Questões de Concurso sobre Clínica Geral - Página 19 | Gran Questões

Questões de Concurso sobre Clínica Geral

 
 
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Mulher de 66 anos, com diabetes mellitus tipo 2 e tabagista crônica (20 UA/dia), procura atendimento na UBS com febre (38,5ºC), tosse produtiva com escarro purulento, dispneia leve e mialgias há 3 dias. Exame físico: frequência respiratória 28 irpm, PA 125/78 mmHg, orientada, sem confusão, saturação O2 94% ar ambiente. Radiografia: consolidação lobar direita. Laboratoriais: ureia 28 mg/dL (<40). De acordo com CURB-65 (baixo risco, escore 1: tratamento ambulatorial) e diretrizes para PAC na atenção primária, qual a conduta mais apropriada?


A

Internação para ceftriaxona EV + azitromicina.


B

Tratamento domiciliar com amoxicilina lg 3x/dia por 7 dias.


C

Observação 48h sem antibiótico, reavaliação.


D

Tratamento ambulatorial com amoxicilina-clavulanato 875/125mg 2x/dia + azitromicina 500mg/dia - duração mínima de 5 dias.


E

Levofloxacino 750mg/dia domiciliar por 5 dias.

A solicitação e interpretação de exames deve seguir critérios de racionalidade clínica, integrando os resultados à história do paciente e ao contexto do território. Assim, analise as afirmativas a seguir.


I. O profissional deve apoiar a equipe na interpretação de resultados de exames complementares, qualificando o diagnóstico e a conduta terapêutica no âmbito da Atenção Básica.

II. A interpretação de exames deve considerar cada teoria como um recorte da realidade, sendo necessário construir sínteses singulares que tensionem os limites disciplinares isolados.

III. O uso de tecnologias de diagnóstico por imagem de alto custo deve ser o único critério para a definição de prioridades assistenciais, dispensando o reconhecimento da vulnerabilidade social.


Está correto o que se afirma em:


A

III apenas.


B

II apenas.


C

I apenas.


D

I e II apenas.


E

I, II e III.

Homem de 38 anos, etilista crônico, é admitido com dor epigástrica intensa de início há 18 horas, com irradiação dorsal, náuseas e vômitos. Lipase sérica está 5 vezes acima do limite superior da normalidade. Na TC de abdome com contraste realizada no 8º dia de internação, observam-se áreas confluentes de ausência de realce pelo contraste no corpo e na cauda do pâncreas, além de coleções peripancreáticas. No 14º dia, evolui com febre alta e leucocitose crescente. Diante do exposto, a conduta diagnóstica CORRETA deve ser:


A

Repetição da TC de abdome sem contraste para reclassificação de Balthazar.


B

Dosagem seriada de amilase e lipase para correlacionar com a gravidade.


C

Punção guiada por TC ou USG com bacterioscopia e cultura.


D

Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica de urgência.


E

Ecoendoscopia com coleta de material para análise citológica.

Um homem de 40 anos, com história crônica de etilismo, apresenta-se com aumento do volume abdominal. Ao exame físico, nota-se macicez móvel em decúbitos e ausência de edema de membros inferiores. A paracentese diagnóstica revela um Gradiente de Albumina Soro-Ascite (GASA) de 0,8 g/dL. Sobre o caso, o diagnóstico compatível com achado laboratorial é:


A

Insuficiência cardíaca congestiva.


B

Síndrome de Budd-Chiari.


C

Cirrose hepática.


D

Doença veno-oclusiva.


E

Carcinomatose peritoneal.

Mulher de 26 anos, previamente hígida, procura a UBS com quadro de dor lombar direita, febre aferida de 38,7 ºC há 24 horas, náuseas e dois dias de disúria e polaciúria. Ao exame, apresenta sensibilidade à punho-percussão em fossa lombar direita, PA 110/70 mmHg, FC 96 bpm, FR 18 irpm, SpO2 98% em ar ambiente. Urina tipo I mostra piúria intensa e bacteriúria, e o hemograma evidencia leucocitose leve. Está hidratando-se por via oral e tolerando VO, sem vômitos importantes. Não há comorbidades, uso recente de antibióticos, nem internações ou viagens recentes. Nessa situação, qual é a conduta MAIS adequada na UBS?


A

Encaminhamento imediato para hospitalização, pois todo quadro de pielonefrite em adulto jovem exige tratamento endovenoso prolongado.


B

Iniciar nitrofurantoína VO por 5 dias e liberar para casa, pois o quadro é compatível com cistite simples.


C

Prescrever fosfomicina trometamol em dose única VO e reavaliar em 7 dias, pois é opção de escolha para pielonefrite não complicada.


D

Solicitar urocultura, aguardar o resultado para só então iniciar antibiótico, já que não há sinais de sepse.


E

Coletar urina para EAS e urocultura, iniciar imediatamente antibiótico empírico VO adequado para pielonefrite (p. ex., fluoroquinolona ou TMP-SMX por 7 dias, se baixo risco de resistência) e programar reavaliação clínica em 48-72 horas .introduction-and-methods-manuscript.pdf+1

Paciente do sexo masculino, 55 anos, tabagista de 40 maços-ano, procura a UBS com queixa de dispneia aos esforços moderados (escore mMRC = 2) e tosse crônica produtiva há 2 anos. Não relata exacerbações nos últimos 12 meses (CAT = 12). Exame físico: tórax em barril, sem cianose. Espirometria pós-broncodilatador revela VEF1/CVF = 0,62 (VEF1 = 65% do previsto), classificando GOLD 2. Qual a conduta farmacológica inicial mais adequada na UBS para esse paciente, conforme classificação GOLD 2024/PCDT (Grupo B) DPOC 2025?


A

Broncodilatador beta-2 agonista de curta ação (SABA) sob demanda.


B

Corticosteroide inalatório (ICS) em monoterapia.


C

Associação LAMA/LABA em uso contínuo (ex.: brometo de umeclidínio + trifenatato de vilanterol).


D

Monoterapia com LAMA ou LABA isolado.


E

Triple terapia fixa (LAMA/LABA/ICS).

Homem de 62 anos, com história de AVC isquêmico aterotrombótico há 2 semanas (estenose carotídea ipsilateral 40%, sem fibrilação atrial no ECG), retorna à UBS para seguimento. PA 155/90 mmHg, LDL 130 mg/dL, não tabagista. Hemiparesia leve (NIHSS 3). Qual a melhor estratégia de prevenção secundária a ser iniciada na UBS, incluindo uso de aspirina?


A

Aspirina 100 mg/dia associada a clopidogrel 75 mg/dia indefinidamente.


B

Varfarina com INR 2,0-3,0, suspendendo aspirina.


C

Apenas controle pressórico, sem antitrombóticos por risco hemorrágico.


D

Aspirina 100 mg/dia em monoterapia (após dupla antiagregaçao planetária inicial se aplicável), controle pressórico para PA <130/80 mmHg, estatina de alta potencia e orientação sobre atividade física.


E

Clopidogrel 75 mg/dia isolado, sem aspirina.

Homem de 68 anos, tabagista, hipertenso e com insuficiência renal crônica estágio 3, é submetido a uma gastrectomia subtotal por adenocarcinoma. No segundo dia pós-operatório, apresenta débito urinário de 0,3 mL/kg/h, pressão arterial de 95×60 mmHg, frequência cardíaca de 110 bpm e distensão abdominal progressiva. A ausculta pulmonar revela murmúrio vesicular diminuído bilateralmente, e exames laboratoriais mostram acidose metabólica leve, potássio sérico de 5,3 mEq/L e hematócrito reduzido em relação ao pré-operatório. Diante do exposto, analise as assertivas abaixo:


I. A hipoperfusão tecidual decorrente de choque relativo no pós-operatório pode ser agravada por reposição volêmica inadequada em pacientes com disfunção renal prévia.

II. A preservação da função renal no pós-operatório imediato depende primariamente da manutenção do débito cardíaco, independentemente da volemia e do controle pressórico.


Julgue as assertivas apresentadas e assinale a alternativa correta.


A

As assertivas I e II são verdadeiras, e a II justifica a I.


B

As assertivas I e II são verdadeiras, mas a II não justifica a I.


C

A assertiva I é verdadeira, e a II é falsa.


D

A assertiva I é falsa, e a II é verdadeira.


E

As assertivas I e II são verdadeiras, porém a II contradiz a I.

Paciente de 42 anos, com diagnóstico prévio de asma, procura atendimento por dispneia progressiva nas últimas horas. Encontra-se ansioso, com fala entrecortada, uso de musculatura acessória e saturação periférica de O₂ de 92% em ar ambiente. À ausculta pulmonar, observam-se murmúrio vesicular globalmente diminuído, com raros sibilos esparsos. Considerando o quadro clínico, qual achado está mais associado à maior gravidade da exacerbação?


A

Presença de sibilos difusos bilateralmente.


B

Frequência respiratória de 27 irpm.


C

Pico de fluxo expiratório em 65% do previsto.


D

Ausculta com diminuição difusa do murmúrio vesicular e escassez de sibilos.

Paciente do sexo masculino, 68 anos, aposentado, comparece ao atendimento no Pronto Socorro, trazido por familiares, devido quadro de anorexia, dor abdominal e confusão mental de início há 3 dias. O paciente afirma possuir doença hepática, mas nunca fez tratamento ou acompanhamento médico. Na história pregressa do paciente, os familiares relatam que o paciente tinha histórico de uso de drogas injetáveis na juventude e é etilista há 30 anos (no mínimo duas latas de cerveja por dia). Ao exame físico, paciente apresentava PA 90X60mmHg, FC 90bpm, saturação de oxigênio em ar ambiente de 97%. Abdome globoso, doloroso a palpação, com esplenomegalia, sinal de Piparote positivo. Flapping presente. Exames solicitados na internação: anti HCV (negativo), HBsAg (negativo), antiHbc total (positivo), anti-Hbc IgM (negativo), AntiHBs (positivo), HbeAg (negativo), Anti-HBe (positivo), albumina sérica 2,7g/dL (normal 3,5-5,5g/dL), plaquetas 83.000/mm3, TGO 86U/L (normal até 40U/L), TGP 48U/L (normal até 40U/L), RNI 1,0 (atividade 100%), bilirrubina totais 3,8mg/dL (normal até 1,2mg/dL), gama GT 280 mg/dL (normal até 50mg/dL), creatinina 2,6mg/dL (normal até 1,3mg/dL). Realizado paracentese com análise do líquido ascítico: 900 leucócitos/mm3 com 60% de mononucleares e 10% de polimorfonucleares, albumina 0,5 g/dL, proteína 1,5 g/dL e cultura em andamento. Diante do caso clínico descrito, assinale a alternativa CORRETA:


A

O caso relata um paciente etilista e com hepatite B crônica sem tratamentos prévios e com doença hepática descompensada.


B

No caso descrito o paciente apresenta peritonite bacteriana espontânea.


C

Paciente com cirrose hepática com Child-Pugh C, na qual a pontuação considerou o número de plaquetas, a elevação de bilirrubinas, a presença de flapping, e os valores da albumina sérica.


D

O paciente apresenta gradiente albumina soro-ascite (GASA) alto demonstrando que a ascite deve ser decorrente de doença hepática, devido hipertensão portal, cuja causa mais comum é cirrose.


E

A causa mais provável da descompensação deve ser síndrome hepatorrenal por hemorragia digestiva por varizes de esôfago.

Homem de 45 anos, etilista crônico, apresenta queda da própria altura, sendo levado ao hospital com rebaixamento do nível de consciência. Durante avaliação inicial, apresentou sódio sérico aferido de 125 mEq/L. Ao exame físico, não apresentava edema. Durante avaliação complementar, foi aferido sódio urinário no valor de 18 mEq/L e osmolaridade urinária de 88 mOsm/L.


O diagnóstico etiológico mais provável para hiponatremia é


A

síndrome da secreção inapropriada de ADH.


B

hipotireoidismo central.


C

insuficiência adrenal secundária.


D

baixa ingestão de solutos.


E

síndrome cerebral perdedora de sal.

Um paciente de 25 anos é trazido ao pronto-atendimento com agitação psicomotora, comportamento desorganizado, alucinações auditivas (ouve vozes de comando) e discurso com conteúdo persecutório (acredita estar sendo vigiado pela polícia). O quadro iniciou há 3 dias. Não há história de uso de substâncias. Qual é a conduta farmacológica inicial mais apropriada para a sedação rápida e controle dos sintomas psicóticos?


A

Administração intramuscular de Clorpromazina em dose elevada (100mg), pois é o antipsicótico mais potente para reverter o surto.


B

Administração intramuscular de um antipsicótico (ex: Haloperidol 5mg), podendo ser associado a um benzodiazepínico (ex: Midazolam 5mg) para potencializar a sedação e reduzir o risco de efeitos extrapiramidais.


C

Administração intravenosa de Diazepam 10mg em bolus rápido, como monoterapia, para induzir sedação imediata.


D

Administração oral de um Inibidor Seletivo da Recaptação de Serotonina (ISRS) (ex: Fluoxetina 20mg), pois o quadro pode ser uma crise de ansiedade grave.

Analise o caso clínico a seguir:


Paciente de 52 anos com hepatopatia crônica comparece à consulta apresentando abdome globoso e sopro audível à ausculta da região periumbilical. Ao exame, identifica-se circulação colateral tipo cabeça de medusa com fluxo centrífugo em relação ao umbigo. Nesse contexto, é CORRETO afirmar que:


A

A presença de circulação colateral em cabeça de medusa associada a sopro periumbilical constitui a síndrome de Budd-Chiari.


B

A circulação colateral tipo cabeça de medusa indica obstrução de veia cava superior com fluxo descendente compensatório.


C

O sopro periumbilical resulta da recanalização da veia umbilical, constituindo a síndrome de Cruveilhier-Baumgarten.


D

A circulação colateral tipo cava-cava apresenta fluxo centrífugo devido à obstrução portal intrahepática.

As lesões induzidas por agentes físicos, químicos e biológicos seguem arcabouço conceitual distinto em patologia, e o dano térmico (queimadura) é uma das formas mais prevalentes de injúria tecidual aguda com profundo impacto sistêmico. Sobre esse assunto, analise as afirmativas a seguir.


I.A administração precoce de ácido ascórbico (vitamina C) em altas doses reduz a permeabilidade capilar e o vazamento plasmático em queimaduras extensas, podendo reduzir o volume de ressuscitação necessário.

II.O fenol líquido é agente cáustico alcalino, e por isso seu mecanismo é classicamente saponificação da gordura com afinidade alta por tecido adiposo profundo.

III.Quick clot (zeólito) e outros agentes hemostáticos ativadores da cascata coagulatória são classificados como agentes hemostáticos biológicos, pois sua ação depende exclusivamente de células vivas e tecidos orgânicos, sem qualquer relação com a ativação física ou química da coagulação.


Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.


A

I.


B

I, II e III.


C

II.


D

I e III.

Homem de 62 anos, no 5º dia pós-operatório de artroplastia total de quadril, evolui com dor em panturrilha direita, edema assimétrico do membro inferior e aumento da temperatura local. Não apresenta dispneia, dor torácica ou instabilidade hemodinâmica. Pelo escore de Wells para trombose venosa profunda, o paciente apresenta probabilidade clínica alta (≥2 pontos). Não há contraindicação à anticoagulação. Diante desse quadro, qual é a conduta diagnóstica inicial mais adequada?


A

Dosar dímero-D e, se elevado, iniciar anticoagulação plena.


B

Iniciar anticoagulação empírica antes de qualquer exame de imagem.


C

Solicitar ultrassonografia venosa com Doppler do membro inferior acometido.


D

Solicitar flebografia contrastada como exame diagnóstico inicial.


E

Observar clinicamente e reavaliar em 48 horas.

Mulher de 19 anos procura serviço de saúde solicitando interrupção da gestação, relatando que a gravidez é decorrente de violência sexual. Encontra-se emocionalmente abalada e não apresenta boletim de ocorrência, tampouco autorização judicial. A idade gestacional é de 22 semanas. De acordo com a legislação brasileira e as normas do Ministério da Saúde, assinale a alternativa correta.


A

O procedimento não pode ser realizado sem autorização judicial prévia.


B

A ausência de boletim de ocorrência impede a realização do aborto legal.


C

O aborto só é permitido até a 20ª semana de gestação.


D

O relato da mulher é suficiente para a realização do aborto legal.


E

O procedimento só pode ser realizado mediante laudo do Instituto Médico Legal.

Paciente de 52 anos realiza TC de abdome com contraste em atendimento de emergência por dor abdominal aguda, já resolvida no momento da avaliação. O exame de imagem não evidencia alterações relacionadas à queixa inicial, porém identifica lesão cística renal incidental no rim direito, classificada como Bosniak IIF, medindo 2,8 cm, sem sinais de invasão local, linfonodomegalias ou metástases. O paciente encontra-se assintomático e sem hematúria. Qual é a conduta mais adequada diante desse achado?


A

Indicar nefrectomia parcial eletiva, considerando o risco significativo de malignidade.


B

Realizar biópsia renal percutânea para definição diagnóstica.


C

Instituir seguimento clínico com monitorização por método de imagem.


D

Considerar o achado benigno, dispensando acompanhamento adicional.


E

Iniciar tratamento clínico empírico, por se tratar de provável lesão inflamatória.

Caso hipotético: homem de 41 anos apresenta aumento de linfonodo cervical inferior direito há aproximadamente 12 dias, doloroso à palpação, móvel, de consistência fibro-elástica. Relata IVAS autolimitada 3 semanas antes. Afebril, sem sudorese noturna, sem perda ponderal, sem rigidez de nuca ou odinofagia. Laringoscopia simples sem alterações. Hemograma recente mostra leucócitos normais, sem desvio à esquerda. Nega contato com gatos, viagens recentes, uso de imunossupressores ou fatores de risco para ISTs. Solicita “um exame mais completo para descartar câncer”.


Qual a conduta mais adequada no contexto de APS, considerando o tempo de evolução e a ausência de sinais de alarme?


A

Iniciar corticoide sistêmico visando à rápida regressão da linfonodomegalia.


B

Solicitar biópsia excisional imediata para descartar linfoma.


C

Prescrever antibiótico por 30 dias mesmo sem evidência de infecção bacteriana ativa.


D

Solicitar ultrassom e tomografia de rotina independentemente de qual a suspeita clínica.


E

Acompanhar clinicamente e reavaliar em 3–4 semanas, orientando retorno precoce se surgirem sinais de alarme.

Homem, 20 anos, previamente hígido, dá entrada na emergência com náuseas, vômitos, dor abdominal e taquipneia há 24 horas. Familiares referem poliúria, polidipsia e perda ponderal há cerca de um mês. Ao exame físico: Mucosas secas, PA= 90 × 55 mmHg; FC = 122 bpm; FR = 32 irpm.


Laboratório inicial:


- Glicemia: 300 mg/dL; Sódio: 131 mEq/L; Potássio: 3,6 mEq/L; Cloro: 92 mEq/L; Ureia: 78 mg/dL; Creatinina: 1,8 mg/dL; BetaHidroxibutirato>6 mmol/L.


Gasometria arterial:

- pH: 7,09;

- HCO₃⁻: 6 mEq/L;

- PaCO₂: 18 mmHg.


Diante desse cenário, qual é a sequência mais adequada de condutas nas primeiras horas de atendimento?


A

Administrar bicarbonato de sódio IV→ iniciar insulina regular IV→ reposição volêmica com NaCl 0,45%.


B

Reposição volêmica com SF 0,9% → iniciar insulina regular IVe reposição de potássio.


C

Administrar bicarbonato de sódio IV→ reposição volêmica com SF 0,9% → iniciar insulina regular IV.


D

Reposição volêmica com SF 0,9% → iniciar insulina regular IVe reposição de sódio.


E

Iniciar insulina subcutânea de ação rápida → reposição oral de potássio.

Mulher de 32 anos, previamente hígida, procura a unidade de emergência com febre alta há 4 dias, cefaleia intensa, dor retro-orbitária e mialgia importante. Evoluiu nas últimas 24 horas com dor abdominal contínua, episódios de vômitos persistentes e prostração. Ao exame físico: PA= 100 × 65 mmHg, FC = 102 bpm, temperatura= 38,2 °C, extremidades levemente frias. Abdome com dor à palpação difusa.


Laboratório: Hematócrito: 48% (prévio desconhecido) / Leucócitos: 3.200/mm³ / Plaquetas: 95.000/mm³. Teste rápido NS1 positivo.


Com base no quadro clínico, qual a classificação da dengue e a conduta mais adequada?


A

Dengue grave – transfusão profilática de plaquetas.


B

Dengue sem sinais de alarme – hidratação oral e alta com orientações.


C

Dengue grave – reposição volêmica agressiva e UTI.


D

Dengue sem sinais de alarme – prescrever anti-inflamatório e retorno em 48 horas.


E

Dengue com sinais de alarme – internação para hidratação venosa e monitorização.

 
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