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O saber educacional em arte envolve saber sobre processos de aprendizagem e organização da didática, portanto, é importante saber sobre:
o desenvolvimento sensório-motor, vivências, sentimentos e práticas.
a gênese da aprendizagem de conceitos, princípios, procedimentos e valores.
a constatação de apreciações artísticas, culturais, religiosas e sociais.
a análise dos saberes artísticos, intermediações, observações e sequências.
o caminho da seleção prazerosa, intenções, interesses e configurações.
O Dinamizador de Arte que produz conhecimento pedagógico desempenha um papel mais significativo entre seus pares e desfruta de seu trabalho, pois exercita uma prática reflexiva e, assim sendo, pode colaborar efetivamente:
na competência e formação das escolas vinculadas aos órgãos oficiais.
na transformação do projeto sociocultural elaborado pelos professores de arte.
na discussão e análise crítica sobre as questões que envolvem o ensino da arte.
no interesse pela arte, por artistas e suas histórias situadas no cotidiano.
na pesquisa e aprofundamento dos conteúdos técnicos para a comunidade.
O trabalho dos professores de acordo com a experiência italiana está centrado sempre no relacionamento mais do que nos conteúdos. A ideia que sustenta isso é a de que:
na sua maioria, o trabalho escolar em arte com crianças é desenvolvido por professores formados em magistério, pedagogia ou com formação incompleta. Aos licenciandos em arte é necessário maior embasamento das teorias.
para compreender os processos de criação infantil, é muito importante que eles sejam estudados pelos professores, que por seu lado deveriam também vivenciar e experimentar seu processo pessoal sensível e criador.
há a necessidade relativa de maiores e melhores estudos e aprofundamentos sobre a questão de que os professores aperfeiçoem seu saber arte e saber ser professor de arte, especialmente junto à infância.
toda instrução é uma trama de relações comunicativas, um sistema de relações no qual os processos formativos estão estreitamente ligados àqueles comunicativos e os intercâmbios sociais são utilizados como instrumento de crescimento
a capacidade criativa e imaginativa e as potencialidades estéticas e artísticas infantis não podem se desenvolver isoladas e nem de modo unicamente espontâneo ou desprovido de intervenções de sua ambiência cultural.
Além de ações educativas envolvendo a leitura e interpretação da obra de arte em sala de aula, vários pesquisadores têm apresentado estudos sobre processos de compreensão do desenvolvimento estético. Esses conhecimentos são fundamentais para que os educadores possam refletir sobre como pensar melhor suas propostas didáticas no ensino de arte em relação aos processos de mediação entre a arte e o público e sua educação estética. Entre essas pesquisas, o estudo de Abigail Housen apresenta cinco estágios vivenciados pelo leitor (fruidor, espectador ou observador) da obra artística:
descritivo, interpretativo, avaliativo, reprodutivo e analítico estrutural.
narrativo, construtivo, classificatório, interpretativo e recreativo.
ler, fazer, contextualizar, registrar e expor.
analítico, interpretativo, descritivo, produtivo e ações de releituras.
análise oral, escrita, estética, histórica e social.
Cabe ao professor de arte, ao ensinar conceitos e princípios, criar múltiplas oportunidades de interação das crianças com esses conteúdos, variando as formas de apresentá-los. O professor pode recorrer a todos os meios para informar sobre conceitos e princípios que deseja ensinar, ciente de que:
são os hábitos de registro que ajudam o professor a acompanhar, analisar, pesquisar e avaliar seu trabalho.
as reflexões sobre as práticas e teorias educativas escolares não são colocadas como um componente à parte.
a metodologia pode ser considerada como o método em ação, onde os princípios básicos se completem.
é o aluno quem transforma tais informações em conhecimento por intermédio de interações sucessivas.
a atitude inicial, básica, de percepção da realidade e suas contradições estarão sendo mencionadas.
No texto Leitura e releitura, Analice Dutra Pillar (In: Pillar, 1999) faz uma reflexão sobre o ensino de arte e as relações com a imagem. Uma leitura se torna significativa quando estabelecemos relações entre o objeto de leitura e nossas experiências de leitor. No contexto da sala de aula, a leitura se transforma em produção. Segundo a autora,
I. a cópia diz respeito ao aprimoramento técnico.
II. na releitura há transformação, interpretação e criação com base num referencial.
III. as citações são jogos intertextuais.
IV. a releitura pressupõe a seleção de uma obra consagrada para ensinar o modo como o artista organiza a composição.
V. a cópia garante o encantamento dos alunos tanto pela obra quanto ao artista.
Está correto o que se afirma APENAS em
I, II e III.
I e II.
IV e V.
III e V.
II, III, IV e V.
As imagens cinematográficas congregam de alguma forma, aspectos sociais, religiosos ou políticos de uma época. Portanto, a escolha do filme a ser passado nas escolas nunca é neutra. Viabilizar a circulação do conhecimento, ampliar e qualificar o repertório cinematográfico favorecendo a formação de cidadãos críticos e sensíveis, é uma postura:
político-religiosa.
político-ideológica.
político-militante.
político-antropológica.
político-sociológica.
Mary Wigman era contra a utilização de máscaras em cena; para ela, o esforço do dançarino deveria aparecer no rosto e não ser escondido pelo uso de máscaras.
Kurt Jooss ficou em terceiro lugar no concurso de coreografia promovido pelo Archive Internationale de la Danse, em Paris, com a coreografia A Mesa Verde, coreografada com os princípios da pura Ausdruckstanz.

Considerando o texto acima, assinale a alternativa correta.
No que diz respeito às ideologias racistas, o posicionamento do professor frente ao conteúdo didático dos livros deve ser favorável a estas.
Cabe ao educador eleger livros que contemplam e reforçam imagens preconceituosas, discriminatórias e depreciativas.
As imagens, a seleção de conteúdos dos textos, a ordem de prioridade e o espaço ocupado em sala de aula devem ter como prioridade a cultura eurocêntrica.
A primeira atitude do educador frente ao conteúdo dos livros didáticos e paradidáticos deve ser a de identificar a sua ideologia, apresentada pela cultura visual, com o fim de se posicionar a favor ou contra.
Um dos princípios que devem orientar os temas, os projetos e as atividades pedagógicas em relação à questão do negro na escola é a construção do preconceito racial e a reafirmação de uma autoestima positiva da população negra e mestiça.
No processo de ensino-aprendizagem de Artes, é fundamental que o professor atualize-se em relação às tecnologias de comunicação contemporâneas. A rede mundial de computadores permitiu o surgimento das redes sociais educativas, modificando significativamente o modelo de comunicação, construção e transmissão de informação. Assinale a alternativa que corresponde à mudança de modelo.
A comunicação, a construção e a transmissão de informação são executadas por um único agente emissor.
O modelo, nas redes sociais educativas, parte da colaboração de seus usuários para a construção e a transmissão de informação.
O modelo evita as interações sociais para a construção e a transmissão de informação.
O modelo evidencia noções antigas sobre a passividade dos espectadores dos meios de comunicação.
O modelo valoriza a expressão e a comunicação individualistas em detrimento das coletivas.
Berenice Almeida e Magda Pucci apontam a dificuldade de definir, numa só palavra, a grande variedade de gêneros e estilos da música brasileira. Por esse mesmo motivo, criticam a visão distorcida do folclore que predominou no Brasil em outras épocas, quando sua prática se tornou obrigatória nas escolas. Essa crítica é justificada pelo fato de que
os alunos eram obrigados a cantar e dançar vestindo roupas típicas, o que não os motivava muito, em especial no caso dos meninos.
as canções folclóricas são muito difíceis de serem ensinadas nas escolas, tanto pelo texto elaborado, quanto pelo ritmo complexo.
o folclore era ensinado como disciplina teórica ligada à História e, por esse motivo, não despertava o interesse dos alunos.
o foco intenso na música folclórica impedia que se dedicasse tempo a outras atividades importantes, como, por exemplo, o ensino de hinos pátrios.
as canções folclóricas eram apresentadas de forma descontextualizada, vestidas em roupagem erudita, de forma que seu sabor original se perdia nessa elaboração.
Olhar a docência esteticamente, como uma obra de arte é, de alguma forma, assumir que a cena docente é feita de dificuldades, dissonâncias, resistências, frustrações, erros, acertos, mudanças de rumo, dúvidas, incertezas, conquistas, sucessos.
Para colocar-se em cena nesse processo da arte da docência, Luciana Gruppelli Loponte aponta dois modos estéticos do professor inventar-se a si mesmo como docente. São eles a escrita de si docente em
textos, cartas, portfólios e as relações de amizade dos grupos de formação docente.
planos de aula organizados por dia e as relações de amizade no encontro com a coordenação pedagógica.
diários pessoais e as relações de camaradagem com os alunos.
textos visuais estéticos e as relações de amizade com os teóricos que fundamentam o seu pensar pedagógico.
em aulas tecnicamente planejadas e as relações de amizade dos grupos de formação docente.
O acesso aos bens culturais é meio de sensibilização pessoal, que possibilita ao sujeito apropriar-se de múltiplas linguagens, tornando-o mais aberto para a relação com o outro, favorecendo a percepção de identidade e de alteridade, portanto, é possível encontrar exemplos representativos de arte, mesmo nos mais simples dos museus, o que contribui para que os alunos participem:
da mobilização e necessidade de maiores estudos e aprofundamentos relativos ao potencial dos saberes isolados.
da criação infantil para a compreensão das especificidades que conscientizem as relações com as instituições culturais.
da relação prática-teoria-prática no trabalho profissional do professor de arte, estudando e discutindo textos diversos.
da organização de atividades expressivas e aperfeiçoamento de conhecimentos sobre os instrumentos pouco usados como materiais técnicos.
Trazer conteúdos de arte do ambiente de origem e do cotidiano dos estudantes para a sala de aula é uma escolha curricular motivadora, pois, essa prática valoriza:
a construção de uma relação não preconceituosa com a diversidade das culturas.
a percepção das transformações realizadas no âmbito da operacionalidade
o trabalho espontâneo e para que os alunos saibam as linguagens artísticas
a promoção de atividades com diversos materiais para experimentação.
o conceito básico de arte e a necessidade de mais estudo e pesquisas culturais.
Os gostos e os repertórios artísticos e culturais que, presentes no cotidiano educativo, dizem da sociedade e das culturas devem ser levados em conta na ação pedagógica do professor, pois, é fato que:
é imprescindível uma qualificação mais adequada e justa em arte.
atrás de um gosto há sempre um sujeito, uma história e práticas culturais.
há aspectos mobilizadores na formação estética e artística de crianças.
a preparação do professor possibilitará maior envolvimento dos alunos.
são necessárias as discussões periódicas a respeito dos saberes artísticos.
Os resultados de um aprendizado multicultural, no ensino de arte, para os alunos, agrupam-se em três áreas principais:
conhecimento específico do conteúdo em artes, entendimento entre culturas e métodos de ensino aprendizagem em arte.
entendimento de jeitos e técnicas, representações de suas emoções-ideias e trabalho pedagógico do professor de arte.
absorção do patrimônio cultural e arquitetônico, cópia do que é meramente apresentado e descoberta de como perceber.
visualização de diversos materiais e técnicas, atividades lúdico-terapêuticas e linguagem acessível para o aprendizado.
Em Entre o Mediterrâneo e o Atlântico, Maria Lucia Pupo aponta propostas para a abordagem da relação entre o jogo, a improvisação e o texto de ordem narrativa. Estas propostas partem da discussão sobre o papel do texto não dramático e a estética dos fragmentos no teatro contemporâneo, buscando integrar os princípios de jogo com o texto. O contato com o texto como objeto de jogo pode se dar por meio de Jogos de Apropriação, uma forma de apropriação lúdica de diferentes passagens da história. Para Maria Lúcia Pupo, os jogos de apropriação do texto têm como finalidade
que o aluno se impregne sensorialmente do texto por meio da exploração de sua materialidade, antes de passar para a improvisação teatral, o que permite a descoberta de conotações inesperadas.
revelar ao aluno, de forma lúdica, as intenções, sentidos e significados do texto, eliminando a etapa de leitura de mesa e passando diretamente para a improvisação teatral.
estimular o aluno a dizer o texto, explorando a sua sensibilidade e a memória afetiva para a interpretação teatral.
que o aluno memorize o texto em decorrência das repetições.
que o aluno possa treinar a sua ação vocal por meio da materialidade das palavras, o que permite coletar material para a improvisação teatral.
Amediação entre o aluno e a obra é como um trabalho de arte, no qual as experiências anteriores e o saber do educador são o plano de fundo, e a cena real, a visita, para estar em consonância com os conceitos da arte contemporânea, na qual figura e fundo, quando existem, constituem:
partes em plena integração.
discussões sobre imagens.
intervenção do expectador.
reflexões sobre o trabalho.
normas aceitas pelo público.
O educador, antes de transmitir sua própria cultura musical, deve pesquisar o universo musical a que a criança pertence, e encorajar atividades relacionadas com:
atitudes e valores ligados ao conteúdo e competências específicas.
incontestáveis informações materiais vinculadas à razão.
a criação de novas formas de expressão através da música.
avaliações de uma relação de autoconfiança com os fatos.
a comparação de diversas experiências vividas socialmente.