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Um contrato administrativo de obras públicas é um instrumento da administração pública para executar obras como construção, ampliação e reforma. A característica típica que descreve os contratos administrativos é que eles
são regidos exclusivamente pelo direito privado, assim como os contratos entre particulares.
possuem cláusulas exorbitantes, que conferem à Administração Pública poderes especiais para alterar unilateralmente o contrato em razão do interesse público.
podem ser formalizados verbalmente, dependendo do valor da obra.
têm duração indeterminada, podendo ser alterados ou rescindidos a qualquer momento, a critério exclusivo da Administração Pública.
Os Bens Públicos são regulados por regime jurídico especial, no qual possuem algumas prerrogativas em decorrência dos princípios que regem o Direito Administrativo. Nesse sentido, as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados necessárias à proteção dos ecossistemas natural:
são absolutamente indisponíveis
podem ser alienadas e destinadas a qualquer fim
podem ser transferidas para terceiros por meio de leilão
dependem de autorização legislativa para serem alienadas
Em relação ao domínio público terrestre, é correto afirmar que a terra devoluta
é bem indisponível.
integra a categoria de bens de uso especial.
não é objeto de ação discriminatória.
é sempre passível de usucapião.
não possui qualquer destinação pública.
Após um apurado levantamento acerca dos procedimentos discriminatórios de terras devolutas relativos ao território do Estado do Maranhão, observou-se que existem algumas delas devidamente demarcadas ou arrecadadas que: (i) são indispensáveis à defesa de vias federais de comunicação; (ii) não têm maiores especificidades e estavam desafetadas, mas foram invadidas há mais de trinta anos, sendo que as famílias que as esbulharam conferiram função social à propriedade; (iii) são necessárias à proteção de ecossistemas naturais.
Considerando que estão sendo realizados estudos acerca da viabilidade de alienação de tais bens, é correto afirmar que
as terras devolutas em questão podem ser alienadas pelo Estado, na medida em que todas elas são bens públicos dominicais do Estado.
não é possível a alienação das terras devolutas que foram invadidas há mais de trintas, na medida em que os possuidores adquiriram a propriedade pela usucapião.
é cabível a alienação das terras devolutas necessárias para a defesa de vias federais de comunicação, que são bens dominicais de propriedade do Estado.
são indisponíveis as terras devolutas demarcadas ou arrecadadas pelo Estado, por ação discriminatória, necessárias à proteção de ecossistemas naturais.
nenhuma das terras devolutas em questão pode ser alienada pelo Estado, na medida em que todas elas são bens públicos de uso especial de propriedade da União.
Há muitos anos, Bruno invadiu sorrateiramente uma terra devoluta indispensável à defesa de fronteira, que já havia sido devidamente discriminada. Como não houve oposição, Bruno construiu uma casa, na qual passou a residir com sua família, além de usar o terreno subjacente para a agricultura de subsistência. A União, muitos anos depois do início da utilização do bem por Bruno, promoveu a sua notificação para desocupar o imóvel, em decorrência de sua finalidade de interesse público.
Na qualidade de advogado(a) consultado(a) por Bruno, assinale a afirmativa correta.
Bruno terá que desocupar o bem em questão e não terá direito à indenização pelas acessões e benfeitorias realizadas, pois era mero detentor do bem da União.
A União não poderia ter notificado Bruno para desocupar bem que não lhe pertence, na medida em que todas as terras devolutas são de propriedade dos estados em que se situam.
Bruno pode invocar o direito fundamental à moradia para reter o bem em questão, até que a União efetue o pagamento pelas acessões e benfeitorias realizadas.
Caso Bruno preencha os requisitos da usucapião extraordinária, não precisará desocupar o imóvel da União.


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As terras devolutas indispensáveis à preservação do meio ambiente são consideradas bens
de uso comum do povo de titularidade dos municípios.
de uso especial de titularidade dos estados.
dominicais de titularidade dos estados.
de uso comum do povo de titularidade da União.
dominicais de titularidade da União.
Assinale a alternativa em desacordo as Súmulas de Direito Administrativo do STJ e STF.
A ocupação indevida de bem público configura mera detenção, de natureza precária, insuscetível de retenção ou indenização por acessões e benfeitorias.
As concessões de terras devolutas situadas na faixa de fronteira, feitas pelos estados, autorizam, apenas, o uso, permanecendo o domínio com o estado, ainda que se mantenha inerte ou tolerante, em relação aos possuidores.
Os incisos I e XI do art. 20 da Constituição Federal não alcançam terras de aldeamentos extintos, ainda que ocupadas por indígenas em passado remoto.
Os registros de propriedade particular de imóveis situados em terrenos de marinha não são oponíveis à União.
As terras devolutas são
terras de propriedade da União que não têm afetação específica e que, portanto, são consideradas disponíveis.
terras públicas que estão afetadas a um uso público, mas que ainda não foram arrecadadas por ações discriminatórias.
terras públicas ou privadas localizadas em faixas de fronteira, reservas indígenas ou terrenos de marinha.
terras públicas ou privadas consideradas indispensáveis à defesa de fronteira e à preservação ambiental.
terras públicas não incorporadas a patrimônio particular e que não estejam afetadas a qualquer uso público.
Com relação à alienação de bens públicos, é correto afirmar que
as terras devolutas ou arrecadadas por meio de ação discriminatória e necessárias à proteção dos ecossistemas naturais conservam a absoluta inalienabilidade.
a decreto que autoriza a alienação de bem imóvel retira-lhe a destinação específica, promovendo a afetação, tornando-o disponível para a transferência patrimonial.
a alienação de bens móveis dependerá de autorização legislativa, de avaliação prévia e de licitação, realizada na modalidade de concorrência.
o leilão é a modalidade facultativa para a alienação de bens inservíveis, apreendidos, sendo vedado aos penhorados.
a alienação de bens imóveis dependerá de autorização legislativa, de avaliação prévia e de licitação, realizada na modalidade de leilão.


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Sobre os bens públicos, assinale a alternativa correta.
Os bens públicos são apenas aqueles que pertencem aos entes da administração direta.
Os bens públicos de uso especial podem ser alienados, desde que sejam observadas as exigências de lei.
Os bens públicos de uso comum e os bens dominicais são inalienáveis enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar.
As terras devolutas podem ser livremente e em qualquer hipótese usucapidas.
O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem.
São exemplos de bens públicos:
I. Rios, mares, estradas, ruas e praças.
II. Estradas, ruas e coletivos urbanos.
III. A sede do Supremo Tribunal Federal.
IV. Logradouros em geral.
A sequência correta é:
Apenas as assertivas I, III e IV estão corretas.
Apenas a assertiva I está correta.
Apenas as assertivas I e II estão corretas.
Apenas a assertiva II está correta.
As terras devolutas são classificadas, em regra, como bens:
públicos de uso comum.
públicos de uso especial.
públicos dominicais.
particulares.
Analise as proposições abaixo e assinale a alternativa correta:
I) Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei, ainda que tenham destinação pública especifica.
II) Os bens públicos dominicais podem ser alienados por meio de institutos do direito privado, como a compra e venda, a doação e a permuta, mas por não terem afetação não podem ser alienados por meio de institutos do direito público como a investidura e a legitimação.
III) Os bens públicos, em suas três modalidades (de uso comum do povo, de uso especial e dominicais) podem ser utilizados pelas pessoas jurídicas de direito público que os detém ou serem cedidos para outros entes públicos, mas apenas os de uso especial e dominicais podem ser utilizados por particulares.
IV) É possível a oposição do particular ao ato administrativo de revogação da utilização do bem público, fundamentado na proteção do interesse público, quando o uso se deu na modalidade de uso privativo ou autorizado, não sendo, contudo, quando se deu na modalidade de uso concedido.
V) As terras devolutas integram a categoria dos bens de uso comum do povo, dai porque não são passiveis de usucapião.
Apenas a proposição V está correta e as demais estão incorretas.
Apenas as proposições IV e V estão corretas e as demais estão incorretas.
Apenas as proposições II e III estão corretas e as demais estão incorretas.
Apenas a proposição IV está correta e as demais estão incorretas
Todas as proposições estão incorretas.
Sobre Terras Devolutas, é incorreto afirmar que
as terras devolutas integram a categoria de bens de uso especial.
as terras devolutas constituem espécie do gênero terras públicas.
pela Constituição Federal, são bens da União as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei.
a ação discriminatória tem como objetivo separar terras públicas das particulares, mediante verificação da legitimidade dos títulos de domínio dos particulares, apurando-se, por exclusão, as terras de domínio público.


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Com referência a domínio e bens públicos, assinale a opção correta.
Os terrenos de marinha ou qualquer de seus acrescidos não podem pertencer a particular.
Os bens públicos de uso comum não podem ser utilizados por particulares.
Embora a alienação, por estado da Federação, de terras de fronteira pertencentes à União seja considerada transferência a non dominus, tal circunstância não pode ser declarada de ofício pelo magistrado, por se tratar de hipótese de nulidade sanável.
Segundo o STJ, a transferência onerosa de direito sobre benfeitorias realizadas em terreno de marinha dá ensejo à cobrança de laudêmio.
A ação discriminatória é o procedimento judicial adequado para que o Estado comprove que as terras são devolutas, distinguindo-as das particulares, não mais havendo, na ordem jurídica nacional, processo administrativo para a referida finalidade.
Dadas as assertivas abaixo, assinale a alternativa correta:
I. As terras devolutas podem tanto ser do domínio da União como dos Estados-membros.
II. A desafetação legal somente se faz necessária para a alienação de bem de uso comum do povo.
III. A imprescritibilidade incide tanto sobre os bens públicos de uso comum do povo como sobre os de uso especial e os bens dominiais.
IV. As chamadas “cláusulas exorbitantes” podem tanto integrar os contratos administrativos típicos como os contratos privados celebrados pela Administração em pé de igualdade com os particulares contratantes.
V. A permissão de uso assegura ao permissionário o uso especial e individual de bem público e gera direitos subjetivos para proteger sua utilização na forma permitida.
Estão corretas apenas as assertivas III e IV.
Estão corretas apenas as assertivas IV e V.
Estão corretas apenas as assertivas I, II e III.
Estão corretas apenas as assertivas I, III e V.
Nenhuma assertiva está correta.
Observada a disciplina jurídica das terras devolutas, não é verdadeiro que
SOBRE OS BENS PÚBLICOS, ASSINALAR O ITEM INCORRETO:
o conceito de domínio público é mais extenso que o de propriedade, desde que se consideram bens públicos aqueles que, embora não pertencentes às pessoas jurídicas de direito público, estejam afetados à prestação de um serviço público;
os bens dominicais, também chamados de dominiais, não se acham afetados a qualquer destino público;
as terras que, embora originariamente de propriedade de particulares, deixaram de pertencer ao domínio privado por motivo legal e passaram a receber destinação pública específica, são chamadas de devolutas;
os bens públicos se adquirem pelas mesmas formas previstas no direito privado e outras específicas do direito público, como a desapropriação ou a determinação legal.