Questões de Concurso sobre Violação de sigilo funcional

 
 
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Ao fornecer a sua senha, agindo com dolo, Lucas, servidor público, facilitou o acesso de Caio, pessoa não autorizada, a banco de dados da Administração Pública. Por outro lado, em contexto fático diverso, João, mediante conduta negligente, acabou por revelar fato de que tinha ciência em razão do cargo ocupado, e que deveria permanecer em segredo. Registre-se, por fim, que, a Administração Pública, nos dois cenários, não suportou qualquer dano.


Nesse contexto, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que


A

João responderá pelo crime de violação de sigilo funcional, na modalidade qualificada; por sua vez, Lucas não responderá por qualquer delito.


B

Lucas responderá pelo crime de violação de sigilo funcional, na modalidade simples; por sua vez, João não responderá por qualquer delito.


C

João responderá pelo crime de violação de sigilo funcional, na modalidade simples; por sua vez, Lucas não responderá por qualquer delito.


D

João e Lucas responderão pelo crime de violação de sigilo funcional.


E

João e Lucas não responderão por qualquer delito.

Segundo o Decreto-Lei nº 2.848/1940 — Código Penal, a situação de particular que cobra para si a vantagem, a pretexto de intervir em ato praticado por funcionário público no exercício da função, é categorizada como:


A

Advocacia administrativa.


B

Descaminho.


C

Violação do sigilo funcional.


D

Tráfico de influência.

O Ministério Público tomou conhecimento de que Lucas, servidor público no Estado Alfa, agindo com dolo, facilitou a revelação de fato de que tinha ciência em razão do cargo e que deveria permanecer em segredo, resultando em dano severo à Administração Pública. Em assim sendo, foi deflagrada ação penal em face do agente.


Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que Lucas responderá pelo crime de


A

exercício funcional ilegal, na modalidade qualificada, com a incidência de uma causa de aumento de pena.


B

violação de sigilo funcional, na modalidade simples, com a incidência de uma causa de aumento de pena.


C

violação de sigilo funcional, na modalidade qualificada, sem causas de aumento de pena.


D

exercício funcional ilegal, na modalidade simples, sem causas de aumento de pena.


E

advocacia administrativa, na modalidade simples, sem causas de aumento de pena.

Anderson foi servidor público em cargo de provimento em comissão no Estado do Rio Grande do Sul, até que foi cientificado de sua exoneração pelo seu chefe imediato. Anderson, porém, continuou exercendo o ofício e frequentando o local de trabalho como se ainda pertencesse aos quadros da Administração. Nesse caso, segundo o Código Penal, Anderson praticou o crime de


A

violação de sigilo funcional.


B

advocacia administrativa.


C

usurpação administrativa


D

facilitação de prevaricação.


E

exercício funcional ilegalmente antecipado ou prolongado.

Filisteu, funcionário público, forneceu a Paulo, empresário, a relação dos contribuintes e seus respectivos dados pessoais constantes do banco de dados da Administração Pública para que este enviasse mensagens de marketing e brindes de sua empresa.


A utilização efetiva dos dados repassados não chegou a ocorrer e Filisteu não cobrou ou recebeu qualquer vantagem para fornecer os dados.


Diante de tal situação hipotética, em relação à conduta de Filisteu, pode-se afirmar corretamente que


A

o fato é atípico, pois não houve uso efetivo das informações e nem recebimento de vantagem pessoal.


B

Filisteu cometeu o crime de favorecimento pessoal.


C

Filisteu cometeu o crime de condescendência criminosa.


D

Filisteu cometeu o crime de violação de sigilo funcional.


E

Filisteu cometeu o crime de advocacia administrativa.

Fernando, estudante e funcionário de uma Universidade Pública Federal, inconformado com suas notas baixas e, precisando de notas altas para garantir uma bolsa de estudos em uma Universidade estrangeira, usou seus conhecimentos em informática, bem como sua condição de funcionário para burlar a segurança do sistema de notas da faculdade e mudar o registro de suas notas. Assinale a alternativa que apresenta o crime praticado por Fernando.


A

Concussão


B

Prevaricação


C

Corrupção passiva


D

Inserção de dados falsos em sistema de informações


E

Violação de sigilo funcional

Assinale a alternativa correta. O Crime de Violação de sigiloso funcional é caracterizado quando o funcionário público revela fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilita a revelação, e possui pena de (Art. 325 do CP):


A

Detenção, de três meses a um ano, e multa.


B

Detenção, de um a três meses, além da multa.


C

Detenção, de quinze dias a um mês, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave.


D

Reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.


E

Detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave.

Lucia é funcionária pública e trabalha na Prefeitura, no órgão que julga recursos administrativos interpostos por motoristas contra multas de trânsito. Seu vizinho pede que ela antecipe o julgamento de uma multa de trânsito, alterando a ordem cronológica de protocolo recursal que é utilizada para estabelecer a data de julgamento pelo órgão, o que ela faz. Sem qualquer outra interferência de Lucia, o recurso de seu vizinho é julgado antecipadamente e é deferido, tendo em vista que a multa de trânsito foi mal aplicada. Nesse contexto e apenas a partir dos dados que foram descritos, é correto afirmar que Lucia


A

praticou advocacia administrativa.


B

não praticou crime algum, tendo em vista que o interesse do vizinho era legítimo, o que se comprova pelo deferimento do recurso.


C

praticou violação de sigilo funcional.


D

praticou corrupção passiva e seu vizinho praticou corrupção ativa.


E

praticou concussão.

Tratados no Código Penal a partir do título XI, os Crimes contra a Administração Pública estão separados em crimes cometidos por funcionários e crimes cometidos por particulares contra a administração pública. Assim, os artigos 312 a 326 tratam dos crimes funcionais. Ou seja, deve ter como elemento: ser funcionário público. Por este motivo, serão crimes próprios (é possível ter autor e partícipe no polo ativo). Se não estiver presente esse elemento, o tipo será atípico ou desqualificado. O Código Penal visa não proteger o Estado em si, mas o funcionamento dos Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário). Tomando por base tais conhecimentos, são exemplos claros de crimes praticados por funcionários públicos contra a administração em geral os reunidos corretamente apenas em:


A

Extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento; Excesso de Exação; Tráfico de Influência; dentre outros.


B

Violação de sigilo funcional; Abandono de função; Favorecimento Pessoal; dentre outros.


C

Condescendência criminosa; Inserção de dados falsos em sistema de informações; Fraude processual; dentre outros.


D

Violação do sigilo de proposta de concorrência; Advocacia administrativa; Facilitação de contrabando ou descaminho; dentre outros.

Relacione a coluna 1 com a coluna 2:


Coluna 1


(1) Inserção de dados falsos em sistema de informações.

(2) Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações.

(3) Violação de sigilo funcional.


Coluna 2


( ) Crime pelo qual o funcionário modifica ou altera sistema de informações ou programa de informática sem autorização ou solicitação de autoridade competente.

( ) Crime pelo qual o funcionário autorizado insere ou facilita a inserção de dados falsos, altera ou exclui indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano.

( ) Crime pelo qual o funcionário revela fato de que tem ciência em razão do cargo e que deve permanecer em segredo, ou facilita-lhe a revelação.


Em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.


A

2, 1, 3;


B

1, 2, 3;


C

1, 3, 2;


D

2, 3, 1;


E

3, 1, 2.

O Código Penal Brasileiro tipifica como crime de Violação de Sigilo Funcional revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação. Se desta conduta resulta dano à Administração Pública ou a outrem, o crime é apenado com:


A

reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.


B

detenção, de um a três anos, e multa.


C

reclusão, de 8 (oito) a 10 (dez) anos, e multa.


D

detenção, de dois a quatro anos, e multa.


E

reclusão, de três meses a um ano, além da multa.

Luísa, servidora pública, com intuito de comprometer a credibilidade de concurso público, permitiu que terceiros não autorizados tivessem acesso a seu conteúdo sigiloso.

Nesse caso, Luísa deve responder por delito de


A

prevaricação.


B

fraude em certame de interesse público.


C

advocacia administrativa.


D

condescendência criminosa.


E

violação de sigilo funcional.

Jorge, ocupante do cargo efetivo de Oficial Legislativo, emprestou a senha pessoal do computador de seu setor na prefeitura para que Joana, funcionária de empresa privada terceirizada, prestadora de serviço de limpeza, tivesse acesso ao Banco de Dados da Administração Pública. Sobre a situação hipotética, assinale a afirmativa correta de acordo com o Decreto-Lei nº 2.848/1940 (Código Penal).


A

Joana é equiparada a funcionário público, de modo que responderá, assim como Jorge, pelo crime de violação de sigilo funcional.


B

Joana responderá pelo crime de violação do sigilo funcional em função de sua ação e Jorge não será responsabilizado devido à ausência de conduta delituosa.


C

Como a conduta foi praticada por Joana, funcionária de empresa privada, ambos responderão pelo crime de invasão de dispositivo informático, ela na qualidade de agente e ele na modalidade participação.


D

Jorge será responsabilizado pelo crime de violação do sigilo funcional em razão de seu cargo público e Joana responderá por invasão de dispositivo informático por se tratar de funcionária de empresa terceirizada.

De acordo com o Código Penal, em relação aos crimes contra a Administração Pública, o crime de violação de sigilo funcional, que constitui revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação, tem a pena de:


A

Detenção, de um a três meses, ou multa.


B

Reclusão, de dois a doze anos, e multa.


C

Detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave.


D

Detenção, de três meses a um ano, e multa, se o fato não constitui crime mais grave.


E

Reclusão, de dois a seis anos, e multa

Divulgar, sem justa causa, informações sigilosas ou reservadas, assim definidas em Lei, contidas ou não nos sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública a pena será de:


A

Detenção de seis meses a dois anos e multa.


B

Detenção de um ano a quatro anos e multa.


C

Reclusão de seis meses a dois anos e multa.


D

Reclusão de um ano a quatro anos e multa.

O servidor público que revelar dado de terceiro, protegido por sigilo, do qual tenha conhecimento em razão de suas funções, incorre na seguinte consequência para fins criminais:


A

corrupção ativa.


B

crime contra a Administração consistente em Violação de Sigilo Funcional.


C

inexistência de responsabilidade por mera possibilitação da divulgação mediante empréstimo de senha.


D

violação de sigilo funcional, apenas se causar dano à Administração Pública.

O funcionário público que revela fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo:


A

não pratica crime.


B

pratica crime de roubo.


C

pratica crime de apropriação indébita.


D

pratica crime de violação de sigilo funcional.


E

pratica crime de violação do sigilo de proposta de concorrência.

Com relação aos crimes contra a administração pública, é correto afirmar que


A

o funcionário público que, em razão do cargo, toma para si livros e revistas, doados à universidade pública, em que trabalha, impedindo sua utilização pelo público, pratica o crime de furto, previsto no artigo 155, do Código Penal.


B

o funcionário público que, por indulgência, deixa de punir seu subordinado, por infração cometida no exercício do cargo, ou de comunicar o fato à autoridade competente, para responsabilizá-lo, responde por condescendência criminosa.


C

o crime de violação de sigilo funcional, previsto no artigo 325, do Código Penal, somente se perfaz se houver dano à Administração Pública.


D

aquele que não obedece à ordem de funcionário público, no exercício de suas funções, ainda que a ordem seja ilegal, pratica o crime de desobediência, previsto no artigo 330, do Código Penal.


E

o crime de coação no curso do processo, previsto no artigo 344, do Código Penal, prescinde da existência de processo judicial, policial ou administrativo, ou em juízo arbitral, para se caracterizar.

De acordo com o Código Penal brasileiro, em seu Título XI, são tipificados os crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral. Considerando a legislação penal e o cenário a seguir, analise a situação de Joaquim, um procurador municipal:

Joaquim, ao revisar processos de licitação antigos, identifica que um contrato específico foi superfaturado. Apesar de não ter participado da licitação ou da execução do contrato, Joaquim opta por não reportar a irregularidade, uma vez que seus colegas mais antigos no serviço público e que gozam de grande prestígio na administração estariam envolvidos. Além disso, ele utiliza de informações obtidas nessa revisão para investir em uma empresa que se beneficiou indevidamente das licitações públicas.

Baseando-se nos dispositivos legais pertinentes, escolha a alternativa correta que identifica as infrações penais cometidas por Joaquim:


A

Joaquim cometeu o crime de prevaricação, conforme artigo 319 do Código Penal, por retardar ato de ofício com fim de satisfazer interesse ou sentimento pessoal, e o crime de insider trading, previsto na Lei nº 6.385/1976, ao utilizar informações privilegiadas para obter vantagem no mercado financeiro.


B

Joaquim não cometeu crime algum, pois não participou da licitação ou da execução do contrato e a omissão em tais casos não configura crime.


C

Joaquim praticou o crime de advocacia administrativa, conforme previsto no artigo 321 do Código Penal, ao defender interesse privado perante a administração pública, utilizando-se do cargo para beneficiar empresa privada.


D

Joaquim incorreu no crime de condescendência criminosa, tipificado no artigo 320 do Código Penal, por deixar de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo e no crime de peculato por aplicação, artigo 312, §1º, ao investir em empresa privada com uso de informação privilegiada.


E

Joaquim é autor do crime de omissão de notificação de crime, previsto no artigo 66 da Lei de Contravenções Penais, por não comunicar à autoridade competente o crime de que teve conhecimento no exercício da função pública, e do crime de violação de sigilo funcional, artigo 325 do Código Penal, ao utilizar informação sigilosa para benefício próprio.

De acordo com o Código Penal Brasileiro (Decreto-Lei nº 2.949/1940), é considerado crime contra a Administração Pública: revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação.


É correto afirmar que esse é um crime de


A

violação de sigilo funcional.


B

usurpação de função pública.


C

violação do sigilo de proposta de concorrência.


D

inserção de dados falsos em sistema de informação.


E

extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento.

 
 
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