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No Ensino Fundamental, através das aulas de Arte, espera-se que o aluno possa construir conceitos e noções a respeito de elementos das linguagens visuais: ponto, linha, cor, forma e espaço. E, para consolidar o desenvolvimento desta competência artística em seus alunos, o Professor deverá abordar o seguinte eixo norteador:
A linguagem da Arte.
Materiais usados no processo de fazer Arte.
O fazer artístico.
Aspectos da História da Arte.
Conforme BARBOSA, a noção da livre-expressão, originada no expressionismo, levou à ideia de que a arte na educação tem como finalidade principal permitir que a criança expresse seus sentimentos e à ideia de que a arte não é ensinada, mas expressada. Sobre a arte-educação no Brasil, analisar os itens abaixo:
I. Desde a implantação do ensino artístico no Brasil, em 1816, a arte se caracterizou como um acessório, um instrumento para a modernização de outros setores e não como uma atividade de importância em si mesma.
II. Na segunda metade do século XIX, o ensino de arte resumia-se praticamente ao ensino de desenho, que na verdade continuava a ser baseado na cópia, pois era atribuída a ele a forma de escrita de uma arte plástica, reduzindo assim a arte como forma de linguagem. O desenho era então valorizado pela sua equivalência funcional de escrever.
III. Com a influência do modernismo, ocorreu uma grande renovação no campo da arte-educação e iniciou-se também um processo de valorização da arte infantil. Neste período o decorativismo era condenado, recomendou-se, então, a abolição dos ornatos e cópias de estampas nas escolas, e que todos os trabalhos fossem feitos do natural. Os trabalhos de modelagem passaram a ser considerados importantes para dar sensação material às formas.
Estão CORRETOS:
Somente os itens I e II.
Somente os itens I e III.
Somente os itens II e III.
Todos os itens.
A partir do seu imaginário, o aluno pode apresentar uma realidade modificada e idealizada por meio de seu trabalho, como na pintura de uma árvore azul, na mistura de objetos orgânicos com outros materiais, na criação de composições abstratas, entre outros.
A inclusão do universo estético do aluno é importante, porque desenvolve as capacidades de leitura própria, criatividade, construção de significados e domínios de procedimentos estético-visuais.
O aluno poderá desenvolver seu conhecimento estético e competência artística nas diversas linguagens da área de Arte (Artes Visuais, Dança, Música, Teatro), tanto para produzir trabalhos pessoais e grupais como para que possa, progressivamente, apreciar, desfrutar, valorizar e emitir juízo sobre os bens artísticos de distintos povos e culturas produzidos ao longo da história e na contemporaneidade. Nesse sentido, o ensino de Arte deverá organizar-se de modo que, ao longo do ensino fundamental, os alunos sejam capazes de:
I. Experimentar e explorar as possibilidades de cada linguagem artística;
II. Compreender e utilizar a arte como linguagem, mantendo uma atitude de busca pessoal e/ou coletiva, articulando a percepção, a imaginação, a emoção, a investigação, a sensibilidade e a reflexão ao realizar e fruir produções artísticas;
III. Experimentar e conhecer materiais, instrumentos e procedimentos artísticos diversos em arte (Artes Visuais, Dança, Música, Teatro), de modo que os utilize nos trabalhos pessoais, identifique-os e interprete-os na apreciação e contextualize os culturalmente;
IV. Construir uma relação de autoconfiança com a produção artística pessoal e conhecimento estético, respeitando a própria produção e a dos colegas, sabendo receber e elaborar críticas;
V. Identificar, relacionar e compreender a arte como fato histórico contextualizado nas diversas culturas, conhecendo, respeitando e podendo observar as produções presentes no entorno, assim como as demais do patrimônio cultural e do universo natural, identificando a existência de diferenças nos padrões artísticos e estéticos de diferentes grupos culturais.
As afirmativas corretas são:
I, II, III.
I, IV,V.
I, II, IV.
I, III, V.
Todas as afirmativas.
Para Barbosa (2014), o objetivo da arte na escola é
formar artistas.
capacitar profissionais no campo das artes visuais.
promover a cultura ocidental.
formar o conhecedor, fruidor, decodificador da obra de arte.
divulgar os benefícios do exercício da arte para o ajuste social.
Tendo em vista os conceitos metodológicos, segundo o sistema de Reggio Emília, assinale a alternativa incorreta.
As questões de temperamento, sentimentos e espirituais não são consideradas nesse sistema.
O potencial intelectual, social e moral de cada criança é cuidadosamente orientado e cultivado nesse sistema.
O principal veículo didático demanda a presença das crianças em projetos envolventes.
Os projetos realizados nesse sistema são de longa duração, realizados em um belo e saudável contexto.
A dimensão social das manifestações artísticas revela modos de perceber, sentir e articular significados e valores que orientam os diferentes tipos de relações entre os indivíduos na sociedade. O conhecimento das artes gera expectativas para o aluno, EXCETO:
Deve compreender o mundo no qual a dimensão poética esteja presente.
Criar e conhecer são divisíveis e inflexíveis na condição fundamental de aprendizagem.
A arte ensina que nossas experiências geram um movimento de transformação permanente.
É preciso reordenar referências a cada momento.
Com base no livro “Jogos para uma aprendizagem significativa: com música, teatro, dança, artes visuais e movimento: valorizando as múltiplas inteligências”, leia os itens que seguem sobre os jogos para assinalar a sequência correta quanto as alternativas verdadeiras (V) e falsas (F):
( ) O jogo ganha um espaço como ferramenta ideal da aprendizagem, na medida que propõe estímulo ao interesse do aluno.
( ) Os jogos de Arte têm como proposta principal a valorização do estímulo à criação artística, que por si já é livre, aberta para a criatividade e para a descoberta.
( ) O jogo torna-se o melhor caminho para iniciar o prazer estético e a descoberta da individualidade.
F, F, V.
F, V, V.
V, F, V.
V, V, F.
V, V, V.
Japiassú (2001) aponta a importância da teoria genética do desenvolvimento, de Piaget, aliada aos saberes sobre a função terapêutica do teatro, investigada e acompanhada pelos experimentos psicoterápicos conduzidos por J.L. Moreno (1890-1974), que abriram caminho para a utilização educativa do psicodrama aplicado ao treinamento de pessoal em empresas e ao ensino de conteúdos extrateatrais, denominado psicodrama
pedagógico.
teatral.
do oprimido.
épico.
documentário.
Na criação de uma gravura, a imagem e o texto devem ser gravados de cabeça para baixo, para que, na impressão, sejam vistos como se deseja. Por esse motivo, é necessário realizar, em aula, exercícios de desenho ao contrário.
A “livre expressão” a que se refere a autora mencionada diz respeito exclusivamente à educação dos produtores de arte.
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona os três eixos da Abordagem Triangular e suas características:
Primeira coluna:
1- Produção
2- Contextualização
3- Apreciação
Segunda coluna:
( ) Este eixo abrange os aspectos contextuais que envolvem a produção artística como manifestação simbólica histórica e cultural. Nesse eixo, observa-se o que se transforma e como se revelam as representações que os grupos fazem de si e dos outros. Ele abrange, também, a análise das relações de poder que criam certas representações, diferenciando e classificando hierarquicamente pessoas, gêneros, minorias (PEREIRA, 2013, p. 22).
( ) Este eixo está organizado diante de aspectos que lidam com as interações entre o sujeito e os artefatos da arte. Nesse eixo são mobilizadas competências de leitura que requerem do sujeito o domínio dos códigos estruturantes e suas relações formais (PEREIRA, 2013, p. 22).
( ) Neste eixo, estão envolvidos aspectos da criação artística. Nele, o sujeito torna-se autor e precisa mobilizar conhecimentos sobre as linguagens para transformar em invenções artísticas (PEREIRA, 2013, p. 22).
( ) Neste eixo, também estão entrelaçados os aspectos simbólicos da produção artística e como a pessoa que dialoga com o artefato atribui a ele determinados significados. Aqui se operam uma série de relações provocadas pela interação entre sujeito e objeto. (...) Aqui estão envolvidos elementos de natureza formal e simbólica (PEREIRA, 2013, p. 22).
Assinale a alternativa apresenta a correta associação entre as colunas:
1 – 3 – 2 – 1.
3 – 2 – 1 – 2.
2 – 1 – 3 – 3.
2 – 3 – 1 – 3.
1 – 2 – 3 – 2.
No Brasil, a partir dos anos 1970, cresce a influência da chamada pedagogia tecnicista. Nesta perspectiva pedagógica o ensino de arte pode ser considerado a partir da seguinte proposta metodológica:
Domínio e compreensão de técnicas clássicas utilizadas ao longo da história da arte.
Cópia, desenho geométrico, educação através da arte e livre expressão.
Voltada para o mercado de trabalho, as técnicas artísticas se resumiam em ler e interpretar desenhos técnicos.
Experimentou-se desenvolver a preocupação com o método, com o aluno, seus interesses, sua espontaneidade e o processo do trabalho.
Rita Bredariolli (In: Barbosa e Cunha, 2010) aponta que “a ‘leitura’, aliada à contextualização daquilo que é ‘lido’, deve ser entendida como ‘questionamento, busca, descoberta’, e não como preleção discursiva, um equívoco interpretativo (…)”. Para a autora, essa abordagem guarda a ideia de pedagogia problematizadora de
Mario Sergio Cortella.
José Carlos Libânio.
Lourenço Filho.
Paulo Freire.
Esther Pillar Grossi.
Através do constante fazer artístico, o aluno elabora:
A sua mímese.
O realismo.
A sua iconografia.
A reprodução.
O seu potencial criador.
Nas atividades de apreciação de obras de arte, os alunos desenvolvem principalmente:
A técnica.
O realismo.
A reprodução.
A capacidade crítica.
A descrição e a beleza.
De acordo com Ana Mae Barbosa (2009), em uma ação educativa no museu, o papel do arte-educador e do curador são regidos por um objetivo em comum. As atividades do arteeducador e do curador são complementares e têm como suporte a:
Conceituação espaço-temporal e as teorias estéticas.
Orientação e a execução.
Interpretação e a instalação.
Organização e a acessibilidade.
Intenção e a leitura.
De acordo com Cortella (2016), umas das questões cruciais para as práticas pedagógicas é a concepção sobre o conhecimento dentro da sala de aula. Muitas vezes, o conhecimento é entendido como algo acabado, pronto, encerrado em si mesmo, sem conexão com a sua produção histórica. A postura do professor de dança na escola pode reforçar ou romper com esse paradigma. Acerca do entendimento sobre a produção do conhecimento nas aulas de dança, a proposta pedagógica que pode romper com esse modelo tradicional compreende que um(a) educador(a) deve:
problematizar o erro, visando evitá-lo nas aulas de dança, pois errar pode conferir dimensão técnica diferenciada, já que o erro não necessariamente é parte integrante do conhecer e do aprender
reforçar para os alunos, nas aulas de dança, principalmente a compreensão das condições culturais, sem ater-se às condições históricas e sociais de produção dos conhecimentos específicos
mostrar que o conhecimento, também em dança, é fruto da convenção, isto é, de acordos circunstanciais que não necessariamente representam a única possibilidade de interpretação da realidade
incentivar o pensamento crítico, mostrando formas herméticas de investigação do movimento, do corpo e da realidade, pois essas características portam certezas menos contundentes e permitem diversas interpretações
Durante um projeto nas aulas de Artes, alguns artistas locais foram convidados à escola para serem entrevistados pelas crianças e adolescentes. Em outra proposta, a professora de Artes e seus alunos leram, analisaram e produziram cartazes, folders e planfletos a respeito da economia de água e redução do lixo.
Weisz (2000), afirma em O diálogo entre o ensino e a aprendizagem que se o professor parte do princípio de que língua escrita é complexa, dentro de uma concepção construtivista da aprendizagem, ela deve ser oferecida por inteiro para os alunos. De acordo com Weisz, para os construtivistas
a língua (conteúdo) é vista como transcrição da fala, desse modo, a intervenção pedagógica torna-se desnecessária nas linguagens oral ou escrita.
a aprendizagem se dá pelo acúmulo de informações, sendo que alguns conhecimentos são construídos e outros são apenas memorizados.
a informação deve ser oferecida da forma mais simples possível, uma de cada vez, para não confundir aquele que aprende.
o conhecimento é concebido como uma cópia do real, incorporado diretamente pelo sujeito, sendo a informação introjetada no indivíduo.
o aprendiz é um sujeito, protagonista do seu processo de aprendizagem, alguém que vai produzir a transformação que converte informação em conhecimento próprio.