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Encontramos no marco conceitual do Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária (p.28) a afirmação de que a formação da identidade de gênero é um processo complexo, envolvendo elementos conscientes e inconscientes associados ao sexo biológico e qualidades estabelecidas pela sociedade como adequadas à condição de masculino ou feminino. Na ocorrência desses processos psicofisiológicos, o adolescente é confrontado com o desenvolvimento de sua sexualidade, de sua orientação sexual, da sua capacidade reprodutiva e das possibilidades de maternidade e paternidade nela inscritas. Dentre as diretrizes do referido documento está o respeito à orientação sexual e à equidade de gênero, indicando que todas as ações abrangidas no Plano devem observar o princípio da
resolutividade.
homogeneidade.
preservação.
aceitação.
não discriminação.
O “encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à família” é uma das medidas aplicadas aos pais, aos integrantes da família ou a qualquer pessoa encarregada de cuidar de crianças e de adolescentes, tratá-los, educá-los ou protegê-los, que utilizarem castigo físico ou tratamento cruel ou degradante como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto. Conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu artigo 18-B, tais medidas serão aplicadas pelo Conselho Tutelar, sem prejuízo das sanções legais, de acordo com a
avaliação jurídica.
conduta da criança.
hierarquia familiar.
idade do agredido.
gravidade do caso.
O Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil (2002), prevê como objetivo geral o estabelecimento de um conjunto de ações articuladas que permita a(s) intervenção(ões) para o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes. Essas intervenções são de natureza, em sua totalidade,
administrativo-financeiras.
técnico-políticas.
político-financeiras.
técnico-política e financeiras.
administrativo-financeira e políticas.
Sobre o papel da mulher no âmbito da família na contemporaneidade, assinale a alternativa CORRETA.
A inserção das mulheres no mercado de trabalho brasileiro tem se caracterizado, predominantemente, mediante o tempo, pela precariedade.
Com a entrada das mulheres no mercado de trabalho, houve uma redução significativa na desigualdade de gênero.
Em cenários econômicos recessivos ou expansivos, é menor a participação feminina no mercado de trabalho.
A grande vantagem das mulheres no mercado de trabalho ocorre quando suas crianças são pequenas.
Mulheres e homens hoje possuem os mesmos salários nos diversos espaços ocupacionais.
A Política Nacional dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, se orienta por 8(oito) princípios. Um dos princípios refere-se aos direitos humanos exclusivos de crianças e adolescentes está expresso em:
Universalidade dos direitos com equidade e justiça social.
Igualdade e direito à diversidade.
Reconhecimento de crianças e adolescentes como sujeitos de direitos.
Participação e controle social.
Intersetorialidade e trabalho em rede.
Na intersetorialidade das políticas sociais públicas, na articulação e no trabalho em rede, tem-se no Sistema de Garantia de Direitos das Crianças e dos Adolescentes − SGD um exemplo concreto da articulação e integração das instâncias públicas governamentais e da sociedade civil, na aplicação de instrumentos normativos e no funcionamento dos mecanismos de promoção, defesa e controle para a efetivação dos direitos da criança e do adolescente, nos níveis Federal, Estadual, Distrital e Municipal. O SGD está distribuído nos eixos estratégicos:
defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes; promoção dos direitos humanos; e, controle da efetivação dos direitos humanos de crianças e de adolescentes.
instituição dos direitos das crianças e dos adolescentes; comunicação e disseminação dos direitos; e, interesse superior da criança e do adolescente.
proteção integral e prioridade absoluta; responsabilização; e, interesse superior da criança e do adolescente.
comunicação e disseminação dos direitos; interesse superior da criança e do adolescente; e, defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes.
promoção dos direitos humanos; controle da efetivação dos direitos humanos de crianças e de adolescentes; e, comunicação e disseminação dos direitos.
Todo profissional de Serviço Social que atua nas políticas sociais públicas, especialmente nas de assistência social, saúde e educação, têm que conhecer e apropriar-se dos conceitos e concepções postos no Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária. As estratégias, objetivos e diretrizes deste Plano estão fundamentados primordialmente
no interesse superior da criança e do adolescente, na proteção integral e na condição peculiar de seres em desenvolvimento.
no encaminhamento para família substituta, mediante procedimentos legais que garantam a defesa do interesse da criança e do adolescente, na não separação dos irmãos levados à guarda, tutela ou adoção e na estruturação das crianças e adolescentes como sujeitos e cidadãos.
na não discriminação, nos direitos à sobrevivência e ao desenvolvimento e no respeito à opinião da criança.
na primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias, na precedência do atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública e na condição peculiar de seres em desenvolvimento.
na prevenção ao rompimento dos vínculos familiares, na qualificação do atendimento dos serviços de acolhimento e no investimento para o retorno ao convívio com a família de origem.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei no 8.069/1990, representa um grande salto para o tratamento das questões afetas à infância e à adolescência ao mesmo tempo em que destaca a maturidade da sociedade brasileira em adotar uma legislação avançada, em sintonia com os ditames internacionais para essa temática. De acordo com as previsões contidas no ECA, a política de atendimento dos direitos da criança e do adolescente será realizada por meio de um conjunto articulado de ações governamentais e não-governamentais, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, tendo como diretriz, entre outras, conforme o artigo 88, I :
campanhas de estímulo ao acolhimento sob forma de guarda.
municipalização do atendimento.
serviços especiais de prevenção e atendimento médico.
políticas sociais básicas.
proteção jurídico-social por entidades de defesa dos direitos.
Diferente da Doutrina da Situação Irregular que tinha um viés assistencial-paternalista e arbitrária, a partir da Doutrina da Proteção Integral, quando um(a) adolescente for considerado(a) responsável pelo cometimento de um determinado ato infracional, se estabelece um sistema de responsabilização penal baseado em garantias processuais nos termos do Estado Democrático de Direito. Assim, a responsabilização deve acontecer a partir das medidas socioeducativas. Quais das alternativas corresponde as medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente?
Inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à criança, à família e ao adolescente; Prestação de serviços à comunidade; Liberdade assistida e Semiliberdade.
Advertência; Encaminhamento aos pais ou responsáveis, mediante termo de responsabilidade; Orientação, apoio e acompanhamento temporários; Matrícula e frequência obrigatória em estabelecimento oficial de ensino.
Obrigação de reparar o dano; Liberdade assistida; Inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento de alcoólatras e toxicômanos; Colocação em família substituta; Abrigo em entidade.
Advertência; Obrigação de reparar o dano; Prestação de serviços à comunidade; Liberdade assistida; Semiliberdade e Internação.
Advertência; Obrigação de reparar o dano; Prestação de serviços à comunidade; Requisição de tratamento médico, psicológico, psiquiátrico, em regime hospitalar ou ambulatorial e Internação.
Para efeitos da presente Convenção (CONVENÇÃO 182), a expressão "as piores formas de trabalho infantil" abrange:
I - Todas as formas de escravidão ou práticas análogas à escravidão, tais como a venda e tráfico de crianças, a servidão por dívidas e a condição de servo, e o trabalho forçado ou obrigatório, inclusive o recrutamento forçado ou obrigatório de crianças para serem utilizadas em conflitos armados.
II - A utilização, o recrutamento ou a oferta de crianças para a prostituição, a produção de pornografia ou atuações pornográficas.
III. Todo Membro que ratifique a presente Convenção deverá adotar medidas imediatas e eficazes para assegurar a proibição e eliminação das piores formas de trabalho infantil, em caráter de urgência.
IV- A utilização, recrutamento ou a oferta de crianças para a realização para a realização de atividades ilícitas, em particular a produção e o tráfico de entorpecentes, tais com definidos nos tratados internacionais pertinentes.
V- O trabalho que, por sua natureza ou pelas condições em que é realizado, é suscetível de prejudicar a saúde, a segurança ou a moral das crianças.
Assinale a alternativa correta:
Somente os itens I, II e III estão corretos.
Somente os itens I, II, III e V estão corretos.
Somente os itens, I, II, IV e V estão corretos.
Somente os itens II, III, IV e V estão corretos.
Todos os itens estão corretos.
A __________________________________________, no uso das suas atribuições legais e regulares, e considerando o disposto: na Constituição Federal de 1988 que em seu Artigo 227 elegeu a criança e o adolescente como prioridade absoluta e em seu Art. 7º, inciso XXXIII, modificado pela Emenda Constitucional nº 20, de 16/11/1998, proíbe o trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos. Assinale a alternativa que preenche corretamente o espaço em branco:
Secretaria de Educação.
Secretaria de estado de assistência social.
Secretaria da infância.
Secretaria da saúde.
Secretaria segurança pública.
Em relação aos programas de atendimento, a Lei que institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo e regulamenta a execução das medidas destinadas a adolescente que pratique ato infracional afirma que:
I. Compete à autoridade judicial encaminhar o adolescente para o orientador credenciado ao programa de prestação de serviços à comunidade ou de liberdade assistida.
II. Os municípios inscreverão seus programas e alterações, bem como as entidades de atendimento executoras, no Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente.
III. Os programas de atendimento devem especificar o regime e, dentre outros, o detalhamento das atribuições e responsabilidades do dirigente, de seus prepostos, dos membros da equipe técnica e dos demais educadores.
IV. Compete à direção do programa de prestação de serviços à comunidade ou de liberdade assistida avaliar, com o orientador, a evolução do cumprimento da medida e, se necessário, propor à autoridade judiciária sua substituição, suspensão ou extinção.
Estão corretas as afirmativas
I, II, III e IV.
II e IV, apenas.
III e IV, apenas.
I, II e III, apenas.
Sobre o serviço de proteção social aos adolescentes em cumprimento de Medida Socioeducativa em Meio Aberto (liberdade assistida e prestação de serviços à comunidade), a responsabilidade é:
da Política Nacional de Assistência Social.
dos Centros de Referência de Assistência Social.
do Ministério Público.
da Vara de Infância e Juventude.
dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social.
É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à ______________e ao ______________, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade ao respeito, à liberdade e à ______________, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
Em sequência as palavras que completam CORRETAMENTE essas lacunas são:
criança / adolescente / convivência familiar e comunitária.
gestante / idoso / convivência familiar e coletiva.
pessoa com deficiência / jovem aprendiz / harmonia familiar e comunitária.
mulher / homem / convivência familiar e comunitária.
criança / idoso / convivência em família substituta e comunitária.
São asseguradas ao adolescente, entre outras, as seguintes garantias:
I - Pleno e formal conhecimento da atribuição de ato infracional, mediante citação ou meio equivalente.
II - Igualdade na relação processual, produzir todas as provas necessárias à sua defesa, porém não podendo confrontar-se com vítimas e testemunhas.
III - Defesa técnica por advogado.
IV - Assistência judiciária gratuita e integral aos necessitados, na forma da lei.
Está incorreto o item:
I
II
III
IV
Segundo o ECA, a competência de fornecer subsídios por escrito, mediante laudos, ou verbalmente, na audiência, desenvolver trabalhos de aconselhamento, orientação, encaminhamentos, prevenção e outros, tudo sob a imediata subordinação da autoridade judiciária, assegurada a livre manifestação do ponto de vista técnico, cabe à equipe:
assistencial dos conselheiros tutelares.
interprofissional.
inter-regional e municipal.
sociojurídica.
A execução das medidas socioeducativas rege-se pelos seguintes princípios, EXCETO:
Proporcionalidade em relação à ofensa cometida.
Individualização, considerando-se a idade, capacidade e circunstâncias pessoais do adolescente.
Máxima intervenção, considerando o acompanhamento e a avaliação continuada para a realização dos objetivos da medida.
Não discriminação do adolescente, notadamente em razão de etnia, gênero, nacionalidade, classe social, orientação religiosa, política ou sexual, ou associação ou pertencimento a qualquer minoria ou status.
Um adolescente é constantemente agredido por seu pai e abandonou seus estudos a fim de trabalhar, pois passava por privações materiais. Essa é uma situação que requer a intervenção do assistente social que trabalha:
nos Centros de Referência Especializados da Assistência Social (CREAS), por meio de atendimento na rede de Proteção Especial de Alta Complexidade;
nos Centros de Referência Especializados da Assistência Social (CREAS), por meio de atendimento na rede de Proteção Especial de Média Complexidade;
nos Centros de Referência de Assistência Social, por meio do Ministério Público;
no Juizado de Menores, que convocará o pai da adolescente para prestar esclarecimentos;
no programa de abrigamento provisório para crianças e adolescentes enquanto sua situação social é resolvida.
O Plano Municipal de Assistência Social – 2014 a 2017, do município de São José do Rio Preto, ao apresentar os dados agregados das ofertas de Serviços Socioassistenciais, informa que em 2013, no PAEFI, foram atendidas 521 famílias. Informa ainda que os principais serviços acessados na Proteção Social Especial foram o de pessoas em situação de rua e o de acolhimento institucional e que a cidade apresenta um grande número de vagas na Proteção Social Especial de alta complexidade. Com base nesses dados, apresenta como uma das diretrizes para a Proteção Social Especial de alta complexidade:
ampliação da cobertura do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado às famílias e indivíduos.
criação do Centro POP – FRAS Migrante.
acompanhamento pelo PAEFI das famílias com violação de direitos em decorrência do uso de substâncias psicoativas.
controle dos descumprimentos das condicionalidades do Programa Bolsa Família.
reordenamento dos Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes.
O fenômeno da infância no Brasil tem sido estudado por pesquisadores de diversas áreas, e deve ser analisado considerando a conjuntura política, econômica e social. Sabemos que por muito tempo a criança foi esquecida pela sociedade e pelo Estado, mas à medida que ocorriam mudanças no plano político, a concepção de infância foi sendo alterada. Contudo, após a promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (BRASIL, 1990), ficou entendido/ resolvido que
os direitos se limitaram a propostas de proteção social das crianças delinquentes.
crianças e adolescentes, aos olhos da legislação, são considerados sujeitos de direitos.
as políticas públicas voltadas para essa população ainda permanecem higienistas, moralizadoras, disciplinares e repressoras.
os profissionais devem trabalhar de forma isolada e fracionada, mas com conhecimentos técnicos de suas áreas.
essa legislação reproduziu todo o teor da Declaração dos Direitos Universal da Criança de 1979 e da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança.