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A pancreatite aguda é um processo inflamatório agudo do pâncreas, cuja descrição clínica típica consiste em dor grave na parte superior do abdômen, náuseas e vômitos, com exames laboratoriais apresentando lipase e amilase elevadas na circulação sanguínea. Em relação à terapia nutricional para pacientes com pancreatite aguda, é correto afirmar:
A terapia nutricional inicial nos casos de pancreatite aguda leve visa, principalmente, o repouso pancreático por 48 horas, com ausência de ingestão oral e com hidratação intravenosa.
Após 2 ou 3 dias de repouso pancreático, os pacientes com pancreatite aguda leve podem receber dieta livre, rica em gorduras, com monitoramento cuidadoso dos sinais e sintomas.
Nos casos de pancreatite aguda grave, a nutrição enteral por meio de sonda nasogástrica é indicada para manter o repouso pancreático.
Os pacientes com pancreatite aguda grave podem desenvolver algumas complicações, como acúmulo grave de líquidos, motivo pelo qual deve ser evitada a hidratação agressiva com muitos litros de líquidos intravenosos.
A nutrição parenteral total não é indicada nos casos de pancreatite aguda grave, porque permanece sendo estimulante à produção pancreática.
As duas formas principais de doenças inflamatórias intestinais são a doença de Crohn e a colite ulcerativa. Essas doenças partilham de características clínicas, incluindo diarreia, febre, perda de peso, anemia, intolerâncias alimentares, desnutrição, deficiências de crescimento e manifestações extraintestinais. Alimentos prebióticos podem ser benéficos no tratamento clínico nutricional das DII, porque os prebióticos como:
os lactobacilos, podem alterar a microbiota intestinal e favorecer a produção de AGCC.
as bifidobactérias, podem alterar a microbiota intestinal e favorecer a produção de AGCC..
os amidos resistentes, podem alterar a microbiota intestinal, favorecendo os lactobacilos e bifidobactérias, diminuindo a produção de AGCC.
as fibras fermentáveis, podem alterar a microbiota intestinal e impedir o crescimento de probióticos e AGCC.
os oligossacarídeos, podem alterar a microbiota intestinal, favorecendo os lactobacilos e bifidobactérias e aumentando a produção de AGCC
Segundo a Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2017), é correto afirmar que a suplementação com EPA e DHA deve ser recomendada para hipertrigliceridemia grave (≥ 500 mg/dL) na vigência do risco de pancreatite, refratária a medidas não farmacológicas e tratamento medicamentoso. Como adjuvante no tratamento da hipertrigliceridemia, a recomendação da suplementação deve ser de:
0,5 a 1 grama ao dia.
1 a 3 gramas ao dia.
2 a 3 gramas ao dia.
2 a 4 gramas ao dia.
3 a 4 gramas ao dia.
Na Litíase Renal, a conduta nutricional preconiza
Diminuir o consumo de alimentos fontes de potássio.
Devido ao edema, restringir o consumo de líquidos.
Restringir o consumo de alimentos fontes de cálcio.
Estimular o consumo de alimentos fontes de citrato.
Aumentar o consumo de alimentos fontes de oxalato.
Considerando as intervenções nutricionais consensuadas para o paciente adulto oncológico, segundo o Consenso Nacional de Nutrição Oncológica (2015), analise as afirmativas a seguir:
I. A recomendação diária de proteína para obesos críticos, que será submetido à cirurgia de grande porte, deve ser entre 2 a 2,5g de proteína/kg de peso atual.
II. Para pacientes que evoluem no pós-operatório com resposta inflamatória sistêmica, hiperglicemia, falência respiratória e/ou sepse, a oferta de uma dieta de 20 kcal/kg a 25 kcal/kg apresenta melhores resultados que a dieta hipercalórica.
III. O uso de glutamina pode apresentar efeitos benéficos aos pacientes em tratamento antineoplásico, sendo que sua principal via de ação para redução da mucosite oral é a parenteral.
Assinale a alternativa correta:
Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
Somente a afirmativa II é verdadeira.
Somente a afirmativa III é verdadeira.
As afirmativas I, II e III são verdadeiras.
O tratamento de pacientes com cirrose hepática e outras afecções do fígado tem apontado efeitos positivos sobre o metabolismo de alguns macronutrientes quando se utilizam aminoácidos de cadeia ramificada, como, por exemplo,
tirosina, metionina e lisina.
valina, leucina e isoleucina.
lisina, valina e tirosina.
metionina, isoleucina e leucina.
Em relação à influência que o trauma operatório exerce sobre o estado nutricional e o metabolismo é correto afirmar que
ocorre a diminuição de proteínas de fase aguda positiva, como proteína C-reativa, e aumento de proteína de fase aguda negativa, como a albumina.
na fase ebb ocorre o predomínio do catabolismo sobre o anabolismo.
a fase flow se caracteriza por retenção hídrica, determinando a necessidade de fluídos endovenosos.
a resposta orgânica ao trauma é mediada por citocinas pró-inflamatórias e hormônios contrarreguladores que promovem o aumento das proteínas de fase aguda negativa.
na fase flow, em que o catabolismo é predominante, ocorre aumento da excreção nitrogenada e perda de massa muscular.
Em relação à classificação das fórmulas enterais é correto afirmar que
fórmulas enterais parcialmente hidrolisadas são nutricionalmente completas e estão indicadas em enteropatias com perda proteica, como na doença inflamatória intestinal.
fórmulas especializadas são específicas para disfunções orgânicas e para estresse metabólico, não sendo consideradas nutricionalmente completas.
as fórmulas poliméricas possuem alta densidade calórica e são indicadas quando o paciente apresenta mínima capacidade digestiva.
os módulos são indicados para suplementar fórmulas e individualizar formulações, podendo ser nutricionalmente completos.
as dietas parcialmente hidrolisadas contêm aminoácidos livres e estão indicadas para pacientes com capacidade digestiva e absortiva normal.
Vários estudos entre dieta e hipertensão vêm demostrando que a intervenção dietética tem um importante papel na redução da pressão arterial. Assim, é uma característica de grande relevância no plano alimentar DASH (dietary approaches to stop hypertension)
dar ênfase a nutrientes isolados e suplementados.
conter alimentos com quantidade expressiva de gordura boa (monoinsaturada).
não restringir sódio; a quantidade de sódio é a mesma da dieta comum que corresponde a uma dieta normossódica.
restringir consumo de proteínas de origem animal.
restringir consumo de carboidratos simples.
A oferta proteica na terapia nutricional de pacientes oncológicos maiores de 11 anos deve ser de
0,8 g/kg/dia.
1,0 g/kg/dia.
1,2 g/kg/dia.
1,3 g/kg/dia.
1,5 g/kg/dia.