:
I – O desenvolvimento do letramento matemático envolve competências e habilidades de raciocinar, representar, comunicar e argumentar matematicamente.
II – Essas competências favorecem o estabelecimento de conjecturas, a formulação e a resolução de problemas em diferentes contextos.
Assinale a alternativa correta.
As asserções I e II são proposições falsas.
A asserção I é verdadeira, e a II é falsa.
A asserção I é falsa, e a II é verdadeira.
As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não justifica a I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.
O letramento matemático contribui para que os estudantes compreendam a importância da Matemática no mundo e desenvolvam atitudes investigativas. Complete corretamente a lacuna abaixo com o trecho adequado:
É também o letramento matemático que assegura aos alunos reconhecer que os conhecimentos matemáticos são fundamentais para a compreensão e a atuação no mundo e perceber o caráter de jogo intelectual da matemática, como aspecto que favorece o _____________________, estimula a investigação e pode ser prazeroso.
desenvolvimento do raciocínio lógico e crítico
fortalecimento da memorização mecânica
eliminação da necessidade de conjecturas
redução das estratégias de resolução de problemas
substituição do pensamento analítico por intuição
O ensino de matemática para estudantes cegos utiliza recursos táteis específicos. O instrumento manipulativo que permite realização de operações aritméticas através de contas móveis em hastes verticais, desenvolvendo cálculo mental e raciocínio matemático, é o:
Multiplano tátil.
Reglete matemática.
Soroban adaptado.
Cubarítimo.
Material dourado.
Entre os diversos materiais utilizados na prática docente para o ensino de Matemática, pode-se destacar o Material Dourado. Por conta do seu uso ser mais comum no Ensino Fundamental, docentes de uma escola de Educação Infantil estavam planejando projetos que envolviam atividades e encontraram uma caixa de material dourado. Ficaram em dúvida se poderia ser adaptada para a Educação Infantil. Sobre esse material e a possibilidade de uso na Educação Infantil, é CORRETO afirmar que:
o Material Dourado, por ser concreto, já estimula a exploração lógica e a ludicidade e, por consequência, a aprendizagem. Assim, deve ser explorado na Educação Infantil, tendo o docente o papel de disponibilizá-lo para as crianças usarem de forma livre.
o Material Dourado foi originalmente criado com o intuito de explorar adição e subtração simples de forma concreta, antecipando assim conteúdos do Ensino Fundamental. Por isso, não deve ser utilizado na Educação Infantil.
este material foi criado e difundido pelo educador Celestin Frenet, que defendia a aprendizagem relacionada às atividades práticas na Educação Infantil.
ferramentas didáticas como o material dourado contribuem para o desenvolvimento do raciocínio lógico e da autonomia intelectual e podem ser adaptados para uso na Educação Infantil.
este recurso didático deve ser trabalhado somente no contexto do campo de experiência da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) definido como “Traços, sons, cores e formas”, já que é composto por diferentes sólidos geométricos que podem ser empilhados.
Em uma turma de crianças de cinco anos, a professora utiliza jogos de contagem, classificação de objetos, comparação de quantidades e resolução de pequenas situações-problema do cotidiano. Essa metodologia demonstra que:
O ensino do número deve restringir-se à memorização da sequência numérica.
A construção do conceito de número ocorre por meio de experiências significativas e contextualizadas.
O uso de jogos prejudica a aprendizagem matemática.
O ensino matemático deve iniciar apenas no Ensino Fundamental.
Assinale a alternativa que apresenta a habilidade cognitiva que serve como o principal indicador de que a criança ingressou no período operatório-concreto considerando a teoria de Jean Piaget:
A superação do egocentrismo intelectual, e a compreensão de que a alteração na forma ou na aparência de um objeto não altera necessariamente sua quantidade, massa ou volume.
A capacidade de representar a realidade por meio de símbolos, como a linguagem e o jogo de faz de conta.
Desenvolvimento do raciocínio hipotético-dedutivo, que possibilita à criança formular hipóteses abstratas e testá-las sistematicamente, em jogos ou provas escolares.
A coordenação de esquemas sensoriais e motores simples para criar condutas intencionais direcionadas a metas.
A internalização dos signos culturais e a utilização da fala privada como ferramenta de autorregulação do comportamento.
Um professor polivalente desenvolve atividades com o Tangram em aulas de Matemática. Assinale a alternativa CORRETA.
A atividade com o Tangram deve ser explorado individualmente, de modo a trabalhar a concentração e a atenção, elementos essenciais para a aprendizagem.
O uso do Tangram contribui para o desenvolvimento do raciocínio lógico e da resolução de problemas.
O Tangram é um quebra-cabeça composto por figuras geométricas, composto por quatro triângulos, dois quadrados e 1 paralelogramo.
O uso do Tangram dispensa a necessidade de explicações adicionais do professor.
O Tangram é uma ferramenta pedagógica criada por Maria Montessori e recomenda-se o uso somente em aulas para explorar habilidades matemáticas.
Sobre o numeramento nos Anos Iniciais, analise as assertivas a seguir:
I. O numeramento pressupõe que o estudante seja capaz de gerir as demandas matemáticas da vida cotidiana, indo além da técnica do cálculo para alcançar a interpretação de dados e argumentos lógicos.
II. A consolidação do numeramento é dependente da prévia e completa automatização dos algoritmos das quatro operações, sendo esta a condição para o letramento matemático.
III. O desenvolvimento do numeramento envolve a compreensão de que a matemática é uma linguagem humana, dotada de valores e significados que variam conforme o contexto sociocultural.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
Em Mota et al. (Soroban: manual de técnicas operatórias para pessoas com deficiência visual, 2012), consta que o uso do Soroban contribui para o desenvolvimento do raciocínio e de habilidades mentais, permitindo o registro das operações que só serão realizadas com sucesso caso o operador tenha o domínio e a compreensão do conceito de número e das bases lógicas do sistema de numeração decimal.
Para tanto, os autores esclarecem ser indispensável que, na Educação Infantil,
a criança memorize as sequências numéricas e, no Ensino Fundamental, pratique a decomposição numérica utilizando recursos concretos, como o material dourado.
o ensino esteja voltado à escrita dos números e às operações simbólicas, por meio de jogos e brincadeiras, garantindo a abstração necessária ao uso do Soroban.
o aluno utilize o Soroban após dominar as bases das quatro operações com o material dourado, priorizando a precisão mecânica do cálculo mental.
o ensino combine exercícios e treinos, no Soroban, com técnicas de adição e subtração, com o objetivo de automatizar o uso das hastes e das contas do Soroban.
as práticas articulam vivências como jogos corporais e Soroban (predomínio da ação), enquanto, no Ensino Fundamental, sejam oferecidas experiências que integrem físico e intelectual, coordenando pensamento e ação.
Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE.
Existem crianças nas quais a numeracia não se desenvolve, embora tenham bom nível de inteligência e treinamento adequado. Essas crianças têm _______________, um problema que parece resultar de uma deficiência do senso numérico.
disgrafia
dislexia
dislalia
discalculia
Segundo Kátia Stocco Smole, assinale a alternativa que expressa adequadamente a relação entre resolução de problemas e alfabetização matemática.
A resolução de problemas favorece a aprendizagem quando o professor apresenta previamente os procedimentos matemáticos que deverão ser empregados pelos alunos.
A resolução de problemas amplia as capacidades reflexivas porque a estrutura da atividade conduz, por si mesma, à elaboração dos conhecimentos matemáticos.
A resolução de problemas permite atribuir sentido e significado ao fazer matemático, enquanto o planejamento e a condução da aula determinam as possibilidades de ampliação das capacidades reflexivas dos alunos.
A resolução de problemas adquire função pedagógica quando o professor prioriza a obtenção de respostas corretas e organiza a sistematização após a conclusão das atividades.
A resolução de problemas atribui significado aos conteúdos matemáticos quando os alunos desenvolvem estratégias autônomas, cabendo ao professor registrar os procedimentos apresentados.
Leia a situação hipotética abaixo.
Durante uma aula de Matemática no 4º ano do Ensino Fundamental, uma professora propôs um problema envolvendo operações fundamentais com números naturais. Ela apresentou a seguinte situação: "Carlos tinha 12 figurinhas e ganhou mais algumas de sua amiga Ana. Agora, ele possui 27 figurinhas no total. Quantas figurinhas Ana lhe deu?" Após a leitura, a professora observou que algumas crianças tiveram dificuldades para estruturar a operação necessária para resolver a questão.
Nesse contexto, considerando as diretrizes da BNCC para o ensino de Matemática nos anos iniciais, a estratégia didática para desenvolver a compreensão do problema acima é:
Abordar a resolução por meio da aplicação sistemática dos algoritmos tradicionais de adição e subtração, garantindo que os alunos dominem os procedimentos formais antes de explorarem os significados subjacentes das operações matemáticas.
Expor o problema resolvido de maneira estruturada no quadro, enfatizando a sequência correta do cálculo, para que os alunos possam assimilar os procedimentos operatórios e reproduzi-los em exercícios análogos.
Estimular a capacidade de lidar com desafios matemáticos de forma independente, promovendo um aprendizado baseado preferencialmente na tentativa e no erro.
Explorar a resolução por meio de materiais concretos, esquemas visuais e representações pictóricas, favorecendo a construção progressiva do conceito matemático ampliando a capacidade de generalização.
Direcionar o ensino inicial para a prática reiterada de exercícios operacionais de adição e subtração, consolidando a precisão dos cálculos antes da introdução de estratégias planejadas de resolução.
Enquanto “alfabetização” e “letramento” dizem respeito ao processo de escrita e leitura, a “numeracia” está relacionada à matemática. Sobre a numeracia, assinalar a alternativa INCORRETA.
Envolve a capacidade de compreender e utilizar habilidades matemáticas para resolver problemas nas situações do dia a dia.
Busca fortalecer o raciocínio lógico matemático.
É de extrema importância na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Nada mais é do que o simples uso de números para contar.
O raciocínio lógico pode ser desenvolvido desde a primeira infância por meio de atividades adequadas à faixa etária. Assinale a alternativa que apresenta uma prática eficaz para estimular o raciocínio lógico na Educação Infantil.
Brincadeiras, jogos e resolução de problemas cotidianos.
Exercícios de memorização repetitiva.
Provas de múltipla escolha.
Cópias extensas de números e letras.
A introdução da matemática nos anos iniciais é essencial para o desenvolvimento do raciocínio lógico e da capacidade de resolver problemas de forma autônoma.
Ensinar as noções básicas de números e operações matemáticas desde as primeiras séries permite às crianças entenderem e aplicarem conceitos matemáticos no cotidiano.
Assinale a alternativa INCORRETA sobre as noções básicas de números e operações matemáticas nos anos iniciais.
As operações matemáticas básicas, como adição, subtração, multiplicação e divisão, devem ser ensinadas de forma sequencial, com ênfase na compreensão do significado de cada operação antes de seu uso mecânico.
O ensino das noções básicas de números deve ser centrado na memorização das tabelas de multiplicação e nas técnicas de cálculo rápido, sem a necessidade de contextualizar os números nas situações do cotidiano das crianças.
É fundamental que as crianças compreendam a relação entre as operações matemáticas, como por exemplo, o conceito de que a subtração é a operação inversa da adição, para que possam aplicar esses conceitos em situações mais complexas no futuro.
O desenvolvimento da habilidade matemática nos anos iniciais envolve atividades lúdicas e concretas, como jogos e manipulação de objetos, para tornar o aprendizado mais significativo e acessível para as crianças.
A introdução das noções de números e operações deve sempre ser feita de forma gradual, respeitando o ritmo de aprendizagem de cada criança e incentivando a exploração das ideias matemáticas de forma crítica e reflexiva.
Acerca de como a criança constrói o conceito de número, qual das opções a seguir está correta?
A criança entende o número como uma série desconexa até os 12 anos de idade.
A noção de número é formada apenas com base em relações cardinais, sem conexão com o aspecto ordinal.
A criança desenvolve o conceito de número por meio da memorização de sequências numéricas.
A abstração numérica ocorre apenas após a escolarização formal.
A ideia de número surge pela síntese das ações de contar, separar e corresponder elementos.
Nos processos iniciais de escolarização, diferentes linguagens e sistemas simbólicos se entrelaçam, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo e para a construção de representações sobre o mundo. A articulação entre a aprendizagem da escrita e a da matemática revela como as crianças constroem significados a partir das relações entre linguagem, número e pensamento lógico.
Com base nas informações descritas, considera-se que
A alfabetização matemática, assim como a linguagem escrita, envolve a compreensão de um sistema de representação, mas sua construção cognitiva está relacionada à formação de invariantes operatórios e à generalização de relações lógicas, e não à decodificação de signos.
A consciência fonológica atua como base perceptiva para todas as formas de representação simbólica, inclusive a matemática, pois a internalização do som precede a abstração das relações espaciais e quantitativas.
A alfabetização matemática e a consciência fonológica compartilham o mesmo princípio simbólico, pois ambas se baseiam na correspondência biunívoca entre sons e grafemas, o que permite à criança transferir estratégias cognitivas da leitura para a resolução de problemas numéricos.
A consciência fonológica e a alfabetização matemática são dimensões paralelas e independentes, pois a primeira se vincula à linguagem oral e a segunda às operações formais de raciocínio, não havendo entre elas influência significativa no processo inicial de escolarização.
Observe o enunciado abaixo e assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.
O letramento matemático assegura aos alunos reconhecer que os conhecimentos matemáticos são fundamentais para a compreensão e a atuação no mundo e perceber o caráter de jogo intelectual da matemática, como aspecto que favorece o desenvolvimento do raciocínio lógico e crítico, estimula a ________ e pode ser prazeroso (fruição).
literatura
musicalidade
linguística
repetição
investigação
No atendimento a um estudante com discalculia, a equipe precisa priorizar componentes com melhores evidências para resultados em aritmética e resolução de problemas. De acordo com meta-análises, qual combinação reflete princípios instrucionais eficazes para dificuldades específicas em matemática?
Centraliza exercícios aleatórios e longos, sem metas específicas, autorregulação ou revisão planejada semanal.
Recomenda memorização mecânica exclusiva de fatos, evitando decomposições, estimativas e análise de erros.
Prefere materiais concretos sem transição para símbolos, mantendo dependência de recursos manipulativos permanentes.
Enfatiza sentido numérico, instrução explícita, prática espaçada, representações múltiplas e feedbacks corretivos orientados.
Restringe avaliações ao QI, desconsiderando fluência aritmética, senso numérico e solução de problemas.
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular, nos anos iniciais, no ensino de Matemática, a resolução de problemas deve ser compreendida como:
Uma estratégia complementar que deve ser utilizada apenas após a aprendizagem formal das quatro operações básicas.
Uma proposta pontual voltada à verificação do desempenho dos estudantes em avaliações no final do ano letivo.
Um princípio metodológico que orienta o ensino e promove o desenvolvimento do raciocínio lógico, da autonomia e da capacidade de aplicar conhecimentos em diferentes contextos.
Um exercício voltado à repetição mecânica de procedimentos matemáticos para garantir a fixação dos conteúdos.
Um recurso a ser utilizado, de maneira cartesiana, somente no quinto ano dos anos iniciais.