Questões de Concurso sobre Teoria Geral do Crime

 
 
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É punido na modalidade culposa o crime de

A
peculato.

B
falsidade ideológica.

C
condescendência criminosa.

D
violação de sigilo funcional.

E
supressão de tributos mediante omissão de informação.

Qual o crime cometido por alguém que, ao avistar pela janela uma pessoa prestes a cometer um assassinato, derruba a porta com violência, invadindo a residência sem autorização?


A

Invasão domiciliar.


B

Violação de domicílio.


C

Crime patrimonial.


D

Inexistência criminal.


E

Constrangimento ilegal.

Potêncio pratica o furto de diversos bens valiosos que retirou da residência de Ana. Após dois anos do evento ilícito, no curso das investigações policiais, a vítima recebe os seus bens de volta com um bilhete pedindo desculpas pelo evento ilícito ocorrido. De acordo com a parte geral do Código Penal, o enunciado caracterizaria:


A

o perdão incondicional


B

a desistência voluntária


C

a apropriação temporária


D

o arrependimento posterior


E

a atividade de uso

Considerando as disposições do Código Penal (Decreto-Lei nº. 2.848/1940) sobre o crime, é correto afirmar que


A

o crime é tentado quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal.


B

o agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução do crime ou impede que o resultado se produza, só responde pelos atos já praticados.


C

o crime é tentado quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias próprias da vontade do agente.


D

se pune a tentativa quando, mesmo por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime.

Considerando as disposições do Código Penal em relação ao concurso de pessoas, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade.


B

Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço.


C

Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave.


D

Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, ainda que elementares do crime.


E

O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado.

Assinale a alternativa correta.

A
O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuíla de um sexto a um terço.

B
Se o fato é cometido sob coação resistível, só é punível o autor da coação.

C
Se o fato é cometido em estrita obediência à ordem, ainda que manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da ordem.

D
O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado isenta de pena.

E
O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo e não permite a punição por crime culposo, ainda que previsto em lei.

Acerca dos crimes, marque a alternativa CORRETA:


A

A tentativa é quando, iniciada a execução, se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.


B

Doloso é quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo.


C

Culposo é quando o agente deu causa ao resultado por prudência.


D

Há crime quando o agente pratica o fato em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.

De acordo com o Código Penal Brasileiro, é correto afirmar:


A

A imperícia poderá ser considerada dolosa quando o agente, em razão de ofício ou determinação legal, dá causa ao resultado.


B

O agente que assume o risco de produzir determinado resultado pratica crime com culpa consciente.


C

Quando o agente não puder ser punido por fato previsto como crime doloso, ele será enquadrado na conduta culposa similar.


D

Pelo resultado que agrava especialmente a pena, só responde o agente que o houver causado ao menos culposamente.


E

Pratica crime culposo o agente que quis o resultado e deu causa por meio de imprudência ou negligência.

Assinale a opção correta, relativa à teoria do delito e ao erro no direito penal.


A

O erro sobre a ilicitude do fato exclui o dolo da conduta, visto que permite a punição do fato a título de culpa, quando escusável.


B

O erro mandamental evitável não exclui a responsabilização penal do agente, que poderá responder pelo crime somente a título de culpa, sem incidência de minorante na pena.


C

A consumação do delito, em crimes formais, ocorre com o mero resultado jurídico, de forma que dispensa a mudança do mundo exterior para a obtenção do resultado típico.


D

Os crimes comissivos, por serem crimes não transeuntes, não admitem tentativa, embora sejam crimes materiais.


E

O crime plástico, por ser unissubsistente, ainda que material, não admite a sua forma tentada.

Inconformado com o comportamento de seu vizinho, que insistia em importunar sua filha de 15 anos, Mário resolve dar-lhe uma “lição” e desfere dois socos no rosto do importunador, nesse momento com o escopo de nele causar diversas lesões. Durante o ato, entendendo que o vizinho ainda não havia sofrido na mesma intensidade do constrangimento de sua filha, decide matá-lo com uma barra de ferro, o que vem efetivamente a acontecer.

Descobertos os fatos, o Ministério Público oferece denúncia em face de Mário, imputando-lhe a prática dos crimes de lesão corporal dolosa e homicídio, em concurso material. Durante toda a instrução, Mário confirma os fatos descritos na denúncia.


Considerando apenas as informações narradas e confirmada a veracidade dos fatos expostos, o(a) advogado(a) de Mário, sob o ponto de vista técnico, deverá buscar o reconhecimento de que Mário pode ser responsabilizado


A

apenas pelo crime de homicídio, por força do princípio da consunção, tendo ocorrido a chamada progressão criminosa.


B

apenas pelo crime de homicídio, por força do princípio da alternatividade, sendo aplicada a regra do crime progressivo.


C

apenas pelo crime de homicídio, com base no princípio da especialidade.


D

pelos crimes de lesão corporal e homicídio, em concurso formal.

Assinale a alternativa correta:

A
No âmbito do direito canônico, a responsabilidade penal não reconhecia a diferença entre ações intencionais e involuntárias.

B
Por meio do conceito naturalístico de ação, era possível explicar em essência a omissão, e a culpa inconsciente, uma vez que existente o vínculo psicológico entre o fato e o agente.

C
Para o conceito psicológico da culpabilidade, o dolo está fundamentalmente vinculado à questão da vontade, sendo que o elemento cognitivo, apesar de existente, seria apenas pressuposto de direcionamento da vontade, desprezando-se totalmente a discussão sobre a consciência da ilicitude.

D
Para a teoria estrita da culpabilidade, o erro sobre a ilicitude do fato é sempre tido como erro de tipo.

E
A teoria psicológico-normativa da culpabilidade tem como fundamental característica a retirada do dolo e da culpa do conceito de culpabilidade.

Assinale a assertiva correta no que se refere à legítima defesa:


A

É possível a legítima defesa contra pessoa jurídica, uma vez que esta exterioriza a sua vontade por meio da conduta de seres humanos, permitindo a prática de agressões injustas. Assim, o funcionário de uma empresa que escuta, pelo sistema de som, ofensas à sua honra, pode destruir o alto-falante que transmite as palavras inadequadas, a fim impedir a reiteração da conduta.


B

Se o agente, repelindo uma agressão injusta, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem, vem a atingir pessoa inocente, por erro no emprego dos meios de execução (aberratio ictus), não estará ele amparado pela legítima defesa. Exemplo: “A” se defende de tiros de “B”, revidando disparos de arma de fogo em sua direção. Acerta, todavia, “C”, que nada tinha a ver com o incidente, matando-o. “A” deve responder pela morte de “C”.


C

Considere o seguinte exemplo: “A” caminha pela rua, em direção ao ponto de ônibus, momento em que é atacado por um cachorro de grande porte. Caso “A” efetue um disparo de arma de fogo, sacrificando o animal, sua conduta estará amparada pela legítima defesa. Da mesma forma, caso o cachorro seja utilizado por uma pessoa como um instrumento para atacar outra pessoa, funcionando como verdadeira arma para a agressão, o ofendido poderá matar o animal em legítima defesa.


D

A doutrina é pacífica no sentido de que os ofendículos – meios defensivos para a proteção da propriedade e de outros bens jurídicos, como, por exemplo, arame farpado, cerca elétrica e cacos de vidro sobre muros – têm natureza jurídica de legítima defesa preordenada.

Possidônio, orgulhoso do novo automóvel que acaba de comprar, dirige-se até o Bar Amizade para mostrar sua nova aquisição aos seus amigos. Ocorre que no local se encontrava, um tanto quanto embriagado, a pessoa de Típico. Este, tomado de intensa inveja de Possidônio, passa a desferir chutes em seu automóvel. Possidônio, a fim de fazer parar a ação de Típico, agarra uma das cadeiras de metal do bar e desfere um violento golpe contra as costas de Típico, fazendo com que este caia desmaiado no solo, com a clavícula quebrada. Neste caso é correto afirmar que Possidônio agiu em:

A
Estado de necessidade justificante, segundo a teoria diferenciadora, excluindo a antijuridicidade.

B
Estado de necessidade justificante, segundo a teoria diferenciadora, excluindo a culpabilidade.

C
Estado de necessidade exculpante, segundo a teoria diferenciadora, excluindo a antijuridicidade.

D
Estado de necessidade exculpante, segundo a teoria diferenciadora, excluindo a culpabilidade.

E
Em exercício regular de um direito.

É CORRETO afirmar que:


A

Crime tentado é aquele que não se consuma por circunstância alheia a vontade do agente, quando não iniciada a execução.


B

Crime tentado é aquele que o agente desiste de consuma-lo após iniciada a execução.


C

Crime tentado é aquele que quando iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.


D

Crime tentado é aquele que após consumado, o agente realiza ato para minimizar ou evitar seu resultado material.


E

Crime consumado é aquele que o agente deixa de praticar atos de execução, independente do resultado material.

A respeito do instituto erro sobre a pessoa, é CORRETO afirmar que:


A

O erro quanto à pessoa contra quem se comete o crime isenta de pena o agente.


B

No caso de erro sobre a pessoa contra quem se comete o crime, considera-se apenas as condições e qualidade da vítima.


C

O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado isenta de pena. Não se consideram, neste caso, as condições ou qualidades da vítima, senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime.


D

O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. Não se consideram, neste caso, as condições ou qualidades da vítima, senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime.


E

O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena, mas considera-se apenas as qualidades da vítima.

Em tema de Dolo Eventual, para qual das teorias abaixo nominadas basta que haja o conhecimento sobre a possibilidade de ocorrência do resultado para estar presente esta figura dolosa:

A
Teoria da Possibilidade.

B
Teoria da Probabilidade.

C
Teoria do Risco.

D
Teoria do Perigo Desprotegido.

E
Teoria do Perigo Protegido.

J. é absolvido, tendo em vista que foi considerado que seu ato foi descaracterizado quanto a elemento constitutivo do tipo legal de crime. Nos termos do Código Penal, nesse caso, ocorre a exclusão do:


A
proibido

B
fato

C
excesso

D
dolo

A especial finalidade da conduta (também denominada “dolo específico”) é um elemento subjetivo do tipo existente em alguns delitos materiais, mas não é compatível com os delitos formais.


C
Certo

E
Errado

Enquanto assistia a um jogo de futebol em um bar, Francisco começou a provocar Raul, dizendo que seu clube, que perdia a partida, seria rebaixado. Inconformado com a indevida provocação, Raul, que estava acompanhado de um cachorro de grande porte, atiça o animal a atacar Francisco, o que efetivamente acontece. Na tentativa de se defender, Francisco desfere uma facada no cachorro de Raul, o qual vem a falecer. O fato foi levado à autoridade policial, que instaurou inquérito para apuração.


Francisco, então, contrata você, na condição de advogado(a), para patrocinar seus interesses.


Considerando os fatos narrados, com relação à conduta praticada por Francisco, você, como advogado(a), deverá esclarecer que seu cliente


A

não poderá alegar qualquer excludente de ilicitude, em razão de sua provocação anterior.


B

atuou escorado na excludente de ilicitude da legítima defesa.


C

praticou conduta atípica, pois a vida do animal não é protegida penalmente.


D

atuou escorado na excludente de ilicitude do estado de necessidade.

Nos delitos imprudentes (ou culposos), a aferição da concreção do risco na implementação do evento típico (ou resultado) é um dos critérios da “teoria da imputação objetiva”.

C
Certo

E
Errado
   
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