Questões de Concurso sobre Coação (Art. 151 ao 155)

 
 
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Assinale a alternativa correta sobre os defeitos do negócio jurídico.


A

O erro de direito não gera a anulabilidade do negócio jurídico, mesmo que seja o seu motivo único ou principal, independentemente de resultar ou não em recusa à aplicação da lei.


B

Nos negócios jurídicos bilaterais, o silêncio intencional de uma das partes a respeito de fato ou qualidade que a outra parte haja ignorado, constitui omissão dolosa, sendo desnecessária a prova de que sem ela o negócio não se teria celebrado.


C

Não se configura o estado de perigo a necessidade de salvar pessoa não pertencente à família do declarante, sendo vedado ao juiz decidir de forma diversa.


D

Subsistirá o negócio jurídico, se a coação decorrer de terceiro, sem que a parte a que aproveite dela tivesse ou devesse ter conhecimento, devendo, entretanto, o autor da coação responder por todas as perdas e danos que houver causado ao coacto.


E

Na lesão aprecia-se a desproporção das prestações segundo os valores ao tempo da alegação da nulidade.

Amâncio deve quantia em dinheiro para Patrícia. Como Amâncio não quita a dívida no prazo estipulado, Patrícia ameaça de morte o seu filho. Diante disso, Amâncio transfere para Patrícia a propriedade de seu automóvel. Levando em consideração os dados apresentados, a transferência do automóvel é anulável pelo vício:


A

da lesão.


B

do dolo.


C

da coação.


D

do erro.


E

da simulação.

É ajuizada uma demanda cível, discutindo a validade de um negócio jurídico. O autor alega ter sofrido coação na prática da referida contratação. Se o julgador colher a alegação do autor, o contrato


A

será anulado.


B

será declarado nulo.


C

será revisado, mantendo a sua validade.


D

será válido, mas o outro contratante deverá indenizar os danos causados ao autor.


E

se não tiver causado danos ao autor, poderá ser considerado válido, a fim de não prejudicar terceiros de boa-fé.

Sobre os defeitos nos negócios jurídicos, disciplinados pelo Código Civil, assinale a alternativa INCORRETA:


A

Os negócios jurídicos são anuláveis por dolo, quando este for a sua causa, sendo que o dolo acidental só obriga à satisfação das perdas e danos, sendo assim considerado aquele que, a despeito da sua existência, o negócio seria realizado, embora por outro modo.


B

A coação exercida por terceiro vicia o negócio jurídico, se dela tivesse ou devesse ter conhecimento a parte a que aproveite, e esta responderá subsidiariamente com aquele por perdas e danos.


C

O erro não prejudica a validade do negócio jurídico quando a pessoa, a quem a manifestação de vontade se dirige, se oferecer para executá-la na conformidade da vontade real do manifestante.


D

A lesão ocorre quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta, desproporcionalidade que deverá ser apreciada segundo os valores vigentes ao tempo em que foi celebrado o negócio jurídico.

J. celebrou com R. contrato de compra e venda de um valioso apartamento na cidade do Rio de Janeiro. Um ano após a celebração do contrato, J. alega que realizou o negócio pelo temor de desagradar R., que fora seu admirável professor no curso de arquitetura. Acerca da situação apresentada, e de acordo com o Código Civil, o contrato de compra e venda

A
poderá ser anulado por coação moral, ainda que não tenha sido irresistível.

B
não poderá ser anulado, pois o simples temor reverencial não é considerado coação moral para anulá-lo.

C
poderá ser considerado nulo pela ocorrência da coação moral.

D
poderá ser considerado nulo pela ocorrência do erro causado pela reserva mental.

E
poderá ser considerado nulo pela ocorrência da lesão causada pelo temor reverencial.

Um enfermo, detentor de boa situação financeira e colecionador de relógios valiosos, cujos preços alardeava, contratou um cuidador que, depois de ganhar a confiança do patrão, e na ausência da família deste, exigiu que lhe vendesse por R$ 1.000,00 um relógio avaliado em R$ 15.000,00, sob a ameaça de trocar os medicamentos que ministrava, agravando a saúde do doente, que já piorara, podendo levá-lo à morte. Um mês depois, adquirido o relógio pelo valor exigido, abandonou o emprego. Esse negócio jurídico poderá ser anulado por


A

coação, no prazo decadencial de quatro anos, contado do dia em que ela cessar.


B

erro, no prazo decadencial de dois anos, contado a partir da realização do negócio.


C

dolo, no prazo decadencial de dois anos, desde o abandono do emprego.


D

lesão, no prazo decadencial de quatro anos, contado a partir da realização do negócio.

Temendo a desaprovação moral de seu pai, por quem nutre profundo respeito, Pedro matriculou-se no curso superior de Direito, mesmo não sendo esta sua vontade verdadeira. De acordo com o Código Civil, tal ato é

A
anulável, pois foi praticado mediante coação, que pode ser física ou moral.

B
nulo, pois foi praticado mediante coação, que pode ser física ou moral.

C
insuscetível de anulação, pois o mero temor reverencial não vicia a declaração da vontade.

D
nulo, pois o temor reverencial, embora não configure coação, também constitui vício do negócio jurídico.

E
anulável, pois o temor reverencial, embora não configure coação, também constitui vício do negócio jurídico.

Sobre os defeitos dos negócios jurídicos expressos no Código Civil, marque a alternativa CORRETA:


A

A coação, mesmo que exercida por terceiro, sempre invalida o negócio jurídico.


B

A lesão se configura quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente onerosa.


C

O dolo do representante legal ou convencional de uma das partes só obriga o representado a responder civilmente até a importância do proveito que teve.


D

O erro de direito não é previsto no Código Civil como hipótese de anulação do negócio jurídico.


E

Na simulação o negócio jurídico é nulo, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substância e na forma.

Nos negócios jurídicos regulados pelo Código Civil, a coação é considerada vício:


A

Social e causa a anulação do negócio jurídico.


B

Social e causa a anulação do negócio jurídico, com prazo prescricional de 4 anos.


C

Social e causa a anulação do negócio jurídico, com prazo decadencial de anos.


D

Da vontade e causa a anulação do negócio jurídico.


E

Da vontade e causa a nulidade do negócio jurídico.

Sobre os Defeitos e a Invalidade dos Negócios Jurídicos, analise as afirmativas a seguir.

I. O falso motivo só vicia a declaração de vontade quando expresso como razão determinante.

II. Nos negócios jurídicos bilaterais, o silêncio intencional de uma das partes a respeito de fato ou qualidade que a outra parte haja ignorado, constitui omissão dolosa, provando-se que sem ela o negócio não se teria celebrado.

III. Vicia o negócio jurídico a coação exercida por terceiro, se dela tivesse ou devesse ter conhecimento a parte a que aproveite, e esta responderá solidariamente com aquele por perdas e danos.

IV. É anulável o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substância e na forma.

V. Quando a anulabilidade do ato resultar da falta de autorização de terceiro, será validado se este a der posteriormente.

Estão corretas apenas as afirmativas


A
I, IV e V.

B
I, II, III e IV.

C
I, II, III e V.

D
II, III, IV e V.

Considerando o estabelecido no Código Civil, assinale a alternativa CORRETA.


A
A coação, para viciar a declaração da vontade, há de ser tal que incuta ao paciente fundado temor de dano iminente e considerável à sua pessoa, à sua família, ou aos seus bens.

B
Configura-se a lesão quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente onerosa.

C
Ocorre o estado de perigo quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta.

D

Por dolo, poderão ser anulados os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida, se os negócios forem praticados pelo devedor já insolvente, ou por tais negócios o devedor for reduzido à insolvência, ainda quando a ignore.

À luz do Código Civil, NÃO é nulo o negócio jurídico celebrado entre duas partes quando

A
for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade.

B
o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito.

C
tiver por objetivo fraudar lei imperativa.

D
for indeterminável o seu objeto.

E
houver vício resultante de coação.

Sobre os defeitos do negócio jurídico, responda de acordo com o Código Civil:


I. O erro de cálculo em um negócio jurídico não autoriza a sua anulação, mas tão somente a retificação da declaração da vontade.

II. Os negócios jurídicos podem ser anulados em razão do dolo de uma das partes, ainda que o dolo não tenha sido a causa do negócio.

III. O negócio jurídico celebrado com coação pode ser anulado, se tal coação incutir ao paciente fundado temor de dano iminente e considerável à sua pessoa, à sua família ou aos seus bens, ou mesmo a pessoa não pertencente à família, caso em que o juiz decidirá se houve coação conforme as circunstâncias.


Assinale a alternativa correta:


A

Apenas as assertivas I e III são verdadeiras.


B

Apenas as assertivas I e II são verdadeiras.


C

Apenas a assertiva II é verdadeira.


D

Todas as assertivas são verdadeiras.

Mariana, sob ameaça de morte promovida por Letícia, concedeu empréstimo de R$ 10.000,00 a Ricardo, que não conhecia nem deveria conhecer a coação feita por Letícia para celebração do mútuo. Nesse caso, o negócio

A
é nulo de pleno direito, e a sua invalidade poderá ser declarada de ofício pelo juiz.

B
é nulo de pleno direito, mas a sua invalidade não poderá ser declarada de ofício juiz.

C
é anulável, e a sua invalidade poderá ser declarada de ofício pelo juiz.

D
é anulável, mas a sua invalidade não poderá ser declarada de ofício pelo juiz.

E
subsistirá, mas Letícia responderá por todas as perdas e danos que houver causado a Mariana.

De acordo com o que dispõe o Código Civil, a respeito dos defeitos nos negócios jurídicos, assinale a alternativa correta.


A

Ocorre a lesão quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente onerosa.


B

Configura-se estado de perigo quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, obriga-se a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta


C

Não se considera coação a ameaça do exercício normal de um direito, nem o simples temor reverencial.


D

Se ambas as partes procederem com dolo, somente a que o fizer por último pode alegá-lo para anular o negócio, ou reclamar indenização.


E

O dolo acidental anula o negócio jurídico, mas não obriga à satisfação das perdas e danos, e é acidental quando, a seu despeito, o negócio seria realizado, embora por outro modo.

O negócio jurídico praticado sob coação

A
é nulo, podendo ser invalidado, a pedido da parte prejudicada, no prazo decadencial de 4 anos, contado da celebração do negócio.

B
deve ser interpretado tendo em conta o que, na mesma circunstância, teria feito o homem médio.

C
é anulável, convalidando-se com o decurso do tempo e podendo ser confirmado pela vontade das partes.

D
é nulo, não se convalidando com o decurso do tempo nem podendo ser confirmado pela vontade das partes.

E
equipara-se aos praticados sob temor reverencial.

Assinale a alternativa correta:


I. O negócio jurídico eivado de vício de coação pode ser confirmado pelas partes, salvo direito de terceiro.


II. É anulável o negócio jurídico em que for preterida solenidade que a lei considere essencial para a sua validade.


III. O negócio jurídico simulado convalesce pelo decurso do tempo.


IV. A anulabilidade só produz seus efeitos depois de julgada por sentença.


A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:


A

I e II


B

I e IV


C

II e IV


D

I e III


E

II e III

Juliana sofre pressão constante por parte de seus familiares para ser fiadora de seus pais, Ana e Roberto. Cansada e temerosa de comprometer todo o seu patrimônio, Juliana decide passar para o nome de Arnaldo, seu melhor amigo, os dois apartamentos de que é proprietária. Sem ter qualquer apartamento em seu nome, Juliana ver-se-á livre dos pedidos de socorro de seus familiares pela fiança.

Nesse negócio jurídico, verifica-se a ocorrência de


A

lesão, tendo em vista a legítima expectativa de seus pais com relação à fiança.


B

coação por simples temor reverencial.


C

coação relativa, já que houve manifestação da vontade do agente.


D

simulação relativa.


E

simulação absoluta.

Em relação aos negócios jurídicos, assinale a alternativa correta.


A

Configura-se lesão quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente onerosa.


B

O dolo acidental ocorre quando, a seu despeito, o negócio seria realizado, embora por outro modo. O dolo acidental obriga à satisfação das perdas e danos e à anulação do negócio.


C

Considera-se coação o temor reverencial.


D

Vicia o negócio jurídico a coação exercida por terceiro, se dela tivesse ou devesse ter conhecimento a parte a que aproveite, e esta responderá solidariamente com aquele por perdas e danos.


E

O erro prejudicará a validade do negócio jurídico ainda que a pessoa a quem a manifestação de vontade se dirige se ofereça para executá-la na conformidade da vontade real do manifestante.

Negócio jurídico praticado sob coação


A

é nulo, não convalescendo com o tempo nem podendo ser confirmado pelas partes.


B

é anulável, no prazo decadencial de 4 anos, podendo ser confirmado pelas partes, salvo direito de terceiros.


C

é anulável, no prazo prescricional de 3 anos, podendo ser confirmado pelas partes independentemente do direito de terceiros.


D

pode ser declarado nulo desde que o prejudicado ajuíze ação no prazo prescricional de 10 anos.


E

é anulável, não convalescendo pelo decurso do tempo nem podendo ser confirmado pelas partes.

   
Gerar simulado