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“A sociedade do século XXI é ditada pelo acender e o apagar das luzes, pelo virtual representado nas telas dos computadores, de conexões hipertextuais, pelas características da sociedade tecidas nos ambientes digitais on-line; trata-se de uma sociedade assinalada por transformações intensas num novo contexto em que os gêneros do discurso assumem a configuração dos gêneros midiáticos. Esses gêneros ganharam os espaços não lineares e céleres da internet”. (Fonte: NOGUEIRA, F. C. Relações entre fazeres e saberes: gêneros midiáticos presentes na internet e contexto escolar. International Congress of Critical Applied Linguistics. Brasília, 19-21 outubro de 2015. Disponível em: https://www.uel.br/projetos/iccal/pages/https://arquivos.infra-questoes.grancursosonline.com.br/arquivos/ANAIS/DISCURSO/RELACOES%20ENTRE%20FAZERES%20E%20SABERES.pdf. Acesso em 29 mar. 2022).
Sobre os gêneros midiáticos, é correto afirmar que:
Os jovens não precisam de orientação dos professores para o uso produtivo dos gêneros disponíveis na internet, uma vez que os alunos passam grande parte do tempo navegando na internet.
Os gêneros midiáticos são elementos constituintes do universo informático e informacional nos dias atuais. Trata-se de um fenômeno sociocultural presente na internet [...]. Embora, a característica de permanência em muitos elementos, esses gêneros são dinâmicos e surgem em função das necessidades e atividades postas no contexto cibernético.
O sucesso da internet e dos gêneros midiáticos, ou, digitais, ou, eletrônicos, ou, virtuais deve-se ao fato de reunir num só meio apenas uma forma de expressão, que é o texto escrito por conta do status que a escrita assume na internet.
Os gêneros em ambientes virtuais estão em processo constante de interação, apresentando notável preferência pela escrita, em detrimento da fala, das imagens, das músicas e do movimento.
A existência dos diversos gêneros implica numa tomada de posição por educadores preocupados em compreender a realidade; uma postura no sentido de estabelecer uma leitura acrítica frente a essa nova configuração social. Textos diversos desprovidos de ideologias circulam nas mídias.
Um problema que, segundo Irandé Antunes no Texto 4, desvirtua o trabalho com o texto literário nas aulas de português é
acreditar na seriedade das palavras e em seus limites de significação.
alimentar a crença de que o texto literário foge da racionalidade para fomentar fantasias.
conceber o texto literário como gênero estranho.
usar o texto literário para fixar conteúdos gramaticais.
Bortoni-Ricardo afirma, em seu livro Educação em língua materna, que a sociolinguística:
“Estamos vendo, então, que o grau de monitoração que um falante pode conferir a sua fala vai depender dos recursos comunicativos que ele já adquiriu, no contato com a língua escrita e com eventos monitorados de linguagem oral.”.
Considerando o trecho em questão e o argumento desenvolvido pela autora ao longo do livro, aponte a alternativa correta:
O ensino da regra padrão deve ser limitado, pois os alunos têm seu próprio conjunto de regras linguísticas que deve ser respeitado: as regras não padrão, as quais os alunos não devem monitorar.
O ensino da regra padrão deve ser pautado na ideia de que todo erro é, na verdade, um conjunto de regras não padrão, desde que seja monitorado.
O ensino da regra padrão tem como objetivo que a regra não padrão seja abandonada pelo aluno, pois ele não é capaz de monitorá-la.
O ensino da regra padrão prevê que o professor seja capaz de monitorar o que é uma regra padrão e o que é uma regra não padrão.
O ensino de regra padrão nem sempre exige do professor que seja capaz de monitorar o que é uma regra não padrão, pois esse papel cabe ao aluno.
Os multiletramentos e a multimodalidade ganham relevância no contexto do ensino de língua portuguesa, especialmente pela necessidade de uso e domínio das tecnologias para participação nas práticas sociais do mundo digital.
Certo
Errado
No ensaio “Literatura e escola: antilições”, Ivete Lara C. Walty aponta que:
“[...] o discurso didático esvazia o texto literário de seu potencial, congelando-o em definições e classificações, ou usando-o com outros objetivos tais como transmitir conhecimentos, ensinar regras morais, refletir sobre drogas ou aborto na adolescência e, principalmente, ensinar regras gramaticais. ”
In: EVANGELISTA, A. A. M.; BRANDÃO, H. M. B.; MACHADO, Z. V. A escolarização da leitura literária: o jogo do livro infantil e juvenil. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.
De acordo com a autora, isso ocorreria, pois a escola:
É incapaz de estabelecer uma relação adequada com a instituição literária.
Não deveria trabalhar com o discurso literário.
Não estabelece normas rígidas e regras claras para o trabalho com a literatura.
Utiliza um excesso de didatismo em seu trabalho com a literatura.
Não produz um leitor obediente que seja capaz de reproduzir enunciados textuais.
Leia o trecho a seguir:
“Pouco se sabe sobre as línguas, a despeito dos séculos de trabalho a elas dedicados, mas há algumas evidências. A primeira é que as línguas ligam-se estreitamente a seus usuários, isto é, a outros fatos sociais. Não são sistemas que pairam acima dos que falam, e não se isentam dos valores atribuídos pelos que falam.”
POSSENTI, S. Gramática e política. In: GERALDI, W. (org.). O texto na sala de aula. 3. ed. São Paulo: Ática, 2002.
O trecho de Bortoni-Ricardo, em Educação em língua materna (2004), que concorda com esse é:
“No contínuo da urbanização, não existem fronteiras rígidas que separem os falares rurais, rurbanos ou urbanos”.
“O padrão de comportamento do professor em relação ao uso de regras não padrão pelos alunos depende basicamente do tipo de evento em que essas regras ocorrem. ”
“Todo falante dispõe de suficiente competência linguística em sua língua materna para produzir sentenças bem formadas e comunicar-se com eficiência.”
“Contar uma narrativa de experiência pessoal é cognitivamente menos complexo que fazer o reconto de um filme assistido.”
“Essas crenças sobre a superioridade de uma variedade ou falar sobre os demais é um dos mitos que se arraigaram na cultura brasileira.”
As aulas de Língua Portuguesa devem contemplar novos gêneros textuais, como os gêneros digitais, e os campos de atuação possuem práticas de linguagem que são:
Três: Oralidade; Leitura e Produção de texto; Análise linguística/semiótica.
Quatro: Oralidade; Leitura/escuta; Produção de texto; Análise linguística/semiótica.
Quatro: Oralidade; Produção de texto; Análise linguística; Análise semiótica.
Três: Produção de texto (oral e escrito); Análise linguística/semiótica; Leitura
No que diz respeito à intersemioticidade no ensino da língua portuguesa, exige-se, do ponto de vista docente, uma ação mediadora em relação às adequações discursivas, aos propósitos comunicativos e ao nível da linguagem em relação ao contexto e aos interlocutores.
Certo
Errado
Os critérios de avaliação e os objetivos de avaliação se referem, respectivamente, ao que:
se pode aceitar e ao que se deve refutar.
é necessário aprender e ao que é possível aprender.
é definido como base e ao que é entendido como conteúdo.
se deve entender por ensino e o que se deve entender por aprendizagem.
Para o trabalho com o texto literário, Melo, Oliveira e Valezi (2012), na obra organizada por Roja e Moura (2012, p.158) propõem que o professor, no trabalho com o poema, observe, nos recursos para reflexão linguística, entre outros, os seguintes aspectos:
repetições, linguagem conotativa, elementos temáticos, distribuição na página.
distribuição na página, construções sintáticas, repetições, linguagem conotativa.
linguagem conotativa, escolhas lexicais, construções sintáticas, elementos temáticos.
distribuição na página, escolhas lexicais, construções sintáticas, repetições.
escolhas lexicais, construções sintáticas, repetições, linguagem conotativa.
Considere as afirmativas abaixo que buscam responder à pergunta: “Que fala cabe à escola ensinar?”, apresentada nos Parâmetros Curriculares para o ensino do Português.
1. A escola precisa ensinar a fala correta, assim evitará a escrita incorreta.
2. Aquela correspondente inteiramente ao dialeto do aluno, por menor prestígio que ele tenha.
3. Ensinar que a questão não é falar certo ou errado, mas saber qual forma de fala utilizar, considerando as características do contexto de comunicação,
4. O discernimento para entender quais variedades e registros da língua oral são pertinentes em função da intenção comunicativa, do contexto e dos interlocutores a quem o texto se dirige.
5. Ensinar que falar bem é falar adequadamente, é produzir o efeito pretendido.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 3, 4 e 5.
A asserção feita por Luís Fernando Veríssimo sobre seu desempenho nas aulas de língua portuguesa – “Sempre fui péssimo em Português” (l. 17) – pode ter sua base no conflito que “está justamente no embate entre a norma padrão – idealizada e de tradição lusitanizante – pretendida como objeto de ensino pela maioria de professores de LP, a norma culta – forma de realização da norma padrão usada pelos falantes socio-lingüisticamente cultos, utilizada por alguns professores de LP, e as normas vernáculas – o português popular (ou não-padrão) brasileiro – usadas amplamente no Brasil, embora extremamente estigmatizadas” (ALMEIDA e ZAVAM, 2004)*; dado tal conflito, o aluno, no contexto escolar, vê-se exposto a uma situação em que:
ALMEIDA, Nukácia Meyre Araújo de; ZAVAM, Áurea Suely. Variação Linguística: uma questão de sala de aula. In: ALMEIDA, Nukácia Meyre Araújo de; ZAVAM, Áurea Suely (Org.). A língua na sala de aula: questões práticas para um ensino produtivo. Fortaleza: Perfil Cidadão, 2004.
inúmeras variedades linguísticas se colocam ao alcance do aluno para ele estabelecer comparações entre elas.
a variante por ele dominada não está no mesmo nível em que se encontra aquela constante dos planos de aula.
ele é levado a elaborar textos na tentativa de incorporar na sua produção escrita traços da variante que domina.
o estudo com base na variação contribui para a formação da consciência linguística e sua competência discursiva.
É INCORRETO afirmar que os conhecimentos sobre gêneros, textos, língua, norma-padrão e diferentes linguagens devem ser mobilizados para que os estudantes, ao final da Educação Básica, tenham condições de:
Identificar implícitos, não ditos e efeitos de sentido decorrentes de determinados usos expressivos da linguagem, bem como efeitos de ironia ou humor.
Expressar seus pensamentos na linguagem escrita, na modalidade culta, como forma de interação nos diferentes campos de atuação na vida social.
Refletir criticamente sobre a fidedignidade das informações relativas a questões controversas presentes nos textos lidos, posicionando-se.
Refletir criticamente sobre as temáticas tratadas nos textos e a validade das informações.
Assinale a alternativa correta quanto ao que se afirma nas alternativas.
Ensinar a escrever textos torna-se uma tarefa muito difícil fora do convívio com textos verdadeiros ou do alcance de leitores e escritores verdadeiros em situações de comunicação que os tornem necessários.
Na escola, sempre escrevem-se textos dirigidos a interlocutores de fato.
A diversidade textual que existe fora da escola é uma possibilidade de recursos para a expansão do conhecimento letrado do aluno. No entanto a preferência deve ser o ensino das regras gramaticais no contexto das orações.
Um texto se define também por sua extensão. A lista do que deve ser comprado e um grito de socorro não são considerados textos. A palavra “pare”, pintada no asfalto em um cruzamento, por exemplo, não é considerada texto.
O objetivo do ensino de língua é que o aluno aprenda a produzir e a interpretar textos. Portanto, é preciso tomar como unidade básica de ensino a letra, a sílaba, a palavra, a frase que, mesmo descontextualizadas, têm tudo a ver com a competência discursiva.
No contexto do ensino do português como língua materna e a relação entre a fala e a escrita é correto afirmar, exceto:
Ao chegar à escola, as crianças já são falantes competentes em sua variedade materna e já dominam a gramática de sua língua falada.
É necessário estar atento aos desvios à norma culta na fala dos alunos e corrigi-los, pois os desvios na fala são transferidos para a escrita.
Fala e escrita são relacionadas, mas a escrita configura-se como uma modalidade com características próprias e não é uma transcrição da fala.
A oralidade é uma habilidade a ser praticada e desenvolvida na escola, em especial os gêneros orais que requerem o emprego de estruturas linguísticas próprias do registro formal.
De acordo com Libâneo, o planejamento é:
I. Um processo de racionalização, organização e coordenação da ação docente, articulando a atividade escolar e a problemática do contexto social.
II. Uma atividade de reflexão acerca das nossas opções e ações.
III. Um processo em que a escola, os professores e os alunos são integrantes da dinâmica das relações sociais.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e III.
I, II e III.
Os estudos atuais da Língua Portuguesa procuram descartar, sobremaneira, não só o aspecto sistemático e criativo da linguagem, mas também a adequação realizada em cada momento do ato linguístico. A tendência é a de superar reduções excessivas praticadas em momentos precedentes na investigação e integrar aspectos complementares decorrentes da justa avaliação das dimensões social e individual dos usos como centrais e determinantes.
(...)
(FONSECA, Fernanda & FONSECA, Joaquim. Pragmática linguística e ensino de português. Coimbra, Livraria Almedina, 1977. p. 39-40.)
Sobre os "Fundamentos que estruturam o ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa e a aplicação didática e metodológica desses conhecimentos nas práticas de sala de aula", marque a alternativa com informação incorreta.
O ensino da Língua Portuguesa só pode ser desenvolvido a partir de uma reflexão sobre a própria noção de língua e pela análise da situação linguística em que todo o indivíduo está envolvido, implicando os aspectos:1.entender o domínio da língua não apenas como um saber sobre ela, mas primordialmente como o domínio de um conjunto de habilidades de uso da língua em cada situação; 2.aplicar princípios da Linguística na metodologia do ensino de línguas.
Pode-se interpretar que o fato metodológico é realmente abrangente, visto encerrar uma filosofia de educação, o pensamento de uma sociedade com peculiaridades locais em permanente e acelerada mudança, e uma teoria linguística.
A Linguística Aplicada surge paralela às teorias e procedimentos da Linguística, como disciplina científica, que é o ponto de convergência de uma multiplicidade de investigações de alguns setores das ciências sociais, pedagógicas e didáticas de línguas.
A aplicação da Linguística implica uma compreensão das coordenadas e dos termos que configuram o ato verbal e do complexo de funções nele inseridas.
Os profissionais da Língua Portuguesa voltam-se apenas para o ensino da leitura, porque entendem que seu objeto tem que especificar todos os seus objetivos.
De acordo com Mittler, o movimento rumo à inclusão está inserido em quatro vertentes. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma dessas vertentes.
A avaliação igual e rígida para todos.
A pedagogia da sala de aula.
Os sistemas de suporte disponíveis para professores, crianças, pais e pessoas que ajudam a atender esses alunos.
A organização da escola como um todo, para oferecer acesso bem sucedido à aprendizagem.
De acordo com os documentos oficias que instrumentalizam o ensino de língua portuguesa,
a linguagem é uma forma de ação interindividual orientada por uma finalidade específica; um processo de interlocução que se realiza somente na escola.
a língua é um sistema de signos histórico e social que possibilita ao homem significar o mundo e a realidade. Assim, aprendê-la é aprender não só as palavras, mas também os seus significados culturais e, com eles, os modos pelos quais as pessoas do seu meio social entendem e interpretam a realidade e a si mesmas.
a linguagem, por realizar-se na interação verbal dos interlocutores, pode ser compreendida sem que se considere o seu vínculo com a situação concreta de produção.
quando se interage verbalmente com alguém, o discurso se organiza a partir dos conhecimentos do próprio falante sobre o assunto, de sua afinidade e do grau de familiaridade que se tem sobre esse assunto.
o discurso, quando produzido, manifesta-se linguisticamente por meio de palavras aleatórias. Assim, pode-se afirmar que palavras isoladas constituem o produto da atividade discursiva. Dessa forma, considera-se relevante o ensino de classificação das palavras fora do contexto de uso.
Acerca dos gêneros textuais e o ensino de língua portuguesa, assinale a alternativa correta.
O ensino da gramática é efetivo na medida em que é abordado a partir da língua em funcionamento, de maneira contextualizada às práticas sociais.
Planejar e produzir listas, calendários, agendas, avisos e legendas para ilustrações é de pouco proveito ao desenvolvimento de habilidades de escrita.
O trabalho com os gêneros textuais na escola se delineia a partir da leitura de obras literárias e a identificação de seus elementos característicos.
Rejeita-se a análise e prática de gêneros da cultura digital relativos ao trato da informação e opinião, pois geralmente apresentam desvios de ortografia e manifestam ideias controversas.