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A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 75% da mortalidade cardiovascular pode ser reduzida com adequadas mudanças no estilo de vida. Neste contexto, a dieta deve ser sempre a primeira abordagem do tratamento, sendo considerada uma mudança no estilo de vida, e não uma estratégia passageira. Considerando a terapia nutricional na dislipidemia, marque a afirmativa CORRETA.
Os ácidos graxos não interferem na elevação do colesterol da mesma maneira. O esteárico tem maior efeito na elevação do colesterol plasmático do que o mirístico;
Os ácidos graxos saturados mais presentes na alimentação humana são, esteárico, mirístico e láurico, apenas;
O consumo de chocolate amargo está relacionado com a melhora da função endotelial e exerce influência sobre vários fatores de risco para doença cardiovascular, em razão da função antioxidante dos flavonoides presentes no cacau;
A gordura saturada tem um impacto menor do que o colesterol dietético na elevação da colesterolemia, pois dificulta a entrada de colesterol nas partículas de LDL e facilita a retirada de LDL da circulação;
O café baixa os níveis de colesterol, especialmente a fração LDL-c, reduzindo assim, o risco de doenças coronarianas. Este efeito deve-se à ação do cafestol e kahweol, substâncias presentes na composição química do café.
Considerando a paciente P.S.V., sexo feminino 38 anos, IMC 25 Kg/m2, CC = 80 cm, LDL = 160 mg/dL, HDL = 40 mg/dL, ERG (escore de risco global) = 5%. Relata que avô faleceu de infarto agudo do miocárdio e seu primo de 1º grau apresentou história recente de DAC (doença arterial coronariana) prematura. Nutricionista inicia tratamento dietético, com VET = 1800 cal.
Quais as metas terapêuticas e conteúdo adequado de gorduras da dieta?
GT: gordura total; GS: gordura saturada; Gtrans: gordura trans.
Segundo o Consenso Nacional de Nutrição Oncológica (2015), com relação aos cuidados nutricionais ao paciente oncológico adulto clínico em quimioterapia e radioterapia, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:
( ) Os requerimentos hídricos para pacientes em quimioterapia e radioterapia são maiores que os requerimentos de indivíduos saudáveis, sendo necessária a ingestão hídrica de 1,5 ml/kcal.
( ) Segundo as diretrizes brasileiras em terapia nutricional, a recomendação proteica para pacientes oncológicos em estresse grave é de 2,0 g de proteína/kg ao dia.
( ) Quando a ingestão alimentar por via oral for < 60% das necessidades nutricionais nos últimos 3 dias, é indicada terapia nutricional enteral (TNE) ao paciente oncológico que mantém a funcionalidade total ou parcial do trato gastrointestinal.
( ) De acordo com as diretrizes de terapia nutricional para o paciente oncológico da Espen (2006), para os pacientes acamados recomenda-se de 30 a 35 cal/kg ao dia.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
F – V – V – F.
V – F – F – V.
V – V – F – V.
F – F – V – F.
V – F – V – F.
Paciente submetido à cirurgia de ressecção intestinal teve 170 cm de íleo retirados, mas manteve o cólon intacto. O nutricionista, ao elaborar o plano alimentar, deve considerar:
A ocorrência de má absorção de sais biliares, além de diarreia osmótica, mas manter a alimentação por via oral.
A facilidade para manter equilíbrio hidroeletrolítico, evitando assim a restrição hídrica severa, garantindo melhor aceitação da alimentação.
A necessidade imperiosa de implantar suporte nutricional pela via enteral, ou ainda, por intermédio de nutrição parenteral para garantir o fornecimento de micronutrientes.
A necessidade de alterar a composição da dieta para torná-la hipertônica, assim como modificar a consistência para leve ou líquida.
A manutenção de um mesmo esquema alimentar por período prolongado, pois a adaptação do intestino é lenta.
A prevalência e gravidade da desnutrição aumentam de acordo com o número de anos de hemodiálise, sendo mais pronunciada em pacientes renais mais idosos. Embora todas as opções de terapia enteral e parenteral possam ser indicadas, o reforço da alimentação convencional via oral e, quando necessário, o uso de suplementos, parecem ser as opções mais efetivas e bem toleradas para prevenção e recuperação nutricional dos pacientes em hemodiálise. De acordo com o exposto, assinale a alternativa correta.
A suplementação de ferro não é indicada, pois o uso de eritropoietina supre a necessidade do paciente.
Pacientes com volume urinário igual ou maior que 1000 mL/dia, em geral, necessitam de restrição de potássio na dieta.
Deve-se evitar suplementação de cálcio devido sua absorção intestinal elevada, podendo ocorrer hipercalcemia.
É recomendada a restrição de fósforo, sendo ideal, no máximo 800 mg ao dia.
Durante o tratamento dialítico a necessidade de proteína diminui em relação a indivíduos saudáveis.
As recomendações dietéticas para prevenção e tratamento das dislipidemias preconizam o uso de dietas
hipoglicídicas.
hiperproteicas.
normolipídicas.
com teor de fibras superior aos valores normalmente recomendados.
com teor de colesterol semelhante aos valores normalmente recomendados.
Conforme a VII Diretriz Brasileira de Hipertensão, é INCORRETO afirmar:
O consumo habitual de álcool eleva a pressão arterial de forma linear e o consumo excessivo associa-se com aumento na incidência de hipertensão arterial. Estima-se que um aumento de 20 g/dia na ingestão de álcool eleve a pressão arterial em 1 mmHg, sendo que a diminuição nesse consumo reduz a pressão arterial.
As fibras solúveis são representadas pelo farelo de aveia, pectina e pelas gomas (aveia, cevada e leguminosas), e as insolúveis pela celulose (trigo), hemicelulose (grãos) e lignina (hortaliças). A ingestão de fibras promove discreta diminuição da pressão arterial, destacando-se o beta-glucano proveniente da aveia e da cevada.
Os ácidos graxos ômega-3 provenientes dos óleos de peixe (eicosapentaenoico – EPA e docosaexaenoico – DHA) estão associados com redução modesta da PA. Estudos recentes indicam que a ingestão > 2g/dia de EPA + DHA reduz a pressão arterial e que doses menores (1 a 2 g/dia) reduzem apenas a pressão arterial sistólica.
O chá-verde, além de ser rico em polifenóis, em especial as catequinas, possui cafeína. Ainda não há consenso, mas alguns estudos sugerem que esse chá possa reduzir a pressão arterial quando consumido em doses baixas, pois doses elevadas contêm maior teor de cafeína e podem elevar a pressão arterial.
O aumento do consumo de sódio está relacionado com o aumento da pressão arterial. No entanto, o impacto do consumo de sódio na saúde cardiovascular é controverso. O limite de consumo diário de sódio em 2,0 g está associado à diminuição da pressão arterial.
O que mudou acerca das recomendações do tratamento não medicamentoso da Hipertensão Arterial Sistêmica voltado para indivíduos hipertensos, comparando a 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – DBHA (2016) com a 6ª DBHA (2010), ambas publicadas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia?
Redução de peso com recomendação de IMC segundo idade.
Exercício resistido dinâmico em substituição ao exercício aeróbico.
Na impossibilidade de adotar padrão dieta DASH, adotar padrão dieta mediterrânea.
Inclusão do aumento na ingestão de potássio no elenco de medidas de maior eficácia anti-hipertensiva.
Limitar o consumo diário de álcool a 2 doses nas pessoas com baixo peso e mulheres e 3 doses nos homens.
A necessidade energética de pacientes com AIDS e CD4 inferior a 200 células é de
20 kcal/kg/dia.
25 kcal/kg/dia.
30 kcal/kg/dia.
35 kcal/kg/dia.
40 kcal/kg/dia.