Questões de Concurso sobre Condescendência criminosa

 
 
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O servidor público X é chefe de uma seção de um órgão público e nota que, nas últimas semanas, seu subordinado Y não realiza no prazo as tarefas que lhe são atribuídas. Além disso, Y registra seu horário de entrada no ponto eletrônico, mas logo em seguida deixa o local do serviço e retorna horas depois para registrar a tempo seu horário de saída. Embora ciente das condutas de Y, o servidor X não comunica o fato à autoridade superior, pois sente pena de Y, porque sabe que Y está enfrentando vários problemas pessoais. Com base nessas informações, é CORRETO afirmar:


A

O servidor X não cometeu nenhuma irregularidade, mas o servidor Y cometeu desídia.


B

O servidor X praticou o delito de concussão, mas o servidor Y não cometeu nenhuma irregularidade.


C

O servidor X praticou o crime de advocacia administrativa e o servidor Y praticou o crime de prevaricação.


D

O servidor X praticou o crime de excesso de exação e o servidor Y praticou ato de improbidade administrativa.


E

O servidor X praticou o delito de condescendência criminosa e o servidor Y praticou ato de improbidade administrativa.

Patrícia, servidora pública chefe de determinada repartição, ao notar que seu subordinado Bruno, também servidor público, praticou uma infração no exercício do cargo, deixa de responsabilizá-lo por indulgência. Patrícia, com seu comportamento, prati- cou, em tese, o crime de

A
condescendência criminosa.

B
prevaricação.

C
tergiversação.

D
exploração de prestígio.

E
concussão.

Ulisses, auditor fiscal do município, em auditoria realizada na empresa Skintrade Confecções, constatou irregularidades fiscais no referido estabelecimento. A pretexto de reduzir ou perdoar as referidas dívidas junto ao fisco municipal, exigiu do proprietário da confecção determinado valor em dinheiro. Nesta hipótese, Ulisses cometeu crime


A

funcional contra a ordem tributária.


B

de prevaricação.


C

de condescendência criminosa.


D

de corrupção ativa.


E

de excesso de exação.

Josias, funcionário do Tribunal, deixa, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo, mesmo tendo competência para responsabilizá-lo e também não levou o fato ao conhecimento de seu superior. Por sua conduta, Josias poderá sofrer eventual ação penal pelo crime de

A
exercício funcional ilegal.

B
peculato.

C
concussão.

D
prevaricação.

E
condescendência criminosa.

Considerando-se a hipótese de um Procurador municipal responsável pela chefia de outros servidores, por indulgência, deixar de responsabilizar pessoa hierarquicamente subordinada que haja cometido infração, alegando, para tanto, não reunir competência administrativa para a prática do ato disciplinar, deixando também de comunicar a falta administrativa do seu funcionário à autoridade competente, com base no Código Penal, pode-se afirmar que, em tese, a conduta aqui descrita configuraria o crime de


A

prevaricação.


B

condescendência criminosa.


C

advocacia administrativa.


D

abandono de função.

João, funcionário público, deixa, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente. Qual crime João praticou?


A

Prevaricação.


B

Condescendência criminosa.


C

Concussão.


D

Peculato.


E

Corrupção Passiva.

João, chefe da repartição pública, constata que seu subordinado Antonio cometeu infração ao despachar processo administrativo de sua responsabilidade e atribuição. João, sabendo que Antonio passa por difícil situação pessoal, deixa de tomar as providências disciplinares cabíveis ao caso. A conduta de João caracteriza o crime de

A
prevaricação.

B
advocacia administrativa.

C
condescendência criminosa.

D
favorecimento pessoal.

E
favorecimento real.

Sr. X é servidor público, responsável pela fiscalização aduaneira e, com infração de dever funcional, não reprime a conduta de Sr. W que traz de outro país, sem autorização administrativa, combustível derivado do petróleo.


Nesse caso, caracteriza-se o crime de


A

Condescendência criminosa


B

Extravio de documentos


C

Facilitação de contrabando ou descaminho


D

Modificação não autorizada do sistema de informações


E

Peculato mediante erro de outrem

Considerando-se o disposto no Código Penal Brasileiro, analisar os itens abaixo:


I - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida corresponde ao crime de concussão.

II - Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente corresponde ao crime de condescendência criminosa.

III - Deixar o diretor de penitenciária e/ou agente público de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo se constitui em crime de prevaricação.


Estão CORRETOS:


A

Somente os itens I e II.


B

Somente os itens I e III.


C

Somente os itens II e III.


D

Todos os itens.

João, superior hierárquico de Felipe, por indulgência, deixa de responsabilizá-lo por infração cometida no exercício do cargo, tendo assim cometido o crime de


A

condescendência criminosa


B

advocacia administrativa


C

corrupção passiva


D

corrupção ativa


E

peculato

Assinale a alternativa que traz, apenas, crimes próprios quanto ao sujeito ativo, ou seja, que só podem ser praticados por funcionários públicos (esclarece-se que em tais crimes é admitida a co-autoria de particulares).


A

Corrupção ativa; concussão; violência arbitrária.


B

Fraude processual; prevaricação; peculato culposo.


C

Peculato; condescendência criminosa; corrupção passiva.


D

Descaminho; coação no curso do processo; fraude processual.


E

Denunciação caluniosa; violação de sigilo funcional; abandono de função.

O funcionário público que deixar, por indulgência, de responsabilizar subordinado seu que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe faltar competência para tal, deixar de levar o fato ao conhecimento da autoridade competente, comete crime de:


A

Lesão corporal


B

Lesão corporal seguida de morte


C

Condescendência criminosa


D

Abandono de incapaz


E

Nenhuma das alternativas anteriores.

Na condescendência criminosa do funcionário público, o qual, por indulgência, deixa de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo, para a configuração do crime é necessário que o subalterno seja sancionado pela transgressão cometida.


C
Certo

E
Errado

Considerando o entendimento doutrinário e jurisprudencial a respeito dos crimes contra a administração pública, assinale a opção correta.


A

Situação hipotética: João, chefe de determinada repartição pública, deixou de instaurar o devido procedimento administrativo disciplinar para apurar a responsabilidade por falta funcional de Pedro, que, além de ser seu subordinado, era seu amigo de longa data, fato que o fez atuar com um grau de tolerância maior. Assertiva: Nessa situação, João cometeu o crime capitulado no CP como condescendência criminosa.


B

Para efeitos penais, o CP excepciona do conceito de funcionário público os servidores temporários contratados por prazo determinado para atender necessidade transitória de excepcional interesse público.


C

O CP prevê a figura do peculato culposo. Se a reparação do dano ocorrer até o recebimento da denúncia haverá extinção da punibilidade. Caso se dê após o recebimento da denúncia, a reparação ensejará causa de diminuição da pena.


D

Prefeito municipal que der aplicação diversa da estabelecida em lei a verba ou renda pública cometerá crime de emprego irregular de verbas ou rendas públicas, previsto no CP.


E

Cometerá o crime de corrupção passiva o agente público que, na condição de fiscal de tributos, exigir de uma empresa de pequeno porte tributo de competência estadual que saiba ser indevido.

Funcionário público, para efeitos penais, é aquele que exerce cargo, emprego ou função pública mesmo que transitoriamente ou sem remuneração. Equipara-se a funcionário público aquele que trabalha em entidade paraestatal ou empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para execução de atividade típica da Administração Pública. Assim é considerado crime contra a administração pública:


A

Reprodução ou adulteração de selo ou peça filatélica.


B

Condescendência criminosa.


C

Paralisação de trabalho de interesse coletivo.


D

Falsificação de documento público.


E

Falsificação do selo ou sinal público.

Marlon, um técnico judiciário que exercia suas funções junto à Presidência do Tribunal de Justiça, tomou conhecimento que outro funcionário da repartição cometeu infração no exercício de seu cargo. Contudo, sensibilizado pelo fato de que o infrator possuía uma filha de apenas 02 meses, deixou de comunicar o fato à autoridade com competência para responsabilização. Nesse caso, Marlon:


A

não cometeu qualquer crime contra a Administração Pública;


B

cometeu crime de condescendência criminosa;


C

cometeu crime de prevaricação;


D

cometeu crime de abandono de função;


E

cometeu crime de concussão.

Considere os seguintes tipos de crimes e suas definições.

-

Tipo de Crime

Definição

(_) Condescendência Criminosa

1. Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio.

(_) Peculato

2. Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem.

(_) Corrupção passiva

3. Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente.

-

A correta relação entre o crime e sua definição, de cima para baixo, está em


A

1, 2 e 3.


B

2, 1 e 3.


C

3, 2 e 1.


D

2, 3 e 1.


E

3, 1 e 2.

O crime de condescendência criminosa

A
não admite tentativa.

B
só é punido na forma dolosa.

C
é um delito comissivo por omissão.

D
caracteriza-se mesmo que o agente não seja superior hierárquico do funcionário infrator.

E
é punível a título de dolo eventual se o agente ignora, por negligência, a ocorrência da infração.

De acordo com o expressamente disposto no Código Penal, a conduta de deixar o funcionário público, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente, configura crime de:


A

advocacia administrativa


B

condescendência criminosa


C

corrupção passiva


D

peculato culposo

José Augusto, funcionário público responsável pela guarda de livros oficiais de determinado cartório judicial, por um descuido seu, não percebeu quando encaminhou um dos livros de que tinha a guarda para a lixeira, junto com outros papéis. Diante do extravio do livro oficial, é correto afirmar que o funcionário:


A

cometeu o crime de peculato mediante erro de outrem;


B

cometeu o crime de extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento;


C

não cometeu crime algum contra a Administração em Geral;


D

cometeu crime de condescendência criminosa;


E

cometeu crime de abandono de função.

   
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