Questões de Concurso sobre Sentença Absolutória

 
 
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No campo dos procedimentos processuais penais, no que se refere aos procedimentos ordinário e sumário, determinado réu apresentou resposta à acusação alegando excludente de culpabilidade consistente na inimputabilidade prevista no art. 26 do Código Penal: “É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.”. A situação psíquica do agente se confirmou com o laudo do perito oficial. Na hipótese,


A

o juiz poderá absolver o réu, impondo, na mesma sentença, medida de segurança consistente de internação ou tratamento ambulatorial.


B

o juiz deve absolver sumariamente o réu, posto que manifesta causa excludente da culpabilidade.


C

o juiz deverá absolver o réu no mérito, desde que reconheça a existência de circunstância que o isente de pena.


D

o juiz deve afastar a possibilidade jurídica de absolvição sumária, com determinação judicial para que se inicie a instrução criminal.


E

o juiz poderá condenar o réu com redução de pena de um terço a dois terços.

Se, oferecida a denúncia ou queixa, o juiz considerar que não há justa causa para o exercício da ação penal, ele deverá absolver sumariamente o acusado.


C

Certo


E

Errado

É comum acreditar-se que o processo penal se resume àquele de natureza condenatória, em que há uma pretensão deduzida em juízo pelo Ministério Público (ou pelo querelante), objetivando-se o reconhecimento da responsabilidade penal do acusado pela prática do delito a ele imputado, com a consequente aplicação de uma pena privativa de liberdade, restritiva de direito ou de multa. Daí, todavia, não se pode concluir que a ação penal condenatória seja a única existente em sede processual penal. De fato, se lembrarmos que há ações de natureza não condenatória no âmbito processual penal, é fácil concluir que existe a possibilidade de decisões de outra natureza, além da condenatória.


(LIMA, Renato Brasileiro de. Manual de Processo Penal: volume único. 8 ed. rev., ampl. e atual. Salvador: Juspodivm, 2020, p. 1609.)


A partir do enunciado e, ainda, sobre atos jurisdicionais, assinale a afirmativa correta.


A

A decisão proferida em processo de reabilitação criminal é um exemplo de decisão de natureza não condenatória.


B

A decisão judicial que extingue a punibilidade em face da morte do executado é uma decisão de natureza constitutiva negativa.


C

Decisões constitutivas são aquelas que retratam uma ordem a ser executada em benefício da liberdade de locomoção do agente, como na determinação de expedição de um salvo-conduto ou emissão de alvará de soltura.


D

A decisão proferida no âmbito de medida assecuratória de sequestro de bens, quando presentes indícios veementes de que eles tenham sido adquiridos com os proventos da infração penal, é um exemplo de decisão declaratória.


E

A decisão de natureza mandamental pode ser encontrada no habeas corpus, quando o juiz determina a emissão de alvará de soltura, e também na revisão criminal, quando se desconstitui a sentença absolutória imprópria já transitada em julgado.

Analise as proposições e responda.


I. Decisão que julgar extinta a punibilidade.

II. Despacho de arquivamento do inquérito, salvo das peças de informações.

III. Sentença absolutória que decidir que o fato imputado não constitui crime.


A luz do Código Penal Brasileiro, sobre a ação civil, define que não obstante a sentença absolutória no juízo criminal, a ação civil poderá ser proposta quando não tiver sido, categoricamente, reconhecida a inexistência material do fato. Nessa temática, é CORRETO afirmar que, das proposições apresentadas, não impedirá igualmente a propositura da ação civil.


A

I e II, apenas.


B

II e III, apenas.


C

I e III, apenas.


D

I, II e III.

Quanto à sentença penal, o Código de Processo Penal dispõe:


A

O juiz, ao proferir sentença condenatória, fixará o valor máximo para reparação dos danos causados pela infração, considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido que tiverem sido apurados durante a instrução processual.


B

Na sentença absolutória, o juiz ordenará a cessação das medidas cautelares e provisoriamente aplicadas, salvo se devidamente intimado, o acusado não comparecer em Juízo.


C

O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia, poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, apenas se a pena aplicada for menos grave, em consonância com o princípio da presunção de inocência.


D

Ao proferir sentença condenatória, o juiz decidirá, fundamentadamente, sobre a manutenção ou, se for o caso, a imposição de prisão preventiva ou de outra medida cautelar, sem prejuízo do conhecimento de apelação que vier a ser interposta.


E

Se existirem circunstâncias que excluam o crime ou isentem o réu de pena, o juiz absolverá o acusado por não existir prova suficiente para a condenação.

Das alternativas abaixo, assinale aquela que corresponda a um fundamento da sentença absolutória na esfera penal que produz coisa julgada também na esfera cível, impossibilitando assim a busca de uma indenização cível:


A

Absolvição por não estar provada a existência do fato.


B

Absolvição por insuficiência de provas.


C

Absolvição por não constituir infração penal o fato.


D

Absolvição por insuficiência de provas.


E

Absolvição por considerar o juiz que o réu não concorreu para a infração penal.

Cássia praticou crime de estelionato, tendo sido Patrícia a vítima. Após tomar conhecimento do oferecimento de denúncia contra Cássia pelo MP, que incluía a apresentação do valor do prejuízo sofrido e o requerimento de reparação do dano, Patrícia passou a acompanhar o andamento do processo, mas optou por não se habilitar como assistente de acusação. Após a instrução processual, os autos foram encaminhados para julgamento.

Considerando a situação hipotética precedente, assinale a opção correta à luz do Código de Processo Penal (CPP) e do entendimento jurisprudencial do STJ.


A

O juiz pode estabelecer um valor de indenização em caso de sentença condenatória, no entanto, nessa situação, a ofendida não tem a faculdade de buscar a reparação do dano efetivamente sofrido no âmbito cível.


B

Em caso de sentença absolutória com trânsito em julgado na qual seja reconhecida a insuficiência de provas para a condenação, não é possível buscar reparação cível.


C

Em caso de eventual sentença absolutória e omissão do MP, Patrícia tem o direito de apresentar recurso de apelação por intermédio de seu advogado, mesmo que não esteja habilitada como assistente de acusação no momento da sentença.


D

O juiz não está autorizado a fixar um valor mínimo de indenização; no entanto, em caso de sentença condenatória, Patrícia ou seu representante legal poderá executá-la por meio de ação civil ex delicto.


E

A fixação de valor mínimo (art. 387, IV, do CPP) para reparação dos danos morais causados pela infração exige pedido expresso na inicial, sendo necessárias, ainda, a indicação de valor e a instrução probatória específica.

No tocante ao processo de execução da sentença absolutória imprópria e da sentença condenatória, assinale a opção correta.


A

A execução de ambas as sentenças referidas se inicia por impulso oficial, independentemente de provocação do Ministério Público.


B

Em regra, o condenado deve ser citado quando da inauguração do processo executório.


C

A pena restritiva de direitos pode ser executada provisoriamente.


D

A execução provisória da pena de multa é possível.


E

A execução provisória da medida de segurança é possível.

A absolvição sumária na primeira fase do procedimento dos crimes dolosos contra a vida é sentença de mérito, definitiva, em tudo equivalente à absolvição proferida ao final de um processo de competência do juiz singular.


Sobre o tema, é correto afirmar que:


A

não será cabível a absolvição sumária, na modalidade de absolvição imprópria;


B

ao absolver sumariamente o réu por inimputabilidade, o juiz não precisa examinar a existência de outras teses defensivas;


C

se o acusado for semi-imputável, é possível a absolvição sumária com aplicação de medida de segurança;


D

contra decisão de absolvição sumária, é cabível o recurso de apelação residual;


E

não há previsão para o recurso de ofício da sentença de absolvição sumária.

A sentença absolutória no juízo criminal impede o ajuizamento da ação civil para a reparação do dano quando o fundamento da absolvição consistir em


A

não existir prova suficiente para a condenação.


B

ocorrência de erro de proibição.


C

não haver prova da existência do fato.


D

que o fato imputado não constitui crime.


E

estar provado que o réu não concorreu para a infração penal.

Cabível a absolvição sumária


A

se demonstrada a existência de causa de exclusão do crime, mas unicamente no procedimento do júri.


B

se provado, no procedimento comum, não ser o acusado autor ou partícipe do fato.


C

por inimputabilidade, em determinada situação, no procedimento do júri.


D

se demonstrada, no procedimento comum, a manifesta existência de qualquer causa excludente da culpabilidade.


E

sempre que demonstrada, no procedimento do júri, a existência de causa de isenção de pena.

Segundo as disposições do Código de Processo Penal, assinale a alternativa que não apresenta uma hipótese de sentença de absolvição do réu:


A

Quando estiver provada a inexistência do fato


B

Quando não houver prova da existência do fato


C

Quando houver prova de que o réu não concorreu para a infração penal


D

Quando houver prova de ter o réu concorrido para a infração penal

Sentença absolutória imprópria é aquela fundada


A

em erro de proibição.


B

na inexistência do fato imputado na denúncia ou queixa.


C

em excludente de ilicitude.


D

na inimputabilidade total do réu ao tempo do delito.


E

em descriminante putativa.

Sobre absolvição sumária no procedimento comum, segundo o Código de Processo Penal, esta é possível:

A
Se a denúncia for inepta ou houver existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato.

B
Se o fato narrado evidentemente não constitui crime ou estiver extinta a punibilidade do agente.

C
Se existir manifesta causa excludente de ilicitude ou de culpabilidade do agente, salvo inimputabilidade penal decorrente de ser o agente menor de dezoito anos, quando deverá o feito ser remetido ao juizado competente.

D
Se faltar pressuposto processual ou condição para o exercício da ação penal.

E
Se existir dúvida sobre a materialidade do fato ou autoria do réu (“in dubio pro reo”).
No curso de ação penal onde se imputa a prática de crime de roubo majorado, durante a oitiva das testemunhas de defesa, ocasião em que se identifica que a principal tese defensiva é de negativa de autoria, o juiz verifica que, possivelmente, o réu seria inimputável. Suspenso o processo antes do interrogatório e de encerrar a prova, realizado laudo pericial, é constatada a total inimputabilidade do agente na data dos fatos. Diante da constatação, juntado o laudo, caberá ao juiz:

A
de imediato, absolver impropriamente o réu, aplicando medida de segurança, o que não gera reincidência;

B
caso constatada a autoria e materialidade após instrução, condenar o réu, aplicando medida de segurança e pena privativa de liberdade

C
caso constatada a autoria e materialidade após instrução, absolver impropriamente o réu, aplicando apenas pena privativa de liberdade com causa de redução de pena;

D
caso constatada a autoria e materialidade após instrução, absolver impropriamente o réu, aplicando apenas medida de segurança;

E
de imediato, condenar o réu, aplicando medida de segurança, o que gera reincidência.

A respeito da absolvição sumária do acusado, é correto afirmar que


A

é cabível logo após a resposta à acusação, se o Juiz verificar estar extinta a punibilidade do agente.


B

tem cabimento em qualquer momento do processo, sempre que o Juiz verificar a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente.


C

é cabível logo após a resposta à acusação, se o Juiz verificar a inépcia da denúncia.


D

tem cabimento em qualquer momento do processo, sempre que o Juiz verificar faltar justa causa para a ação penal.


E

tem cabimento em qualquer momento do processo, sempre que o Juiz verificar faltar pressuposto para o exercício da ação penal.

Sobre a sentença em matéria criminal, considere as afirmações abaixo.

I - A sentença penal absolutória implica, obrigatoriamente, a concessão da liberdade do réu que tenha respondido ao processo enquanto se encontrava preso preventivamente, bem como na cessação das medidas cautelares diversas eventualmente aplicadas.
II - Ainda que tenham sido identificados no curso do processo os prejuízos sofridos pela vítima da infração penal, a sentença condenatória não poderá fixar valores a título de reparação do dano, pois essa atribuição é de competência exclusiva da jurisdição cível no âmbito da ação ex delicto.
III - Em caso de sentença condenatória, o juiz poderá decidir sobre a imposição de prisão preventiva ou medidas cautelares diversas ao réu que tenha respondido ao processo em liberdade, não sendo necessário, todavia, que apresente fundamentos para a manutenção das medidas anteriormente decretadas.

Quais estão corretas?

A

Apenas I.


B

Apenas II


C

Apenas III.


D

Apenas I e II.


E

Apenas II e III

Havendo fundada dúvida sobre a ocorrência de legítima defesa, o juiz deverá absolver o réu, determinando sua soltura, caso esteja preso.


C

Certo


E

Errado

A decisão proferida em um processo é denominada Acórdão. Em caso de absolvição de um acusado, o acórdão deve indicar


A

as circunstâncias agravantes, as circunstâncias apuradas, a possibilidade da punibilidade e as possíveis penas cabíveis ao caso.


B

o número do processo, a exposição sucinta da acusação e da defesa, a indicação dos motivos de fato e de direito.


C

a indicação, de modo expresso, do artigo ou dos artigos do Código de Ética Odontológica.


D

a lavração da ata circunstanciada de todas as ocorrências da sessão de julgamento.


E

a prova da inexistência do fato, a inexistência de prova suficiente para condenação, a extinção da punibilidade, a exclusão da ilicitude do fato ou da culpa ou da imputabilidade do agente.

 
 
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