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Na primeira série do terceiro ciclo do ensino fundamental, no que se refere às atividades de produção de textos, deve-se priorizar a criação de textos baseados na tipologia de base:
argumentativa, como a carta do leitor.
injuntiva, como o regulamento.
dissertativa, como o ensaio.
narrativa, como a fábula.
Leia a explicação a seguir
“É possível, assim, falar em uma linguagem de adolescentes, se se entender por isso não uma língua diferente, mas sim um jargão, um estilo, uma forma de expressão. Tal linguagem é apropriada e explorada pela mídia, como, por exemplo, em propagandas voltadas para jovens, em programas televisivos específicos, na fala de disc-jóqueis, nos suplementos de jornais, revistas e nos textos paradidáticos e de ficção para adolescentes.”
BRASIL. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa/Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998, p. 47).
Com base no excerto acima, podemos compreender que os Parâmetros Curriculares Nacionais reiteram, dentre outros aspectos, a importância do trabalho didático-pedagógico que considere:
1. as relações entre identidades e linguagem.
2. as relações entre meios de comunicação e questões sócio-históricas.
3. as relações entre sujeitos, usos da linguagem e aspectos culturais.
4. as relações entre textos, mídia e identidades.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
Com relação às práticas didático-normativo-tradicionais, os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN (BRASIL, 1998, p. 18) apresentam críticas negativas ao ensino tradicional. Especificamente quanto ao ensino e à aprendizagem da sintaxe, principalmente no nível interfrástico, qual crítica negativa relaciona-se intrinsecamente a esse tipo de situação de sala de aula de Língua Portuguesa?
“A excessiva escolarização das atividades de leitura e de produção de texto”.
“O uso do texto como expediente para ensinar valores morais e como pretexto para o tratamento de aspectos gramaticais”.
“O ensino descontextualizado da metalinguagem, normalmente associado a exercícios mecânicos de identificação de fragmentos linguísticos em frases soltas”.
“A excessiva valorização da gramática normativa e a insistência nas regras de exceção, com o consequente preconceito contra as formas de oralidade e as variedades não padrão”.
De acordo com os PCN, “é possível desenvolver um trabalho que permita ao aluno descobrir o funcionamento do sistema grafo-fonêmico da língua e as convenções ortográficas, analisando as relações entre a fala e a escrita, as restrições que o contexto impõe ao emprego das letras, os aspectos morfossintáticos, tratando a ortografia como porta de entrada para uma reflexão a respeito da língua, particularmente, da modalidade escrita” (BRASIL, 1998, p. 85). Assim, uma das implicações para que os alunos sejam exitosos nesse tipo de prática de análise linguística é:
a identificação e a análise das interferências da fala na escrita, principalmente em contextos de sílabas que fogem ao padrão consoante + vogal.
o inventário das palavras de determinada variedade ou registro, presentes em um texto, e a análise dos efeitos obtidos com o emprego.
a identificação e a análise da funcionalidade de empregos figurados de palavras ou expressões.
a aplicação dos mecanismos de derivação e construção de famílias de palavras.
“É importante saber o seguinte: as duas variantes [norma culta e popular] são eficientes como meios de comunicação. A classe dominante utiliza a norma culta principalmente por ter maior acesso à escolaridade e por seu uso ser um sinal de prestígio. Nesse sentido, é comum que se atribua um preconceito social em relação à variante popular, usada pela maioria dos brasileiros.
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‘Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado.’ Você poderia estar se perguntando: ‘Mas eu posso falar ‘os livro?’’. Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico. Muita gente diz o que se deve e o que não se deve falar e escrever, tomando as regras estabelecidas para a norma culta como padrão de correção de todas as formas linguísticas. O falante, portanto, tem de ser capaz de usar a variante adequada da língua para cada ocasião”.
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RAMOS, Heloísa C. Por uma vida melhor. São Paulo: Ação Educativa/Global, 2011.
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O trecho trata-se de um excerto de livro didático de Língua Portuguesa. Considerando a temática abordada, avalie as seguintes afirmativas:
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I – Apesar das variedades linguísticas, a língua padrão deve ser o foco do ensino de língua portuguesa.
II – A variedade não padrão não apresenta vocabulário tampouco estrutura gramatical que permitam desenvolver ideias de maior complexidade.
III – É função do livro didático valorizar a heterogeneidade linguística, situando a norma padrão no contexto sociolinguístico.
IV – O exemplo do excerto de Ramos (2011) estimula os alunos brasileiros a cultivarem seus erros linguísticos.
V – Com o apoio da língua falada em casa, o aluno deverá na escola ser estimulado a desvendar o funcionamento da língua padrão.
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São afirmativas que revelam preconceito linguístico por parte do professor:
I, II e III apenas.
II, III e IV apenas.
III, IV e V apenas.
I, II e IV apenas.
I, IV e V apenas.
Há um consenso entre estudiosos de língua e de educação, que o ensino de Português deve basear-se nos seguintes eixos:
interpretação e compreensão de textos.
literatura, gramática e redação.
leitura, gramática e produção.
leitura e escrita.
leitura, gramática textual e literatura.
Acerca do que nos afirma o texto, assinale a alternativa INCORRETA.
As escolas não estão preparadas para uma educação inclusiva.
Uma escola inclusiva está disposta a aprender e reconhece a adversidade.
A nossa educação ainda busca por uma escola homogênea, mesmo se falando de inclusão.
Nas escolas inclusivas, os professores são centralizadores do saber, o período de aprendizagem deles terminou com a conclusão da vida acadêmica.
Arespeito dos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs de Língua Portuguesa, pode-se afirmar que:
I. Abordam questões relativas à natureza e às características da área, suas implicações para a aprendizagem e seus desdobramentos no ensino.
II. Determinam como o professor deve executar a sua prática pedagógica, impondo modelos e regras.
III. Servem de referência, de fonte de consulta e de objeto de reflexão e debates.
IV. Orientam que a prática de reflexão sobre a língua deve ser, exclusivamente, metalinguística.
Analise as proposições e marque a alternativa adequada. Está(ão) CORRETA(S), apenas:
III
I e II
I
I e III
I e IV
Para Antunes (2003), “a atividade da escrita é uma atividade interativa de expressão, (ex-, “para fora”), de manifestação verbal das ideias, informações, intenções, crenças ou dos sentimentos que queremos partilhar com alguém, para, de algum modo, interagir com ele.” (ANTUNES, I. Aula de Português – encontro & interação. São Paulo: PARÁBOLA, 2003, p.45).
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Marque a afirmação que apresenta posição incompatível com a ideia da “escrita como um processo de interação”, conforme os pressupostos defendidos por Antunes (2003).
É preciso chamar a atenção para o fato de que não existe um padrão único de fala, entretanto, é necessário que se estabeleça um padrão único para a escrita, que funcione em todos os processos de interlocução.
As diferentes condições de produção da escrita dão a quem escreve a possibilidade de conceder uma parcela de tempo maior à elaboração verbal de seu texto, bem como a possibilidade de rever e recompor o seu discurso.
Elaborar um texto escrito é uma tarefa cujo sucesso não se completa, simplesmente, pela codificação das ideias ou das informações, por meio de sinais gráficos. Ou seja, produzir um texto escrito não é uma tarefa que implica apenas o ato de escrever.
Um texto funciona como um mapa: com instruções, com pistas, com indicações que precisam ser seguidas. O cuidado com a apresentação desse mapa faz parte da cooperação do escritor com o leitor.
As propostas para que os alunos escrevam textos devem corresponder aos diferentes usos sociais da escrita – ou seja, devem corresponder àquilo que, na verdade, se escreve fora da escola.
Muitas são as formas de analisar a língua falada em sala de aula. Assinale a opção que indica a atividade que parece contrariar a boa didática da língua.
Ouvirem-se gravações da fala de diversas regiões brasileiras com destaque para as diferenças.
Debater-se a respeito da formação de preconceito e discriminação linguística a partir da audição de falas com diferenças de sexo, idade, profissão e formação.
Analisarem-se as estratégias de polidez e sua organização na fala, com interferência na qualidade da interação.
Identificarem-se os papeis dos interlocutores e dos diversos gêneros produzidos com base em indicadores variados.
Discutirem-se as várias formas de desenvolvimento de temas, destacando-se as vantagens da expressão escrita.
Um professor de Português leva para seus alunos de terceira série do nível médio a primeira página de um jornal de grande circulação a fim de ser linguisticamente analisada.
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Nesse caso, o aspecto de menor importância deve ser
o estudo de elementos linguísticos verbais e recursos gráficos.
a seleção de notícias em vista do interesse dos leitores.
as estratégias argumentativas de motivação para o leitor.
a valorização das imagens na apresentação das matérias.
o destaque de linguagem culta como o predominante no jornal.
O texto 1 aborda uma modificação básica quanto ao conteúdo dos livros didáticos de Língua Portuguesa, que é a de
valorizar a oratória, que é a base dos discursos.
privilegiar a língua como estrutura.
caracterizar a língua como depósito de conteúdos.
valorizar a língua como meio interativo.
destacar as informações sobre a língua como sistema.
Assinale a opção que indica uma característica exclusiva da avaliação formativa.
Serve como instrumento de análise crítica da prática educativa do professor.
Tem como propósito é punir, premiar, hierarquizar, rotular.
Indica o que o aluno aprendeu na comparação com os objetivos pretendidos.
Predominam as situações de exame no controle da aprendizagem.
É feita com base no produto.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de Língua Portuguesa é um documento do Ministério da Educação (MEC) com objetivo de nortear o ensino de Língua Portuguesa e está organizado de modo a servir de referência, de fonte de pesquisa, de consulta, servindo como objeto de reflexão e debate.
O PCN trata o ensino e a aprendizagem da Língua Portuguesa na escola “[...] como resultantes da articulação de três variáveis: o aluno, a língua e o ensino” (BRASIL, 1997, p. 25). Quando se afirma, portanto, que a finalidade do ensino de Língua Portuguesa é a expansão das possibilidades do uso da linguagem, assume-se que as capacidades a serem desenvolvidas estão relacionadas às quatros habilidades linguísticas básicas: falar, escutar, ler e escrever. (BRASIL, 1997, p.35).
De acordo com os PCN, é correto afirmar que os conteúdos de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental devem ser selecionados em função
dos aspectos definidos pelo Ministério da Educação (MEC) e pelos PCN, de forma a servir de referência e fonte de pesquisas.
dos objetivos gerais e específicos de cada um dos aspectos da língua, com vista a responder positivamente às avaliações internas e externas.
do desenvolvimento das habilidades linguísticas básicas e organizados em torno de dois eixos básicos: o uso da língua oral e escrita e análise e reflexão sobre a língua.
do desenvolvimento das duas habilidades linguísticas fundamentais: ler e escrever, considerando isoladamente cada aspecto do estudo da língua – leitura, escrita e aspectos linguísticos, sem confundi-los.
Leia o poema Pronminais de Oswald de Andrade.
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da nação brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro
Esse texto poderia ser utilizado em uma aula de português para fomentar discussões e reflexões sobre:
a importância do estudo da gramática normativa para corrigir erros de linguagem.
os processos de transferência que podem ser vivenciados, provocando alterações na língua.
o aspecto social da linguagem, evidenciando diferenças entre o português brasileiro e o lusitano.
os processos de empréstimo que podem ser vivenciados no contato entre línguas.
os gêneros textuais orais e escritos presentes na literatura em língua portuguesa.
“[...] Avaliar é um ato pelo qual, através de uma disposição acolhedora, qualificamos alguma coisa (um objeto, ação ou pessoa), tendo em vista, de alguma forma, tomar uma decisão sobre ela; e no caso de pessoas, junto com elas... Quando atuamos junto a pessoas, a qualificação e a decisão necessitam de ser dialogadas. O ato de avaliar não é um ato impositivo, mas sim dialógico, amoroso e construtivo” (LUCKESI, 2003, p. 37).
Diante desse contexto, ao avaliar, é correto afirmar que um docente deve considerar, primordialmente,
o quantitativo de questões respondidas conforme a expectativa do docente.
as respostas que estão de acordo com o que foi trabalhado em sala de aula.
os critérios específicos que foram criados pelos documentos governamentais.
o contexto de aprendizagem do educando, seus avanços e suas possibilidades.
a ampliação dos suportes textuais, de finalidades distintas e variadas, torna inconsistente a arcaica concepção de educação, cuja aprendizagem está centrada na relação educador – educando e restrita ao espaço físico escolar.
a entrada das tecnologias e conteúdos de mídia na escola tem se mostrado ineficiente, pois a formação dos professores não possibilita uma integração entre os “velhos” e os “novos” suportes de circulação de textos.
o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação se apresenta como uma estratégia de aproximação de linguagens entre a escola e o estudante contemporâneo, provocando baixo rendimento escolar.
a presença das Tecnologias de Informação e Comunicação no contexto educacional está sendo entendida como “solução mágica” para prender a atenção do estudante no espaço escolar.
O autor apresenta como ponto inicial de suas reflexões a respeito da língua
a aliança entre som e ideia como fator de construção da vida em comunidade com a presença da palavra.
a ignorância das pessoas de que a língua é um mecanismo complexo, mascarado pelo lado criativo do ser humano.
a inexistência de qualquer esforço especial para o homem combinar sons vocais e materializar os pensamentos.
a ideia consagrada entre as pessoas de que a linguagem humana é um dom natural que não requer grande esforço.
a produção de atos e empreendimentos criativos dos seres humanos ao longo da história.
Esse tipo de texto não deve ser utilizado em aulas de língua portuguesa, porque pode influenciar negativamente a pronúncia dos alunos.
A noção de variação lingüística provocou o a)