Questões de Concurso sobre Nutrição e Saúde Pública

 
 
Disciplina 1
Assunto 23
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Conforme o primeiro princípio apresentado no GAPB, a alimentação reflete a ingestão de nutrientes, ressaltando-se, com isso, o importante e fundamental papel do nutriente na explicação da relação alimentação-saúde.

C
Certo

E
Errado

O Brasil é um pais muito grande que apresenta diferenças regionais e uma diversidade étnica singular. E a alimentação é um aspecto muito importante da identidade cultural. Portanto os cardápios da alimentação escolar deverão ser elaborados pelas nutricionistas respeitando os hábitos alimentares, a cultura e a tradição alimentar da localidade. Previsto no § 6º do art. 14 da Resolução CD/FNDE nº 26/2013 que os cardápios da alimentação escolar para alunos indígenas e/ou quilombolas deverão atender suas necessidades especiais, desta forma qual é o percentual das necessidades nutricionais adequado para atender os alunos.


A

No mínimo 10% das necessidades nutricionais diárias.


B

No mínimo 15% das necessidades nutricionais diárias.


C

No mínimo 20% das necessidades nutricionais diárias.


D

No mínimo 30% das necessidades nutricionais diárias.


E

Nenhuma alternativa está correta.

Sobre o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN), é correto afirmar:


A

A sociedade civil organizada propôs a criação do SISAN, por reconhecer a realização do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA).


B

A garantia do DHAA relaciona-se ao acesso, físico, mas não o econômico, ao alimento adequado de cada grupo, família ou indivíduo, à medida que forem superadas as dificuldades para produzir, armazenar, distribuir, adquirir e consumir alimentos adequados e saudáveis.


C

O SISAN surge de demanda apenas do governo, e é instituído por meio da Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional.


D

Os princípios da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional são: a intersetorialidade e a participação do governo, excluindo a participação social.


E

A Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional são institucionalidades para garantia da participação social. Essas instituições não deverão ser reproduzidas nos Estados e Municípios.

De acordo com os dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde, com relação à epidemiologia da desnutrição infantil:

Os principais fatores atribuíveis à redução da desnutrição no Brasil como um todo se devem ao aumento da escolaridade materna, ao crescimento do poder aquisitivo das famílias, à ampliação dos programas de transferência de renda, como o Programa Bolsa Família, à expansão da assistência à saúde e à melhoria das condições de saneamento. Assim, o enfrentamento da desnutrição infantil deve ser realizado a partir do enfrentamento dos seus determinantes sociais e de suas políticas públicas promotoras da equidade.

BRASIL; MINISTÉRIO DA SAÚDE; SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE; DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA. Manual instrutivo para implementação da Agenda para Intensificação da Atenção Nutricional à Desnutrição Infantil: Portaria nº 2.387, de 18 de outubro de 2012. Brasília: Ministério da Saúde, 2013

Para monitorar o estado nutricional, a Vigilância Alimentar e Nutricional (VAN) tem papel fundamental para identificar os casos de desnutrição por meio do registro de medidas antropométricas e de marcadores do consumo alimentar de indivíduos de todas as fases de vida. No entanto, para que as ações de VAN sejam incorporadas como rotina da rede de atenção básica, algumas medidas são necessárias para que os dados sejam inseridos no Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional.

BRASIL; MINISTÉRIO DA SAÚDE; SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE; DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA. Marco de referência da vigilância alimentar e nutricional na atenção básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2015

Com base nisso, assinale a alternativa correta


A

Para crianças menores de 24 meses, o monitoramento de peso e comprimento deve ser realizado ao menos uma vez a cada seis meses.


B

Crianças menores de 2 anos precisam ser avaliadas com relação ao peso, comprimento e circunferência da cabeça, ao menos 1 vez ao ano, e investigado o consumo alimentar, principalmente quanto à prática do aleitamento exclusivo até 6 meses de idade e do aleitamento complementar até dois anos de idade.


C

A Caderneta de Saúde da Criança é um instrumento importante para auxiliar no acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento da criança, mas se os dados antropométricos forem inseridos continuamente no Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, o acompanhamento poderá ser apenas eletrônico, não sendo necessário o preenchimento físico da Caderneta.


D

Na ausência de balança pediátrica e antropômetro horizontal na Unidade Básica de Saúde, a criança poderá ter as medidas de peso corporal e altura/comprimento calculadas por meio de estimativas específicas para idade e sexo.


E

Para garantir a fidedignidade das medidas antropométricas, é necessário avaliar o(s) equipamento(s) a ser(em) utilizado(s) na Unidade Básica de Saúde, pois o uso de balança descalibrada ou uma régua antropométrica imprecisa compromete a qualidade de qualquer método antropométrico e, em crianças, podem subestimar ou superestimar um agravo nutricional.

Um nutricionista que atua no ambulatório de uma Unidade Básica de Saúde atendeu a um paciente diagnosticado com Beribéri. De acordo com o Guia de Consulta para Vigilância Epidemiológica, Assistência e Atenção Nutricional dos Casos de Beribéri, a orientação nutricional deve estimular o consumo de alimentos que sejam fontes de


A

vitamina B2 e a diminuição de bebidas que inibam a absorção dessa vitamina, tais como café e refrigerante.


B

vitamina B1 e a diminuição de bebidas que inibam a absorção dessa vitamina, tais como café e bebida alcoólica.


C

vitamina B6 e a diminuição de bebidas que inibam a absorção dessa vitamina, tais como chá e bebida alcoólica.


D

vitamina B12 e a diminuição de bebidas que inibam a absorção dessa vitamina, tais como refrigerante e chá.

A Vigilância Alimentar e Nutricional se insere na Vigilância em Saúde, tendo em vista a estreita relação entre a Segurança Alimentar e Nutricional e as condições de saúde do indivíduo ou das populações. Para exercer atitude de vigilância, o Marco de Referência da Vigilância Alimentar e Nutricional na Atenção Básica recomenda utilizar como referencial o


A

Ciclo de Gestão e Produção do Cuidado.


B

Ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Act).


C

Ciclo de Gestão de Processos.


D

Ciclo de Produção em Vigilância.

“Descrever a extensão e a magnitude dos distúrbios nutricionais, as frequências relativas entre grupos sob investigação e possíveis tendências temporais [...].”. Esta afirmativa se refere a um dos principais objetivos da:


A

Transição nutricional.


B

Avaliação do estado nutricional.


C

Incidência nutricional.


D

Epidemiologia nutricional.

O Ministério da Saúde lançou o novo Guia Alimentar para a População Brasileira. A atualização da publicação relata quais cuidados e caminhos são recomendados para se alcançar uma alimentação saudável, saborosa e balanceada. A nova edição, ao invés de trabalhar com grupos alimentares e porções recomendadas, indica que a alimentação tenha como base alimentos frescos e minimamente processados, além de evitar os ultraprocessados.

São exemplos de produtos minimamente processados, exceto:


A

Arroz branco, integral ou parboilizado, a granel ou embalado.


B

Frutas secas e sucos de frutas pasteurizados sem adição de açúcar ou outras substâncias.


C

Leite pasteurizado, ultrapasteurizado ou em pó, iogurte (sem adição de açúcar).


D

Farinhas de mandioca, de milho ou de trigo.


E

Pães feitos de farinha de trigo, leveduras, água e sal.

Há duas décadas, as experiências alimentares da maioria das crianças em idade pré-escolar se centravam na casa e na família. Atualmente, devido às mudanças nos estilos de vida, muitas crianças passam parte ou a maioria dos seus dias fora, em creches ou escolas. Sobre os determinantes ambientais do comportamento alimentar, analise as afirmativas a seguir:


I- No Brasil, em decorrência do conjunto de mudanças econômicas e sociais, é possível verificar a existência de políticas públicas e sociais principalmente na área educacional.

II- O cardápio da alimentação escolar deve ser programado de modo a suprir, no mínimo, 30% das necessidades nutricionais diárias dos alunos das creches e escolas indígenas e 15% para os demais alunos matriculados em creches, pré-escolas e escolas de ensino fundamental, durante sua permanência em sala de aula.

III- A maioria dos trabalhos desenvolvidos sobre merenda escolar enfatiza sua importância no combate à desnutrição crônica presente em muitas regiões pobres do país (Norte e Nordeste). No entanto, na região Sudeste (estado de São Paulo), a desnutrição está dando lugar à obesidade, mesmo nas áreas carentes.

IV- A escola participa na formação do comportamento alimentar infantil, na medida em que a criança também molda seu comportamento espelhando-se nos amigos e professores.


Estão CORRETAS as afirmativas:


A

I e II apenas.


B

II e III apenas.


C

I, II e IV apenas.


D

I, II, III e IV.

Em relação aos aspectos nutricionais da população brasileira, é correto afirmar que:


A

A desnutrição energético-proteica não é mais problema carencial no Brasil.


B

A obesidade apresenta a escolaridade materna como fator de risco significativo, ao lado de outros fatores relativos concomitantes como a pobreza, moradias insalubres, dificuldade de acesso aos serviços de saúde, dentre outros.


C

A transição nutricional se caracteriza pela inversão na distribuição das deficiências nutricionais (DEP, anemia, deficiência de vitamina A, deficiência de iodo, beribéri, e outros processos carenciais), substituída pela emergência epidêmica do sobrepeso/obesidade.


D

Entre as medidas para o combate da deficiência de vitamina A no Brasil, o Ministério da Saúde recomenda o estímulo ao consumo de alimentos fortificados e fontes dessa vitamina, a promoção do aleitamento materno e a suplementação com megadoses de vitamina A no puerpério e para crianças de 6 a 59 meses de idade, considerando o território brasileiro como área de risco.

 
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