Questões de Concurso sobre Testes de Hipóteses

 
 
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Quando há dois tipos de testes estatísticos, é possível decidir qual deles utilizar medindo-se a potência dos testes. Se a probabilidade do erro do tipo I for denotada por e a do tipo II, por , então o poder do teste será igual a


A

1 - .


B

.


C


D


E

Suponha que desejamos testar o equilíbrio de longo prazo oriundo da paridade do poder de compra (PPP) entre dois países A e B, por meio da seguinte relação:



Onde é o logaritmo natural da taxa de câmbio nominal entre A e B, é o logaritmo natural do nível de preços do país A, é o logaritmo natural do nível de preços do país B, e 𝑞𝑡 é o logaritmo natural da taxa de câmbio real.


Ao adotar a hipótese prevista na PPP de que é uma série estacionária, realiza-se um teste para verificar se as séries , e ∗ são cointegradas.


Para afirmar que há cointegração entre essas séries, é necessário que:


A

o vetor de cointegração seja igual a (1,1,1);


B

a série seja I(2) e as séries e sejam I(1);


C

as séries e sejam I(1) e a série seja I(2);


D

a série seja I(2) e as séries e sejam I(1);


E

todas as séries tenham a mesma ordem de integração.

A hipótese alternativa que pode ser usada é a de que as variáveis “sexo” e “grau de escolaridade” sejam independentes entre si no que se refere à quantidade de processos protocolados no tribunal.


C

Certo


E

Errado

O rendimento semestral global dos estudantes de uma instituição de ensino é uma variável aleatória normalmente distribuída com média e variância desconhecidas. Para testar a hipótese bilateral de que a média populacional é igual ou diferente de 80, foi construído um intervalo apropriado com 95% de confiança a partir de uma amostra de 16 estudantes. Considerando que o intervalo obtido é [76,8; 80,5], a distribuição utilizada para a construção do intervalo e a conclusão do teste de hipóteses são, respectivamente:


A

Distribuição Normal e rejeita-se a hipótese nula.


B

Distribuição t-Student e rejeita-se a hipótese nula.


C

Distribuição Normal e não se rejeita a hipótese nula.


D

Distribuição t-Student e não se rejeita a hipótese nula.

Considere a tabela (na página ao lado) a qual traz os limites unilaterais de cauda direita da distribuição F de Fisher-Snedecor ao nível de 5% de probabilidade.


Analise a seguinte situação, observando os dados da do quadro de ANOVA a seguir.


Fonte de variação

Graus1

Soma2

Média4

Fcalculado

Modelo (entre grupos)

2

120



Erro (dentro de cada grupo)

30

90



Total

32

210



1Graus de liberdade 2Soma dos quadrados 3Média dos quadrados


Um criador separou seu rebanho em três grupos, cada um com espécies diferentes: X, Y e Z. Em dado momento, ele resolveu testar se as espécies diferem de peso, ou seja, ele pretende descobrir se há mais variação de peso entre os grupos de cada espécie ou dentro de cada grupo.


Assim, ele tem as seguintes hipóteses estatísticas:


■ H0 Todas as espécies têm o mesmo peso, ou seja, o criador tem menos variação entre os grupos do que dentro dos grupos.

■ H1 As espécies diferem em peso, ou seja, o criador observa mais variação entre os grupos do que dentro dos grupos.


Considerando que o criador adota o seguinte critério de decisão:


■ Se o Fcalculado for menor ou igual ao Fcrítico para α = 0,05, aceita-se a hipótese nula H0.

■ Se o Fcalculado for maior que o Fcrítico para α = 0,05, aceita-se a hipótese alternativa H1.


Assinale a alternativa correta.


A

H0 é aceita, considerando que os grupos têm médias estatisticamente diferentes.


B

H0 é aceita, considerando que os grupos têm médias sem diferença estatisticamente significativa.


C

H0 é aceita, considerando que os grupos apresentam diferenças internas estatisticamente significativas.


D

H1 é aceita, considerando que os grupos têm médias estatisticamente diferentes.


E

H1 é aceita, considerando que os grupos têm médias sem diferença estatisticamente significativa.

A hipótese alternativa não pode ser tomada como o evento complementar ao evento tomado para a hipótese nula. Por exemplo, se a hipótese nula é a média ser exatamente 10, a hipótese alternativa não pode ser a média ser diferente de 10.


C

Certo


E

Errado

Uma fabricante de medicamentos está interessada em testar se uma nova droga diminui a pressão arterial dos pacientes. Para isso, realizou um ensaio clínico em que a pressão arterial sistólica de cada paciente foi medida antes e depois da aplicação da droga.

A análise dos resultados será realizada no ambiente R. Suponha que as medições realizadas antes da aplicação da droga foram guardadas em um vetor X, enquanto as medidas realizadas depois foram guardadas no vetor Y.


Sob a premissa de que a variabilidade na pressão arterial não é alterada pela droga, o comando que faz um teste estatístico adequado para os dados, o desenho amostral e a hipótese nula descritos é:


A

t.test(x = X, y = Y, alternative = c("greater"), paired = TRUE, var.equal = TRUE);


B

t.test(x = X, y = Y, alternative = c("less"), paired = TRUE, var.equal = FALSE);


C

t.test(x = X, y = Y, alternative = c("greater"), paired = TRUE, var.equal = FALSE);


D

t.test(x = X, y = Y, alternative = c("greater"), paired = FALSE, var.equal = FALSE);


E

t.test(x = X, y = Y, alternative = c("less"), paired = FALSE, var.equal = TRUE).

Considere a verificação da qualidade do ajuste de um modelo de regressão linear múltipla que assume a homocedasticidade dos erros. Dentre os testes apresentados a seguir, aquele que pode ser utilizado na análise de resíduos para verificar a homocedasticidade é o teste de:


A

Bartlett.


B

Lilliefors.


C

Shapiro-Wilk.


D

Durbin-Watson.


E

Kolmogorov-Smirnov.

Um fabricante garante que, no mínimo, 95% de seus produtos estão dentro das especificações. Na dúvida, um auditor testa 200 peças e detecta 17 defeituosas.

A 5% de significância, ele conclui que a alegação do fabricante é:

Obs: Por aproximação e simplificação rejeita-se a hipótese nula para estatísticas maiores que 2, em módulo.


A

provavelmente falsa;


B

certamente falsa;


C

provavelmente verdadeira;


D

certamente verdadeira;


E

impossível de ser verificada.

O ente federativo, a unidade gestora do Regime Próprio e o atuário responsável pela elaboração da avaliação atuarial deverão eleger conjuntamente as hipóteses biométricas, demográficas, econômicas e financeiras adequadas à situação do plano de benefícios e aderentes às características da massa de beneficiários do regime para o correto dimensionamento dos seus compromissos futuros, obedecidos os parâmetros mínimos de prudência estabelecidos pela legislação. Para tanto, são realizados testes para as opções de tábuas de mortalidade de válidos, de entrada em invalidez, de morbidez e de mortalidade de inválidos. Nesse contexto, um atuário realizou os testes de aderência de tábuas de mortalidade de inválidos de Kolmogorov-Smirnov (K-S) e de Qui-Quadrado (Q-Q) aplicados na massa de aposentados por invalidez vinculados a um plano de previdência, a fim de testar qual a tábua mais aderente ao plano, com base na experiência própria em um determinado período de observação, cujos resultados de p-valor são apresentados na tabela a seguir.

TÁBUA BIOMÉTRICA

TESTE KOLMOGOROV-SMIRNOV (K-S)

TESTE QUI-QUADRADO (Q-Q)

BENTZIEN

0,9754

0,0247

IAPB-57

0,9311

0,1088

ZIMMERMANN

0,9503

0,0771

RP-2000 DISABLED MALE

0,9440

0,0305

WINKLEVOSS

0,9582

0,0364

Considerando a interpretação estatística por teste de hipótese do resultado, é correto afirmar que:


A

após a aplicação do teste Q-Q, verificou-se que nenhuma das tábuas estudadas foram rejeitadas a um nível de significância de 5%;


B

ao realizar o teste K-S, verificou-se que três das cinco tábuas analisadas foram rejeitadas a um nível de significância de 5%;


C

verifica-se que a tábua Bentzien, apesar de apresentar o maior p-valor para o teste de K-S, foi rejeitada pelo teste Q-Q a um nível de significância de 1%;


D

a tábua mais aderente foi a tábua Zimmermann, seguida pela tábua IAPB-57, se for dada prioridade ao teste K-S;


E

o erro tipo II foi considerado para o cálculo do p-valor dos testes K-S e Q-Q.

Uma companhia aérea investiga se o tempo X que os passageiros demoram para retirar sua bagagem e passar na alfândega tem uma média μ menor que 25 minutos. Para isso, coletou uma amostra de 64 viajantes e obteve as seguintes estatísticas:


xi = 1.555, 2 e = 63, em que xi, com i = 1, 2, 3,...,64, são os valores observados da amostra. Considerando a utilização de um teste de hipótese baseado na distribuição normal para testar H0 : μ = 25 versus H1 : μ ˂ 25, qual o valor da estatística de teste?


A

-


B

-


C

-


D

-


E

-3

Uma emissora de TV realizou um importante debate político entre dois candidatos (X e Y) ao governo do estado. Para avaliar as intenções de voto dos eleitores, uma pesquisa foi conduzida com n pessoas antes do debate e os entrevistados foram indagados se mudaram de opinião após tal conferência. As respostas podem ser organizadas na tabela de contingência a seguir:



Depois

Candidato X

Candidato Y

Antes

Candidato X

a

b

Candidato Y

c

d



Com o intuito de verificar se houve ou não mudança de opinião dos eleitores após o debate, foi utilizado o teste McNemar. Considerando que as suposições para a realização desse teste estão satisfeitas, assinale a alternativa INCORRETA.


A

A estatística de teste é dada pela expressão .


B

A correção de Yates permite uma correção de continuidade na estatística de teste.


C

Sob a hipótese nula, a estatística de teste possui distribuição qui-quadrado com 1 grau de liberdade.


D

A hipótese alternativa do teste afirma que as probabilidades marginais de cada candidato são diferentes.

Considere agora o nível de significância de 5% e as hipóteses:


Ho: µ1 = µ2 = µ3

H1: há pelo menos uma média diferente das demais


Nesse caso, o teste de hipótese da estatística F faz concluir que:


A

Ho deve ser aceita.


B

os dados são insuficientes para uma conclusão sobre médias.


C

Ho deve ser rejeitada.


D

nada se pode afirmar sobre a igualdade ou não das médias, pois a razão F está fora de padrão para esse tipo de teste.


E

o nível de significância adotado permite conclusão apenas sobre a moda amostral.

Ao tomar qualquer medida ou estimativa, se está sujeito a cometer erros que, quando conhecidos, podem ser reduzidos ao mínimo, pelo emprego de bons aparelhos e evitando-se a predisposição pessoal, que é um erro tendencioso que ocorre muito nas mensurações florestais. Em relação ao tipos de erros, registre V, para verdadeiro e F, para falso:


(__)Erros compensantes - são erros que independem do operador e sempre são maiores em instrumentos de menor exatidão.

(__)Erros sistemáticos - são erros provenientes de amostragens, onde se mede parte de uma população e se extrapola valores para toda a população.

(__)Erros de estimação - são erros que ocorrem mais, pois são causados por defeitos no aparelho ou inabilidade do operador em manusear o aparelho.


Assinale a alternativa com a sequência correta:


A

F - F - V.


B

V - F - V.


C

V - F - F.


D

V - V - F.


E

F - V - F.

Seja X uma variável com três possíveis categorias: a1, a2 e a3. Seja Y uma variável também com três possíveis categorias: b1, b2 e b3. Planeja-se realizar um teste, ao nível de significância de 0,05, para verificar se há evidência de associação entre X e Y. Uma amostra aleatória simples da população de interesse apresentou as seguintes frequências:



Y

X

a1

a2

a3

b1

100

220

160

b2

120

210

150

b3

180

250

140


Cálculo da estatística qui-quadrado para essa amostra: Q0 = 19,8


A seguir são apresentados alguns valores da função de distribuição acumulada da distribuição qui-quadrado, F, associados a alguns valores de q > 0, com graus de liberdade apropriado para o teste de independência qui-quadrado em tabelas de contingência 3 × 3:


q

2,00

4,00

6,00

8,00

10,00

12,00

14,00

16,00

18,00

F(q)

0,264

0,594

0,801

0,908

0,960

0,983

0,993

0,997

0,999


Assinale a alternativa correta.


A

Pelos dados fornecidos, tem-se que o valor-p é superior a 0,05.


B

O teste rejeita a hipótese de independência entre X e Y ao nível de significância de 0,05.


C

É um teste bilateral, então o valor crítico deve ser obtido de forma a deixar 0,025 de área na cauda superior da distribuição.


D

Nesse teste a hipótese nula, H0, diz que as variáveis X e Y apresentam associação.


E

Para esse teste de independência, o valor crítico (limite entre a aceitação e rejeição de H0) deve ser obtido pela distribuição qui-quadrado com 3 × 3 = 9 graus de liberdade.

Um(a) médico(a) do trabalho decide executar um estudo estatístico através da comparação da prevalência do antígeno de superfície da hepatite B (HBsAg) entre médicos e profissionais de Enfermagem de Unidades Básicas de Saúde de um município. O teste ou método estatístico mais adequado para analisar os dados e para testar a hipótese nula de que as proporções de variáveis estimadas a partir de duas amostras independentes são as mesmas é o:


A

Coeficiente de correlação de Spearman.


B

Ensaio clínico não randomizado.


C

Teste T pareado.


D

Teste do Qui-quadrado.


E

Coeficiente de correlação de Pearson.

Se as empresas que compuseram o levantamento fossem selecionadas por amostragem conglomerada, então o valor da estatística do teste que verifica as hipóteses e seria o mesmo que aquele obtido caso as referidas empresas fossem selecionadas por amostragem aleatória simples, em que é média populacional.


C

Certo


E

Errado

Duzentos candidatos foram entrevistados para se avaliar a correlação entre “fazer cursinho” e “ser aprovado” em um concurso. Os resultados estão na tabela a seguir.


TABELA 3


Relações entre realização de cursinho e desempenho em concursos



Aprovado?

Cursinho?

Sim

Não

Sim

50

30

Não

50

70


Aplicando o teste qui quadrado com nível de significância de 5% aos dados da tabela 2, conclui-se que:


A

x2 = 40 e fazer cursinho influencia na aprovação.


B

x2 = 20 e fazer cursinho influencia na aprovação.


C

x2 = 8,3 e fazer cursinho influencia na aprovação.


D

x2 = 4,2 e fazer cursinho não influencia na aprovação.


E

x2 = 0,8 e fazer cursinho não influencia na aprovação.

   
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