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Na perspectiva contemporânea no modo de se pensar a aula e o processo de ensino-aprendizagem em Arte, assinale a alternativa que enfatiza e valoriza a ação docente.
Difundir informações pré-fabricadas e impor normas e convenções exteriores, “produto” pronto para os alunos.
Auxiliar os alunos a confrontar e ressignificar informações relevantes no âmbito da relação que estabelecem com a realidade, capacitando-os a reconstruir significados por meio da experiência artística.
Agir no confronto entre a realidade objetiva e o conjunto de significados que cada um constrói a partir das experiências pessoais.
Associar o “compreender” ao “memorizar” saberes externos e prontos.
O fazer se dá em função da leitura da obra de arte, através do uso de reprodução de imagens, de forma interdisciplinar. A proposta visa a mudança da cultura verbalmente orientada para uma cultura visualmente orientada. O método de leitura de imagem ao qual essas informações se referem é conhecido como:
Disciplined Based Art Education.
Metodologia Triangular.
Método comparativo de análise de obras de arte.
Multipropósito.
Image Watching.
A obra Quadrilha apresenta diversos desdobramentos para tratar em sala de aula, como, por exemplo, pesquisar e conhecer distintos aspectos estéticos e culturais na dança, nas artes visuais e na literatura em relação às práticas culturais vigentes. Por este motivo, é muito adequada para uma abordagem multiculturalista.
Ao escolher uma determinada obra de arte para ser estudada, o educador deve ter claro quais são os propósitos e objetivos a serem alcançados. Para tanto, é necessária a elaboração de um roteiro, contendo as informações sobre o artista, descrição, interpretação e exercício de aprendizagem, a fim de que, ao final do processo, os alunos possam se expressarem, formalmente, por meio de objetos bi ou tridimensionais (desenho, pintura, colagem, gravura, escultura, instalações). Nesse contexto, a metodologia triangular do ensino de arte propõe os seguintes eixos:
fazer arte, apreciar arte, contextualizar arte.
reproduzir arte, visualizar arte, praticar arte.
vivenciar arte, comparar arte e fazer arte.
conhecer arte, apreciar arte e comparar arte.
Para estudar arte na escola, Fusari e Ferraz (2000) consideram que o arte-educador precisa ter em mente procedimentos de ensino e aprendizagem intencionalmente escolhidos para uma única finalidade: o conhecimento da arte como um saber. As autoras propõem, para um planejamento de atuação docente voltado para a experiência e crescimento artístico do estudante, etapas para as ações pedagógicas e metodológicas.
Conforme Ferraz (2000), analise as etapas metodológicas para um planejamento docente para a escola.
I. Conhecer a prática social e cultural vivida pelos alunos com relação aos aspectos artísticos, estéticos e históricos, abordados nas unidades de programa; identificar ao mesmo tempo o que lhes falta ainda saber sobre o assunto
II. Organizar atividades de ensino e aprendizagem que permitam o aprofundamento dos conteúdos escolares em arte por meio de elaborações práticas e teóricas nas dimensões artísticas estéticas.
III. Verificar o estágio em que se encontra o conhecimento estético e artístico dos alunos após as intervenções educativas prático-teóricas para elencar, classificar e selecionar os alunos talentosos.
Sobre essas etapas, estão corretas as afirmativas
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Na década de 1980, podemos constatar no ensino em geral uma busca por ações que valorizem as vivências dos alunos, que se relacionem com as questões sociais e, principalmente, que favoreçam o desenvolvimento de uma consciência crítica. A arte-educadora Ana Mae Barbosa foi de vital importância para a forma de ensinar arte no Brasil nessa época. Comprometida com a democratização do saber em arte, com a possibilidade de tornar acessível a todos os alunos – da rede pública e particular – os conteúdos artísticos, passou a estudar formas de conduzir um trabalho conectado com as realidades pessoais e sociais dos alunos. Inseriu, também, no universo do ensino da arte a “Metodologia Triangular”, proposta metodológica que enfoca de forma integrada:
I. O fazer artístico.
II. A análise de obras e objetos de arte.
III. A história da arte.
IV. A linguagem verbal.
Estão CORRETOS apenas os itens:
I, II e III.
II, III e IV.
I, III e IV.
I e IV.
Ana Mae Barbosa, arte-educadora e pensadora da educação brasileira, nascida em 17 de julho de 1942, no Rio de Janeiro, é responsável por elaborar a Abordagem Triangular (conhecer a história, fazer arte e saber apreciar uma obra), que traz elementos da teoria Freireana para pensar o ensino de arte. Foi uma das fundadoras da arte-educação no Brasil e é amplamente referenciada em escolas, museus e faculdades de pedagogia no país, na América Latina e no mundo.
Assinale a alternativa incorreta a respeito dos dizeres da referida arte-educadora:
“Temos que pensar que a arte, e nós da arte, somos a resistência. Nem governo de direita, nem de esquerda, privilegiam a arte ou sequer dão condições para seu desenvolvimento. A arte é inimiga do poder”.
“A arte também participa dessa campanha de não-violência, porque ela dá ferramentas para a expressão de subjetividades”.
“A gente continua a discutir as Bases Nacionais Curriculares Comuns, que querem fazer das artes meros subcomponentes do currículo".
“As artes são linguagens que se distanciam grandemente da linguagem verbal, pelas suas características próprias”.
“Existe a arte como expressão e a arte como cultura. A arte como expressão, é a capacidade de os indivíduos interpretarem suas ideias através das diferentes linguagens e formas. A arte como cultura trabalha o conhecimento da história, dos artistas que contribuem para a transformação da arte”.
O documento inclui a dança como componente específico da arte no ensino fundamental. As seis dimensões do conhecimento que devem ser abordadas de forma indissociável e simultânea, caracterizando a singularidade da experiência artística são:
criação, crítica, estesia, expressão, fruição e reflexão
fruição, expressão, atenção, cooperação, crítica e versatilidade
versatilidade, reflexão, criação, crítica, participação e cooperação
expressão, versatilidade, participação, estesia, verificação e organização
“Em termos educacionais, constitui-se um modelo de ensino focado na integração e unificação disciplinar. Portanto, (...) é permitir o diálogo de qualquer disciplina com as demais do currículo escolar para promover um trabalho contextualizado. Assim, torna-se importante buscar a criação de um novo conceito de conhecimento propondo a visão de totalidade, para que os alunos possam perceber que a escola, mesmo com disciplinas e conhecimentos fragmentados, pode ser unificada e tornar o aprendizado mais efetivo aplicando-o na vida, pois a sociedade onde vivem possui diversos fatores que são fundamentais para a totalidade. (CALDAS, HOLZER, POPI, 2017, p.166).”. O texto acima, retirado da Revista NUPEART, volume 17, de 2017, dialoga sobre o tema da/do:
Transdisciplinaridade.
Multiculturalidade.
Monoculturalidade.
Endodisciplinaridade.
Interdisciplinaridade.
Considerando a apreciação estética e fruição nas diferentes linguagens artísticas – dança, teatro, música e artes visuais, com base nos Parâmetros Curriculares Nacionais em Artes (1998), preencha a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando as linguagens artísticas com suas respectivas características sobre apreciação:
Primeira coluna:
1- Dança.
2- Teatro.
3- Música.
4- Artes Visuais.
Segunda coluna:
( ) Exercício constante de observação e análise diante das propostas e cenas de colegas, por meio de formulações verbais e escritas.
( ) Descoberta, observação e análise crítica de elementos e formas visuais na configuração do meio ambiente construído.
( ) Audição, comparação, apreciação e discussão de obras que apresentam concepções estéticas diferenciadas, em dois ou mais sistemas, tais como: modal, tonal, serial e outros, bem como as de procedimento aleatório.
( ) Experimentação e diferenciação entre repertório, improvisação, composição coreográfica e apreciação, atentando para as diferentes sensações e percepções individuais e coletivas que ocorrem nos quatro processos.
( ) Reconhecimento da diversidade de sentidos existentes nas imagens produzidas por artistas ou veiculadas nas mídias e suas influências na vida pessoal e social.
Assinale a alternativa que associa corretamente as lacunas:
4 – 2 – 1 – 3 – 1.
2 – 4 – 3 – 1 – 4.
1 – 4 – 3 – 2 – 3.
2 – 3 – 4 – 3 – 2.
1 – 2 – 3 – 1 – 4.
A partir dos anos 80, surge, no contexto da educação brasileira, um movimento em prol da arte-educação que permitiu que se ampliassem as discussões sobre o papel do professor nas aulas de artes, bem como as mudanças de concepções das ações das práticas artísticas no âmbito escolar. Tais discussões aconteceram por meio de encontros e eventos promovidos por universidades, associações de arte-educadores, entidades públicas e particulares. Neste contexto, surge a Abordagem Triangular, que foi idealizada e sistematizada por:
Maria Heloisa Corrêa de Toledo Ferraz.
Ana Mae Tavares Bastos Barbosa.
Gisele Costa Ferreira da Silva.
Aracy Abreu Amaral.
Dulce Regina Baggio Osinski.
Sobre as tendências pedagógicas no ensino de arte, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(1) Pedagogia tradicional e as aulas de Arte.
(2) Pedagogia nova e as aulas de Arte.
(3) Pedagogia tecnicista e as aulas de Arte.
(4) Tendência realista-progressista e o ensino de Arte.
(--) A dinâmica do ensino e aprendizagem não é questionada, pois o elemento principal é o sistema técnico de organização da aula e do curso.
(--) A ênfase é a expressão como um dado subjetivo e individual que os alunos manifestam em todas as atividades, as quais passam de aspectos intelectuais para afetivos.
(--) O ensino e a aprendizagem concentram-se apenas na transmissão de conteúdos reprodutivistas, desvinculando-se da realidade social e das diferenças individuais.
(--) Manifesta-se nos movimentos pedagógicos que apontam para uma análise crítica das realidades sociais e uma educação conscientizadora.
1 - 4 - 2 - 3.
3 - 2 - 1 - 4.
4 - 2 - 3 - 1.
2 - 4 - 1 - 3.
“A imagem ganha, a cada avanço tecnológico, mais possibilidades de apropriação e ressignificação.”
Ana Mae Barbosa
Ao utilizar imagens no computador, em sala de aula, o professor de Educação Artística deve estimular seus alunos a valorizarem, prioritariamente, os seguintes aspectos:
conhecimentos específicos da área
recursos eletrônicos da modernidade
programas de manipulação de formas
meios para captura de informações
Ao longo do Ensino Fundamental, os alunos devem expandir seu repertório e ampliar sua autonomia nas práticas artísticas, por meio da reflexão sensível, imaginativa e crítica sobre os conteúdos artísticos e seus elementos constitutivos e também sobre as experiências de pesquisa, invenção e criação. Para tanto, é preciso reconhecer a diversidade de saberes, experiências e práticas artísticas como modos legítimos de pensar, de experienciar e de fruir a Arte, o que coloca em evidência o caráter social e político dessas práticas. Na BNCC de Arte, cada uma das quatro linguagens do componente curricular – Artes visuais, Dança, Música e Teatro – constitui uma unidade temática que reúne objetos de conhecimento e habilidades. Além dessas, uma última unidade temática, Artes integradas, explora as relações e articulações entre as diferentes linguagens e suas práticas, inclusive aquelas possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de informação e comunicação. Nessas unidades temáticas, como as habilidades são organizadas?
As habilidades são organizadas em um bloco do 1º ao 9º ano, articulando manifestações culturais de tempos e espaços diversos, incluindo o entorno artístico dos alunos e as produções artísticas e culturais que lhes são contemporâneas. Do ponto de vista histórico, social e político, propicia a eles o entendimento dos costumes e dos valores constituintes das culturas, manifestados em seus processos e produtos artísticos, o que contribui para sua formação integral.
As habilidades são organizadas em um bloco do 1º ao 9º ano, para que a progressão das aprendizagens seja proposta de forma linear e cumulativa com relação a cada linguagem ou objeto de conhecimento, propondo um movimento no qual cada nova experiência seja independente das anteriores e as posteriores na aprendizagem de Arte.
As habilidades são organizadas em três blocos, um do 1º ao 3º ano, do 4º ao 6º ano e outro do 7º ao 9º ano. Cumpre destacar que os critérios de organização das habilidades, com a explicitação dos objetos de conhecimento aos quais se relacionam e do agrupamento desses objetos em unidades temáticas, expressam um arranjo possível, dentre outros. Portanto, os agrupamentos propostos não devem ser tomados como modelo obrigatório para o desenho dos currículos.
As habilidades são organizadas em dois blocos, um do 1º ao 5º ano e outro do 6º ao 9º ano, com o intuito de permitir que os sistemas e as redes de ensino, as escolas e os professores organizem seus currículos e suas propostas pedagógicas com a devida adequação aos seus contextos.
Segundo Barbosa (2012), os alunos da Newcastle University, nos anos 1960, estudavam a gramática visual, sua sintaxe e seu vocabulário, dominando elementos formais não só nas imagens produzidas por artistas, mas também imagens da propaganda, como nas embalagens, por exemplo. Para a autora, esses procedimentos lançaram as bases teórico-práticas do ensino em arte propostas por
Escola Nova.
abordagem tecnicista em arte.
ênfase na livre expressão.
abordagem tradicional.
do Discipline-Based Art Education (DBAE)
Para Barbosa (2012), o conhecimento em artes se dá na interseção
da História da Arte, do circuito artístico e das instituições.
da formação dos professores, do currículo em Arte e das metodologias de ensino.
dos processos de criação, das pesquisas em arte e dos periódicos na área.
da Antropologia, Filosofia e História.
da experimentação, da decodificação e da informação.
Além da apreensão de mundo, com o exercício dos movimentos, a criança também se descobre, fazendo com que sua relação com o mundo se aprimore. Os PCN dão a isso o nome de consciência social. Ao introduzir o aluno na linguagem da dança, é necessário:
assumir a dança na escola também na esfera da investigação, não exercendo com exclusividade os modelos tecnicistas e supervalorizados
utilizar nas aulas sequências de movimentos, valorizando a ação prática e exercendo com exclusividade os modelos tecnicistas e supervalorizados
permitir que nas aulas sejam trabalhadas redes de relações, estabelecendo diálogos com o meio a partir da exploração dos movimentos, desde que exclusivamente direcionada pelo professor
estimular o aluno, a partir de reproduções de sequências, negando o raciocínio sobre a construção do movimento e suas interpretações, aproximando as aulas do exercício da criatividade e do autoconhecimento
Leia as afirmativas a seguir:
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I. No Brasil, a verificação do rendimento escolar deve possibilitar a aceleração de estudos para alunos com atraso escolar.
II. Durante o Modernismo, muitos artistas brasileiros buscaram fortalecer a cultura nacional através da valorização do nosso passado colonial, pois promover as experimentações artísticas foi a única característica desse movimento artístico no Brasil.
III. Juntos, o poder público e os pais ou responsáveis, devem zelar pela frequência do aluno à escola.
IV. No contexto da Educação Artística, a avaliação é a análise das informações obtidas ao longo do processo de aprendizagem.
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Marque a alternativa CORRETA:
Nenhuma afirmativa está correta.
Apenas uma afirmativa está correta.
Apenas duas afirmativas estão corretas.
Apenas três afirmativas estão corretas.
Todas as afirmativas estão corretas.
Na educação, o teatro apresenta-se como excelente ferramenta, já que atua como um recurso importante para a formação comportamental. Por meio de jogos teatrais e do trabalho no palco é possível acionar, sem muito esforço, as sete inteligências presentes na Teoria das inteligências múltiplas e desenvolver as habilidades a elas relacionadas. Sobre o papel do teatro no processo educacional, é INCORRETO afirmar que:
O mergulho em si mesmo propiciado pelo teatro potencializa as descobertas pessoais de uma forma indireta. No teatro, é por meio do não-ser que se descobre o ser.
A dramatização, ao atribuir sentimentos pessoais inconfessáveis a personagens, promove a internalização da culpa e isso, de alguma forma, atrapalha o desenvolvimento emocional e, consequentemente, retarda o aprimoramento da relação vital do indivíduo com o mundo contingente.
No fazer teatral, a tolerância se amplia na medida em que o “eu” se coloca no lugar do outro, que sinta suas dores, as alegrias, os sentimentos.
No jogo da encenação dentro da escola, é possível trabalhar conflitos específicos. Em uma cena, o aluno pode se colocar no lugar do professor ou no lugar de um colega discriminado pela sala.
No movimento da Escola Nova, o ensino de arte foi voltado para as ideias de alguns teóricos da educação, o que trouxe a quebra dos modelos tradicionais do ensino. Na escola nova o ensino de arte era voltado para a:
Expressão.
Qualidade.
Variedade.
Aptidão.