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Em uma turma do 1º ano do Ensino Fundamental, a professora organiza uma atividade em que os estudantes observam as frutas trazidas pelos colegas para o lanche coletivo. As crianças registram as quantidades utilizando desenhos e marcas em um quadro coletivo, comparam as quantidades e levantam hipóteses sobre qual fruta aparece mais vezes. Durante a atividade, a professora incentiva que os alunos expliquem seus registros e discutam suas ideias com os colegas.
Considerando as orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino de Matemática, é CORRETO afirmar que:
a análise de situações do cotidiano pode favorecer a aprendizagem matemática, desde que ocorra após a consolidação dos conceitos e procedimentos matemáticos.
a proposta pode contribuir para o desenvolvimento da comunicação entre os estudantes; porém, não contempla aspectos centrais do raciocínio matemático, já que não envolve demonstrações conceituais.
o uso de registros por meio de desenhos constitui uma estratégia válida apenas para iniciar o trabalho didático com uma habilidade matemática, devendo ser seguido necessariamente por representações formais, para, assim, garantir aprendizagem.
a atividade favorece o desenvolvimento do letramento matemático ao permitir que os estudantes utilizem a Matemática para interpretar uma situação concreta e discutir suas conclusões.
atividades baseadas em comparação de quantidades tendem a favorecer a organização de dados, mas não contribuem necessariamente para o desenvolvimento da argumentação matemática.
A estimulação cognitiva na rotina escolar ocorre em diversos momentos do dia. Durante a organização da fila para o refeitório, um inspetor solicita que alunos de 8 anos formem grupos por ordem de altura e depois por ordem alfabética. Essa atividade estimula primariamente o raciocínio:
Abstrato.
Lógico-matemático.
Espacial.
Verbal-linguístico.
Intrapessoal.
A construção do conceito de número nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental pressupõe um processo de abstração que se inicia a partir de experiências concretas. Nesse contexto, a prática pedagógica em matemática deve favorecer a exploração, a investigação e a resolução de problemas. Considerando isso, assinale a alternativa que apresenta uma estratégia CORRETA de ensino para essa etapa.
O uso de materiais manipuláveis (como blocos, tampinhas ou ábacos) é dispensável, pois retarda o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático.
A educação matemática deve explorar a função social do número (contar, medir, ordenar, codificar), permitindo que o aluno perceba a presença da matemática em seu cotidiano e em diferentes contextos sociais.
A escrita dos numerais deve ser feita quando a criança conseguir ditar todos os números de 1 a 1000 sem auxílio de nenhum material.
O ensino da matemática deve focar, desde o 1º ano, na memorização de algoritmos e regras de cálculo para garantir a produtividade.
Em uma atividade do 3º ano, a professora apresenta o problema: "Numa escola há 247 estudantes. Desses, 138 almoçam na escola. Quantos não almoçam?" Alguns estudantes resolvem por decomposição (200-100; 47-38; 100+9), outros por contagem regressiva com material concreto e outros pelo algoritmo convencional da subtração. A professora registra as estratégias no quadro e propõe que a turma discuta por que chegaram ao mesmo resultado por caminhos diferentes. Assinale a alternativa correta:
A professora favorece o desenvolvimento do pensamento matemático ao valorizar diferentes estratégias de resolução, promover comparação entre procedimentos e ampliar a compreensão do significado da operação.
A professora organiza a discussão coletiva de forma pertinente, mas deveria hierarquizar as estratégias apresentadas, indicando explicitamente qual delas é matematicamente superior.
A professora promove discussão produtiva, mas o uso de material concreto por alguns estudantes pode criar dependência de suporte físico e dificultar a abstração necessária nos anos seguintes.
A professora diversifica os registros, mas a ausência de uma resolução padrão apresentada previamente compromete a segurança dos estudantes na realização de avaliações formais.
A professora valoriza a diversidade de estratégias, mas deveria selecionar o procedimento mais eficiente antes da discussão coletiva, para evitar que estratégias menos formais se estabilizem como método.
Analise o trecho a seguir:
É a primeira e a mais simples operação lógica da mente, na qual os objetos e seres são agrupados e organizados por critérios de semelhança.
Após a leitura e a análise do trecho acima, pode-se relacioná-lo com o conceito de:
Classificação.
Seriação.
Correspondência biunívoca.
Ordenação.
Sobre a matemática básica nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, assinale a alternativa que traz o conceito CORRETO de conservação.
Consiste em perceber que um conjunto de objetos pode fazer parte de um conjunto maior. É perceber que dentro de um grupo é possível formar vários outros grupos.
É a capacidade da criança de ordenar objetos por diferenças (tamanho, espessura, cor) em ordem crescente ou decrescente.
Consiste na capacidade de associar cada elemento de um conjunto a um único elemento de outro conjunto, sem sobrar ou faltar nenhum.
Consiste na capacidade de perceber que a quantidade continua a mesma, apesar da mudança de forma, é perceber que o número de elementos de um conjunto não varia quando a disposição foi modificada.
O brincar heurístico é uma abordagem que favorece a investigação e a descoberta por meio da manipulação de objetos de uso cotidiano e elementos da natureza, promovendo o pensamento lógico-matemático.
Certo
Errado
A resolução de problemas ocupa papel central no desenvolvimento do letramento matemático, contribuindo para a compreensão e a atuação dos estudantes em diferentes contextos. Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa correta.
O letramento matemático restringe-se ao domínio de cálculos e procedimentos operatórios, sem relação com a argumentação ou a comunicação matemática.
A Matemática deve ser compreendida como um conjunto de regras fixas, cujo principal objetivo é a memorização de fórmulas e algoritmos.
A resolução de problemas deve ocorrer apenas após o domínio completo dos conteúdos matemáticos, não constituindo parte do processo de aprendizagem.
Os conhecimentos matemáticos são fundamentais para a compreensão e a atuação no mundo, favorecendo o desenvolvimento do raciocínio lógico e crítico.
O caráter investigativo da Matemática tende a dificultar a aprendizagem, sendo necessário priorizar atividades repetitivas e padronizadas.
Durante atividades envolvendo quantificação, uma criança conseguiu recitar oralmente a sequência numérica até dez, porém apresentou dificuldades ao separar cinco objetos de um conjunto maior, demonstrando inconsistência entre a sequência verbal e a compreensão da quantidade correspondente.
Com base na construção do conceito de número, assinale a alternativa correta:
O domínio do conceito de número decorre da repetição oral da sequência numérica e da cópia frequente de algarismos.
O conceito de número envolve a construção de relações lógicas de quantificação, comparação e correspondência entre elementos.
A capacidade de enunciar números em ordem crescente demonstra domínio consolidado das operações mentais relacionadas à quantificação.
A recitação correta da sequência numérica constitui indicativo suficiente da compreensão das relações quantitativas envolvidas no número.
Em uma teoria da instrução que distingue os temas motivos para aprender, pensamento intuitivo e analítico, disposição para aprender e estrutura do conhecimento, um professor decide evidenciar as ideias fundamentais da disciplina; ajustar o ensino às possibilidades cognitivas dos estudantes; valorizar formulações plausíveis antes da verificação analítica; e considerar os fatores que mobilizam o envolvimento com a aprendizagem. Essas decisões correspondem, respectivamente, a:
estrutura do conhecimento, disposição para aprender, pensamento intuitivo e analítico e motivos para aprender.
pensamento intuitivo e analítico, motivos para aprender, estrutura do conhecimento e disposição para aprender.
motivos para aprender, pensamento intuitivo e analítico, disposição para aprender e estrutura do conhecimento.
disposição para aprender, estrutura do conhecimento, motivos para aprender e pensamento intuitivo e analítico.
estrutura do conhecimento, pensamento intuitivo e analítico, motivos para aprender e disposição para aprender.
Em uma sala de aula de 3º ano do Ensino Fundamental, durante uma atividade de localização de números naturais na reta numérica, um aluno afirma: “Professora, o 5 vem logo depois do 4. Então, não existe nenhum número no mundo entre o 4 e o 5, certo?”
A fala do aluno revela uma hipótese baseada na ideia de que, no conjunto dos números naturais, cada número possui um sucessor imediato e que, portanto, entre dois números consecutivos não haveria outros valores possíveis.
Considere essa hipótese e a necessidade de favorecer a construção progressiva do conceito de número, sem antecipar inadequadamente conteúdos ou criar obstáculos para futuras ampliações numéricas.
Dito isso, assinale a opção que indica a intervenção docente matematicamente correta e didaticamente adequada.
Validar a percepção inicial do aluno, explicando que, considerando apenas os números naturais, não há nenhum número natural entre o 4 e o 5, mas destacando que essa é uma característica específica desse conjunto numérico e que outros conjuntos, estudados posteriormente, apresentam propriedades diferentes.
Utilizar uma régua escolar para mostrar fisicamente que existem subdivisões entre o 4 e o 5, demonstrando que a percepção do aluno está matematicamente incorreta, pois todo intervalo representado na reta numérica contém outros números.
Antecipar a introdução do conjunto dos números racionais para a turma do 3º ano, desenhando na lousa frações e números decimais localizados entre o 4 e o 5, de modo a preparar os estudantes para o estudo da reta numérica real.
Ratificar a fala do aluno como verdadeira em qualquer situação, evitando questionamentos que possam gerar insegurança em relação ao conceito de número.
Explicar ao aluno que, no Ensino Fundamental, a reta numérica serve apenas para ordenar números naturais e que a existência de números entre dois pontos da reta será discutida somente em estudos posteriores.
Em relação aos aspectos que devem ser levados em consideração nos processos de construção do conhecimento matemático, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Contextualizar a aprendizagem da matemática em aspectos numéricos, valendo-se, para isso, de instrumentos abstratos.
( ) Dar atenção aos aspectos afetivos e motivacionais envolvidos na aprendizagem e no domínio da matemática.
( ) Orientar a aprendizagem dos alunos para a compreensão e a resolução de problemas.
( ) Apresentar os conteúdos de maneira decrescente para níveis cada vez menos elevados de abstração e generalização.
C - C - E - E.
E - E - C - C.
C - E - E - C.
E - C - C - E.
A leitura e a escrita em Matemática envolvem o domínio de um sistema de representação específico. Sobre o registro das atividades matemáticas através da escrita expressiva nos anos iniciais, assinalar a alternativa CORRETA.
A pluralidade de registros (pictórico, língua materna e linguagem matemática) substitui, sem nenhum prejuízo, o ensino do algoritmo.
Vetar o uso de desenhos após o 1º ano é uma recomendação da BNCC, uma vez que estes infantilizam o processo matemático.
O registro dos problemas matemáticos deve ser apenas numérico, para garantir à professora a possiblidade de compreender a estratégia de cálculo usada pelo estudante.
Através dos registros matemáticos é possível identificar estratégias de pensamento e conhecimentos apropriados pelo estudante e avaliar os que necessitam de intervenção.
Questão 38. Sobre o uso dos blocos lógicos nas práticas pedagógicas nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, analise a sentença abaixo:
Ao manipular os blocos lógicos, as crianças comparam as peças, classificando-as por cores, formas, tamanhos e espessuras, e criam figuras, torres, conjuntos, entre outros (1ª parte). A atividade com os blocos lógicos, quando conduzida pelo Professor de forma objetiva e intencional, incentiva a criança a usar seus conhecimentos prévios adquiridos em outras situações manipulativas com o mesmo material, recorrendo constantemente à sua memória, numa ação de recordar, relembrar e raciocinar, utilizando, para isso, a abstração e desenvolvendo o raciocínio lógico (2ª parte).
A sentença está:
Totalmente correta.
Correta somente em sua 1ª parte.
Correta somente em sua 2ª parte.
Totalmente incorreta.
Considerando uma criança com discalculia, marque a alternativa CORRETA que indica o plano de intervenção psicopedagógica clínica adequado ao caso:
Plano de estimulação lógico-operatória indiferenciada, que propõe atividades matemáticas iguais para todas as crianças, independentemente da análise das dificuldades, dos conhecimentos prévios e das estratégias utilizadas pelo aprendente.
Plano de treino corretivo padronizado e mediado, que consiste na repetição sequencial de cálculos e tabuadas, com foco na eliminação rápida dos erros e na automatização das respostas matemáticas.
Plano de intervenção mediada, que compreende o uso de materiais concretos, jogos matemáticos, apoio visual, situações-problema contextualizadas e mediação gradual para favorecer a construção do número, das operações e do raciocínio lógico-matemático.
Plano de reforço mnemônico-numérico, que prioriza a memorização de símbolos, fórmulas e procedimentos operatórios, considerando que a dificuldade matemática decorre principalmente da falta de treino repetitivo, respeitando a discalculia do estudante.
Plano de adaptação pedagógica respeitosa e espontânea ao currículo, que orienta a criança a acompanhar as tarefas matemáticas da turma utilizando apenas o tempo ampliado como principal recurso de intervenção.
Leia a seguinte tirinha.

Fonte: Gerado por IA
Com base nas interações apresentadas nas tirinhas, o conceito matemático que precisa ser consolidado para evitar as justificativas equivocadas do aluno é o(a)
noção de magnitude por aproximação, localizar os números por faixas de dezenas/centenas e definir o maior pela posição aproximada no intervalo.
valor posicional no sistema decimal, comparar iniciando pelas unidades e recorrer às ordens superiores apenas em caso de empate, para uniformizar o procedimento.
equivalência entre representações, tabela de ordens, forma expandida e reta numérica e adotar “mais algarismos” como critério suficiente, usando a tabela apenas para confirmação.
alinhamento de casas e o uso de zeros como preenchimento, reescrever números com a mesma quantidade de algarismos e comparar dígito a dígito.
valor posicional no sistema decimal, comparar pela maior ordem centenas, dezenas, unidades e justificar por decomposição e validação na reta numérica.
Raniere et al. (2013) defendem que o ensino da matemática na educação infantil deve estar ancorado em situações cotidianas que façam sentido para a criança, superando a mera repetição de números. As autoras enfatizam que o desenvolvimento do pensamento lógico-matemático envolve a exploração de grandezas, medidas e noções espaciais. O processo fundamental que consiste em estabelecer uma relação um a um entre elementos de dois conjuntos, essencial para a construção do conceito de número e contagem, é denominado:
Seriação crescente.
Inclusão de classe.
Classificação hierárquica.
Correspondência biunívoca.
O trabalho com números na Educação Infantil deve respeitar o desenvolvimento cognitivo da criança, considerando suas experiências prévias, o caráter lúdico das aprendizagens e a importância da interação com o meio. Nesse contexto assinale a alternativa CORRETA que define como a prática deve favorecer a construção do conceito de número.
Priorizar a memorização da sequência numérica de forma mecânica, sem relação com objetos concretos, situações-problema ou experiências vivenciadas pelas crianças no cotidiano.
Proporcionar situações de contagem, comparação, classificação e quantificação em contextos significativos do cotidiano infantil, por meio de jogos, brincadeiras e interações que possibilitem a construção do conceito de número de forma concreta e gradual.
Utilizar apenas atividades impressas e exercícios repetitivos para o ensino de números, reduzindo as oportunidades de exploração de materiais concretos, jogos e situações lúdicas.
Avaliar a aprendizagem matemática exclusivamente por meio de testes escritos e padronizados, desconsiderando os processos, as estratégias utilizadas e os avanços individuais das crianças.
Introduzir operações matemáticas formais e algoritmos padronizados desde a pré-escola, priorizando o domínio precoce de procedimentos técnicos independentemente da compreensão conceitual da criança.
Os blocos lógicos constituem recurso didático amplamente utilizado nos Anos Iniciais, por favorecerem experiências de observação, classificação, comparação, raciocínio lógico e construção de noções matemáticas e cognitivas diversas. Considerando suas possibilidades pedagógicas, analise as assertivas a seguir, julgando-as V, se Verdadeiras, ou F, se Falsas:
( ) Os blocos lógicos permitem trabalhar atributos como forma, cor, tamanho e espessura, favorecendo atividades de classificação, seriação e estabelecimento de relações entre elementos.
( ) O uso dos blocos lógicos pode contribuir para a construção de noções como conjunto, inclusão, exclusão, pertinência, subconjunto e intersecção, em atividades adequadas à faixa etária.
( ) Em propostas bem conduzidas, os blocos lógicos podem estimular atenção, concentração, descoberta, formulação de estratégias e resolução de problemas, individualmente ou em grupo.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
V-V-V.
F-V-F.
F-F-V.
V-F-F.
A matemática pertence à nossa vida cotidiana e, portanto, antes de entrar na creche ou na pré-escola, a criança já vivenciou muitas situações que resultam de conhecimentos matemáticos. Apresenta-se na base do conhecimento lógico-matemático:
A aquisição de uma tecnologia de representação do código da escrita e da leitura.
O jogo simbólico, pois é a única forma de desenvolver tal conhecimento com as crianças pequenas.
A atuação das crianças sobre os objetos e, mais concretamente, o estabelecimento de relações que possibilitem sua atuação e interação com as outras pessoas.
A realização de testes que certifiquem o nível de desenvolvimento de cada criança.