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Em determinado município, o gestor público, conscientemente, deixou de divulgar atos administrativos relevantes no portal oficial da Administração, impedindo o acesso da população às informações sobre decisões governamentais. Não houve qualquer justificativa relacionada à segurança da sociedade ou do Estado, tampouco previsão legal que autorizasse o sigilo dessas informações.
Diante dessa situação hipotética e considerando o disposto na Lei nº 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa), assinale a alternativa CORRETA.
Não configura ato de improbidade administrativa a negativa de publicidade a atos oficiais, pois a divulgação de atos administrativos é facultativa ao gestor público.
Configura ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública negar publicidade a atos oficiais, quando inexistir justificativa legal para o sigilo.
Configura ato de improbidade administrativa apenas quando a negativa de publicidade causar prejuízo financeiro direto ao erário.
A negativa de publicidade a atos oficiais constitui irregularidade administrativa, mas não configura ato de improbidade administrativa.
A negativa de publicidade a atos oficiais somente caracteriza improbidade administrativa quando houver decisão judicial determinando a divulgação.
Nos termos da Lei 8.429/1992 e as alterações introduzidas pela Lei 14.230/2021, constitui ato de improbidade que atenta contra os princípios da administração pública:
agir culposamente para causar perda patrimonial ao Estado.
facilitar a incorporação de verba pública ao patrimônio de particular.
nomear cônjuge ou parente em linha reta até o terceiro grau para cargo em comissão ou função de confiança.
perceber vantagem econômica para facilitar a aquisição de bens por preço superior ao de mercado.
permitir que particular utilize veículos da administração pública sem autorização.
Conforme a Lei Federal nº 8.429/1992, são condutas dolosas que tipificam atos de improbidade administrativa que atentam contra os princípios da Administração Pública:
I. Receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para omitir ato de ofício, providência ou declaração a que esteja obrigado.
II. Frustrar, em ofensa à imparcialidade, o caráter concorrencial de concurso público, de chamamento ou de procedimento licitatório, com vistas à obtenção de benefício próprio, direto ou indireto, ou de terceiros.
III. Revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da respectiva divulgação oficial, teor de medida política ou econômica capaz de afetar o preço de mercadoria, bem ou serviço.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
I, II e III.
A Lei de Improbidade Administrativa define atos que atentam contra os princípios da administração pública, afetando gestores e contadores públicos. Assinale a alternativa CORRETA.
A Lei de Improbidade Administrativa aplica-se exclusivamente ao Presidente da República, isentando todos os demais servidores e terceiros de qualquer responsabilidade.
Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade e de legalidade.
O contador público só pode ser responsabilizado por improbidade administrativa se for comprovado que ele utilizou o dinheiro desviado para comprar bens de luxo pessoais.
A improbidade administrativa ocorre apenas quando há o furto direto de dinheiro em espécie dos cofres públicos, não abrangendo violações de princípios éticos.
Os atos de improbidade administrativa que atentam contra os princípios da Administração Pública passaram a constituir um rol taxativo, de modo que apenas as condutas expressamente listadas nos incisos do referido artigo podem ser sancionadas sob esse fundamento.
Certo
Errado
Tendo por referência a Lei de Improbidade Administrativa, considere as assertivas a seguir.
I.As disposições desta Lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra dolosamente para a prática do ato de improbidade.
II.A mera perda patrimonial decorrente da atividade econômica não acarretará improbidade administrativa, salvo se comprovado ato exclusivamente culposo praticado com essa finalidade.
III.Não se configurará improbidade a mera nomeação ou indicação política por parte dos detentores de mandatos eletivos, sendo necessária a aferição de dolo com finalidade ilícita por parte do agente.
IV.A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração de imposto de renda e proventos de qualquer natureza, que tenha sido apresentada à Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente.
Está CORRETO o que se afirma em:
I, II e III, apenas.
II e III, apenas.
II e IV, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, III e IV, apenas.
Quanto à responsabilização pelos atos de improbidade administrativa previstos na Lei nº 8.429/1992, analise os itens a seguir.
I. O sucessor ou o herdeiro daquele que causar dano ao erário ou que se enriquecer ilicitamente estão sujeitos apenas à obrigação de repará-lo até o limite do valor da herança ou do patrimônio transferido.
II. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública quando o agente, mediante a prática de ato doloso ou culposo, obtiver qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego.
III. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão dolosa, que enseje, efetiva e comprovadamente, perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas na lei.
IV. Constitui ato de improbidade administrativa que causa enriquecimento ilícito quando a ação ou omissão dolosa ou culposa do agente violar os deveres de honestidade, de imparcialidade e de legalidade.
Assinale a alternativa CORRETA.
Apenas os itens I e III estão corretos.
Apenas os itens II e IV estão corretos.
Apenas os itens I e IV estão corretos.
Apenas os itens II e III estão corretos.
Todos os itens estão corretos.
Pode-se afirmar que constituem ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da Administração Pública a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade e de legalidade, caracterizada por condutas previstas em quantos dos seguintes itens? I. Deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo, desde que disponha das condições para isso, com vistas a ocultar irregularidades; II. Negar publicidade aos atos oficiais, exceto em razão de sua imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do Estado ou de outras hipóteses instituídas em lei; III. Descumprir as normas relativas à celebração, fiscalização e aprovação de contas de parcerias firmadas pela Administração Pública com entidades privadas.
Nenhum deles.
Apenas 1 deles.
Apenas 2 deles.
Todos os 3.
Uma autarquia federal instaurou um procedimento para apurar a conduta de um agente público que utilizou um veículo oficial para fins particulares, sem prejuízo patrimonial imediato ao erário. Após a instrução, concluiu‑se que houve violação aos deveres de honestidade e lealdade institucional.
Com base nessa situação hipotética e na Lei nº 8.429/1992, assinale a opção correta.
A conduta é irrelevante, pois a improbidade administrativa exige, necessariamente, dano material ao erário.
Apenas os particulares podem praticar a improbidade administrativa, mas não os agentes públicos.
A improbidade somente ocorre se houver enriquecimento ilícito simultâneo e exclusivo.
A conduta configura ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da Administração Pública, independentemente da ocorrência de dano ao erário ou enriquecimento ilícito.
O ato só seria ilícito se tivesse sido praticado com autorização verbal superior.
Um agente público, no exercício de atividade fiscalizatória, deixou de adotar providência obrigatória prevista em norma administrativa, com o objetivo deliberado de beneficiar uma pessoa jurídica fiscalizada. Não havia comprovação de enriquecimento ilícito do agente nem de dano patrimonial ao erário, mas a conduta violava um dever funcional relevante e comprometia a probidade da atuação administrativa.
Com base nessa situação hipotética, assinale a opção correta, no que se refere à Lei nº 8.429/1992 e às alterações promovidas pela Lei nº 14.230/2021.
A ausência de enriquecimento ilícito e de dano patrimonial ao erário impede, em qualquer hipótese, a configuração de ato de improbidade administrativa, ainda que a conduta seja dolosa e viole deveres funcionais relevantes.
A conduta descrita pode configurar ato de improbidade por violação a princípios da Administração Pública, desde que comprovados o dolo do agente, consubstanciado na vontade livre e consciente de alcançar o resultado ilícito tipificado, e a lesividade relevante ao bem jurídico tutelado, não sendo suficiente, para esse fim, a mera voluntariedade da conduta ou a ilegalidade formal desprovida de finalidade ímproba.
A mera ilegalidade formal, ainda que seja praticada sem dolo e sem finalidade ímproba, é suficiente para configurar ato de improbidade administrativa, independentemente do resultado produzido pela conduta do agente.
Para a configuração de improbidade por violação a princípios da Administração Pública, exige‑se a comprovação de dano ao erário ou de enriquecimento ilícito, sendo insuficiente a mera demonstração de lesividade ao bem jurídico tutelado.
A responsabilização por ato de improbidade administrativa independe da demonstração de dolo, sendo suficiente a comprovação de culpa grave, erro grosseiro ou desídia relevante na conduta do agente público, pois o elemento subjetivo doloso somente é exigido nas hipóteses de enriquecimento ilícito ou de dano ao erário, não se aplicando aos atos que atentem contra os princípios da Administração Pública.
Luiz é prefeito de um município e nomeou sua esposa para um cargo de confiança na prefeitura. Conforme a Lei de Improbidade administrativa, essa nomeação é:
Proibida, pois cônjuges estão incluídos na vedação da Lei.
Proibida somente quando o cargo em comissão for de nível superior.
Permitida, pois a esposa não é parente consanguíneo.
Permitida, desde que ela tenha formação na área para a qual foi contratada.
Em uma apuração administrativa, verifica-se que agente público, de forma consciente, negou publicidade a ato oficial cuja divulgação era obrigatória, com objetivo de ocultar favorecimento indevido em Processo Administrativo. Considerando o regime atual da Lei nº 8.429/1992, assinale a alternativa correta.
A responsabilização por improbidade é objetiva e independe de dolo quando houver violação formal de regra administrativa.
Qualquer irregularidade culposa praticada por agente público configura, por si só, ato de improbidade contra princípios.
A ausência de dano patrimonial impede necessariamente qualquer enquadramento por ato de improbidade contra princípios.
A configuração de improbidade exige conduta dolosa prevista na lei, e pode não configurar dano ao erário se atentar contra princípios.
Existindo processo disciplinar instaurado ao agente público, a Lei de Improbidade Administrativa não se aplica.
Em uma repartição pública, um gestor autorizou a realização de contratos sem licitação, permitindo favorecimentos a determinadas empresas e descumprindo os princípios da moralidade e legalidade. Apesar de não ter havido comprovação imediata de prejuízo ao erário, a conduta provocou denúncias e suscitou dúvidas quanto à sua conformidade com a Lei n.º 8.429/1992. De acordo com essa situação hipotética, é CORRETO afirmar que:
A improbidade administrativa exige a demonstração do dolo com prejuízo efetivo ao erário ou enriquecimento ilícito, de forma que a mera prática culposa ou a violação de princípios não se qualificam como ato ímprobo sem evidência de dano.
A responsabilização por improbidade administrativa pode abranger condutas dolosas e culposas, mas demanda a comprovação de que houve violação concreta dos deveres de honestidade e transparência, refletindo impacto no patrimônio público.
Para a configuração da improbidade administrativa, é imprescindível a comprovação de prejuízo econômico direto ao erário, pois, sem dano efetivo, a conduta, por mais reprovável que seja, não alcançaria a tipificação prevista na Lei.
A Lei de improbidade administrativa prevê que atos que atentem contra os princípios da legalidade e moralidade, mesmo sem causar prejuízo econômico mensurável, configuram ilícito, bastando demonstrar a violação dos deveres essenciais do cargo.
A Lei nº 14.230/2021, ao reformar o regime de improbidade administrativa, estabeleceu que, para a caracterização de ato ímprobo por violação de princípios, é imprescindível a demonstração cumulativa de elemento subjetivo doloso e de lesividade materialmente relevante, não bastando mera irregularidade formal ou conduta culposa para configurar‑se a improbidade nessa modalidade.
Certo
Errado
A descrição do caso apresenta claramente que a conduta do empregado do CRF‑DF enseja sanção por ato de improbidade administrativa.
Certo
Errado
Caso seja condenado em ação de improbidade administrativa pela prática da referida conduta, o servidor sujeitar‑se‑á a sanções como o pagamento de multa civil de até 24 vezes o valor de sua remuneração.
Certo
Errado
O art. 11 da Lei nº 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa) tipifica atos de improbidade que violam os princípios da administração pública. De acordo com esse dispositivo, integra esse tipo de improbidade a conduta que
frustra a licitude de processo licitatório, com dano ao erário.
enriquece ilicitamente mediante recebimento de vantagem indevida.
deixa de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo.
causa prejuízo financeiro ao patrimônio público por ação culposa.
Foi revogada a responsabilização por violação genérica aos princípios da Administração Pública, passando a haver tipificação taxativa.
Certo
Errado
A Organização da Sociedade Civil ABC, pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, celebrou contrato com a Prefeitura do Município X, o qual tem por objeto a gestão de um projeto social de atendimento a crianças e adolescentes portadores de deficiência. Os recursos para a gestão do projeto são integralmente públicos e serão repassados na integralidade pela Prefeitura. José é Presidente da Organização ABC e o responsável pela administração dos recursos. Joana, servidora da Secretária de Assistência Social do Município X, é a fiscal do contrato. Em fiscalização de rotina, Joana verificou irregularidades na gestão dos valores, constatando a apresentação de notas fiscais de serviços não prestados. Em conversa com José, este admitiu que desviava parte dos valores, bem como ofereceu dinheiro para que Joana não reportasse os fatos aos seus superiores e aos órgãos de fiscalização interna e externa, o que foi aceito por ela. A conduta de ambos gerou prejuízo significativo aos cofres públicos e comprometeu o atendimento dos beneficiados pelo projeto. Com base nessa situação e na Lei de Improbidade Administrativa, assinale a alternativa correta.
Somente Joana poderá ser responsabilizada por ato de improbidade administrativa no caso.
José não poderá ser responsabilizado por ato de improbidade administrativa, já que não é agente público.
A Organização da Sociedade Civil ABC não poderá ser responsabilizada no caso, uma vez que a Lei de Improbidade não pode ser aplicada em face de pessoas jurídicas.
José e Joana estão sujeitos à aplicação das disposições da Lei de Improbidade.
A conduta de José apenas representa um ilícito civil, não sendo possível a responsabilização da pessoa física de José, já que apenas dirigia a Organização com quem o contrato foi firmado.
Atos de improbidade administrativa são condutas dolosas de agentes públicos que violam a probidade, a moralidade e a legalidade, visando benefício próprio ou de terceiros, causando enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário ou atentando contra os princípios da Administração Pública. Nos termos da Lei, são atos que atentam contra os princípios da Administração Pública:
Ausentar-se por mais de 30 dias do trabalho, de forma injustificada.
Ofender superior hierárquico.
Perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de verba pública.
Ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei.
Negar publicidade aos atos oficiais.