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Flávia Biroli (2018) dedica uma parte de seu trabalho ao cuidado, muito embora revele que o cuidado está longe de ser um tema com alguma centralidade nos estudos teóricos e empíricos sobre democracia. Considerando o texto da autora é correto afirmar que:
A disponibilidade e os padrões de distribuição de recursos materiais e tecnológicos incidem diretamente no cuidado das crianças apenas. As formas que a vulnerabilidade assume em condições de doença e na velhice não importam.
Uma perspectiva ética fundamentada no cuidado e na interdependência jamais permitiria avaliar o caráter da democracia.
O acesso desigual aos cuidados necessários e a posição de quem cuida não contrapõem dimensões de igualdades de gênero, classe e raça.
A necessidade de cuidado pode ser pensada como parte do cotidiano das pessoas. O cuidado pode ser significado e organizado de formas profundamente diversas.
Os recursos disponíveis para atender às necessidades de cuidados não são aspectos que determinam as diferenças nos modos como certos momentos e certas condições de vulnerabilidades são vividos pelas pessoas nas comunidades das quais fazem parte.
“Trata-se de um fenômeno tão complexo quanto incômodo e preocupante, que vem minando o tecido social e infiltrando-se em todos os setores da vida contemporânea. É um fenômeno diante do qual não há possibilidade de neutralidade [...]. Afinal, não há como ignorá-la ou fugir dela, a violência se presenta a qualquer hora e em toda a parte, seja nos espaço públicos ou privados, podendo-se mesmo arriscar dizer que já se encontra infiltrada nas mais recônditas frestas da subjetividade do homem contemporâneo”, escreve Maria Eucares Motta, no prefácio do livro de Hebe Signorini Gonçalves. Sobre o fenômeno da violência, elas revelam, ainda, que:
Há como reduzir o fenômeno da violência a meramente uma questão da segurança pública ou a casos de polícia.
A violência não pode ser analisada de maneira simplista e, sobretudo, que não basta responsabilizar setores específicos nem se fundamentar em critérios tradicionais que se contentam em criminalizar a pobreza, demonizar o usuário de drogas ilícitas ou responsabilizar o tráfico de armas e drogas.
A negligência, o abandono, a prostituição, os maus-tratos, o abuso sexual e a pedofilia, com todas as políticas de proteção às crianças e adolescentes surgidas no século passado, pararam de atormentar as crianças neste novo século.
Todos − governo, comunidade, família − interiorizaram adequadamente o seu dever legal de proteger integralmente todas as crianças e jovens, independentemente de serem ou não seus próprios filhos e de suas condições econômicas e sociais.
A produção acerca da violência contra a criança pode ser interpretada apenas com base no exame da violência como manifestação dotada de racionalidade e produtora de sentido.
De acordo com Bleger (2003), em seu livro “Temas em Psicologia”, é INCORRETO afirmar que:
O trabalho com grupo em uma instituição, em função da prevenção primária não tende a cura, mas sim as possibilidades de desenvolvimento das capacidades e atitudes do ser humano.
Em todo grupo ocorre um tipo de relação que é paradoxalmente, uma não relação, no sentido de uma não individualização que se impõe como estrutura básica de todo grupo. A isto, Bleger nomeou de sociabilidade por interação.
Um grupo é um conjunto de pessoas que entram em interação entre si, porém, além disso, o grupo é, fundamentalmente, uma sociabilidade estabelecida sobre um fundo de indiferenciação ou de sincretismo, no qual os indivíduos não têm existência como tais e entre eles atua um transitivismo permanente.
O grupo tende a estabilizar-se como uma organização, com padrões fixos e próprios. E toda organização, tende a ter a mesma estrutura que o problema que deve enfrentar e para qual foi criada.
Sara Pain (1992) acredita que, para aprender, o sujeito põe em jogo quatro estruturas que atuam de forma interligada e interdependente, influenciando-se mutuamente. Quais são?
Estrutura orgânica (organismo), estrutura corporal (corpo), estrutura operante e estrutura desejante.
Estrutura emocional, estrutura corporal (corpo), estrutura cognitiva e estrutura desejante.
Estrutura orgânica (organismo), estrutura operante, estrutura cognitiva e estrutura desejante.
Estrutura orgânica (organismo), estrutura corporal (corpo), estrutura cognitiva e estrutura desejante.
Estrutura orgânica (organismo), estrutura corporal (corpo), estrutura cognitiva e estrutura emocional.
No âmbito dos estudos sobre influência social, encontramos dois subtipos de influências: a normativa e a informativa. A aceitação privada consiste em um efeito cognitivo provocado quando nos encontramos em situações de influência social normativa.
Certo
Errado
INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão 05.
Entretanto, para as visões que consideram o racismo um fenômeno institucional e/ou estrutural, mais do que a consciência, o racismo como ideologia molda o inconsciente. Dessa forma, a ação dos indivíduos, ainda que conscientes, "se dá em uma moldura de sociabilidade dotada de constituição historicamente inconsciente". Ou seja, a vida cultural e política no interior da qual os indivíduos se reconhecem enquanto sujeitos autoconscientes e onde formam os seus afetos é constituída por padrões de clivagem racial inserida no imaginário e em práticas sociais cotidianas. Desse modo, a vida "normal", os afetos e as "verdades" são inexoravelmente perpassados pelo racismo, que não depende de uma ação consciente para existir. (grifos do autor)
Fonte: ALMEIDA, Sílvio Luiz de. Racismo estrutural. São Paulo: Sueli Carneiro; Pólen, 2019.
Considerando-se a atuação do psicólogo diante do que o excerto acima apresenta como ideia central, pode-se afirmar que:
É necessário que o psicólogo compreenda os processos estruturais que levam ao fenômeno da discriminação racial a partir dos padrões sócio-historicamente formados e que se tornaram inconscientes no cotidiano de quem segrega.
É importante que o psicólogo seja capaz de compreender o seu lugar de poder diante do racismo, pois, ao abordar o inconsciente, esse profissional consegue fazer com que o sujeito racista entenda os atos que comete.
É essencial que o psicólogo entenda que afetos e verdades são individuais e inexoráveis, e que a vida normal é perpassada pelo racismo consciente que existe em cada pessoa que pratica o segregacionismo no cotidiano.
O psicólogo deve ser capaz de perceber que seu trabalho contra o preconceito e a discriminação cotidianos deve basear-se nas práticas sociais tidas como normais, em que os indivíduos que segregam o fazem conscientemente.
O psicólogo que compreende que o racismo no Brasil é estrutural é capaz de agir no inconsciente coletivo, em busca de reconstruir afetos ideológicos e proporcionar ações institucionais capazes de mitigar o preconceito.
Em nossa cultura, é comum aprender, desde cedo, que a única sexualidade lícita, correta, aceitável, é o modelo heterossexual. Ou seja, a cultura é heterossexista. As expressões da sexualidade que não se encaixam no modelo hegemônico são ________________ e até mesmo tratadas como _______________. O modelo homossexual de viver a afetividade e a sexualidade faz parte das sexualidades ditas desviantes. Esse valor negativo, assim como o positivo em relação às heterossexualidades, é introjetado pelo sujeito em constituição. O discurso social constrói as referências simbólicas do masculino e do feminino e dita os parâmetros que definem a sexualidade de “normal”. Consequentemente, o sujeito homossexual, marcado pelos ideais da sociedade, se sente “desviante”, posto que excluído do discurso dominante. (...) O silêncio acerca da existência das diversidades pode fazer com que uma corrente libidinal passe a ser sentida pelo sujeito como desviante. Ao sublinhar uma determinada forma de manifestação pulsional, o imaginário social, no qual a escola está imersa, está não apenas impedindo o curso sadio das pulsões sexuais, mas talvez – e isto pode ser _________ – direcionando a futura orientação sexual da criança. Discutir e desconstruir os argumentos que sustentam a existência de uma sexualidade normal é a única maneira de propiciar um enfrentamento à patologização e à homofobia (CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, 2011).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
respeitadas – direito de expressão – perverso
descartadas – doenças – perverso
descartadas – direito de expressão – sadio
respeitadas – doenças – sadio
Analise a frase abaixo, tendo como referência a Psicologia Social:
“________ são, pois, estruturas mentais que nos possiblitam reunir em torno de certos temas aspectos da realidade social que, uma vez estabelecidos, influenciarão a maneira pela qual reagimos a estímulos sociais.”
(Rodrigues, Assmar e Jablonski, 2015)
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.
Esquemas sociais
Esquemas intrusivos
Sensações positivas
Pensamentos inatos
Profecias autorrealizadoras
Psicologia _____: um postulado básico dessa disciplina é que as pessoas, por _____ diversificadas que sejam, apresentam socialmente um comportamento _____ do que expressariam se estivessem isoladas, pois imersas na massa elas se encontram imbuídas de uma mente coletiva. É esta instância que as leva a agir de uma forma diferente da que assumiriam individualmente. Este ponto de vista é desenvolvido pelo cientista social.
Preenchem adequadamente as lacunas acima as respectivas palavras:
Comportamental – Menos – Análogo;
Social – Mais – Distinto;
Laboral – Menos – Similar;
Gestalt – Mais – Semelhante;
Laboratorial – Mais – Correlato.
Pode-se conceituar ‘religião’ como um sistema organizado de crenças, práticas, rituais e símbolos projetados para auxiliar a proximidade do indivíduo com o sagrado ou transcendental, e ‘espiritualidade’ como uma busca pessoal de respostas sobre o significado da vida e o relacionamento com o sagrado ou transcendente. Práticas, procedimentos religiosos e/ou espirituais e crenças correlatas constituem uma parte importante da cultura e dos esquemas mentais utilizados por pessoas e grupos para dar forma a determinados processamento de informações, interpretações e julgamentos. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) o bem-estar espiritual é uma dimensão do estado de saúde, junto às dimensões corporais, psíquicas e sociais.
Neste contexto, analise as decorrentes afirmativas I e II abaixo, assinalando em seguida a alternativa correta:
I– Por considerar as experiências místicas e meditativas como processos mensuráveis e quantificáveis, com base nas evidências acumuladas na literatura e na prática médica, a OMS, por meio do grupo de Qualidade de Vida, incluiu em seu instrumento genérico de avaliação de qualidade de vida o domínio Religiosidade, Espiritualidade e Crenças Pessoais com 100 itens.
II– A maioria dos estudos que investigou a relação entre a religiosidade/espiritualidade e a saúde mental revelou, por outro lado, e de um modo algo paradoxal, que níveis mais elevados de participação religiosa estão associados com menor bem-estar e saúde mental.
A afirmativa I está certa e a afirmativa II está errada.
A afirmativa II está certa e a afirmativa I está errada
As duas afirmativas I e II estão certas.
As duas afirmativas I e II estão erradas.
Sílvia Lane (2007) traz reflexões importantes sobre o processo grupal, além de suas implicações teóricas, metodológicas e prático-políticas. Sobre a análise do processo grupal, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(_) Segundo Lane (2007) é essencial olharmos para o grupo enquanto processo grupal, pois isso implica toda a dinâmica inerente ao grupo, englobando tanto aspectos pessoais, vivências subjetivas quanto características grupais e realidades objetivas.
(_) Na análise grupal deve-se levar em conta a perspectiva histórica e dialética do grupo.
(_) Para que o grupo se fortaleça é fundamental eliminar o caráter subjetivo proveniente de cada membro que o compõe.
(_) O grupo tem um papel fundamental quando pensamos na psicologia social comunitária, pois é através dele que os indivíduos poderão se organizar coletivamente para pensar na resolução de problemas comuns ou mesmo na satisfação das necessidades próprias.
Assinale a alternativa que a apresenta a sequência CORRETA:
V F F F.
F V V V.
F V F F.
V V F V.
Na Psicologia Social, Serge Moscovici nos trás o conceito de Representação Social. Assinale a alternativa que melhor as determina:
É o período em que as novas convicções e práticas são testadas por tentativa e erro; isso reforça as transformações e resulta em um novo ciclo de mudança.
São formas válidas de conhecimento com valor próprios não versões diluídas de informações superiores. (...) As representações compartilhadas existem para elaborar e formar a "realidade comum".
Descreve que as reações compensatórias são internalizadas, ao passo que as infrutíferas são reprimidas.
É uma alucinação controlada externamente.
Bacellar et al. (2012) colocam que a humanização não tem como ser aplicada, pois não é uma _________. Sua existência _____________ de uma relação de ajuda em que predomina uma atitude autêntica, onde aquele que oferece ajuda considera a potência e a direção ao crescimento daquele que será́ ajudado, respeita sua individualidade e seu processo de construção particular. Quando essa pessoa concentra seus esforços em proporcionar condições que facilitem o desenvolvimento do outro "a tendência ao crescimento e a _________ deste crescimento serão então evidentes e virão do interior do organismo" (ROGERS, 2001).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
teoria – depende – qualidade
técnica – independe – direção
teoria – independe – qualidade
técnica – depende – direção
Nas últimas décadas, contribuições teóricas da Psicologia no campo das relações raciais têm se intensificado no Brasil, na defesa dos direitos de cidadania a uma enorme parcela da população submetidas a inúmeras situações de dominação e opressão. Nesse contexto de discussão, correlacione os termos com suas respectivas definições.
1. Raça.
2. Etnia.
3. Racismo institucional.
4. Racismo interpessoal.
( ) construção simbólico-cultural de elementos que ligam os sujeitos em um mesmo grupo.
( ) processos de desigualdade política com base na raça/cor que ocorrem entre os sujeitos em interação.
( ) materialidade do corpo expressa pelo fenótipo.
( ) gestão coletiva que inflige condições desfavoráveis de vida à população negra e indígena, ao mesmo tempo que atua como alavanca social para os(as) brancos(as).
Assinale a alternativa que mostra a relação correta, de cima para baixo.
2, 4, 1 e 3.
1, 4, 2 e 3.
2, 3, 1 e 4.
1, 3, 2 e 4.
4, 3, 1 e 2.
Percepção e Paradigma:
(__) Percepção é o processo pelo qual a pessoa organiza, interpreta e traduz as informações que vêm através dos órgãos dos sentidos;
(__) Percepção é a base da compreensão do comportamento;
(__) É por meio do processo perceptivo que as pessoas constroem a sua própria realidade;
(__) É com base no que é percebido que as pessoas raciocinam, tomam decisões e agem.
Levando-se em consideração que V significa Verdadeiro e F significa Falso, a sequência das proposições acima é:
F – V – F – V;
F – V – V – V;
V – V – V – V;
V – F – V – F;
V – V – V – F.
A teoria ERG configura-se como uma das mais recentes no campo de estudos da motivação humana. Nessa teoria, são considerados três grupos de necessidades essenciais: existência, relacionamento e crescimento.
Certo
Errado
Numa aula, o professor propõe discutir o conceito de luta de classes, quando, repentinamente, um aluno levanta e diz: Não vim à escola para ouvir ideias comunistas. Noutra situação, em palestra sobre vacinação, ao iniciar os esclarecimentos sobre os possíveis efeitos colaterais da vacina contra o COVID-19, um congressista levanta e diz: Não vim à palestra para escutar negacionista. Tanto o aluno como o congressista se levantaram e se retiraram dos respectivos recintos. Na perspectiva dos fenômenos grupais, segundo a situação descrita, podemos afirmar que um e outro pautaram suas atitudes, segundo a(o)
Polarização grupal.
Rotulação.
Estereotipia.
Pensamento grupal.
Dissonância cognitiva.
Sobre competências socioemocionais, assinale a alternativa INCORRETA:
Quando falamos sobre competências socioemocionais, nos referimos a traços, habilidades e comportamentos que contemplam aspectos do nosso temperamento e personalidade, dentre outros.
Pessoas que apresentam um nível maior de desenvolvimento de competências socioemocionais tendem a demonstrar mais facilidade em administrar suas emoções.
Ao tratarmos sobre competências socioemocionais, englobamos aspectos como o desenvolvimento das nossas habilidades de gestão saudável dos relacionamentos e resolução de problemas.
Pessoas com um maior nível de desenvolvimento de suas competências socioemocionais tendem a apresentar conceitos distorcidos sobre si mesmo e sobre os outros.
Podemos relacionar o desenvolvimento de competências socioemocionais a maiores índices de sucesso acadêmico e profissional.
A teoria dos construtos pessoais de Kelly:
I – As pessoas desenvolvem as suas construções pessoais conforme o seu entendimento sobre como o mundo funciona;
II – Por meio dos construtos, as pessoas dão sentido ao que observam e experimentam;
III – O livre arbítrio é um princípio relativo que pode ou não vigorar.
Sobre os itens acima podemos afirmar:
Apenas I está correto;
Apenas II está correto;
Apenas I e II estão corretos;
Apenas I e III estão corretos;
I, II e III estão corretos
Sobre as funções dos estereótipos, segundo Henri Tajfel, NÃO É correto afirmar:
Os estereótipos atendem a quatro tipos de funções: cognitiva, preservação de valores, ideológica e diferenciação com relação a outros grupos.
Os estereótipos minimizam as diferenças entre pessoas pertencentes ao mesmo grupo social.
Os estereótipos acentuam as diferenças entre os membros de diferentes grupos.
A identidade social é o elo utilizado para analisar as relações entre as funções individuais dos estereótipos e suas funções sociais.
Os estereótipos são facilmente modificados nas relações sociais, pois o consenso social não pode ser utilizado como critério de validade.