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Na agenda programática do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), com a Portaria GM nº 154, de 24 de janeiro de 2008 e republicada em 04 de março de 2008, as ações de alimentação e nutrição incluídas no âmbito municipal, ainda que implementadas de maneira fragmentada e não universal, são:
a orientação para o aleitamento materno; a vigilância alimentar e nutricional (SISVAN); a avaliação física e nutricional individualizada; a aplicação de palestras de grupos (risco nutricional, hipertensos, diabéticos, entre outros); e a indicação de intervenção hospitalar, quando necessária.
o incentivo, o apoio e a proteção ao aleitamento materno; a vigilância alimentar e nutricional (SISVAN); programas de suplementação medicamentosa de micronutrientes; o cuidado nutricional em programas de saúde para grupos populacionais específicos; e o acompanhamento das condicionalidades do Programa Bolsa Família.
a orientação para o aleitamento materno; a vigilância ponderai com avaliação física e nutricional individualizada; a aplicação de palestras de grupos (risco nutricional, hipertensos, diabéticos, entre outros); e o atendimento domiciliar com equipe multidisciplinar.
a vigilância alimentar e nutricional (SISVAN); a análise física e laboratorial individualizada; a orientação para o aleitamento materno e/ou escolha e diluição da fórmula infantil indicada; e o atendimento domiciliar com equipe multidisciplinar.
o incentivo, o apoio e a proteção ao aleitamento materno; o atendimento domiciliar com equipe multidisciplinar; a indicação de intervenção hospitalar quando necessária; e o acompanhamento das condicionalidades do Programa Bolsa Família.
Por meio das pesquisas de orçamento familiar (POF), obtêm- -se informações gerais sobre domicílios, famílias e pessoas, hábitos de consumo, despesas e recebimentos das famílias pesquisadas, tendo como unidade de coleta os domicílios. Os resultados da última POF, realizada nos anos de 2008 e 2009, mostraram que
em 2009, uma em cada três crianças de 5 a 9 anos estava acima do peso recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
o déficit de altura (importante indicador de desnutrição) subiu de 15,4% (1974-75) para 27,5% (2008-09) entre meninos e de 13,3% para 19,8% nas meninas.
o excesso de peso foi mais evidente nos homens com menor rendimento (61,8%) e apresentou bastante variação para as mulheres em todas as faixas de renda.
em 2008-09, o excesso de peso atingiu cerca de 25% dos homens e das mulheres. Eram obesos 12,5% dos homens e 16,9% das mulheres.
o aumento de peso em adolescentes de 10 a 19 anos manteve-se praticamente estável nos últimos 34 anos. Isso é mais perceptível no sexo masculino, em que o índice manteve-se em torno de 16%.

Entre as mulheres, a tendência de aumento de excesso de peso foi interrompida entre as medições de 1989 e de 2002-2003. Contudo, observou-se retorno da tendência de aumento em 2008-2009.
A prevalência de obesidade entre as mulheres (índice de massa corporal igual ou superior a 30 kg/m2) sempre foi superior àquela entre os homens. Isso é esperado em função da diferença da composição corporal entre os sexos.
Considerando os quatro períodos, é possível afirmar que a prevalência da obesidade entre as mulheres tende a se estabilizar na região Sudeste, o que é um comportamento diferente do detectado nas outras regiões brasileiras.
Declínios contínuos do déficit de peso são registrados para ambos os sexos na região Sudeste, mas apenas para os homens é possível afirmar que já houve controle da desnutrição na população adulta.
Aumentos contínuos na prevalência do excesso de peso e da obesidade são observados entre os homens da região Sudeste. Atualmente mais da metade da população adulta apresenta índice de massa corporal entre 25 e 30 kg/m2.
O consumo frequente e em grande quantidade de gorduras, açúcar e sal aumenta o risco de doenças como obesidade, hipertensão arterial, diabetes e doenças do coração.
Acerca desse tema, assinale a opção correta, considerando a diretriz específica estabelecida pelo Ministério da Saúde no guia alimentar para a população brasileira.Com base nas necessidades de ingestão de iodo, ficou estabelecido no guia que o consumo de diário de sódio deve ser de, no máximo, 5 g.
O controle do consumo de açúcar inclui também a ingestão de frutas muito doces, como o caqui. Segundo esse controle, a ingestão de açúcar não deve ultrapassar 5% do valor energético total da dieta.
A hidrogenação das gorduras (gorduras trans) diminui o tempo de prateleira dos produtos, o que representa um dos motivos que justificam o não consumo desse tipo de gordura.
A contribuição de gorduras e óleos de todas as fontes não deve ultrapassar os limites de 15 a 30% da energia total da alimentação diária.
No guia, é recomendada a substituição do sal comum (cloreto de sódio) pelo sal de potássio, nos casos de indivíduos hipertensos. Para os normotensos, o uso do sal light provoca hipercalemia.
A Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) tem por pressupostos o Direito Humano à Saúde e o Direito Humano à Alimentação Adequada. É orientada pelos princípios doutrinários e organizativos do SUS e tem como propósito a melhoria das condições alimentares, nutricionais e de saúde da população brasileira. A PNAN estabelece Diretrizes que integram linhas de ações para o cumprimento de seu propósito. Identifique abaixo a afirmação que está em consonância com as Diretrizes da PNAN:
A atuação das equipes de saúde com relação à Promoção da Alimentação Adequada e Saudável (PAAS) deve priorizar as ações desenvolvidas nas Unidades Básicas de Saúde
A atenção nutricional deve fazer parte do cuidado integral na Rede de Atenção à Saúde (RAS), tendo a Atenção Básica como coordenadora do cuidado e ordenadora da rede
A articulação e cooperação entre o SUS e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) independe da implementação das diretrizes da PNAN
As ações de monitoramento da publicidade e propaganda de alimentos não fazem parte do escopo da PNAN
Funcionários da secretaria de saúde foram convidados a preencher um questionário referente aos seus hábitos de vida, entre os quais se avaliou o consumo de frutas, legumes e verduras (FLV). A partir dessa análise preliminar, foram formados dois grupos: um, formado por quatro mil funcionários que consumiam menos que 400 g de FLV por dia; outro, composto por setecentos empregados que consumiam FVL na quantidade recomendada. Decorridos dez anos, observou-se que o consumo de FVL foi inversamente relacionado ao risco de eventos coronarianos. Considerando-se o delineamento da pesquisa descrita, o tipo de estudo que caracteriza essa investigação é
ensaio clínico randomizado.
estudo de caso-controle.
estudo ecológico.
estudo de coorte.
estudo quase-experimental.
Para a concretização da Estratégia Global, a Promoção da Alimentação Saudável, Atividade Física e Saúde, da Organização Mundial da Saúde, sugere a formulação e implementação de linhas de ação efetivas para reduzir substancialmente as mortes e doenças em todo o mundo pelo estabelecimento de políticas e investimentos em vigilância, pesquisa e avaliação. Atendendo a essa necessidade, o Ministério da Saúde lançou, em 2005, o Guia Alimentar para a População Brasileira que traz diversas recomendações alimentares oficiais, como:
a contribuição de carboidratos deve ser de 45% a 60% do valor energético total. Desse total, 20% devem ser provenientes de carboidratos complexos e fibras, e menos de 10% de açúcares livres.
o consumo mínimo recomendado de frutas, legumes e verduras é de 400 gramas/dia para garantir 9% a 12% da energia diária consumida, considerando uma dieta de 2 000 kcal.
o consumo diário de duas porções de carnes, peixes ou ovos, devido ao alto valor biológico das proteínas presentes nesses alimentos e à alta biodisponibilidade do ferro presente nas carnes, principalmente nos miúdos e nas vísceras e peixes.
o total de gordura trans consumida deve ser menor que 5% do valor energético total diário (no máximo 10g/dia para uma dieta de 2 000 kcal).
o consumo médio de sal pela população brasileira deve ser reduzido, pelo menos à metade, para atender ao patamar máximo de consumo recomendado, isto é, 8 g de sal per capita por dia.

decisão
ação
manutenção
pré-contemplação
contemplação
No planejamento e implementação de ações de promoção da alimentação saudável no âmbito da Atenção Básica em Saúde, deve-se considerar:
Que os métodos de transmissão de conhecimento técnico-científico estejam adequados às abordagens tecnicistas que devem enfrentar as crenças errôneas envolvidas em comportamentos prejudiciais à saúde
A prioridade e autonomia dos equipamentos públicos dedicados à distribuição de alimentos e fármacos à população, na elaboração de estratégias integradas de promoção da saúde voltadas para o respectivo território
Metodologias crítico-reflexivas, com enfoque problematizador, que capacitem pessoal para a elaboração de planos verticais de promoção de saúde - desenvolvidos pelas esferas governamentais mais elevadas e repassados às esferas subjacentes
Os determinantes sociais da saúde, com ações técnicas e políticas amplas e inter-setoriais para o território, que articulem os equipamentos públicos à sociedade e privilegiem o empoderamento e autonomia dos sujeitos
O Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) tem por objetivo subsidiar políticas públicas, contribuindo com o planejamento, monitoramento e gerenciamento de ações e programas relacionados com a melhoria do consumo alimentar e do estado nutricional da população brasileira. Identifique, dentre as afirmativas abaixo, aquela que NÃO ESTÁ DE ACORDO com os propósitos e implementação do SISVAN:
A principal fonte de dados do SISVAN consiste na coleta rotineira de informações nos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde
As etapas do fluxo da Vigilância Alimentar e Nutricional são a coleta, digitação das informações e análise dos indicadores, divulgação das informações e a sua utilização para a ação
O SISVAN é um programa de intervenção que se destina ao diagnóstico descritivo e analítico da situação alimentar e nutricional da população brasileira
Os dados fundamentais que possibilitam a avaliação do estado nutricional para as ações de vigilância são: idade, sexo, peso e altura.
O Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), após a promulgação da Lei n. 8080/1990, e com a publicação da Portaria n. 1.156, de 31 de agosto de 1990, foi implantado nacionalmente. O Sisvan
fornece informação contínua sobre o estado nutricional de crianças, adolescentes, adultos e gestantes; o grupo de idosos não é contemplado pelo sistema.
utiliza dados obtidos para o monitoramento do estado de saúde dos usuários das unidades básicas de saúde do SUS e dos hospitais públicos e privados.
coleta, entre os adultos, a informação da circunferência da cintura, por se tratar de um indicador importante do risco cardiovascular.
registra, no módulo de gestão, a situação de saúde dos indivíduos, incluindo-se o estado nutricional, a vacinação e o pré-natal.
A Atenção Básica tem a Saúde da Família como estratégia prioritária para sua organização de acordo com os preceitos do Sistema Único de Saúde. Dessa forma pode-se AFIRMAR que:
Desenvolve-se sob forma de trabalho em equipes, dirigidas a populações de territórios bem delimitados
Institui-se que a educação permanente dos profissionais da Atenção Básica é de responsabilidade exclusiva da Secretaria Municipal da Saúde
Caracteriza-se pelo emprego de tecnologias de baixa complexidade em âmbito individual
Define-se nacionalmente como áreas estratégicas o controle da hanseníase e a eliminação da tuberculose e hipertensão arterial
Entre os pressupostos conceituais e organizacionais que foram considerados na construção da matriz de ações de alimentação e nutrição, elaborada pelo Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição da Universidade de Brasília – OPSAN/ UnB, pode-se AFIRMAR que:
O cuidado nutricional, realizado na rotina da atenção básica da saúde, visa basicamente ações de tratamento e assistência ambulatorial
O indivíduo, a família e a comunidade são considerados três distintos sujeitos das ações de alimentação e nutrição e da abordagem do cuidado nutricional
As ações podem ser de caráter universal ou específico. Entende-se que ambas as ações podem ser aplicáveis a todas as fases do curso da vida
Pressupõe-se que a assistência à saúde deve ser prestada no âmbito ambulatorial e hospitalar, outros espaços, especialmente o domiciliar, não devem ser considerados
O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), instituído pela Lei n. 6.321, de 14 de abril de 1976, e regulamentado pelo Decreto n. 5, de 14 de janeiro de 1991, prioriza o atendimento aos trabalhadores de baixa renda. De acordo com a legislação,
a empresa, com a quantidade mínima de mil trabalhadores contratados, poderá participar do PAT.
a empresa poderá descontar do salário do trabalhador até o limite de 10% do custo direto da refeição.
a empresa poderá escolher, entre as modalidades de serviço de alimentação, a autogestão ou a terceirização.
a empresa que fornece refeições principais e menores necessita oferecer uma porção de fruta em uma das refeições.
“Foi proposto primeiramente pelo INAN (Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição) em 1976, mas somente em 1990, após a promulgação da Lei n.º 8.080/1.990, e publicação da Portaria n.º 1.156, de 31 de agosto desse mesmo ano, que ficou estabelecida. Trata-se de um instrumento para obtenção de dados de monitoramento do Estado Nutricional e do Consumo Alimentar das pessoas que frequentam as Unidades Básicas do SUS”.
O texto apresentado refere-se a(o)Programa Saúde na Escola (PSE).
Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN).
Estratégia Nacional para Alimentação Complementar Saudável (ENPACS).
Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN).
Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA).
As diretrizes da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN), publicada em 2010, incluem a instituição de processos permanentes de educação alimentar e nutricional (EAN). Acerca desse tema, assinale a opção correta.
Os termos educação nutricional e educação alimentar são sinônimos e definem aspectos associados a nutrição e alimentação, alimento, produção, abastecimento e transformação.
A EAN possui como princípio o ensino da composição e das propriedades funcionais dos alimentos, com base nos nutrientes.
A EAN tem como objetivo promover a prática autônoma e voluntária de hábitos alimentares saudáveis.
A abordagem de EAN deve ser feita, exclusivamente, pelo nutricionista, conforme a legislação que regulamenta o exercício da profissão.
Uma das principais estratégias de intervenção é a abordagem do tema como uma disciplina no ensino fundamental, como Ciências ou Biologia.
A obesidade é um dos principais problemas de saúde pública no Brasil. Alguns dos fatores metabólicos envolvidos na etiologia da obesidade são:
o hiperinsulinismo e a insulino-sensibilidade.
hiperinsulinismo e o aumento da atividade da lípase lipoproteica.
a hiperleptinemia e hipoinsulinismo.
o hipotireoidismo e a diminuição da atividade da lípase lipoproteica.