Questões de Concurso sobre Crimes Contra a Administração Pública

 
 
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MAURO MESQUITA, agente penitenciário prestando serviços na Penitenciária Major César, exigiu da família de um preso uma taxa para que o mesmo tivesse direito a banho de sol. É CORRETO afirmar que o agente penitenciário nessa situação:


A

cometeu concussão (art. 315, C.P.);


B

cometeu constrangimento ilegal (art. 146, C.P.);


C

cometeu peculato (art. 312, C.P.);


D

cometeu corrupção passiva (art. 317, C.P.);


E

não cometeu nenhum crime;

Mévio, funcionário público estável do Tribunal de Contas do Estado, em razão de sua função pública, solicitou à pessoa de Tício vantagem indevida consistente no pagamento da quantia em dinheiro de R$ 500,00, para a prática de determinado ato. Tal conduta, configura, em tese, o crime de


A

concussão.


B

corrupção passiva.


C

corrupção ativa.


D

prevaricação.


E

peculato.

Incorre em crime de falso testemunho o acusado em processo criminal que falseie a verdade dos fatos durante o interrogatório judicial, visto que, diante do juiz, o acusado deve prestar compromisso de dizer a verdade e a ela se obrigar.


C
Certo

E
Errado

Nereu, mediante convênio entre a Secretaria Estadual de Fazenda de Rondônia e a organização não governamental "Luta e Dignidade", foi admitido para trabalhar como estagiário sem remuneração. Alguns meses após, recebeu R$ 100,00 (cem reais) de um fornecedor, para permitir o acesso dele às compras do citado órgão público. O ilícito cometido na hipótese acima está indicado na seguinte alternativa:


A

peculato


B

concussão


C

prevariacação


D

corrupção passiva


E

advocacia administrativa

Leia a descrição das seguintes condutas típicas:


I. Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.

II. Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida.

III. Exigir o funcionário tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido, empregar na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza.

IV. Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem.

V. Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio.

Analisando-se tais condutas, conclui-se que correspondem, respectivamente, aos crimes de


A

extravio, furto, corrupção passiva, extorsão, peculato.


B

furto, apropriação indébita, peculato, excesso de exação, advocacia administrativa.


C

prevaricação, concussão, excesso de exação, corrupção passiva, peculato.


D

advocacia administrativa, apropriação indébita, excesso de exação, corrupção ativa, furto.


E

condescendência criminosa, furto, peculato, advocacia administrativa, concussão.

Considere a seguinte situação hipotética. Marluce, auditora-fiscal com acesso autorizado ao sistema de informática da Receita Federal, inseriu dados falsos no banco de dados daquele órgão, realizando compensação ilícita de débitos de várias empresas, de modo a obter vantagem indevida para si e também para diversos empresários. Nessa situação, a auditora, entre outros crimes, responderá por inserção de dados falsos em sistema de informação, crime contra a administração pública tipificado no Código Penal.


C
Certo

E
Errado

Considere a seguinte situação hipotética. Gervásio, procurador federal, aproveitando-se da sua condição de funcionário público e das facilidades a ela inerentes, postulou, junto a um órgão federal de fiscalização de trânsito, a revisão de cálculo e acordo administrativo em nome de terceiro, referente a processo em que atuou como advogado, antes ter ingressado no serviço público, tendo o seu pleito resultado em um depósito de R$ 3.000.000,00, em conta-corrente do interessado.

Nessa situação, Gervásio praticou o crime de advocacia administrativa, visto que intermediou vantagens para outrem junto à repartição pública, valendo-se do próprio cargo.


C
Certo

E
Errado

Em caso de peculato culposo,


A

a reparação do dano, desde que anterior à denúncia, extingue a punibilidade.


B

a reparação do dano, desde que anterior ao recebimento da denúncia, extingue a punibilidade.


C

a reparação do dano, desde que anterior à decisão irrecorrível, extingue a punibilidade.


D

a reparação do dano posterior à denúncia e anterior à sentença condenatória irrecorrível permite redução da pena pela metade.


E

a reparação do dano posterior ao recebimento da denúncia permite redução da pena em dois terços.

Hefaistos, agente fiscal de rendas, compareceu à empresa "A" e constatou fraude no recolhimento de tributos no montante de R$ 25.000,00. O responsável pela empresa lhe ofereceu a quantia de R$ 5.000,00 para relevar a fraude constatada. Hefaistos recebeu a quantia oferecida, mas, mesmo assim, autuou a empresa pela mencionada infração. Nesse caso, Hefaistos


A

não cometeu nenhum delito, pois autuou a empresa.


B

cometeu crime de corrupção passiva.


C

cometeu crime de concussão.


D

cometeu crime de excesso de exação.


E

cometeu crime de prevaricação.

Tício é funcionário público e resolve desviar R$ 2.000,00 em dinheiro do caixa da Prefeitura. No momento em que havia pensado em efetivar o desvio, se arrepende e deixa de fazê-lo. Nesse caso, Tício


A
responderá por crime de peculato consumado, porque houve início de execução e arrependimento posterior.

B
responderá por crime de peculato tentado, porque houve início de execução e arrependimento eficaz.

C
não responderá por crime de peculato, nem tentado, nem consumado, porque não houve início de execução.

D
responderá por crime de peculato tentado, porque houve início de execução e desistência voluntária.

E
responderá por crime de peculato tentado, porque houve início de execução, arrependimento posterior e desistência voluntária.

Suponha-se que um réu, em um processo de homicídio, envie a uma das testemunhas uma carta em que a ameace de morte, caso venha a depor em seu desfavor perante o tribunal do júri. Nessa situação, a conduta do réu caracteriza o crime de coação no curso do processo.


C
Certo

E
Errado
O funcionário público que, como perito oficial, mediante suborno, elabora laudo ideologicamente falso, pratica:

A
corrupção passiva.

B
prevaricação.

C
falsidade ideológica.

D
falsa perícia.
José, João e Pedro são policiais em serviço de fiscalização de trânsito. José exige a quantia de R$ 100,00 de Luiz para não multá-lo por trafegar na contra-mão de direção. João solicita a Paulo a quantia de R$ 50,00 para não multá-lo por parar sobre a faixa de travessia de pedestres, e Pedro deixa de multar Joaquim, que trafegava com veículo com licenciamento vencido, porque este relatou estar em dificuldades financeiras. José, João e Pedro responderão, respectivamente, por

A
corrupção passiva, prevaricação e concussão.

B
corrupção passiva, concussão e prevaricação.

C
prevaricação, concussão e corrupção passiva.

D
concussão, corrupção passiva e prevaricação.

E
concussão, prevaricação e corrupção passiva.

O Código Penal adotou conceito mais amplo de funcionário público que o Direito Administrativo. Ainda que a pessoa não seja funcionário público, que não esteja investida de um cargo público ou não ocupe emprego público, será considerada, segundo o Código Penal, funcionário público, desde que exerça função pública.


C
Certo

E
Errado
Pedro (funcionário público) convidou Paulo (comerciante) para subtraírem um computador de uma repartição pública. Paulo concordou, ignorando que Pedro é funcionário público. Ambos ingressaram na referida repartição pública e subtraíram o computador. Nesse caso,

A
Pedro responde por peculato doloso e Paulo por furto.

B
Pedro responde por furto e Paulo por peculato doloso.

C
Ambos respondem por peculato doloso.

D
Ambos respondem por furto.

E
Pedro responde por peculato doloso e Paulo por peculato culposo.

Nos crimes praticados por funcionário público contra a administração pública, a qualidade pessoal do agente torna o crime próprio, gerando efeito da condenação, quando a pena privativa de liberdade aplicada for por tempo igual ou superior a 1 ano


C
Certo

E
Errado

O funcionário que patrocina interesse privado perante a administração pública, valendo-se de sua qualidade, comete o crime de


A

advocacia administrativa.


B

exploração de prestígio.


C

concussão.


D

condescendência criminosa.


E

tráfico de influência.

Se João e Pedro, no momento em que foram encontrados pela polícia, tivessem proposto ao agente de polícia responsável pela prisão o pagamento de R$ 20.000,00, para tentarem livrar-se da prisão, eles teriam praticado o crime de corrupção ativa somente se o agente aceitasse o suborno.


C

Certo


E

Errado

Dentre outros, constitui crime de responsabilidade fiscal face às finanças públicas, quem


A

ordena ato que acarrete aumento de despesa total com pessoal, nos duzentos e quarenta dias anteriores ao final do mandato.


B

autoriza a colocar no mercado financeiro títulos de dívida pública sem que estejam registrados em sistema centralizado de liquidação e custódia.


C

promove o cancelamento de restos a pagar inscritos em valor superior ao permitido em lei ou regulamento.


D

ordena operação de crédito interno ou externo, com autorização legislativa, mas sem prévio acordo da instituição financeira.


E

presta garantia em operação de crédito com a constituição de contragarantia em valor igual ao valor da garantia prestada.

Quanto ao crime de corrupção ativa, assinale a alternativa correta:


A

a conduta típica consiste em solicitar ou receber vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem em razão da função pública do agente.


B

a conduta típica consiste em exigir vantagem indevida em razão da função pública do agente.


C

admite como elemento subjetivo do tipo o dolo e a culpa.


D

a tentativa do crime é absolutamente inadmissível.


E

o sujeito ativo do delito pode ser qualquer pessoa, até mesmo funcionário público.

   
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