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Platão e Ísis são empregados da empresa de transportes Roda Roda Gira Mundo. Ambos trabalham no departamento financeiro da empresa, sendo que Ísis recebe salário 30% superior a Platão, que entende ser merecedor do mesmo salário que Ísis, uma vez que exercem idênticas funções. De acordo com previsão da Consolidação das Leis do Trabalho, Platão deverá receber o mesmo salário que Ísis na hipótese de o trabalho de ambos ser desempenhado com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica, sendo que a diferença de tempo de serviço deles na empresa
não pode ser superior a 5 anos e a diferença de tempo na função não superior a 2 anos.
deve ser inferior a 5 anos e a diferença de tempo na função não superior a 3 anos.
e a diferença de tempo na função, ambas, não podem superar 4 anos.
não pode ser superior a 4 anos e a diferença de tempo na função não superior a 2 anos.
e a diferença de tempo na função, ambas, não podem superar 3 anos.
Em acordo coletivo de trabalho feito pelo sindicato dos empregados com uma indústria alimentícia de Betim/MG, cuja vigência é de outubro de 2022 a abril de 2024, foram estipuladas várias cláusulas. Entre elas, uma prevê que a remuneração do trabalho diurno será igual à do diurno.
Sabendo que a elaboração dessa norma coletiva seguiu todas as formalidades previstas na norma de regência, e tendo em vista a disposição da CLT, assinale a afirmativa correta.
O prazo estipulado de vigência supera 1 ano, que é o máximo previsto em Lei, tornando o excesso irregular, mas a cláusula que suprime o adicional noturno é válida por 1 ano.
Tanto a supressão do adicional noturno quanto o prazo de vigência da norma são ilegais.
A validade da supressão do adicional noturno e do prazo de vigência dependerão de homologação judicial.
Tanto a supressão do adicional noturno quanto o prazo de vigência da norma são legais porque o negociado prevalece sobre legislado.
A supressão do adicional noturno é ilícita e o prazo de vigência da norma é regular.
A Constituição Federal de 1988 estabelece no inciso XXX de seu art. 7° que é proibido a diferenciação de salários por motivos de sexo, idade, cor, ou estado civil. Significa dizer, que é vedado qualquer tipo de discriminação por parte do empregador para estabelecer o salário de seus empregados. Evidente que os empregados de uma mesma empresa poderão ter salários distintos, mas desde que preenchidos alguns requisitos legais estabelecidos pela CLT. Sobre a equiparação salarial contida na legislação trabalhista, analise as afirmativas abaixo.
I - Será devida a equiparação salarial se o empregado provar que exercia a mesma função do paradigma, ainda que com produtividade inferior.
II - Para que seja possível a equiparação salarial um dos critérios estabelecidos é que a diferença de tempo de serviço para o mesmo empregador não seja superior a quatro anos e a diferença de tempo na função não seja superior a um ano.
III - A equiparação salarial só será possível entre empregados contemporâneos no cargo ou na função, ficando vedada a indicação de paradigmas remotos, ainda que o paradigma contemporâneo tenha obtido a vantagem em ação judicial própria.
IV - No caso de comprovada discriminação por motivo de sexo ou etnia, o juízo determinará além do pagamento das diferenças salariais devidas, multa em favor do empregado discriminado, no valor de 50% do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.
Qual(is) das afirmativas está(ão) corretas?
Apenas a IV.
Apenas I e lI.
Apenas lI e IlI.
Apenas lI e IV.
Apenas III e IV.
Zeus foi convocado e compareceu para ser testemunha em processo judicial, tendo ficado no fórum entre 10h e 14h no dia da audiência em 26/05/2022; Hipócrates, no mesmo dia 26/05/2022, doou sangue, pela segunda vez no ano; Mercúrio, também no dia 26/05/2022, acompanhou sua filha de 8 anos em consulta médica. Considerando que os três trabalhadores regidos pela CLT se ausentaram do trabalho no dia 26/05/2022, à luz do que prevê o ordenamento jurídico trabalhista vigente,
apenas Mercúrio terá o dia de ausência remunerado.
todos terão o dia de ausência remunerado.
nenhum dos três terá o dia de ausência remunerado.
apenas Hipócrates e Zeus terão o dia de ausência remunerado.
apenas Mercúrio e Zeus terão o dia de ausência remunerado.
Luísa foi contratada em 18.02.2018 e demitida, sem justa causa, em 20.04.2021. Trabalhava das 08:00 às 16:00, com previsão contratual de pausa intervalar de 01 hora para repouso e alimentação. Resolveu ajuizar demanda trabalhista em face de seu antigo empregador, tendo em vista que só usufruía 20 minutos de pausa para alimentação.
Comprovada essa situação, de acordo com a legislação vigente, Luísa possui direito ao pagamento de natureza
indenizatória, de 01 hora, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho e reflexos em 13º salários, férias mais 1/3, FGTS e multa de 40%, repouso semanal remunerado e aviso prévio.
indenizatória, de 40 minutos, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho.
salarial, de 01 hora, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho e reflexos em 13º salário, férias mais 1/3, FGTS e multa de 40%, repouso semanal remunerado e aviso prévio.
salarial, de 40 minutos, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho.
Quando adotada a jornada de trabalho constitucional de 44 horas semanais, o divisor de horas extras a ser utilizado para o cálculo do respectivo adicional é 176 horas.
Certo
Errado
Suponha que Ana trabalhe como vendedora em uma loja de sapatos. No último mês de março, ela verificou, em seu contracheque, o pagamento das seguintes parcelas: prêmio, comissões, abono, auxílio-alimentação pago em dinheiro e ajuda de custo. Em face dessa situação, a verba que, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, integra o salário do empregado, bem como constitui base de incidência de encargo trabalhista, é (são)
a ajuda de custo.
as diárias para viagem.
o auxílio-alimentação pago em dinheiro.
o prêmio.
o abono.
“é o lapso temporal de trabalho ou disponibilidade do empregado perante o empregador que ultrapasse a jornada padrão, fixada em regra jurídica ou por cláusula contratual.” (MAURICIO GODINHO DELGADO, 2020) O texto se refere a
horas complementares.
horas suprimidas.
horas extraordinárias.
horas normais.
Jorgina é empregada numa empresa de laticínios e recebe 1 salário-mínimo mensal. Comprovadamente há, no meio ambiente de trabalho de Jorgina, agente agressor à saúde em grau máximo, além de existir risco acentuado de morte. O EPI que é fornecido pela empresa não tem o poder de eliminar o agente agressor à saúde.
De acordo com a situação apresentada e os termos da CLT, assinale a afirmativa correta em relação ao(s) adicional(is) a que Jorgina fará jus.
A empregada receberá o adicional de maior valor, que no caso é a periculosidade.
Jorgina receberá metade de cada adicional, respeitando assim a média do risco a que é efetivamente exposta.
A empregada receberá cumulativamente os adicionais de insalubridade e periculosidade.
Jorgina receberá o adicional de maior valor, que no caso é a insalubridade.
Havendo acúmulo de adicionais, a empregada receberá o de menor valor acrescido de 50%.
Assinale a alternativa correta acerca da participação nos lucros e resultados da empresa.
As partes deverão escolher uma das formas de procedimento a ser adotada para a implementação da participação nos lucros e resultados, seja por meio de comissão paritária ou seja por meio de negociação coletiva.
Por não se equipararem a empresas, as pessoas físicas e as entidades sem fins lucrativos não podem efetuar o pagamento de distribuição dos lucros empresariais a seus empregados.
É vedado o pagamento de qualquer antecipação ou distribuição de valores a título de participação nos lucros ou resultados da empresa em mais de uma vez no mesmo ano civil.
Sob pena de nulidade, a formação da comissão paritária para a negociação dos termos da participação nos lucros e resultados da empresa não poderá ter início sem a efetiva participação de um membro indicado pelo sindicato profissional.
A autonomia da vontade das partes contratantes no que importa à fixação dos valores e quanto à utilização exclusiva de metas individuais será respeitada e prevalecerá em face do interesse de terceiros.
Um dos princípios do Direito do Trabalho é o da inalterabilidade contatual in pejus, o que significa, que é vedado ao empregador alterar o contrato de trabalho ainda que de forma bilateral quando for prejudicial ao empregado. Uma das vertentes do referido princípio é a impossibilidade de transferência de um empregado, sem a sua anuência, para localidade diversa da que resultar o contrato. No que diz respeito, a transferência marque a opção correta de acordo com a legislação trabalhista e o entendimento predominante do Tribunal Superior do Trabalho.
Os empregados que exerçam cargo de confiança poderão ser transferidos para localidade diversa da que resultar do contrato e não terão direito ao adicional de transferência em virtude de seu cargo.
O empregado transferido para local mais distante de sua residência, por ato unilateral do empregador, não faz jus a suplemento salarial, visto que não se considera transferência aquela que não acarretar a mudança de domicílio do empregado.
Os empregados que tenham em seus contratos condição implícita ou explícita de transferência poderão ser transferidos sem a sua anuência, mesmo sem comprovação da necessidade do serviço.
O empregado que for transferido de forma provisória para localidade diversa da que resultar o contrato receberá um adicional de no mínimo 25% dos salários que recebia, enquanto durar essa situação.
As despesas resultantes da transferência provisória deverão ser pagas pelo empregador, já as despesas resultantes da transferência definitiva correrão por conta do empregado.
A prestação de trabalho durante o período noturno representa uma condição mais desgastante para o trabalhador, sob o ponto de vista biológico, familiar e social. Em virtude disso, o Direito do Trabalho confere um tratamento diferenciado ao trabalho noturno, combinando restrições ao labor e vantagens jurídicas. Sobre a jornada noturna, assinale a afirmativa correta.
Os empregados domésticos não têm direito ao adicional noturno.
Habilita o recebimento de um acréscimo de, no mínimo, 25%, ressalvada outra previsão em norma coletiva.
Segundo a jurisprudência sumulada do STF, ao empregado sujeito ao regime de revezamento, não é devido ao adicional de serviço noturno.
Ao trabalho noturno rural será acrescido o adicional de 25% sobre a remuneração normal, além de considerar a hora ficta noturna composta de 52 minutos e 30 segundos.
Nas áreas urbanas, considera-se trabalho noturno todo aquele realizado entre às 22 horas de um dia às 5 horas da manhã seguinte. Já nas áreas rurais, será noturno o trabalho executado entre às 21 horas de um dia e às 5 horas do dia seguinte, na lavoura, e entre as 20 horas de um dia e as 4 horas do dia seguinte, na atividade pecuária.
No valor do salário, além do valor fixo estipulado, existem adicionais que acrescem no valor final decorrentes das mais variadas situações. O adicional de sobreaviso e o adicional de prontidão fazem parte das hipóteses legais, e se prestam ao acréscimo devido a um tempo em que o empregado não se desconecta por completo da sua função na empresa. Sobre os respectivos adicionais, assinale a opção correta.
Durante as horas de sobreaviso é cabível a integração do adicional de periculosidade sobre as mencionadas horas.
O sobreaviso ocorre quando o empregado fica aguardando ser chamado para o trabalho em sua própria casa. Já a prontidão ocorre quando o empregado aguarda ordens dentro das dependências da empresa. Tanto o adicional de sobreaviso, quanto o de prontidão serão contados à razão de 1/3 do salário hora normal.
O sobreaviso e a prontidão se aplicam apenas à categoria dos ferroviários.
A escala de sobreaviso será no máximo de 24 horas, já a escala de prontidão no máximo de 16 horas.
O uso de instrumentos telemáticas ou informatizados fornecidos pela empresa ao empregado, por si só, não caracteriza o regime de sobreaviso.
O salário do empregado é composto por um valor determinado, que somado a outras importâncias, irão refletir para todos os fins legais, como cálculo de férias e décimo terceiro salário. Assinale a opção que contém apenas importâncias que integram o salário do empregado e consequentemente geram os devidos reflexos.
Comissões pagas pelo empregador e diárias para viagens.
Gratificações legais e diárias para viagens que excedam de 50% do salário percebido pelo empregado.
Prêmios e abonos.
Gratificações legais e comissões pagas pelo empregador.
Ajuda de custos e comissões pagas pelo empregador.
A constatação de insalubridade por meio de laudo pericial é suficiente para que o empregado tenha direito ao recebimento do respectivo adicional.
Certo
Errado
O termo assinado é nulo porque a redução salarial só seria lícita se disposta em convenção ou acordo coletivo de trabalho.
Certo
Errado
Lírio é pescador profissional registrado em CTPS pela empresa Peixe Bom Pescados em Geral Ltda., prestando serviços de segunda a sexta-feira, das 8h00min às 17h00min, com intervalo de 1 hora para refeição, e aos sábados das 8h00min às 12h00min. Lírio utiliza barco fornecido pelo seu empregador para chegar ao local de trabalho e para o retorno, por se tratar de local de difícil acesso, não arcando com nenhum custo pelo transporte. Sabendo-se que, no trajeto até o local de trabalho e no seu retorno, o empregado fica 3 horas no transporte (1 hora e meia na ida e 1 hora e meia na volta), segundo o que prevê a legislação trabalhista, Lírio
é credor de duas horas extras diárias pela jornada in itinere, sendo este o limite máximo admitido para essa remuneração, quando se trata de condução fornecida pelo empregador.
faz jus a uma hora e trinta minutos extras diários pela jornada in itinere, que corresponde a 50% do total despendido com o deslocamento, quando se trata de condução fornecida pelo empregador.
deve receber pelas três horas extras diárias pela jornada in itinere, mesmo quando se trata de condução fornecida pelo empregador, pelo fato de ser local de difícil acesso.
é credor de uma hora extra diária pela jornada in itinere, sendo este o limite máximo admitido para essa remuneração, quando se trata de condução fornecida pelo empregador.
não deve receber nenhuma remuneração pela jornada in itinere por não se configurar tempo à disposição do empregador o tempo gasto no deslocamento, ainda que em condução fornecida pelo empregador.
Cleópatra trabalha no Banco Pirâmide exercendo cargo de confiança por 5 anos ininterruptos. Recebe, além do salário de R$ 6.000,00, uma gratificação pelo exercício da função de confiança de R$ 1.500,00. Comunicada este mês que deixará de exercer a função de confiança a partir do próximo mês, com base na CLT, Cleópatra perceberá
R$ 6.000,00 de salário, acrescido de R$ 600,00 de gratificação de função pelo fato de ter percebido a mesma por 5 anos, quando nessa hipótese incorpora a sua remuneração 40% da gratificação de função.
R$ 6.000,00 de salário, acrescido de R$ 900,00 de gratificação de função pelo fato de ter percebido a mesma por mais 5 anos, quando nessa hipótese incorpora a sua remuneração 60% da gratificação de função.
R$ 6.000,00 de salário, acrescido de R$ 750,00 de gratificação de função pelo fato de ter percebido a mesma por 5 anos, quando nessa hipótese incorpora a sua remuneração 50% da gratificação de função.
R$ 6.000,00 de salário, acrescido de R$ 1.500,00 de gratificação de função pelo fato de ter percebido a mesma por 5 anos, quando nessa hipótese incorpora a sua remuneração 100% da gratificação de função.
R$ 6.000,00 de salário, apenas, deixando de receber a gratificação de função porque não há na hipótese direito adquirido.
Vanuzia trabalha em setor de uma empresa em que há risco acentuado de morte, daí porque recebe adicional de periculosidade. Seu esposo Vinicius trabalha em outra empresa e atua num setor no qual há um agente agressor à saúde em grau médio.
Considerando a situação vivida pelo casal, e de acordo com a CLT, assinale a afirmativa correta.
Vanuzia receberá 30% do salário-mínimo e Vinicius, 40% sobre o seu salário-base.
Não pode haver acúmulo dos adicionais de insalubridade e periculosidade para o mesmo casal, e por isso um deles deverá abdicar do direito.
Vanuzia receberá 30% do seu salário-base e Vinicius, 20% sobre o salário-mínimo.
Vinicius receberá 10% sobre o salário básico e Vanuzia, 40% sobre o salário-mínimo.
Ambos receberão adicional de 30%, que incidirá sobre o salário de cada um deles.
Benjamim foi contratado como vendedor por uma sociedade empresária de Florianópolis/SC que vende materiais de construção. Ficou acertado que Benjamim receberia um salário fixo correspondente a 1 mínimo nacional acrescido de 5% de comissão sobre as vendas por ele efetuadas. No contrato foi previsto que o salário fixo seria quitado mensalmente, até o 5º dia útil do mês seguinte ao vencido, e que as comissões seriam pagas a cada três meses.
Considerando os fatos narrados e a previsão contida na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e nas normas de regência, é correto afirmar que:
está regular a forma de pagamento acertada entre Benjamim e seu empregador;
é incorreta a forma acertada porque as comissões somente podem ser acumuladas por dois meses;
é ilegal a forma de pagamento porque a remuneração precisa ser paga mensalmente e até o 5º dia útil do mês seguinte;
é viável o pagamento da forma contratada, contanto que haja norma coletiva que assim autorize;
a CLT determina que metade da comissão seja paga no mês seguinte, juntamente com o salário, e a outra metade pode ser diferida.