Questões de Concurso sobre Abuso de Direito (art. 187)

 
 
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De acordo com o expressamente preceituado pelo Código Civil brasileiro, constitui ato ilícito:


A

o praticado em legítima defesa desde que cause dano a terceiros


B

o exercício de um direito por seu titular de forma a exceder manifestamente os limites impostos pelos bons costumes


C

o praticado no exercício regular de um direito reconhecido desde que cause prejuízo econômico a terceiros


D

a lesão à pessoa, a fim de remover perigo iminente

Para o Código Civil, o abuso do direito

A
é previsto como ato ilícito e gera responsabilidade ao agente ofensor, por desvio da finalidade social e econômica do ato tido por abusivo.

B
é previsto como ato ilícito, mas não gera responsabilidade ao agente ofensor, por não se tratar de ato ilegal.

C
é previsto como ato lícito, não gerando responsabilidade ao ofensor.

D
não é previsto no Código Civil, mas apenas na doutrina e na jurisprudência.

E
é previsto como ato ilícito, gerando apenas a possibilidade de desfazimento do ato, sem outras cominações legais.

Com base no que disciplina o Código Civil acerca de ato ilícito, assinale a alternativa correta.


A

Comete ato ilícito aquele que, mesmo em legítima defesa, viola direito e causa dano a outrem, ainda que exclusivamente moral.


B

Comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.


C

Não há previsão de cometimento de ato ilícito por omissão.


D

A deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão à pessoa, a fim de remover perigo iminente, mesmo que outra ação menos gravosa pudesse ser tomada, não acarreta cometimento de ato ilícito.


E

Constituem ato ilícito os atos praticados mesmo no exercício regular de um direito legalmente reconhecido.

Entre as alternativas abaixo, assinale a CORRETA:

A
A ausência de denunciação à lide ao alienante, na evicção, impede o exercício de pretensão reparatória por meio de via autônoma.

B
O devedor demandado pode opor ao credor as exceções que lhe forem pessoais e as comuns a todos, e, no caso, também aproveita as exceções pessoais a outro codevedor.

C
O abuso de direito é uma categoria jurídica autônoma em relação à responsabilidade civil. Por isso, o exercício abusivo de posições jurídicas desafia controle independentemente de dano.

D
Sendo a simulação causa de nulidade do negócio jurídico, sua alegação necessita de ação própria.

Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. O abuso de direito também configura ato ilícito que pode ser indenizado, verificando-se o mesmo quando


A

o titular de direito, ao exercê-lo, tangencia os limites impostos pelo seu fim econômico ou social; boa-fé ou bons costumes.


B

o titular de direito, ao exercê-lo, atinge os limites impostos pelo seu fim econômico ou social; boa-fé ou bons costumes.


C

o titular de direito, ao exercê-lo, atinge manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social; boa-fé ou bons costumes.


D

o titular de direito, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social; boa-fé ou bons costumes.

Sobre o abuso de direito, pode-se afirmar que

A
consiste no uso imoderado de direito subjetivo de modo a causar dano a outrem.

B
não é possível ser caracterizado no direito civil brasileiro, que parte do raciocínio de que aquele que age dentro de seu direito não pode prejudicar ninguém.

C
o titular de direito poderá alegar vício contratual, se o exercício continuado de uma situação jurídica, ainda que realizada de boa-fé, estabilizou a relação jurídica de forma diversa da convencionada.

D
a jurisprudência e doutrina civilistas rejeitam a aplicação do comportamento contraditório no direito brasileiro, porque não há expressa previsão legal no Código Civil de 2002.

A respeito da responsabilidade civil, considere:

.

I. Não são cumuláveis as indenizações por dano material e dano moral oriundos do mesmo fato.

II. A desproporção excessiva entre a gravidade da culpa e o dano permite ao juiz reduzir equitativamente a indenização.

III. A responsabilidade decorrente de abuso de direito é objetiva.

.

Está correto o que se afirma APENAS em


A

I e II


B

II e III


C

I e III


D

I


E

II

Carlos foi vítima de golpe por meio do qual fraudadores utilizaram-se de documentos falsos a fim de realizar operações bancárias em seu nome. Procurada por Carlos, a instituição financeira afirmou não ter tido culpa pelo incidente, negando-se a restituir o prejuízo. A negativa é


A

ilícita, configurando abuso do direito, decorrente da inobservância do princípio da boa-fé subjetiva, que impõe às partes, dentre outros, o dever anexo de segurança, independentemente da existência do elemento culpa.


B

lícita, pois, para caracterização do abuso do direito, é necessária a existência do elemento culpa.


C

lícita, por ausência de nexo de causalidade entre a atividade da instituição financeira e o prejuízo experimentado por Carlos.


D

lícita, pois somente comete ato ilícito aquele que, por ação ou omissão voluntária decorrente de negligência ou imprudência, viola direito e causa dano a outrem.


E

ilícita, configurando abuso do direito, decorrente da inobservância do princípio da boa-fé objetiva, que impõe às partes, dentre outros, o dever anexo de segurança, independentemente da existência do elemento culpa.

Assinale a alternativa correta:


A

Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, considera-se domicílio aquele onde localizada a sua sede.


B

Comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.


C

São consumíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade.


D

Conforme estabelecido na Lei n. 4.320/1964, a receita classificar-se-á em três categorias econômicas, a saber: receitas correntes, receitas de capital e receitas diferidas.

O titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social


A

comete ato ilícito, consubstanciado em abuso do direito, sujeitando-se à responsabilidade civil.


B

não comete ato ilícito, mas, apenas, viola regra moral, sem consequências jurídicas.


C

não comete ato ilícito, mas se sujeita à responsabilidade civil de natureza objetiva.


D

comete ato ilícito, sujeitando-se a sanções administrativas, mas não à responsabilidade civil.


E

comete abuso do direito, que a lei não reputa ato ilícito para fins indenizatórios.

A responsabilidade civil decorrente do abuso do direito


A

determina indenização material, independentemente de comprovação de prejuízo.


B

não acarreta consequência pecuniária, se não houver dano moral.


C

rege-se pelo critério subjetivo, só sendo indispensável o dano.


D

rege-se pelo critério subjetivo, sendo indispensável o dano apenas quando configurado dolo.


E

independe de comprovação de culpa.

Dada a existência de íntima ligação entre o abuso de direito e a boa-fé objetiva, a lei estabelece a decretação da nulidade como sanção ao autor do ato abusivo.

C
Certo

E
Errado

Sônia é proprietária de uma pousada. Marina, sua, vizinha, cria codornas. Segundo Sônia, o forte cheiro das codornas atrapalharia seu negócio. Por tal razão, com a intenção de afugentar as codornas, mas também imaginando que poderia entreter seus clientes, passou, com autorização do órgão ambiental, a criar corujas, as quais acabaram por dizimar as codornas. Sônia cometeu ato


A

ilícito, pois agiu com dolo direto de matar as codornas, podendo Marina, em razão de tal fato, postular indenização.


B

lícito, pois não é obrigada a tolerar atividade danosa a seus negócios.


C

lícito, pois a criação das corujas foi autorizada pelo órgão ambiental, podendo Marina, entretanto, em razão dos prejuízos que experimentou, postular indenização.


D

ilícito, pois excedeu abusivamente os limites impostos pela boa-fé objetiva e pela finalidade social do negócio, podendo Marina, em razão de tal fato, postular indenização.


E

imoral, porém lícito, uma vez que fundado em exercício regular do direito.

Praticado um ato jurídico de objeto lícito, mas cujo exercício, levado a efeito sem a devida regularidade, acarreta um resultado que se considera ilícito (FRANÇA, R. Limongi. Instituições de Direito Civil. 4. ed., Saraiva, 1991, p. 891), pode-se afirmar que o agente


A

cometeu ato ilícito que só pode determinar indeni zação por dano moral.


B

incorreu em abuso do direito.


C

praticou ato ilícito, mas que não pode implicar qual quer sanção jurídica.


D

realizou negócio nulo.


E

realizou negócio anulável.

O abuso de direito acarreta

A
apenas a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pela parte prejudicada, independentemente de decisão judicial.

B
indenização a favor daquele que sofrer prejuízo em razão dele.

C
consequências jurídicas apenas se decorrente de coação, ou de negócio fraudulento ou simulado.

D
somente a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pelo juiz.

E
indenização apenas em hipóteses previstas expressamente em lei.

A respeito do abuso de direito no direito civil e nas relações de consumo, assinale a opção INCORRETA.


A

Ocorre o abuso de direito quando a pessoa, ao exercer um determinado direito, excede intencionalmente os limites impostos pela função social e econômica de um instituto, pela boa-fé objetiva e pelos bons costumes. A responsabilidade civil decorrente do ato abusivo tem natureza subjetiva.


B

Quando o ato ou o negócio jurídico é praticado com abuso de direito, se reconhecido e declarado como tal, enseja-se a declaração de nulidade do referido ato e surge a obrigação de indenizar os danos, morais e patrimoniais, por ele causados.


C

Práticas abusivas são ações ou condutas que se caracterizam como ilícitas, independentemente de se encontrar ou não algum consumidor lesado ou que se sinta lesado.


D

Constitui abuso de direito a situação em que o proprietário excede o exercício do direito de propriedade, principalmente imóvel, e que cause prejuízo a outros, gerando o dever de ressarcir os danos causados.


E

Nas relações de consumo, o abuso de direito poderá manifestar-se também por omissão, o que afronta os princípios da finalidade social e econômica da relação de consumo, da equidade e da proporcionalidade, mas especialmente da boa-fé.

Para o reconhecimento da teoria do abuso do direito, é necessário que o agente tenha ou demonstre a intenção de prejudicar terceiro.

C
Certo

E
Errado

Examine os enunciados seguintes:


I. Comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boafé ou pelos bons costumes.


II. As partes devem estipular contratos típicos, somente, valendo a respeito o princípio da tipicidade ou taxatividade.


III. Nos contratos de adesão, são nulas as cláusulas que estipulem a renúncia antecipada do aderente a direito resultante da natureza do negócio.


Está correto o que se afirma em



A

II e III, apenas.


B

I e II, apenas.


C

I e III, apenas.


D

I, II e III.


E

III, apenas.

A respeito do abuso de direito, assinale a opção correta.


A

O venire contra factum proprium não se configura ante comportamento omissivo.


B

A supressio pode coexistir com os prazos legais da decadência.


C

Na surrectio, o exercício continuado de uma situação jurídica implica nova fonte de direito subjetivo, desde que não contrarie o ordenamento.


D

A configuração do abuso de direito exige o elemento subjetivo.


E

De acordo com o STJ, a teoria dos atos próprios não se aplica ao poder público.

Constitui ato ilícito aquele praticado


A

em estado de necessidade.


B

em legítima defesa de outrem.


C

com abuso de direito.


D

no exercício regular de um direito reconhecido, salvo com autorização judicial.


E

com reserva mental.

   
Gerar simulado