Questões de Concurso sobre Dos Negócios Jurídicos (Art. 104 ao 184)

 
 
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Se ambas as partes se houverem reciprocamente enganado, qualquer uma delas poderá anular o ato por dolo.


C

Certo


E

Errado

Acerca dos vícios do negócio jurídico, assinale a opção correta.


A

O negócio jurídico pode ser anulado por ignorância, se a parte a quem aproveite dele tivesse ou devesse ter conhecimento; em caso contrário, ainda que subsista o negócio jurídico, o terceiro responderá por todas as perdas e danos da parte ludibriada.


B

O dolo acidental é aquele que não é a causa própria do negócio jurídico, não podendo por si só dar razão a sua anulabilidade, mas tão somente a obrigatoriedade de o sujeito agente arcar com perdas e danos, em favor do indivíduo prejudicado.


C

O erro é um vício de consentimento do negócio jurídico que pode ser conceituado como uma pressão física ou moral que um dos negociantes exerce sobre o outro com a finalidade de induzi-lo a se comprometer com uma obrigação que não lhe é conveniente.


D

A coação é um vício do negócio jurídico que ocorrerá quando um dos indivíduos ou pessoa de sua família estiver em perigo conhecido pela outra parte, sendo o perigo a única razão para a realização do negócio jurídico.


E

O dolo ocorre quando um dos negociantes, por inexperiência, se obriga a uma prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta, de maneira que um dos sujeitos do negócio massacra patrimonialmente a parte contrária.

No que se refere ao negócio jurídico, assinale a alternativa que apresenta incorretamente uma condição para sua validade.


A

Existência de condição, termo ou encargo


B

Agente capaz


C

Forma prescrita ou não defesa em lei


D

Objeto lícito, possível, determinado ou determinável

O negócio jurídico que tiver objeto ilícito é considerado:


A

Juridicamente inexistente.


B

Anulável.


C

Nulo.


D

Com invalidade sanável.


E

Válido até que seja anulado.

Na interpretação dos negócios jurídicos deve-se levar em conta a boa-fé e os usos do lugar de sua celebração. O resultado de tal interpretação, na ausência de regras estipuladas pelas partes para esse fim, deve atribuir ao negócio o sentido que


A

favoreça a parte do negócio jurídico que se apresente como economicamente mais fraca.


B

empreste a eventual ato de renúncia a direito, inserido no negócio jurídico, eficácia extensiva.


C

seja confirmado pelo comportamento das partes prévio à celebração do negócio jurídico.


D

corresponda ao que se consideraria razoável a partir da negociação das partes sobre a questão discutida, inferida a partir das demais disposições do próprio negócio jurídico.


E

se mostrar mais benéfico à parte que redigiu o dispositivo.

Nos termos do Código Civil, acerca do negócio jurídico, é CORRETO afirmar que:


A

a incapacidade absoluta de uma das partes não pode ser invocada pela outra em benefício próprio, nem aproveita aos co-interessados capazes, salvo se, neste caso, for indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum.


B

nas declarações de vontade se atenderá mais ao sentido literal da linguagem do que na intenção nela consubstanciada.


C

o silêncio das partes importa em negativa do negócio jurídico.


D

a incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra em benefício próprio, nem aproveita aos co-interessados capazes, mesmo se, neste caso, for indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum.


E

a impossibilidade inicial do objeto não invalida o negócio jurídico se for relativa, ou se cessar antes de realizada a condição a que ele estiver subordinado.

Negócio jurídico é a declaração de vontade, emitida em obediência aos seus pressupostos de existência, validade e eficácia, sem o propósito de produzir efeitos jurídicos.


C

Certo


E

Errado

O negócio jurídico civil firmado entre particulares fora de uma relação de consumo, mediante a prática de coação, é:


A

Válido e eficaz.


B

Válido e ineficaz.


C

Anulável, podendo o reconhecimento do vício ser postulado no prazo decadencial de dois anos.


D

Anulável, podendo o reconhecimento do vício ser postulado no prazo decadencial de quatro anos.


E

Nulo.

É nulo o negócio jurídico quando, EXCETO:


A

o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito.


B

for ilícito, impossível ou indeterminável o seu objeto.


C

tiver por objetivo fraudar lei imperativa.


D

celebrado por pessoa absolutamente incapaz.


E

por vício resultante de dolo ou fraude contra credores.

Em 2017 o munícipe A celebrou negócio jurídico com o munícipe B, entregando para uso do munícipe B um imóvel residencial, tendo como contraprestação o pagamento mensal de R$ 3.000,00, em dinheiro. Tencionando sonegar a tributação, o munícipe A intitulou o instrumento particular como contrato de comodato e anotou, no corpo do instrumento, que o pagamento da contraprestação dava-se a título de auxílio de curso. Ante a situação, assinale a alternativa correta.


A

O negócio jurídico é anulável, pois firmado em fraude contra credores.


B

Eventual pretensão de anulação do negócio jurídico está prescrita, uma vez que a prescrição relativa à locação de imóvel urbano é de 3 anos.


C

O negócio jurídico não poderá ser anulado por iniciativa do munícipe B, pois, passados 4 anos, operou-se a decadência.


D

O contrato de comodato é nulo, dada a simulação, mas subsiste a locação que se dissimulou.


E

Nenhuma das alternativas acima está correta.

Situação hipotética: André está sendo demandado em ação de execução em decorrência de obrigação contratual inadimplida por ele junto a Manoel. Para se esquivar da obrigação, André formalizou um contrato particular, por meio do qual transferiu para Haroldo, com data retroativa, parte do seu patrimônio. Assertiva: Nessa situação, Manoel poderá requerer a nulidade do negócio jurídico formalizado entre André e Haroldo, por considerar que houve um ato simulado.


C

Certo


E

Errado

A medida (ou mecanismo) da conversão substancial do negócio jurídico


A

depende da aquiescência dos dois contratantes e necessita de prévia previsão contratual.


B

não tem previsão no Código Civil e se aplica aos casos de anulabilidade.


C

permite que uma das partes converta um negócio jurídico, desde que válido, em outro.


D

pode permitir o aproveitamento de um negócio jurídico eivado de nulidade.


E

tem previsão em lei especial e se relaciona diretamente com a dinâmica das relações negociais celebradas por meio eletrônico.

Sobre os contratos, de acordo com o Código Civil, é correto afirmar o seguinte:


A

o vício ou defeito da coisa, ainda que desconhecido pelo alienante, obriga este a restituir o valor recebido, mais as despesas do contrato.


B

é nulo o negócio jurídico quando as declarações de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do negócio. O negócio jurídico nulo pode ser confirmado pelas partes, salvo direito de terceiro.


C

a escritura pública é essencial à validade do contrato de compra e venda, independente do valor do negócio.


D

a resilição unilateral é uma modalidade de extinção do contrato e se opera mediante denúncia, independente de notificação da outra parte.


E

nos contratos unilaterais, nenhum dos contratantes, antes de cumprida a sua obrigação, pode exigir o implemento da obrigação do outro.

Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade das partes, subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto. São lícitas, em geral, todas as condições não contrárias à lei, à ordem pública ou aos bons costumes; entre as condições defesas se incluem as que privarem de todo efeito o negócio jurídico, ou o sujeitarem ao puro arbítrio de uma das partes. Invalidam os negócios jurídicos que lhes são subordinados:


I. As condições física ou juridicamente impossíveis, quando suspensivas.

II. As condições ilícitas, ou de fazer coisa ilícita.

III. As condições compreensíveis ou contraditórias.


Está(ão) CORRETA(S):


A

Apenas I.


B

Apenas II e III.


C

I, II e III.


D

Apenas I e II.


E

Apenas III.

Dos defeitos do negócio jurídico, assinale a alternativa CORRETA.


A

O credor quirografário, que receber do devedor insolvente o pagamento da dívida ainda não vencida, ficará obrigado a deduzir da sua parcela aquilo que já recebeu.


B

Anulados os negócios fraudulentos, a vantagem resultante reverterá em proveito do acervo sobre que se tenha de efetuar o concurso de credores.


C

São nulos os negócios jurídicos, quando as declarações de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do negócio.


D

O erro de cálculo não autoriza a retificação da declaração de vontade.


E

Se ambas as partes procederem com dolo, nenhuma pode alegá-lo para anular o negócio, mas somente a primeira a reclamar poderá pleitear indenização.

O Banco BPF S/A ajuizou execução por título extrajudicial em face de João Pedro para satisfação de sua dívida. No momento da penhora de um automóvel que cobriria o valor devido, o executado informou que este fora vendido para seu filho, Bernardo. O automóvel se encontra efetivamente na posse de Bernardo, que dele vem se utilizando, e a transferência da propriedade foi registrada administrativamente junto ao Detran. No entanto, o executado não obteve êxito em comprovar o valor supostamente pago pela venda do carro, ficando claro que o negócio jurídico efetivamente celebrado fora uma doação.


Diante disso, deve ser reconhecida a:


A

nulidade do contrato de compra e venda do carro por simulação relativa objetiva;


B

anulabilidade do contrato de compra e venda do carro por simulação absoluta;


C

inexistência do contrato de compra e venda do carro por simulação relativa subjetiva;


D

nulidade do contrato de compra e venda do carro por simulação absoluta;


E

anulabilidade do contrato de compra e venda do carro por simulação relativa objetiva.

O Código Civil de 2002, em seu Título IV, disciplinou a prescrição e a decadência optando por adotar uma fórmula para distinguir os prazos decadenciais e prescricionais. Considerando os critérios legislativos adotados no Código Civil, analise as afirmativas a seguir:


I. É prescricional o prazo de 1 ano previsto para a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, serventuários judiciais, árbitros e peritos, pela percepção de emolumentos, custas e honorários.

II. É prescricional o prazo de 180 dias previsto para que o titular da construção-base ou da laje, a quem não se der conhecimento da alienação de qualquer das unidades sobrepostas, haja para si, mediante depósito do respectivo preço, a parte alienada a terceiros.

III. É decadencial o prazo de 180 dias previsto para pleitear-se a anulação do negócio concluído pelo representante em conflito de interesses com o representado, se tal fato era ou devia ser do conhecimento de quem com aquele tratou.

IV. É prescricional o prazo de 3 anos previsto para que o vendedor de coisa imóvel exerça o direito de recobrá-la, restituindo o preço recebido e reembolsando as despesas do comprador, inclusive as que, durante o período de resgate, se efetuaram com a sua autorização escrita.


Assinale a alternativa CORRETA:


A

Apenas as assertivas I, II e IV são verdadeiras.


B

Apenas as assertivas I e III são verdadeiras.


C

Apenas as assertivas II e IV são verdadeiras.


D

As assertivas I, II, III e IV são verdadeiras.

A remissão de dívida praticada por devedor insolvente poderá ser anulada pelos credores quirografários, por ser lesiva aos seus direitos.


C

Certo


E

Errado

No caso de erro, existe uma deformação das condições para a verificação da capacidade civil do agente.


C

Certo


E

Errado

   
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