Questões de Concurso sobre Doação (Art. 538 ao 564)

 
 
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Waldo é titular de vultoso patrimônio e amigo de infância de Tadeu, que passa por sérias dificuldades econômicas. Frente às adversidades vividas pelo amigo, Waldo entrega as chaves de um imóvel de sua propriedade para Tadeu e diz a ele: “a partir de agora essa casa é de sua propriedade.”


Sobre a hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.


A

A declaração verbal de Waldo, junto da tradição do imóvel, é suficiente para considerar-se celebrado e realizado um contrato de doação válido e eficaz.


B

Para que a doação de imóvel de Waldo a Tadeu se aperfeiçoe será imprescíndivel celebrar o contrato por meio de escritura pública, seja qual for o valor do imóvel.


C

Para que Waldo realize a pretendida doação de imóvel a Tadeu de modo válido, será imprescíndivel celebrar o contrato de forma escrita, seja por meio de escritura pública ou de instrumento particular, a depender do valor do imóvel.


D

Caso Waldo optasse por doar dinheiro para Tadeu adquirir um imóvel, a doação seria válida sem que se fizesse por escritura pública ou instrumento particular, independentemente do valor transferido ao donatário.

Ano: 2023
Prova: FGV - TRF 1 - Juiz Federal Substituto - 2023

Quanto ao contrato de doação, segundo as diretivas do Código Civil, é correto afirmar que:


A

a doação de descendente a ascendente, ou de um cônjuge a outro, importa adiantamento do que lhes cabe por herança;


B

a doação de bens móveis, a depender do valor, pode ser verbal, caso acompanhada da tradição;


C

a cláusula de reversão não é personalíssima em favor do doador;


D

a doação feita àquele não nascido é possível, desde que aceita pelo representante legal. Caso o nascituro não chegue a adquirir personalidade, será considerada nula;


E

o doador, como qualquer contratante, está sujeito às consequências da evicção, mas não se sujeita às consequências do vício redibitório.

“A” ajuizou ação de cobrança contra “B”, em razão do não cumprimento de promessa de doação. Alegou que “B”, após o falecimento do genitor de ambos, celebrou dois atos, por instrumento particular, tendo por objeto o patrimônio da família. O primeiro dispondo sobre cessões e transferências do capital social de três sociedades e o segundo, um termo de compromisso, pelo qual o réu, sendo possuidor de uma área de 200.000 m2, comprometeu-se a doar 10% da área líquida após a regularização, que não se ultimando poderia ser substituída pela entrega do percentual incidente sobre os resultados líquidos totais de qualquer aproveitamento ou utilização. Sobrevindo a expropriação da referida área pela Fazenda Pública e, não tendo sido repassados os valores correspondentes à promessa de doação, pugnou pelo recebimento de 10% do total da indenização percebida pelo réu, além de lucros cessantes. A partir do caso é correto afirmar que


A

não se reconhece, em regra, efeitos para o pactum donando no direito brasileiro, sendo ineficaz, no caso, o compromisso de doação da área.


B

tratando-se de doação condicional, os elementos do contrato já estão presentes; contudo, como pende de um acontecimento futuro e incerto, a obrigação é inexigível.


C

a intenção de doar se consumou no momento da realização do instrumento particular, ocasião em que se formou o consenso quanto ao animo da liberalidade, tornando o negócio eficaz.


D

é exigível a obrigação subsidiária de entrega do percentual incidente sobre os resultados líquidos, diante da impossibilidade material de cumprimento do contrato-promessa, decorrente da expropriação da área.

Maria, médica, viúva, com quarenta e dois anos e detentora de considerável acervo patrimonial, transferiu para o seu filho Fábio Júnior, nascido em 01 de fevereiro de 2010, mediante contrato de doação pura, celebrado em conformidade com a lei, um imóvel residencial situado na Ilha dos Lençóis (Cururupu-MA), avaliado em quinhentos mil reais. Clarice, que também é filha de Maria e que só tomou conhecimento da transação após a formalização do negócio, pretende tornar sem efeito a doação realizada pela mãe. A respeito da situação hipotética e da legislação que regulamenta a doação no direito brasileiro, é correto afirmar que:


A

é anulável a doação de ascendente a descendente, salvo se os outros descendentes e o cônjuge do alienante expressamente houverem consentido.


B

no caso em análise, restará dispensada a aceitação de Fábio Júnior, hipótese em que a doação se aperfeiçoará com o registro da escritura de doação do bem imóvel.


C

Maria, na condição jurídica de doadora, responderá, perante Fábio Júnior, pelos vícios redibitórios e pela evicção que eventualmente possam recair sob o imóvel residencial objeto da doação.


D

a doação realizada por Maria poderá ser revogada em caso comprovada ingratidão de Fábio Júnior. Em sendo o pedido de revogação fundado em crime contra a honra de Maria, que tenha sido praticado por Fábio Júnior, o direito de pleitear a revogação se transmite a Clarice, haja vista se tratar herdeira legítima da doadora.

Mário prometeu a seus três filhos, no bojo de ação de divórcio combinada com partilha, que lhes doaria os imóveis em seu nome. O termo de homologação desse acordo foi levado ao Registro Geral de Imóveis.


Nesse caso, com o registro da promessa de doação, verifica-se:


A

a constituição de um ônus real stricto sensu sobre os imóveis;


B

o estabelecimento de uma obrigação com eficácia real;


C

a existência de uma obrigação natural;


D

a afirmação de uma obrigação ambulatória ou propter rem;


E

a criação de um direito potestativo em favor dos filhos.

No que tange às especificidades dos contratos em espécie no Código Civil, assinale a opção correta.


A

É nula a venda de ascendente a descendente, salvo se houver expresso consentimento dos outros descendentes e do cônjuge do alienante.


B

Na locação de coisas por tempo determinado, esta cessará de pleno direito ao final do prazo estipulado, independentemente de notificação ou aviso.


C

O segurador será obrigado a pagar em pecúnia o prejuízo resultante do risco assumido, ainda que seja convencionada a reposição da coisa.


D

A doação a entidade futura prescreverá se, em dois anos, não estiver regularmente constituída.


E

O depositário não responderá pelos casos de força maior, independentemente de prova do ocorrido.

Analise as assertivas e responda.


I – Escritura pública.

II – Instrumento particular.

III – Verbal.


A luz do Código Civil Brasileiro, é definido que será considerado doação o contrato em que uma pessoa, por liberalidade, transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra. Nesse sentido, das assertivas expostas, são formas válidas em que a doação poderá ser feita.


A

I e II.


B

I e III.


C

II e III


D

I, II e III.

Acerca das diversas espécies de contrato, assinale a alternativa INCORRETA.


A

A compra e venda pode ter por objeto coisa atual ou futura. Neste caso, ficará sem efeito o contrato se esta não vier a existir, salvo se a intenção das partes era de concluir contrato aleatório.


B

O mútuo é o empréstimo de coisas infungíveis. O mutuário é obrigado a restituir ao mutuante o que dele recebeu em coisa do mesmo gênero, qualidade e quantidade.


C

Na doação, o doador pode fixar prazo ao donatário, para declarar se aceita ou não a liberalidade. Desde que o donatário, ciente do prazo, não faça, dentro dele, a declaração, entender-se-á que aceitou, se a doação não for sujeita a encargo.


D

Na locação de coisas, uma das partes se obriga a ceder à outra, por tempo determinado ou não, o uso e gozo de coisa não fungível, mediante certa retribuição.


E

O comodato é o empréstimo gratuito de coisas não fungíveis. Perfaz-se com a tradição do objeto.

Joana e Mariano são pais de Rafael de 7 anos de idade. O menor está no início de sua vida escolar. Rodrigo, irmão de Joana, decidiu doar ao sobrinho uma quantia em dinheiro.


Nessa situação hipotética, a doação


A

deve ser anuída por Rafael.


B

precisa contar com o consentimento de Rafael, expressado pelos pais.


C

é nula e não pode ser convalidada.


D

dispensa aceitação, porque se refere à doação pura e foi realizada em favor de absolutamente incapaz.


E

dispensa consentimento de Rafael, pois se refere a negócio jurídico unilateral.

Sobre a doação, é correto afirmar que


A

é anulável a doação quanto à parte que exceder à de que o doador, no momento da liberalidade, poderia dispor em testamento.


B

é anulável a doação de ascendente a descendente, salvo se os outros descendentes e o cônjuge do doador expressamente houverem consentido.


C

a doação feita em contemplação do merecimento do donatário perde o caráter de liberalidade.


D

dispensa-se a aceitação, se o donatário for absolutamente incapaz, desde que se trate de doação pura.

Assinale a alternativa correta.


A

Nas coisas vendidas conjuntamente, o defeito oculto de uma autoriza a rejeição de todas.


B

É ilícita a compra e venda formalizada entre cônjuges de bens excluídos da comunhão.


C

O vendedor de coisa imóvel pode reservar-se o direito de recobrá-la no prazo máximo de prescrição de dois anos, restituindo o preço recebido e reembolsando as despesas do comprador, inclusive as que, durante o período de resgate, se efetuaram com a sua autorização escrita, ou para a realização de benfeitorias necessárias.


D

É nula a doação de todos os bens sem reserva de parte, ou renda suficiente para subsistência do doador.


E

A doação em comum a mais de uma pessoa entendese distribuída entre elas por igual, mesmo com disposição expressa em sentido diverso.

A empresa XYZ Ltda. é contratada por outra empresa MMA Ltda. (tomadora) para executar serviços de limpeza, conservação e afins, mediante fornecimento da mão de obra de profissionais capacitados para execução de tarefas de interesse da tomadora com certa remuneração mensal estipulada entre ambas as partes, pelo prazo de 1(um) ano, contado a partir da assinatura do respectivo negócio jurídico que ocorreu em 10/03/2021.


À luz do atual Código Civil, a situação acima descrita configura a seguinte espécie de contrato:


A

seguro


B

doação


C

compra e venda


D

prestação de serviços

Marcos é solteiro e pai de três filhos. Ao longo de sua vida, ele angariou um patrimônio aproximado de 500 mil reais, quando decidiu presentear seu filho mais novo com uma casa cujo valor é de 350 mil reais. Ele realizou a doação em favor do filho mais novo, sem comunicar os demais filhos. Em tais circunstâncias, a doação deve ser considerada


A

válida, porém o que exceder à tutela da legítima é nulo.


B

nula, uma vez que a doação de bens que excedem a legítima acarreta a nulidade de todo o ato.


C

válida, mas o bem doado deverá ser colacionado quando do inventário.


D

nula de pleno direito, por ausência de anuência dos demais herdeiros.


E

anulável, por ausência de anuência dos demais herdeiros, que deverão alegar judicialmente a anulabilidade do ato.

Bruno doou, por contrato escrito, um imóvel a seu vizinho Marcos no ano de 2015. E, desde então, o donatário passou a alugar a referida casa, usufruindo dos seus aluguéis. Em 2021, Joana, irmã de Bruno, sofreu ofensa física de Marcos, resultando em lesão corporal de natureza leve. Em razão disso, o doador e sua irmã procuraram a Defensoria Pública do Amapá para receber orientação jurídica sobre o assunto. Diante dessa situação hipotética,


A

Bruno não poderá pleitear a revogação da doação por ingratidão, pois a ofensa não foi contra ele cometida. Será possível, no entanto, requerer que os frutos do imóvel sejam a ele restituídos, desde a citação válida de Marcos.


B

Joana poderá pleitear a revogação da doação por ingratidão, dentro de dois anos do fato, assim como a restituição dos frutos percebidos desde a citação válida de Marcos.


C

Marcos poderá ser condenado a restituir os aluguéis recebidos desde 2015, caso a revogação da doação seja reconhecida judicialmente.


D

Bruno poderá pleitear a revogação da doação por ingratidão, dentro de um ano da ciência do fato.


E

a revogação da doação por ingratidão só seria possível em caso de lesão de natureza grave ou gravíssima, restando a Joana pleitear a reparação pelos danos sofridos.

Entre seus três filhos, Amália sempre demonstrou certa predileção por Vitor. Recentemente, seus outros filhos ficaram indignados quando ela deu um imóvel de presente a Vitor sem consultá-los, pois, embora ela tenha em seu patrimônio outros imóveis de maior valor, eles temem potencial prejuízo à parte deles na herança.


A doação feita por Amália a Vitor sem concordância dos demais herdeiros é:


A

inexistente;


B

nula;


C

anulável;


D

ineficaz;


E

válida.

Ano: 2022
Prova: FGV - SF - Consultor Legislativo - Área: Direito Civil, Processual Civil e Agrário - 2022

Contando com algumas dívidas, Renato, maior e casado, pede ajuda à sua mãe, Carmen, para pagá-las. Sensibilizada, Carmen resolve doar o imóvel de menor valor entre os seus imóveis e celebra com o filho contrato de doação por instrumento público, do qual não participam, Márcia, sua nora, tampouco seus filhos. Na avença, Carmen se obriga a entregar a posse do bem a Renato em 15 dias, quando então os aluguéis do imóvel, que se encontrava locado, passariam a pertencer a Renato. Contudo, com receio da reação dos outros filhos, Carmen decide não entregar a posse do bem, entendendo que os danos que Renato vier a experimentar por não receber o aluguel servirão para lhe dar uma lição.


Diante deste quadro, assinale a afirmativa correta.


A

A doação é nula, visto que Márcia não aquiesceu com a aquisição gratuita de direito real.


B

A doação é válida e Carmen deverá responder pelas perdas e danos ocasionados na hipótese fática.


C

A doação é nula, haja vista que os filhos de Carmen deveriam consentir com o ato.


D

A doação é anulável, pois não contou com a aquiescência dos outros filhos de Carmen.


E

A doação é válida, mas Carmen não deve indenizar Carlos, ante a liberalidade e gratuidade do ato.

Joana e Mário são pais de Ricardo, atualmente com 8 anos, e que se encontra no início de sua vida escolar. Tércio, irmão de Joana, decide doar, ao sobrinho Ricardo, certa quantia em dinheiro.


Para que esta doação seja válida, o contrato


A

deve ser anuído pelo próprio sobrinho, Ricardo.


B

precisa contar com o consentimento de Ricardo, expressado por Joana e Mário.


C

dispensa a aceitação, por ser pura e realizada em favor de absolutamente incapaz.


D

prescinde de consentimento de Ricardo, pois se trata de negócio jurídico unilateral.

Juliana devia a Paulo R$ 1 mil por serviços prestados. Para o pagamento da dívida, e como forma de gratificá-lo, Juliana doou-lhe um anel de ouro no valor de R$ 10 mil.


No que se refere a essa situação hipotética, assinale a opção correta.


A

Juliana deverá efetivar a doação por escritura pública.


B

Se Paulo for absolutamente incapaz, dispensa-se a aceitação por seu representante legal.


C

Juliana poderá disciplinar que o anel será transferido a sua filha, em caso de morte de Paulo.


D

Caso Juliana assinale prazo para o aceite e não obtenha resposta, será presumido que Paulo aceitou a doação, se ciente do prazo estipulado.


E

Juliana poderá, no mesmo ato que se efetivar a doação, renunciar a seu direito de revogar a doação por ingratidão.

Em relação à doação no Direito brasileiro, assinale a alternativa correta.


A

A doação é exemplo de contrato bilateral, já que demanda a manifestação de vontade de duas partes.


B

Quando um transeunte joga seu copo plástico na lixeira pública, o regime jurídico aplicável à transferência da propriedade é o da doação.


C

Para a revogação da doação com encargo, é necessária a mora do donatário no cumprimento do encargo.


D

Os entes públicos não podem revogar doações feitas, por eles, a cidadãos ou entidades.


E

A doação com encargo de bem imóvel ao município independe da manifestação de vontade expressa do beneficiário, já que se trata de ato gracioso.

   
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