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Acerca do manejo nutricional nas doenças hepáticas, analise as proposições que seguem assinalando a opção INCORRETA.
O tratamento dietético requer restrição de sódio para 500 a 2000mg/dia para reverter a ascite, no entanto, dietas muito restritivas de sódio, sem indicação, devem ser evitadas pois são desagradáveis e não conduzem necessariamente ao benefício esperado.
Na cirrose compensada, há comprometimento na depuração de triglicerídeos intravenosos; todavia, podem ser removidas quantidades moderadas de gordura da corrente sanguínea, numa taxa normal.
Priorizam-se proteínas vegetais devido a maior ingestão de fibras, composição mais favorável de aminoácidos, redução do pH da luz intestinal semelhante aos dissacarídeos não absorvíveis ao promover a fermentação das bactérias intestinais.
A capacidade do fígado de converter a vitamina D em sua forma ativa está comprometida e pode contribuir para a osteodistrofia hepática, recomendando-se suplementação de vitamina D, que sempre se revela eficaz para esta prevenção.
Deve-se evitar a superalimentação de paciente desnutrido com insuficiência hepática estressado, visto que pode resultar em hiperglicemia, lipogênese, produção aumentada de dióxido de carbono.
O uso da terapia antirretroviral pode provocar efeitos colaterais que penalizam o paciente portador do vírus ou com a síndrome de imunodeficiência adquirida, pois são sintomas constantes, diários, que podem, muitas vezes, causar o abandono do tratamento. O Manual Clínico de Alimentação e Nutrição (Ministério da Saúde, 2006) para a assistência destes pacientes indica algumas estratégias nutricionais que podem ser usadas para minimizar tais desconfortos. Sobre tais estratégias, assinale a alternativa correta.
Consumir biscoitos secos pela manhã, chupar pedras de gelo e consumir bebidas gasosas podem aliviar as náuseas.
Não se devem ingerir líquidos durante a refeição quando estiverem presentes os sintomas de náusea, vômitos ou dificuldade de digestão. Os líquidos podem ser tomados uma hora antes ou duas horas após a refeição.
Mesmo com vômito, deve-se estimular a alimentação regular, procurando dar prioridade aos alimentos preferidos e com elevada densidade nutricional para garantir uma ingestão adequada de nutrientes.
Indivíduos com alteração no paladar devem evitar a utilização de produtos mais condimentados e cítricos.
Indivíduos com dificuldade de deglutição, inflamação na boca e/ou esôfago por Candida Albicans ou outras infecções devem preferir alimentos líquidos ou pastosos e aquecidos.
Considerando as Diretrizes Brasileiras para Dislipidemias (Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2017), assinale a alternativa correta.
A substituição na dieta de ácidos graxos saturados por carboidratos é uma alternativa para reduzir o risco de eventos cardiovasculares.
Os principais ácidos graxos da série ômega 3 são o ácido graxo linolênico (C18:3), de origem vegetal (óleo de oliva, milho e linhaça), e os ácidos graxos eicosapentaenoico (C20:5) e docosahexaenoico (C22:6), provenientes de peixes e crustáceos de águas muito frias dos oceanos Pacífico e Ártico.
Devido à relação linear com os valores séricos de LDL-c, o colesterol alimentar exerce importante influência na mortalidade cardiovascular.
Os ácidos graxos trans devem ser excluídos da dieta por aumentarem a concentração plasmática de HDL-c e induzirem intensa lesão aterosclerótica.
A substituição de ácidos graxos saturados por monoinsaturados, provenientes do azeite de oliva e sementes oleaginosas, pode estar associada à redução do risco cardiovascular, porém as evidências são menos robustas do que em relação aos poli-insaturados.
Segundo CUPPARI, a oferta de energia para pacientes cirúrgicos ou politraumatizados é que não ultrapasse qual das recomendações abaixo?
5 a 10kcal/kg/dia
10 a 15kcal/kg/dia
10 a 20kcal/kg/dia
25 a 35kcal/kg/dia
60 a 80kcal/kg/dia
A Doença Hepática Gordurosa Não Alcóolica (DHGNA) vem sendo considerada um problema de saúde pública. Sua manifestação mais simples, a esteatose hepática (acúmulo de triglicerídeos no interior do hepatócito), é considerada benigna, porém pode evoluir para a esteatohepatite não alcoólica (EHNA), que envolve estresse oxidativo e inflamação. Esta, por sua vez, pode culminar em fibrose e cirrose hepática, além de câncer hepatocelular. A DHGNA tem estreita elação com a obesidade e a resistência à insulina e, portanto, seu tratamento envolve mudanças no estilo de vida, que incluem uma alimentação saudável. São recomendações dietéticas para o paciente com DHGNA decorrente da obesidade/síndrome metabólica.
Redução de peso (5 a 10%); dieta hipocalórica, com redução no fornecimento de carboidratos simples e adequado perfil lipídico – reduzida em ômega 6; suplementação com ômega 3 de 1 a 2 g/dia (a depender da gravidade do quadro).
Redução de peso (3 a 5%); dieta hipocalórica, hipoglicídica com redução no fornecimento de frutose e adequado perfil lipídico – reduzida em ômega 6 e enriquecida com ômega 3; suplementada com nutrientes antioxidantes, como Vit A, E e C.
Redução de peso (5 a 10%); dieta hipocalórica, hipoglicídica com redução no fornecimento de glicose e frutose e adequado perfil lipídico – reduzida em ômega 6 e enriquecida com ômega 3 e 9; suplementada com nutrientes antioxidantes, como Vit A, E e C.
Redução de peso (3 a 5%); dieta hipocalórica, hipoglicídica com redução no fornecimento de carboidratos simples e adequado perfil lipídico – reduzida em ômega 6; suplementação com ômega 3 de 1 a 2 g/dia (a depender da gravidade do quadro).
Redução de peso (5 a 10%); dieta hipocalórica, hipoglicídica com redução no fornecimento de carboidratos simples, hipolipídica – reduzida em ômega 6 e enriquecia com ômega 9; suplementação com ômega 3 de 1 a 2 g/dia (a depender da gravidade do quadro).
Caso clínico – Paciente com diagnóstico de Insuficiência Cardíaca (IC) Classe Funcional II, internada na clínica médica há 5 dias com quadro de congestão pulmonar e dispneia (++++/++++): MDMA, sexo feminino, 55 anos, peso há 6 meses 58 Kg (eutrófica) e peso atual 42 Kg (desnutrida). Apresenta intensa inapetência, náuseas, vômitos, episódios de diarreia e dor abdominal, mas evolui com boa aceitação da dieta, fracionada e em pequenos volumes atingindo ingestão calórica de 1.000 calorias. Sem retenção hídrica e dispneia presente aos esforços (++/++++). Eletrocardiograma (ECG) evidencia alterações na frequência e no ritmo cardíaco, raio x do tórax evidencia Índice Cárdio Torácico (ICT) 0,55 e eco cardiograma revela Fração de Ejeção do Ventrículo Esquerdo (FEVE) 55%. Em tratamento farmacológico com digoxina, propranolol e captopril. Sódio sérico 100 mEq/L e Hb 11 g/dL. Considerando que no protocolo de intervenção nutricional do hospital a indicação para uso de suplementação nutricional seja diante de uma ingestão calórica abaixo de 60% do recomendado, assinale a alternativa correta quanto a essa conduta para a paciente.
Não há necessidade de suplemento.
Há necessidade de suplemento hipercalórico, apenas.
Há necessidade de suplemento hiperproteico, apenas.
Há necessidade de suplemento hipercalórico e hiperproteico.
Há necessidade de suplemento hipercalórico e normoproteico.
Em relação à conduta dietoterápica do paciente com doença hepática gordurosa não alcoólica, é correto afirmar que:
Recomenda-se uma dieta hipolípidica e hipoglicídica, com adequada oferta proteica.
Recomenda-se uma dieta hiperproteica e hipoglicídica, com adequada oferta de lipídios.
Recomenda-se dieta hiperproteica para reparo do tecido hepático e redução da ingestão de alimentos ricos em gorduras.
Recomenda-se dieta normoprotéica, normolipídica e normoglicídica.
Recomenda-se dieta hipocalórica para perda de peso e redução da ingestão de alimentos e bebidas industrializados que contenham frutose.
As queimaduras extensas resultam em trauma grave, por isso, a terapia deve considerar a extensão e a profundidade da lesão causada. No caso deste tipo de trauma, os desequilíbrios eletrolíticos envolvem deficiência mineral de
potássio e ferro.
cálcio e cromo.
ferro e zinco.
sódio e potássio.
A evolução da dieta no pós-operatório de cirurgia bariátrica visa o seguinte:
evitar aderência e distensão abdominal.
evitar flatulência e desnutrição.
perder peso rapidamente.
favorecer a cicatrização e evitar vômitos.
De acordo com a equação preditiva para estimativa da necessidade calórica proposta por Holliday e Segar (1957), a oferta energética diária para um paciente crítico oncológico pediátrico pesando 16 quilogramas deve ser
1.200 quilocalorias.
1.300 quilocalorias.
1.400 quilocalorias.
1.500 quilocalorias.
1.600 quilocalorias.