

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
“Por seus parâmetros pedagógicos e metodológicos, a História do Ensino da Arte se diferencia da História da Arte e da História da Educação, embora devam manter permanente diálogo, na interseção dos aspectos socioculturais que as caracterizam. A compreensão dos significados, dos processos das funções e dos valores em relação à Arte na Educação em seu percurso histórico é indispensável para serem avaliadas, criticamente, as razões pelas quais ainda perduram equívocos conceituais em relação a esta área de conhecimento” (ROMANO, 2012, p. 40-42).
Em relação à História do Ensino da Arte no Brasil, assinale a alternativa incorreta.
O ensino artístico no Brasil foi introduzido pela Missão Francesa, a convite de D. Pedro VI, em 1816, com a criação da Academia de Belas Artes, uma escola neoconcretista que defendia linhas retas e puras, em contraste com a suntuosidade dos elementos ornamentais do Barroco brasileiro.
Neoclássicos convictos, os professores franceses interferiram, ostensivamente, no paradigma estético no Brasil, influenciando as elites a perceberem o Barroco como coisa para o povo, sem considerar a força criadora dos artistas e artífices brasileiros.
O Movimento de Arte Moderna, realizado em 1960, foi deflagrador de metodologias renovadoras na Arte Infantil.
Em 1929, Mme. Artus Perrelet chegou ao Brasil, a convite de Francisco Campos, para coordenar o ensino da Arte na Escola de Aperfeiçoamento de Minas Gerais, gerando influência significativa na mudança de conceitos e de atitudes dos professores mineiros da época.
Cabe ao arte-educador, como membro integrante da comunidade escolar, desenvolver e manter seu olhar inclusivo atento contra as exclusões. Assim, uma prática pedagógica para a diversidade deve conter algumas características gerais:
memória, simbolização, imaginário, transformação e propostas culturais.
classificação, percepção, descrição, interpretação e fruição.
criatividade, competência, experiência, investigação e crítica.
sistema, código, signo, significado e repertório.
parceria, parâmetro, manifesto, partitura e código.
Maura Pena (2008) concebe a musicalização como um processo educacional orientado que objetiva inserir o educando em seu meio sociocultural de modo crítico e participante, proporcionando assim, a ”compreensão de suas riquezas e limites, passo necessário para criar o desejo e a possibilidade real de expandir o próprio universo de vida” (2008). Assinale a alternativa que NÃO contempla processos educacionais identificados com esse objetivo.
Proporcionar ao aluno o desenvolvimento dos instrumentos de percepção, expressão e pensamento necessários à apreensão da linguagem musical.
Compreender a música como um material para um processo educativo e formativo mais amplo, dirigido para o pleno desenvolvimento do indivíduo como sujeito social.
Proporcionar ao educando expressar-se criativamente através de elementos sonoros.
Partir da realidade musical vivenciada pelo aluno.
Propor uma educação ligada às formas e ao repertório europeu com conteúdos organizados e ordenados dos mais simples aos mais complexos, utilizando a repetição, memorização e averiguação do aprendizado.
O Método Multipropósito, de Robert Saunders, é um programa que utiliza reproduções como instrumento de ensino e tem como objetivo a educação estética da criança, a percepção visual, acuidade espacial, a simbologia visual e verbal, as mudanças históricas e a autoidentificação.
A justificativa do autor para sua proposta é
a mudança de uma cultura verbalmente orientada para uma cultura visualmente orientada.
demonstrar os limites da interpretação de textos não verbais em comparação com os textos escritos.
preparar os alunos para a profissionalização no âmbito da novidade do período de produção de sua pesquisa: a imagem televisiva.
permitir o desenvolvimento crítico infantil no sentido de diferenciar a produção artística de outras categorias com menor poder sensível, como design gráfico, por exemplo.
enfatizar a necessidade de textos visuais trazerem, para fins didáticos, textos escritos e explicativos sobre as obras.
O procedimento básico do método é ensinar à criança uma coisa de cada vez, progressivamente.
As crianças são submetidas a um intenso estímulo auditivo, ouvindo muitas vezes a gravação que acompanha o livro de exercícios, até que conheçam perfeitamente o que vão tocar.
Embora o método de ensino de violino esteja publicado numa extensa coleção em dez volumes, as crianças tocam de cor, após terem ouvido a gravação muitas vezes e visto e ouvido a mãe ou o pai tocarem, já que a presença desses últimos é fundamental: tocarão em casa e estimularão a criança a tocar, transformando o aprendizado em atividade lúdica.
(Marisa T. de O. Fonterrada. De tramas e fios: um ensaio sobre a música e educação. Adaptado)
O excerto descreve o método de ensino musical de
Carl Orff.
Heitor Villa-Lobos.
Shinichi Suzuki.
Zoltán Kodály.
Hans-Joachim Koellreutter.
O termo “apreciação” costuma ser utilizado na arte educação como processo ou ato de designar e decodificar a obra de arte. De acordo com a Abordagem triangular de Ana Mae Barbosa, o termo “leitura” de obra de arte seria mais preciso que o anterior evitando, desta maneira, possíveis erros interpretativos.
Ante os argumentos de Barbosa a favor da substituição da nomenclatura “Apreciação” por “Leitura”, é INCORRETO afirmar:
A palavra leitura pressupõe as etapas de alfabetização e letramento suficientes para a compreensão da obra de arte.
O termo apreciação pode ser interpretado como um mero deslumbramento que vai do arrepio ao suspiro romântico.
A palavra leitura sugere uma interpretação para a qual colaboram uma gramática, uma sintaxe, um campo de sentido decodificável e a poética pessoal do decodificador.
A apreciação já foi utilizada historicamente como estratégia para modelar o gosto do povo de acordo com o gosto das elites.
O termo leitura é mais próximo de um esforço intelectual decodificador.
Para Bredariolli (em Barbosa e Cunha, Abordagem Triangular no ensino das artes e culturas visuais, p. 29), um dos fundamentos da Abordagem Triangular no ensino de Arte é
a leitura da imagem, análise crítica articulada ao contexto.
a tecnologia computacional, na produção de imagens.
o processo subjetivo do aluno, que orienta a organização das aulas de Arte.
o descolamento de processos históricos, para definir o universal em Arte.
o distanciamento do fazer artístico, para evitar a produção em ateliê.
No livro John Dewey e o ensino da Arte no Brasil (p. 40-41), Barbosa elabora um quadro que denomina “cronologia da dependência”, no qual indica características do ensino artístico no Brasil ao longo dos séculos. No que diz respeito aos anos 1914-1927, a autora definiu esse período como marcado por
desenvolvimento de um modelo artístico nacional baseado na transformação do Barroco Jesuítico vindo de Portugal.
influência francesa, com os desdobramentos metodológicos a partir dos modelos impostos pela Missão Francesa.
intensa propaganda a respeito da importância do ensino do desenho na educação popular, feita pelos políticos liberais.
influência da pedagogia experimental e as primeiras investigações sobre as características da expressão da criança através do desenho.
proliferação e apropriação dos escritos de Mário de Andrade, realizados a partir de suas pesquisas sobre a arte da criança.
George-Henri Luquet (1876-1965) realizou seus estudos sobre o desenho infantil a partir da observação de sua filha Simone. Operou de acordo com uma perspectiva renovada e desenvolvimentista, delineando e descrevendo os estágios do desenho infantil. De acordo com Luquet, através das suas pesquisas, o desenho infantil
tem funcionalidade prática.
tem seus detalhes defeituosos suprimidos pela criança.
é um jogo com função lúdica.
é uma ação cultural do desenvolvimento.
é um ato sempre involuntário, que inicia com a inspiração artística.
No modelo de escola tradicional percebido durante a primeira metade do século XX no Brasil, o ensino de Arte esteve pautado em práticas pedagógicas
que estimulavam a criatividade dos alunos.
que oportunizavam o exercício da autonomia dos alunos.
baseadas na espontaneidade e investigação por parte dos alunos.
baseadas na repetição de modelos e com objetivo essencialmente técnico.
baseadas na desconstrução de padrões estéticos.
Sobre a aprendizagem e criação em arte, é INCORRETO afirmar que:
O processo de aprendizagem em arte se dá especialmente através da resolução de problemas, assim como nos outros componentes do currículo escolar.
No percurso criador da arte, os alunos estabelecem relações entre aquilo que já conhecem na área e os questionamentos despertados pelo novo.
Durante a prática, é comum surgirem questões que mobilizem os conhecimentos que o aluno possui em arte e desafiem suas habilidades e curiosidades, permitindo a possibilidade de correr riscos e o desenvolvimento da sua percepção com relação ao seu processo de criação.
O professor deve conhecer as questões que podem ocorrer durante o processo de criação, sabendo formular as perguntas relativas ao conhecimento artístico e observar os alunos durante as atividades que realizam.
A intervenção do professor deve ser fundamentada e programada, visando testar o nível imediato de conhecimento dos alunos.
Considerando-se que o mundo contemporâneo e globalizado tem a necessidade de professores com uma boa formação. Esse tem sido um dos pontos mais discutidos atualmente. Essas indagações levantaram respostas parecidas, dizendo que o professor necessita aprender a:
Ensinar a homogeneidade social.
Implantar seu conhecimento.
Harmonizar-se ao mundo atual.
Aprender a ensinar.
Quanto ao papel do professor de arte, sabe-se que ele precisa criar formas de ensinar os alunos a perceber as qualidades das formas artísticas. Seu papel é o de propiciar o questionamento flexível, favorecendo outras perspectivas de conhecimento e aguçando a:
Cultura.
Apreensão da arte.
Percepção.
Flexibilização mental.
Produção.
Nas décadas de 1950 e 1960, desenvolveu-se no Brasil o movimento chamado de Escola Nova, que já era muito presente nas escolas da Europa e dos Estados Unidos. Os princípios desse movimento também influenciaram o ensino de Arte, cuja metodologia era voltada para a:
Cópia de modelos.
Decoração escolar.
Livre-expressão.
Proposta Triangular.
Atuação científica.
A representação plástica visual ajuda muito na comunicação verbal. As artes também desenvolvem a discriminação visual, essencial ao processo de alfabetização. Através da leitura de imagens, estaremos preparando as crianças para a decodificação da gramática visual. São métodos de leitura de imagem:
Multipropósito e Método Comparativo.
Metodologia Triangular e Modelos de Implantação.
DBAE com ênfase na crítica e Proposição.
Apropriação e Experiência Poética.
Análise e Diagrama Emergente.
Algumas linhas maleáveis chamadas de dimensões constituem a especificidade da construção do conhecimento em Arte na escola. Analise as afirmativas abaixo sobre algumas dessas dimensões:
I) Criação: refere-se ao fazer artístico, quando os sujeitos criam, produzem e constroem. Trata-se de uma atitude intencional e investigativa que confere materialidade estética a sentimentos, ideias, desejos e representações em processos, acontecimentos e produções artísticas individuais ou coletivas.
II) Estesia: refere-se às impressões que impulsionam os sujeitos em direção a novas compreensões do espaço em que vivem, com base no estabelecimento de relações, por meio do estudo e da pesquisa, entre as diversas experiências e manifestações artísticas e culturais vividas e conhecidas.
III) Crítica: refere-se à experiência sensível dos sujeitos em relação ao espaço, ao tempo, ao som, à ação, às imagens, ao próprio corpo e aos diferentes materiais.
IV) Expressão: refere-se às possibilidades de exteriorizar e manifestar as criações subjetivas por meio de procedimentos artísticos, tanto em âmbito individual quanto coletivo.
V) Fruição: refere-se ao deleite, ao prazer, ao estranhamento e à abertura para se sensibilizar durante a participação em práticas artísticas e culturais.
Estão CORRETAS as afirmativas:
Apenas I, IV e V.
Apenas II, III e V
Apenas I, III e IV.
Nenhuma das alternativas.
A deficiência exige, muitas vezes, adaptações. E dentro delas há inúmeras possibilidades. Em relação ao fazer musical, podemos promover adaptações de instrumentos musicais (...). Outra possibilidade são as adaptações de objetivo e de conteúdo, isto é, alterações no currículo para que o aluno possa acompanhar melhor a aula.
(Adaptado de: LOURO, Viviane S., A formação docente musical diante da inclusão, 2006)
Dentre os abaixo, NÃO se refere à adaptação de material didático visando a inclusão de pessoas com defi-ciência no processo de ensino-aprendizagem que tem a música como conteúdo:
O uso de órteses para auxiliarem no manuseio de instrumentos ou baquetas.
O trabalho de leitura musical usando partituras em Braille.
O uso de material ampliado (com fontes e imagens maiores) para os estudantes com visão subnormal.
O trabalho com apostilas de música simplificadas para quem tem deficiência mental.
O trabalho de reforço positivo quanto aos resultados obtidos em avaliações de aprendizado.
A música e a dança, durante um treinamento com jogos cooperativos, podem ser utilizadas das seguintes formas, EXCETO
criando um clima propício para “insights”.
promovendo conexões do sistema límbico.
sendo tema de um evento.
fazendo parte das próprias atividades.
incentivando posturas mais rígidas e inibidoras.
A arte-educadora Ana Mae Barbosa desenvolveu uma metodologia para o ensino de Arte que consiste em contextualizar a obra historicamente, desenvolver o fazer artístico dos alunos e:
criar um objeto artístico.
estimular a criatividade.
apreciar obras artísticas.
conhecer a história da arte.