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Escolha a opção que não indica um crime contra a administração pública, segundo o Código Civil Brasileiro.
Cometer a outrem o desempenho de sua atividade funcional.
Modificar ou alterar sistema de informação sem autorização.
Exigir vantagem indevida.
Aplicar, de forma irregular, verbas públicas.
Abandonar o cargo público.
O objeto jurídico dos crimes contra a fé pública é a administração pública, levando-se em conta seu interesse patrimonial e moral em relação aos papéis públicos.
O Distrito Federal, após regular licitação pública, firmou contrato com empreiteira para a realização de obra de recuperação de pavimentação de determinada rua. Ao se realizar inspeção na obra, detectaram-se diferenças de quantitativos entre os serviços executados e os contratados, quando já havia sido pago, integralmente, o preço da obra. Aprofundada a investigação, apurou-se que as diferenças de quantitativos teriam resultado da realização de idênticos serviços em rua diversa daquela para a qual a verba foi destinada no contrato de empreitada, sem que fosse firmado o correspondente termo aditivo. Observou-se ainda que a soma da pavimentação das duas ruas totalizava o valor contratado. Caracterizado o desvio da verba pública para a pavimentação de rua diversa daquela destinada no contrato, o agente público responsável devolveu aos cofres públicos, com os seus próprios recursos, a diferença apurada, fato que não impediu que a Comissão de Sindicância encaminhasse cópia do processo administrativo ao Ministério Público, para que tomasse as providências cabíveis.
Com relação à situação hipotética acima descrita, assinale a opção correta.
Ao desviar, intencionalmente, dinheiro público, o agente público cometeu o crime de peculato doloso.
O agente público cometeu o crime de concussão em co-autoria delitiva com o empreiteiro, que tinha ciência da sua conduta ilícita.
O agente público cometeu o crime de exercício funcional ilegalmente antecipado ou prolongado, ao aplicar recursos além do que previa o contrato.
A conduta do agente público é atípica, pois a quantia desviada da obra se reverteu em favor do próprio ente público.
Se condenado, a punibilidade do agente público será extinta em razão da desistência voluntária.
Funcionário que modifica ou altera sistema de informações, sem estar autorizado, e de cuja ação resulta danos à Administração, está sujeito à pena de detenção de três meses a dois anos, acrescida de
de dois terços até o dobro.
de um terço até o dobro.
de dois terços até metade.
um terço até metade.
de metade até três quartos.
O próprio Código Penal brasileiro dá o conceito de funcionário público para fins penais, podendo tal conceito ser considerado tanto para identificar o sujeito ativo como o sujeito passivo de crimes.
Determinado juiz foi denunciado perante o tribunal de justiça por prática do crime de abuso de autoridade. De acordo com a denúncia, o juiz invadiu a sala de aula do colégio de seu filho e ofendeu a professora por ter retirado a criança da sala de aula. No momento da invasão, afirmou que a professora não poderia retirar o filho de um juiz e, portanto, de uma autoridade da sala de aula. A professora, então, tentou explicar os procedimentos da escola, mas o juiz, proferindo palavras de baixo calão, mandou-a calar a boca, sob pena de prisão em flagrante delito. A denúncia contra o juiz foi oferecida um ano e três meses após o cometimento do delito, e a pena máxima a que ele pode ficar submetido, de acordo com a lei, é de 6 meses de detenção.
Considerando a situação hipotética acima e a legislação e doutrina sobre o crime de abuso de autoridade, assinale a opção correta.
O delito cometido tem duplo sujeito passivo: o sujeito passivo imediato — a professora — e o sujeito passivo mediato — o Estado, titular da administração pública.
O delito de abuso de autoridade cometido é crime ao qual se aplicam os institutos despenalizadores como a transação penal, razão pela qual tal benefício deve ser oferecido ao juiz antes do recebimento da denúncia.
Como a lei que prevê os crimes de abuso de autoridade fez expressa referência ao prazo prescricional de um ano, não se aplica ao caso o prazo do Código Penal, estando, portanto, prescrita a pretensão punitiva do Estado.
É possível punir o juiz pela prática do crime culposo de abuso de autoridade.
A respeito dos crimes contra a Administração Pública, é correto afirmar:
Não configura o crime de contrabando a exportação de mercadoria proibida.
Constitui crime de desobediência o não atendimento por funcionário público de ordem legal de outro funcionário público.
Comete crime de corrupção ativa quem oferece vantagem indevida a funcionário público para determiná-lo a deixar de praticar medida ilegal.
Pratica crime de resistência quem se opõe, mediante violência, ao cumprimento de mandado de prisão decorrente de sentença condenatória supostamente contrária à prova dos autos.
Para a caracterização do crime de desacato não é necessário que o funcionário público esteja no exercício da função ou, não estando, que a ofensa se verifique em função dela.
Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, dentre outros, o
tutor dativo.
perito judicial.
curador dativo.
inventariante judicial.
síndico falimentar.
Com relação aos crimes contra o patrimônio da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, assinale a opção correta.
Pratica o crime de apropriação indébita previdenciária quem deixa de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes, no prazo e forma legal ou convencional.
O ato praticado contra bem pertencente a concessionária de serviço público não constitui circunstância qualificadora do crime de dano.
A pena prevista para casos de receptação de bens e instalações do patrimônio da União é a mesma prevista para a receptação comum.
O Código Penal não confere tutela específica aos bens públicos, pois esses bens merecem proteção igual à dos bens privados.
TIAGO TEIXEIRA, fiscal de tributos estaduais, recebeu em razão de sua função, de um caminhoneiro, cujas cargas são semanalmente submetidas à fiscalização, a importância de R$ 500,00(quinhentos reais). No caso em questão, é CORRETO afirmar que o fiscal:
cometeu corrupção passiva (art.317, C. P.);
cometeu concussão (art. 316, C.P.);
cometeu peculato (art. 321, C.P.);
não cometeu nenhum crime;
cometeu prevaricação (art.319, C.P.).
A conduta típica do crime de comunicação falsa de crime ou de contravenção caracteriza-se por ocasionar a ação da autoridade pela comunicação da ocorrência de crime ou de contravenção que não se verificou. Tal delito, todavia, somente se consuma após a instauração de inquérito policial, não bastando a simples lavratura de boletim de ocorrência.
PEDRO PEREIRA, Diretor de uma penitenciária, surpreendeu um agente penitenciário torturando um preso, sob custódia. Entretanto, por indulgência, não o responsabilizou. No caso em questão, pode-se afirmar, CORRETAMENTE, que o Diretor:
cometeu corrupção passiva (art.317, C.P.);
cometeu advocacia administrativa (art.321, C.P.);
cometeu prevaricação (art.319, C.P.);
cometeu condescendência criminosa (art.320, C.P.);
não cometeu nenhum crime.
Assinale a alternativa que contém dois crimes praticados por funcionário público contra a Administração em geral e um crime praticado por particular contra a Administração em geral.
Prevaricação, corrupção passiva e tráfico de influência.
Desobediência, corrupção ativa e inutilização de edital ou sinal.
Inserção de dados falsos em sistema de informações, excesso de exação e condescendência criminosa.
Desacato, resistência e advocacia administrativa.
Concussão, advocacia administrativa e facilitação de contrabando ou descaminho.
A concussão é um crime:
Considere a seguinte situação hipotética.
Jairo, com 62 anos de idade, realizou loteamento urbano sem autorização do órgão público competente e vendeu as frações mediante compromissos de compra e venda.
Nessa situação, a conduta de Jairo constitui crime contra a administração pública.
MAURO MESQUITA, agente penitenciário prestando serviços na Penitenciária Major César, exigiu da família de um preso uma taxa para que o mesmo tivesse direito a banho de sol. É CORRETO afirmar que o agente penitenciário nessa situação:
cometeu concussão (art. 315, C.P.);
cometeu constrangimento ilegal (art. 146, C.P.);
cometeu peculato (art. 312, C.P.);
cometeu corrupção passiva (art. 317, C.P.);
não cometeu nenhum crime;
Mévio, funcionário público estável do Tribunal de Contas do Estado, em razão de sua função pública, solicitou à pessoa de Tício vantagem indevida consistente no pagamento da quantia em dinheiro de R$ 500,00, para a prática de determinado ato. Tal conduta, configura, em tese, o crime de
concussão.
corrupção passiva.
corrupção ativa.
prevaricação.
peculato.
Incorre em crime de falso testemunho o acusado em processo criminal que falseie a verdade dos fatos durante o interrogatório judicial, visto que, diante do juiz, o acusado deve prestar compromisso de dizer a verdade e a ela se obrigar.
Nereu, mediante convênio entre a Secretaria Estadual de Fazenda de Rondônia e a organização não governamental "Luta e Dignidade", foi admitido para trabalhar como estagiário sem remuneração. Alguns meses após, recebeu R$ 100,00 (cem reais) de um fornecedor, para permitir o acesso dele às compras do citado órgão público. O ilícito cometido na hipótese acima está indicado na seguinte alternativa:
peculato
concussão
prevariacação
corrupção passiva
advocacia administrativa
Leia a descrição das seguintes condutas típicas:
extravio, furto, corrupção passiva, extorsão, peculato.
furto, apropriação indébita, peculato, excesso de exação, advocacia administrativa.
prevaricação, concussão, excesso de exação, corrupção passiva, peculato.
advocacia administrativa, apropriação indébita, excesso de exação, corrupção ativa, furto.
condescendência criminosa, furto, peculato, advocacia administrativa, concussão.