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A respeito do regime legal da prescrição no Código Penal, tendo por base ocorrência do fato na data de hoje, assinale a alternativa correta.
A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa.
A prescrição da pena de multa ocorrerá em 2 (dois) anos, independentemente do prazo estabelecido para a prescrição da pena de liberdade aplicada cumulativamente.
Se o réu citado por edital permanece revel e não constitui advogado, fica suspenso o processo, mantendo-se em curso o prazo prescricional, que passa a ser computado pelo dobro da pena máxima cominada ao crime.
São causas interruptivas do curso da prescrição previstas no Código Penal, dentre outras, o recebimento da denúncia ou da queixa, a pronúncia, a publicação da sentença condenatória ou absolutória recorrível.
Assinale a opção correta a respeito da prescrição.
O empresário que, com a finalidade de obter vantagem indevida, praticar ato fraudulento do qual resulte prejuízo aos credores terá sua conduta tipificada como crime na Lei de Falências. Nesse caso, a prescrição do crime começará a correr do dia da homologação do plano de recuperação extrajudicial.
A decretação da falência do devedor suspende a prescrição cuja contagem tenha-se iniciado com a concessão da recuperação judicial.
As penas aplicáveis aos usuários de substâncias entorpecentes prescrevem em quatro anos, contados do início da execução da sanção penal.
Depois de transitada em julgado a sentença penal condenatória, reinicia-se a contagem do prazo prescricional, que continua correndo durante o tempo em que o condenado estiver preso por outro motivo.
Na hipótese de um condenado fugir faltando seis meses para o cumprimento da pena, a contagem da prescrição da pretensão executória recomeçará a partir da data da fuga. Nesse caso, a prescrição ocorrerá no lapso temporal correspondente à pena integralmente aplicada.
Conforme entendimento pacificado no Superior Tribunal de Justiça, assinale a alternativa correta:
A pronúncia não supera a alegação do constrangimento ilegal da prisão por excesso de prazo.
A incompetência relativa pode ser declarada de ofício.
O foro competente para processar e julgar o crime de estelionato mediante emissão de cheques sem fundos é o da emissão do título.
O conhecimento do recurso de apelação do réu depende da sua prisão.
Não subsiste qualquer efeito condenatório, uma vez extinta a punibilidade pela concessão do perdão judicial.
Artur cometeu crime de tortura, e Zilma, de racismo, Joana traficou entorpecente ilicitamente e Cleber participou de ação de grupo armado civil contra a ordem constitucional.
Nessa situação hipotética, à luz da Constituição Federal de 1988 (CF), foram praticados crimes imprescritíveis por
Artur e Zilma.
Joana e Zilma.
Artur e Cleber.
Zilma e Cleber.
Incabível o perdão judicial na
injúria.
fraude de refeição, alojamento ou uso de transporte sem dispor de recursos.
receptação culposa.
subtração de incapaz.
lesão corporal simples dolosa.
NÃO constitui causa de extinção da punibilidade
a reparação do dano no peculato culposo, se precedente a sentença irrecorrível.
a composição civil homologada nas infrações de menor potencial ofensivo de ação penal privada ou pública condicionada.
o término, sem revogação, do prazo acordado de suspensão condicional do processo.
a retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso.
o casamento do agente com a vítima nos crimes contra os costumes.
Um sócio de pessoa jurídica sabendo que os veículos do patrimônio da sociedade são utilizados para o desbaste de espécies vegetais não impede a prática do ilícito, quando podia agir para evitá-la.
Acerca dessa situação, assinale a opção correta.
A conduta é penalmente irrelevante porque não existe responsabilidade objetiva.
A conduta é de dolo eventual.
A conduta é culposa, porque foi negligente.
A lei prevê a conduta como penalmente relevante e não configura a responsabilidade objetiva.
NÃO constitui causa de extinção da punibilidade
o perdão judicial.
a anistia.
o perdão do ofendido nos crimes de ação privada.
a obediência hierárquica.
a perempção.
No que se refere ao crime continuado, aos crimes de exploração e utilização de energia nuclear e de lavagem de bens, ao sursis e ao erro de tipo, assinale a opção correta.
Não se admite continuidade delitiva nos crimes contra a vida.
Constitui crime produzir, processar, fornecer ou usar material nuclear sem autorização ou para fim diverso do permitido em lei. Transmitir ilicitamente informações sigilosas concernentes à energia nuclear não configura crime de exploração e utilização de energia nuclear, mas crime contra a segurança nacional.
O crime de lavagem de bens pressupõe a ocorrência de crime antecedente, o qual deverá encontrar-se listado no rol do art. 1.º da Lei n.º 9.613/1998, que, segundo a jurisprudência do STJ, é meramente exemplificativo.
É pacífico o entendimento do STJ sobre a possibilidade de o magistrado negar a extinção da punibilidade, após o período de prova, quando verificado o descumprimento de qualquer condição imposta pelo juízo ao conceder a suspensão condicional do processo, já que a decisão revocatória do sursis é meramente declaratória.
No delito putativo por erro de tipo, o agente não sabe que comete um crime, mas, em face do erro, acaba por praticá-lo.
Temístocles, advogado e funcionário público com poder de gestão no fisco, patrocina cliente que deve valor ao fisco, solicitando na repartição, em janeiro de 2009, que o valor devido deixe de ser cobrado para que o débito seja prescrito. Tal conduta é denunciada pelo Ministério Público e enviada ao Poder Judiciário. Antes do recebimento da denúncia pelo juiz, Temístocles paga o tributo devido e seus acréscimos. Com base nessa informação e na legislação especial penal, é correto afirmar que houve:
abolitio criminis.
legítima defesa da honra.
nova legislação mais favorável ao agente.
circunstância atenuante.
causa de extinção de punibilidade.
No que pertine à prescrição, marque a alternativa incorreta.
São causas que interrompem a prescrição: o recebimento da denúncia ou queixa; a publicação da sentença de pronúncia; a ausência do acusado citado por edital, sem que este tenha nomeado defensor; e a publicação de sentença condenatória recorrível.
O termo inicial da contagem do prazo é a data da consumação do crime e não a data da prática da conduta (o que excepciona a teoria da atividade).
No crime continuado, a prescrição incide isoladamente sobre cada um dos delitos componentes da continuidade.
As agravantes e atenuantes não são consideradas para cálculo da prescrição da pretensão punitiva, diferentemente das causas de aumento e diminuição da pena, que devem ser computadas no cálculo da prescrição da pretensão punitiva.
Sobre o instituto da prescrição, marque a alternativa CORRETA.
A prescrição da pretensão executória faz desaparecer todos os efeitos da condenação.
Na prescrição punitiva em abstrato, ou seja, antes da sentença condenatória, é aplicável a Teoria da Pior das Hipóteses, devendo o Juiz observar as causas de aumento pela maior fração, as de diminuição pela menor fração, bem como considerar também as agravantes e atenuantes.
A prescrição da pretensão punitiva, por implicar na perda do direito de punir do Estado, deverá ser reconhecida apenas após requerimento do Ministério Público nesse sentido, sendo vedado o seu conhecimento de ofício pelo juiz.
O termo inicial para a fluência do prazo prescricional, regra geral, é o dia em que o crime se consumou. Na hipótese de tentativa, do dia em que cessou a atividade criminosa. Na hipótese de crime permanente, do dia em que cessou a permanência.
Marque a alternativa CORRETA. O erro de proibição escusável, como excludente da potencial consciência da ilicitude, leva à absolvição por exclusão da:
Imputabilidade
Tipicidade
Punibilidade
Culpabilidade
No que concerne ao cálculo da prescrição da pretensão punitiva, é correto afirmar que
serão consideradas as agravantes referidas na denúncia ou queixa.
se a sentença ou o acórdão reconhecer a existência de infração penal diversa da denunciada, a pena do novo delito identificado é que regulará o prazo prescricional, salvo se houver recurso acusatório contra a desclassificação.
a reincidência levará ao aumento do prazo prescricional em um terço.
o fator etário não interferirá no prazo prescricional.
não se deve computar a diminuição da pena pela tentativa.
Caso a pena de multa seja alternativa ou cumulativamente cominada ou cumulativamente aplicada, aplicam-se a ela os mesmos prazos previstos para as respectivas penas privativas de liberdade.