Questões de Concurso sobre Teoria Geral do Crime

 
 
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É possível a tentativa


A

nas contravenções penais.


B

nos crimes habituais.


C

nos crimes culposos.


D

nos crimes unissubsistentes.


E

nos crimes praticados com dolo eventual.

Russel, Secretário Estadual de Lazer e Diversão, ajuizou queixacrime contra o Deputado Federal Jack pela prática, em tese, dos crimes previstos nos artigos 138, 139 e 140, combinado com o artigo 141, inciso III, todos do Código Penal. Narrou, para tanto, que o Deputado Federal, a partir de publicação veiculada na internet por meio da rede social AllTogether e posteriormente também divulgada via aplicativo de mensagens TalkAbout, proferiu ataques dirigidos ao querelante que ofenderam sua honra subjetiva, objetiva, além de imputar-lhe a prática do “crime de improbidade administrativa”. O querelante atribuiu as seguintes declarações ao Deputado Federal, que classifica como crimes de difamação, injúria e calúnia: “O maior deboche com dinheiro público que eu já vi na minha vida! Missão governamental do Estado X, Secretário Estadual de Lazer e Diversão Russel, com dois assessores, foram para Orlando, dos dias 18 a 25 de janeiro, para a Feira de Armas Shoot me to Death, com diária de US$350,00, para cada um, totalizando US$2.275,00, mais passagem de US$14.000,00. O Secretário, todos os anos, há muitos anos, vai a essa feira com o dinheiro da família, porém, agora pegou o dinheiro do Estado X para ir. O que tem o Secretário Estadual de Lazer e Diversão a ver com uma Feira de Armas em Orlando? Onde ele está, inclusive, usando vídeos para sua promoção pessoal. Ele é Secretário de Segurança por acaso? Ele foi fazer turismo, uma vergonha isso, o que vem para o Estado X com essa viagem, senhor Governador? Isso é nítido ato de improbidade e como Deputado Federal não admito, quero o melhor para o Estado X”.


No que pertine à prática de crime pelo referido Deputado Federal, é correto afirmar que:


A

estando a fala do Deputado Federal ligada ao exercício do mandato e ao debate político, há incidência da imunidade material, o que, consequentemente, afasta a tipicidade da conduta;


B

as prerrogativas de Deputado Federal limitam-se a instituições vinculadas diretamente à União, não se estendendo seus poderes e imunidades a atos praticados fora de sua esfera de atuação;


C

estando a fala do Deputado Federal ligada ao exercício do mandato e ao debate político, há incidência da imunidade material, o que, consequentemente, afasta a ilicitude da conduta;


D

as prerrogativas de Deputado Federal limitam-se a manifestações realizadas dentro da respectiva Casa Legislativa, mesmo que não guardem conexão com o exercício do mandato;


E

estando a fala do Deputado Federal ligada ao exercício do mandato e ao debate político, há incidência da imunidade formal, o que, consequentemente, demanda manifestação da respectiva Casa Legislativa sobre a sustação do processo.

Assinale a alternativa correta tendo em vista as disposições do Código Penal.


A

Computam-se, nas penas privativas de liberdade e nas restritivas de direitos, as frações de dia e, na pena de multa, as frações de real.


B

Na coação moral irresistível, o fato é atípico, em razão da ausência de vontade do coagido.


C

São causas de exclusão da culpabilidade: a menoridade e o estrito cumprimento de dever legal.


D

A natureza jurídica do crime impossível é de causa de exclusão da tipicidade, eis que o fato praticado pelo agente não se enquadra em nenhum tipo penal.


E

Entende-se em estado de necessidade quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.

Em matéria de CRIMES MONOSSUBJETIVOS, QUANDO COMETIDOS POR MAIS DE UM AGENTE, é CORRETO afirmar que:


A

Paciente que instiga médico a não comunicar às autoridades sanitárias a existência da Covid-19 não é partícipe do crime de Omissão de Notificação de Doença (art. 269 do CP), porque se trata de delito de omissão própria.


B

É possível a coautoria em crimes próprios.


C

Para a adequação típica da coautoria, é dispensável o art. 29 do Código Penal.


D

O coautor funcional, para a teoria do domínio do fato, equivale ao partícipe para a teoria restritiva, porque colabora com o crime sem participar concretamente da execução.


E

Não é indispensável a homogeneidade subjetiva na participação.

No que toca ao ITER CRIMINIS, pode-se ASSEVERAR que:


A

Para o nosso Código Penal, há atos de execução, próprios da tentativa, assim que se inicia a realização do tipo.


B

A culpa é incompatível com o conatus e, por isso, não há classe de crimes culposos a que a nossa legislação penal confira punibilidade à tentativa.


C

Podem coexistir tentativa idônea, branca e perfeita.


D

Tanto para quem considera a desistência voluntária e o arrependimento eficaz (art. 15 do CP) como causa de exclusão de tipicidade, quanto para quem os refuta causa de exclusão de punibilidade, a chamada tentativa abandonada não se comunica ao coautor ou partícipe que nada fez para evitar o resultado.


E

Não pode haver tentativa de crime qualificado pelo resultado.

Para a TEORIA DA IMPUTAÇÃO OBJETIVA:


A

Se um cliente bancário consegue vultoso empréstimo, dentro das normas da Casa de crédito, confidenciando ao gerente que empregará o recurso para comprar cocaína e revender, este será partícipe do tráfico.


B

Se dois indivíduos moradores da mesma república que a vítima são contratados para matá-la, por envenenamento, sem saberem um do outro, e ministrarem a substância na bebida, sequencialmente, em quantidade insignificante para a finalidade, em virtude da chegada repentina de terceiros, vindo a produzir-lhe o resultado letal, dada a soma das doses, ambos responderão por homicídio consumado.


C

Os ofendículos podem excluir a tipicidade ou a ilicitude, ocorrendo, na primeira hipótese, apenas quando o dissenso for elementar do tipo.


D

Quando o autor, após desferir golpes de faca contra a vítima, desejando matá-la, vê que ela desfaleceu e, imaginando-a já sem vida, põe fogo no local para ocultar o fato, verificando-se, pelo laudo, que o óbito se deu pelas queimaduras e não pelos ferimentos, ele não responde pela consumação do crime.


E

O nexo de causalidade material deixou de ter relevância jurídico-penal.

Assinale a alternativa correta em relação ao Código Penal.


A

Considera-se praticado o crime no momento do resultado, ainda que outro seja o momento da ação ou omissão.


B

Não se computará no prazo o dia do começo, incluindo-se, porém, o do vencimento.


C

Diz-se o crime tentado, quando, iniciada a execução, o agente, voluntariamente, desiste de prosseguir ou impede que o resultado se produza.


D

O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime culposo, ainda que não previsto em lei.


E

Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo.

De acordo com o que dispõe o Código Penal brasileiro, o erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui:


A

A responsabilidade do agente, pois o desconhecimento da lei é escusável.


B

A culpa, mas permite a punição por crime doloso, se previsto em lei.


C

O dolo, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei.


D

A culpabilidade do agente.


E

A punibilidade do agente.

Sobre a legítima defesa, é correto afirmar:


A

A agressão injusta que autoriza essa excludente de ilicitude deve ser dolosa.


B

A necessidade do meio utilizado depende das circunstâncias concretas e dos meios disponíveis no momento pelo agente.


C

A agressão que autoriza essa excludente de antijuridicidade deve ser iminente, atual ou cessada.


D

A legítima defesa da honra é vedada quando a ação defensiva é uma retorsão imediata em crimes contra a honra.


E

Pode ser exercida por terceiro quando um bem jurídico coletivo seja atingido, ainda que não implique agressão a um bem pessoal.

Um policial militar, no exercício das suas funções em uma blitz de rotina, foi surpreendido por um condutor que lhe ofereceu uma vantagem indevida caso ele liberasse o veículo imediatamente, sem a fiscalização de praxe. O policial, então, recusou a oferta e deu voz de prisão a esse condutor do veículo. Tendo em vista os fatos hipotéticos narrados, o comportamento desse condutor é


A

atípico.


B

típico e caracteriza o crime de corrupção ativa tentada.


C

típico e caracteriza o crime de corrupção ativa consumada.


D

típico e caracteriza o crime de corrupção passiva tentada.


E

típico e caracteriza o crime de corrupção passiva consumada.

De acordo com o Código Penal, são causas de exclusão da ilicitude, EXCETO


A

o estado de necessidade.


B

a legítima defesa.


C

o estrito cumprimento de dever legal.


D

a obediência hierárquica.


E

o exercício regular de direito.

Conforme o Código Penal, assinale a alternativa correta.


A

A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, salvo se já decididos por sentença condenatória transitada em julgado.


B

O princípio da individualização da pena estabelece que não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal.


C

A lei excepcional ou temporária, se já decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, não se aplica ao fato praticado durante sua vigência.


D

Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, ainda quando elementares do crime.


E

O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza só responde pelos atos já praticados.

Ainda que amparado pelas hipóteses de excludente de ilicitude, o agente pode responder pelo excesso doloso ou culposo.


C

Certo


E

Errado

No que tange ao crime, assinale a alternativa INCORRETA.


A

O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.


B

A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou.


C

O crime é tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.


D

Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime.


E

É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima, inclusive quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo.

São excludentes de ilicitude,


A

a obediência hierárquica e a legítima defesa.


B

a coação irresistível e o aborto terapêutico.


C

a obediência hierárquica e o estrito cumprimento do dever legal.


D

o estrito cumprimento do dever legal e o aborto terapêutico.

Considerando os sujeitos da infração penal, pode-se dizer que a pessoa que realiza direta ou indiretamente a conduta criminosa, seja isoladamente, seja em concurso, é sujeito:


A

Menor de idade.


B

Ativo.


C

Passivo.


D

Amicus curiae.


E

Terceiro interessado.

Carolina é empregada doméstica na residência de Letícia e Jorge e recebeu uma cópia da chave que dá acesso à casa de seus patrões. Todavia, o companheiro de Carolina, Ricardo, aproveitando-se do fato de que a referida chave estava à vista e sem vigilância, fez uma cópia do objeto e utilizou essa cópia para entrar na casa de Letícia e Jorge e, de lá, subtraiu bens e valores, que totalizaram um prejuízo de R$100.000,00 às vítimas.


Nessa hipótese, é correto afirmar que Carolina


A

poderá responder como partícipe do furto praticado por Ricardo.


B

poderá responder como coautora do furto praticado por Ricardo.


C

pode ser classificada como autora mediata do furto.


D

poderá responder culposamente pelo delito de furto.


E

não praticou crime algum.

Quando cometem um delito, de acordo com o Código Penal brasileiro, os oligofrênicos podem sofrer punição ou não.


O que modifica sua imputabilidade é o(a):


A

natureza do delito;


B

uso de violência;


C

nível de comprometimento mental;


D

causa da oligofrenia;


E

extensão do dano causado.

Após regular instrução processual penal na qual o réu Sandro se defendeu de denúncia ofertada pelo Ministério Público dando-o como incurso no art. 155 §4º, incisos II e III, do Código Penal, comprovou-se que o acusado, pulando um muro de três metros de altura e se utilizando de uma chave falsa, acessou uma residência quando o morador estava viajando e subtraiu de lá um relógio avaliado em aproximadamente R$ 10.000,00. Descoberta a autoria, por um vizinho que conhecia o réu e o viu entrando no local, Sandro foi eventualmente denunciado e, no dia da audiência de instrução, ao ser interrogado, confessou o crime e, por estar respondendo em liberdade, trouxe o relógio íntegro, para devolver para a vítima, se dizendo arrependido. Nesse contexto, é correto afirmar:


A

O réu faz jus ao reconhecimento da atenuante genérica do art. 65, III, “b”, do Código Penal, por ter, antes do julgamento, reparado o dano.


B

Está presente a figura do arrependimento posterior, prevista no art. 16 do Código Penal, a qual autoriza a redução da eventual pena de um a dois terços.


C

A devolução do relógio há de ser considerada apenas na primeira fase da dosimetria da pena, nos termos do art. 59 do Código Penal, o qual estabelece que o juiz atentará à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e consequências do crime.


D

Está presente a figura do arrependimento eficaz, prevista no art. 15 do Código Penal, a qual autoriza, no caso em tela, a desclassificação do crime do art. 155, §4º, incisos II e III, para o crime de invasão de domicílio, do art. 150 do Código Penal.

   
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