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Estamos no Século XXI. São tempos diferentes para a Educação e a Formação [...] Embora há algum tempo os contextos já estivessem mudando vertiginosamente, é nesta época que esses contextos sociais que condicionam a formação refletem uma série de forças em conflito: aparece a nova economia, a tecnologia desembarca com grande força na cultura, a globalização se torna patente, etc (IMBERNÓN, Francisco. Formação permanente do professorado. São Paulo: Cortez, 2009, p.15).
Diante destas evidências, o professor de Língua Portuguesa deve ter clareza que a função social do Ensino de Língua perpassa
I- indagações sobre as questões textuais e sobre os vazios linguísticos e pragmaticamente autorizados pelos contextos da interação.
II- conhecimento sobre as implicações lexicais, gramaticais e discursivas da diversidade de tipos e de gêneros textuais.
III- a promoção da gradativa inserção do indivíduo no mundo da cultura letrada.
IV- analise as proposições e marque a alternativa adequada.
Considerando-se as perspectivas para o ensino de línguas, é VERDADE o que se afirma em:
I, II e III.
I e II.
II e III.
II apenas.
III apenas.
Considere o texto a respeito da gramática e o ensino da língua.
Há uma concepção de linguagem que altera a essência do ensino de língua, ou seja, por ela a linguagem é vista como processo de interação, considerando-se os diferentes sentidos que esta assume em diferentes situações sociocomunicativas.
Assinale a alternativa que vai de encontro a essa concepção.
O ensino de língua portuguesa deve valorizar a diversidade linguística, visando ao domínio da norma culta, tornando o falante bilíngue em seu próprio idioma.
A gramática prescritiva estudada com proveito é um dos caminhos para a leitura. Um aluno fraco em leitura ou redação pode melhorar sensivelmente seu desempenho apenas por meio de instrução gramatical.
O ensino da Língua Portuguesa por meio da prática de análise linguística verá ou entenderá a língua como algo em constante transformação, criando e recriando-se a todo o momento, como resultado das interações entre os sujeitos.
No ensino da língua, devem-se privilegiar atividades nas quais o aluno seja agente do processo comunicativo e não apenas reprodutor de modelos estabelecidos e cristalizados.
No ensino da língua, é de fundamental importância saber discernir o que é adequado a cada situação, para, com eficiência, poder escolher esta ou aquela norma, este ou aquele padrão vocabular, este ou aquele tom, esta ou aquela direção argumentativa.
O ensino de Língua/linguagem tem como função social:
( ) Garantir a todos os alunos o acesso aos saberes linguísticos necessários para a participação social e o efetivo exercício da cidadania.
( ) Avaliar o discurso didático do professor como transmissor de saberes a um grupo, institucionalmente definido.
( ) Constatar que a questão linguística vai além de constituir um rol de palavras e regras; pois entra no terreno do social, do cultural, do político, do simbólico e de suas representações e valores.
O preenchimento CORRETO dos parênteses está na alternativa
A organização dos conteúdos de Língua Portuguesa em função do eixo USO Ë REFLEXÃO Ë USO pressupõe um tratamento cíclico, pois, de modo geral, os mesmos conteúdos aparecem ao longo de toda a escolaridade, variando apenas o grau de aprofundamento e sistematização. Para garantir esse tratamento cíclico é preciso sequenciar os conteúdos segundo critérios que possibilitem a continuidade das aprendizagens. Exemplificam corretamente tais critérios:
I. Considerar os conhecimentos anteriores dos alunos em relação ao que se pretende ensinar, identificando até que ponto os conteúdos ensinados foram realmente aprendidos.
II. Considerar o nível de complexidade dos diferentes conteúdos como definidor do grau de autonomia possível aos alunos, na realização das atividades, nos diferentes ciclos.
III. Considerar a diferenciação no aprendizado de meninas e meninos, tendo em vista que as meninas amadurecem mais rapidamente, e por isso apresentam uma melhor capacidade de reflexão.
IV. Considerar o nível de aprofundamento possível de cada conteúdo, em função das possibilidades de compreensão dos alunos nos diferentes momentos do seu processo de aprendizagem.
As seguintes afirmativas estão corretas:
I apenas.
I e II apenas
I, II e III apenas
I, II e IV.
II e IV apenas
Na visão de Kleiman, (In: CORRÊA e BOCH. Ensino de Língua: Representação e Letramento, São Paulo: Mercado de Letras, 2006, p.87), “Olhando para a história, percurso e transformação das ideias linguísticas na prática de ensino de Língua Portuguesa, percebe-se que, nos trinta anos passados, houve uma adesão bastante acentuada aos modelos e construtos teóricos das ciências da linguagem”.
Pode-se compreender que
as implicações trazidas por novas concepções do ensino de língua têm acarretado prejuízos na prática pedagógica.
mudanças consideráveis aconteceram nas atividades do professor de Língua Portuguesa, em sua maioria, que evoluiu da “gramática da frase” para as atividades sobre gêneros textuais, fundamentadas nos PCNs.
as mudanças de paradigmas acarretam, sempre e, de forma geral, mudanças correlatas na ação didática do professor.
o professor, como ator social, não pode modificar e transformar seus planos de ação, seguindo essas mudanças.
a incorporação dessas novas concepções desencadeou uma série de problemas sobre a finalidade e os conteúdos do ensino de Língua Portuguesa.
Segundo Irandé Antunes (2003), em Aula de português: encontro e interação, todos são princípios para o ensino de gramática na Educação Básica, EXCETO:
O funcionamento efetivo da língua como referência para o estudo das regras gramaticais.
A priorização de regras prescritivas em detrimento de regras descritivas no estudo da língua.
A seleção de regras e noções gramaticais relevantes, úteis e aplicáveis aos usos sociais da língua.
A caracterização de regras de funcionamento de diferentes gramáticas, não somente a da norma-padrão.
Quanto ao trabalho com a língua portuguesa em sala de aula, assinale a alternativa correta.
O trabalho com os gêneros textuais deve proporcionar aos alunos a leitura de textos literarios diversificados, ́ reduzidos a seu monitoramento.
O trabalho com os gêneros textuais deve proporcionar aos alunos novos e diferentes aspectos relacionados aos usos e às formas da língua.
O trabalho com os gêneros textuais deve proporcionar aos alunos a leitura de textos literários diversificados, disciplina e segurança na leitura.
O trabalho com os gêneros textuais deve proporcionar aos alunos o interesse por leituras mais amplas e a oportunidade de conhecer a diversidade dos textos literários.
O trabalho com os gêneros textuais deve proporcionar aos alunos a possibilidade de conhecerem apenas os gêneros pelos quais demonstrem interesse.
Trata-se de uma escolha pedagógica que fundamenta o procedimento “sequência didática” proposto por Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004) o reconhecimento de que esse procedimento
tem como objeto o que é “dizível” através de determinadas estruturas textuais e com determinados meios linguísticos.
visa transformar o modo de falar e de escrever dos alunos, no sentido de uma consciência mais ampla de seu comportamento de linguagem em todos os níveis.
utiliza instrumentos linguísticos que permitem compreender as unidades de linguagem: os textos e os discursos.
explora a representação da situação de comunicação, o trabalho sobre os conteúdos e a estruturação dos textos.
inclui possibilidades de avaliação formativa, isto é, de regulação dos processos de ensino e de aprendizagem.
Leia atentamente, analise e assinale a alternativa que NÃO contemple os conceitos apresentados na frase abaixo retirada dos PCNs de Língua Portuguesa:
No caso do ensino de Língua Portuguesa, considerar a condição afetiva, cognitiva e social do adolescente implica colocar a possibilidade de um fazer reflexivo, em que não apenas se opera concretamente com a linguagem, mas também se busca construir um saber sobre a língua e a linguagem e sobre os modos como as opiniões, valores e saberes são veiculados nos discursos orais e escritos. Tal possibilidade ganha particular importância na medida em que o acesso a textos escritos mais complexos, com padrões linguísticos mais distanciados daqueles da oralidade e com sistemas de referência mais distantes do senso comum e das atividades da vida diária, impõe a necessidade de percepção da diversidade do fenômeno linguístico e dos valores constituídos em torno das formas de expressão. (p. 47)
Alternativas:
Condições extraclasse são essenciais para a compreensão da condição do adolescente que chega a uma sala de aula, pois o trabalho com linguagem não se dá de maneira concreta.
O adolescente se encontra em período de maior compreensão da vida e das relações sociais, dessa forma, uma abordagem de linguagem menos concreta e mais reflexiva é evidentemente mais eficaz.
Nesse período da formação do aluno, torna-se evidente a importância de um trabalho feito de forma reflexiva, abordando opiniões e valores de textos escritos e orais.
Deve ser levado em consideração aspectos de vida dos alunos para a abordagem de textos que o levem a condições mais distantes do senso comum.
Textos mais complexos, como os literários, por exemplo, devem ter papel exclusivo nesse período, independentemente de contexto social.
Bechara coloca Quase sempre a gramática engloba numa mesma relação palavras que pertencem a grupos bem diferentes: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição, sendo que o elemento que as diferencia são os diversos significados que lhes são próprios. Assinale a alternativa que corresponde ao significado categorial:
É o significado que corresponde ao como da apreensão do mundo extralinguístico, a forma da intuição da realidade ou, ainda, o modo de ser das palavras no discurso, e não classes léxicas fixas: amor (quando empregado como substantivo), amante (quando empregado como adjetivo), amar (quando empregado como verbo), amavelmente (quando advérbio).
É o significado que corresponde ao quê da apreensão do mundo extralinguístico, isto é, é o que corresponde à organização do mundo extralinguístico mediante as línguas, é comum a cada uma das séries de palavras: amor – amante – amar – amavelmente; verdor – verde – enverdar, etc.
É o significado dos morfemas, isto é, dos elementos pertencentes ao universo da gramática, e podem apresentar-se como palavras morfemáticas (como os artigos e as preposições, por exemplo, ou como elementos de palavras: o -s de livro-s ou de trabalha-s, etc.)
Nenhuma das alternativas.
Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004) propõem “a progressão das atividades ‘em espiral’”, que “remete a um ensino da diversidade textual a cada nível”. Para se desenvolverem competências e habilidades de “transmitir conhecimentos”, os gêneros de texto adequados a serem utilizados em sala de aula são:
carta de solicitação, debate regrado, nota crítica de leitura, narrativa de ficção científica.
paródia de conto, narrativa de ficção científica, novela fantástica, narrativa de aventura.
carta de leitor, apresentação de um romance, exposição escrita, regras de um jogo.
conto maravilhoso, síntese, notícia, apresentação de um brinquedo e seu funcionamento.
apresentação de documentos, relatório científico, exposição oral, entrevista radiofônica.
Sobre o ensino dos aspectos gramaticais para o ensino fundamental, é incorreto afirmar:
Saber o que é substantivo, adjetivo, verbo, artigo, preposição, sujeito, predicado, etc. significa ser capaz de construir bons textos, empregando bem esses conhecimentos;
O trabalho de revisão é uma oportunidade privilegiada de ensinar o aluno a utilizar os conhecimentos que possui, ao mesmo tempo que é fonte de conteúdos a serem trabalhados. Isso porque os aspectos gramaticais — e outros discursivos como a pontuação — devem ser selecionados a partir dos das produções escritas dos alunos;
A propriedade que a linguagem tem de poder referir-se a si mesma é o que torna possível a análise da língua e o que define um vocabulário próprio, uma metalinguagem;
Se o objetivo é que os alunos utilizem os conhecimentos adquiridos por meio da prática de reflexão sobre a língua para melhorar a capacidade de compreensão e expressão, tanto em situações de comunicação escrita quanto oral, é preciso organizar o trabalho educativo nessa perspectiva.
O trabalho com o léxico não se reduz a apresentar sinônimos de um conjunto de palavras desconhecidas pelo aluno. Isolando a palavra e associando-a a outra apresentada como idêntica, acaba-se por tratar a palavra como portadora de significado absoluto, e não como índice para a construção do sentido, já que as propriedades semânticas das palavras projetam restrições selecionais.
A respeito do ensino de Língua Portuguesa, no que se refere às atividades de conteúdo gramatical, pode-se AFIRMAR que a gramática deve ser
voltada para a nomenclatura e classificação das unidades, com limites estreitos para desenvolver a competência de reconhecimento e classificação.
trabalhada sem sujeitos interlocutores, usando o texto como pretexto para atividades sem preocupação com propósitos definidos.
contextualizada, vendo a língua como potencialidade, vinculada aos usos reais da língua escrita ou falada na comunicação do dia-a-dia.
normativa, inflexível, pondo em prática uma língua supostamente uniforme e inalterável.
predominantemente, prescritiva, preocupada em marcar o “certo” e o “errado”, dicotomicamente extremados.
Leia as afirmativas abaixo:
1. Não se aprende por exercícios, mas por práticas significativas.
2. O domínio de uma língua é o resultado de práticas efetivas, significativas, contextualizadas.
3. O objetivo da escola é o de ensinar o português padrão, ou, talvez mais exatamente, o de criar condições para que ele seja aprendido.
Com relação aos escritos de Possenti (2003) ao tratar do ensino de Português na escola, são verdadeiras:
1e 2 apenas.
2 apenas.
1, 2 e 3.
3 apenas.
No primeiro dia de aula de Redação, a professora Ana orientou os alunos a produzirem um texto, com o objetivo de fazer avaliação diagnóstica. A principal função da avaliação diagnóstica textual dos alunos é:
Identificar quais são os instrumentos de ensino serão mais adequados para promover a aprendizagem e a superação dos problemas apresentados nos textos produzidos pelos alunos.
Conhecer a caligrafia dos alunos.
Verificar quais palavras os alunos erram mais.
Buscar os melhores meios para que os alunos sejam inseridos dentro de um padrão de produção textual.
Segundo GERALDI, analisar a sentença abaixo:
Toda e qualquer metodologia de ensino articula uma opção política – que envolve uma teoria de compreensão e interpretação da realidade – com os mecanismos utilizados em sala de aula (1ª parte). Em geral, quando se fala em ensino, uma questão prévia – para que ensinamos o que ensinamos?, e sua correlata: para que as crianças aprendem o que aprendem? – é esquecida em benefício de discussões sobre o como ensinar, o quando ensinar, o que ensinar etc. (2ª parte).
A sentença está:
Totalmente correta.
Correta somente em sua 1ª parte.
Correta somente em sua 2ª parte.
Totalmente incorreta.
“Mas para não virar refém, as questões o quê, quanto, quando, como e por quê?, relacionadas ao uso de tablet, celular ou computador na sala de aula, são essenciais.” (4º§) Acerca do trecho em destaque infere-se que:
O uso da tecnologia em sala de aula é indispensável à aprendizagem.
Os recursos tecnológicos podem ser desafios para o professor visto que podem substitui-lo.
O uso de recursos tecnológicos nas aulas não deve ser ignorado, mas deve ser usado com planejamento e limite.
É importante incluir os recursos como tablet, celular e computador em todas as aulas a fim de preparar os alunos para uma sociedade tecnológica.
“Ao abrir-se para os ‘mais fracos’, quando antes era privilégio dos ‘mais fortes’, a escola deve compartilhar com a família a complexidade da Educação das crianças e dos jovens.” (3º§) Sobre o trecho em destaque, assinale a afirmativa correta.
A escola de antes assumia toda a educação da criança e do jovem.
Ao afirmar “Ao abrir-se para os ‘mais fracos’”, o autor diz que a escola é inclusiva.
Ao abrir a escola para todos, garante-se uma educação de qualidade aos alunos envolvidos.
O ato de educar é uma missão conjunta da família e da escola, portanto esta deve fazer um trabalho de inclusão também com a família.
a ampliação dos suportes textuais, de finalidades distintas e variadas, torna inconsistente a arcaica concepção de educação, cuja aprendizagem está centrada na relação educador – educando e restrita ao espaço físico escolar.
a entrada das tecnologias e conteúdos de mídia na escola tem se mostrado ineficiente, pois a formação dos professores não possibilita uma integração entre os “velhos” e os “novos” suportes de circulação de textos.
o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação se apresenta como uma estratégia de aproximação de linguagens entre a escola e o estudante contemporâneo, provocando baixo rendimento escolar.
a presença das Tecnologias de Informação e Comunicação no contexto educacional está sendo entendida como “solução mágica” para prender a atenção do estudante no espaço escolar.