Questões de Concurso sobre Tribunais de Contas

 
 
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Ao analisar as contas do governador do Estado do Tocantins em processo administrativo, o Tribunal de Contas constatou a ocorrência de ilegalidade e aplicou multa proporcional ao responsável.


Nessa situação, o Tribunal de Contas exerceu sua competência:


A

corretiva;


B

sancionatória;


C

informativa;


D

consultiva;


E

judicante.

Em matéria de controle da administração pública, a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, mediante controle externo, será exercida pelo(a):


A

Poder Executivo, com o auxílio do Ministério Público Estadual;


B

Poder Legislativo, com o auxílio da Defensoria Pública Estadual;


C

Poder Executivo, com o auxílio da Controladoria-Geral do Estado;


D

Assembleia Legislativa, com o auxílio do Tribunal de Contas Estadual;


E

governador do Estado, com o auxílio da Auditoria-Geral do Estado.

Os Tribunais de Contas alertarão os Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, seus respectivos órgãos e Ministério Público quando constatarem:


A

que o montante das despesas com juros, com base em percentual da receita de capital, ultrapassa o limite referencial do Banco Central do Brasil.


B

que o montante da despesa total com pessoal ultrapassou 80% (oitenta por cento) do limite legalmente permitido.


C

que os montantes das dívidas consolidada e mobiliária, das operações de crédito e da concessão de garantia, se encontram acima de 90% (noventa por cento) dos respectivos limites.


D

que os gastos com inativos e pensionistas se encontram acima de 90% (noventa por cento) do limite definido em lei.


E

que os montantes das operações que compõem a dívida pública fundada se encontram acima de 80% (oitenta por cento) do limite definido em lei.

Ao longo do ano de 2021, o Tribunal de Contas do Estado do Tocantins avaliou o desempenho da Secretaria de Saúde do Estado quanto à economicidade, eficiência e eficácia dos seus sistemas, programas, projetos e atividades. Verificando dados do sistema informatizado do referido órgão, constatou-se a existência de divergências nas informações sobre despesa com pessoal. Em vista disso, foi elaborado relatório final indicando que foram instaurados outros procedimentos específicos de fiscalização para tratar desse achado.


Na situação apresentada, o instrumento de fiscalização utilizado pelo Tribunal é denominado:


A

acompanhamento;


B

monitoramento;


C

auditoria programada;


D

auditoria especial;


E

sindicância.

Ana, ordenadora de despesas no Município Alfa, situado no Estado do Amazonas, vinha praticando uma gestão sabidamente temerária e prejudicial ao interesse público. Além de já ter causado danos ao erário, havia grande probabilidade de que viesse a causar outros danos. Existiam sólidos indícios desses fatos, devidamente comprovados em documentos em poder do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas.


Ao ser consultado sobre a possibilidade de o Tribunal de Contas determinar o afastamento de Ana, um Conselheiro respondeu, corretamente, que isto:


A

não é possível, em razão da autonomia política do Município Alfa;


B

não é possível, mas o Tribunal pode sugerir o afastamento, o que pode não ser acolhido pelo gestor;


C

somente é possível ao fim do processo administrativo, desde que haja requerimento do Ministério Público;


D

somente é possível ao fim da instrução processual, de ofício ou a requerimento de qualquer interessado;


E

pode ocorrer no início do processo administrativo, em caráter cautelar, de ofício ou a requerimento do Ministério Público.

Leia as informações a seguir.


“A Controladoria-Geral do Estado do Paraná (CGE-PR) foi instituída pela Lei nº 17.745/2013 e, nos termos da Lei nº 19.848/2019, a CGE PR tem por finalidade o planejamento, a coordenação, o controle, a avaliação, a promoção, a formulação e a implementação de mecanismos e diretrizes de prevenção à corrupção, bem como a regulamentação e normatização dos sistemas de controle no Poder Executivo Estadual.”


(Disponível em: https://www.cge.pr.gov.br/Pagina/Controladoria-Geral-do-Estado-0.)


“O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) foi instituído pelo Decreto-Lei nº 627/47 e tem por finalidade a fiscalização do uso dos recursos públicos do Estado e dos municípios paranaenses, além de informar à população o resultado das contas públicas.”


(Disponível em: https://www1.tce.pr.gov.br/conteudo/historia-do-tribunal.)


Considerando o disposto, é correto afirmar que:


A

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná funciona como órgão auxiliar do Poder Legislativo do Estado do Paraná.


B

A Controladoria-Geral do Estado do Paraná é um órgão de controle externo do Poder Executivo do Estado do Paraná.


C

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná é um órgão subordinado, hierarquicamente, à Assembleia Legislativa do Estado do Paraná.


D

A Controladoria-Geral do Estado do Paraná é um órgão administrativo autônomo em relação ao Poder Executivo do Estado do Paraná, a quem auxilia nas atividades de controle externo.

O Tribunal Pleno do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas concluiu a apreciação de uma tomada de contas especial e decidiu pela imputação de débito e pela aplicação de multa a um ordenador de despesas.


No caso descrito na narrativa, a fiscalização do cumprimento da referida decisão incumbe:


A

privativamente ao relator do processo;


B

ao auditor designado para atuar junto ao Tribunal Pleno;


C

a uma das Câmaras, nos termos estabelecidos pelo Tribunal Pleno;


D

ao Corregedor-Geral, sem prejuízo das atribuições do relator do processo;


E

ao Presidente do Tribunal de Contas, sem prejuízo da atuação da Secretaria de Controle Externo.

O Tribunal de Contas do Estado Alfa recebeu, poucos meses após a sua ultimação, o processo administrativo de concessão de aposentadoria a Ana, servidora do Poder Executivo estadual.


À luz da sistemática constitucional vigente, o Tribunal:


A

apenas deve tomar ciência da decisão;


B

pode registrar a decisão, ou não, mas não alterar o título de aposentadoria;


C

pode registrar a decisão, ou não, bem como alterar o título de aposentadoria;


D

pode anular a decisão e determinar que Ana retorne ao trabalho, não precisando ouvi-la;


E

pode anular a decisão e determinar que Ana retorne ao trabalho, devendo ouvi-la previamente.

O Tribunal de Contas do Estado Beta, em processo de tomada de contas, concluiu pela ocorrência de dano ao patrimônio público, decidindo pela imputação de débito a Pedro. Na medida em que transcorreram cerca de dez anos entre a decisão do Tribunal de Contas e a sua execução pelo Estado Beta, Pedro procurou um advogado e o questionou sobre a possível ocorrência da prescrição.

-

O advogado respondeu, corretamente, que a pretensão de ressarcimento apresentada pelo Estado Beta com base na referida decisão do Tribunal de Contas era:


A

imprescritível, por se tratar de dano ao patrimônio público;


B

prescritível, devendo seguir o prazo estabelecido pelo Código Civil;


C

prescritível, devendo seguir o prazo adotado no âmbito da execução fiscal;


D

imprescritível, por se tratar de decisão decorrente de ato doloso de improbidade;


E

imprescritível, como são as pretensões alicerçadas em decisões do Tribunal de Contas.

Os tribunais de contas, embora auxiliem o Poder Legislativo no controle exógeno da administração, se valem de argumentos técnico-jurídicos em seus julgamentos, e não de critérios políticos.


C

Certo


E

Errado

Durante a execução de convênio celebrado entre a União, por intermédio do Ministério da Educação, e o estado do Ceará, para um projeto de acesso a escolas públicas, o responsável pelo controle interno verificou a existência de irregularidade na aplicação dos recursos da União. Nesse caso, de acordo com a CF, o responsável pelo controle interno, sob pena de responsabilidade solidária, deverá dar ciência ao


A

Ministério Público Federal.


B

Congresso Nacional.


C

Ministério da Educação.


D

Tribunal de Contas da União.


E

Tribunal de Contas do Estado do Ceará.

Maria, servidora do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, questionou Joana, sua colega, sobre os efeitos da publicação das decisões do Tribunal. Joana informou que: (I) em se tratando de contas regulares, constitui certificado de quitação parcial do responsável para com o erário; (II) em se tratando de contas regulares com ressalva, constitui certificado de quitação, condicionado ao cumprimento das determinações previstas na ordem jurídica; e (III) em se tratando de contas irregulares, constitui apenas obrigação de recolhimento do débito que foi imputado ao responsável.


À luz da sistemática vigente, é correto afirmar que:


A

as informações I, II e III estão erradas;


B

as informações I, II e III estão certas;


C

apenas a informação III está certa;


D

apenas a informação II está certa;


E

apenas a informação I está certa.

O controle externo, a cargo do Tribunal de Contas da União, será exercido com o auxílio do Congresso Nacional.


C

Certo


E

Errado

Quanto a fiscalização contábil, financeira e orçamentária na CRFB, sabe-se que o controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete, dentre outras atividades, apreciar as contas prestadas, anualmente, pelo Presidente da República, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado:


A

em cento e vinte dias a contar de seu recebimento.


B

em noventa dias a contar de seu recebimento.


C

em trinta dias a contar de seu recebimento.


D

em sessenta dias a contar de seu recebimento.

Os processos de controle no âmbito dos tribunais de contas, a exemplo do crivo judicial, exigem provocação a retirá-los da inércia, tudo de modo a resguardar sua imparcialidade.


C

Certo


E

Errado

A autarquia Alfa, do Estado do Amazonas, ao tomar conhecimento de uma auditoria contábil, propôs ao Tribunal de Contas do Estado a celebração de Termo de Ajustamento de Gestão (TAG), com o objetivo de regularizar os seus procedimentos internos no lapso temporal indicado. De acordo com a proposta, seria suspensa a aplicação de sanções pelo Tribunal, conforme condições e prazos nele previstos, abrangendo, inclusive, os processos com decisão definitiva irrecorrível que versem sobre matéria correlata.

-

A proposta apresentada pela autarquia Alfa:


A

mostra-se injurídica apenas em relação à possibilidade de o TAG alcançar os processos com decisão definitiva irrecorrível;


B

é totalmente dissonante da juridicidade, já que apresentada a partir de uma auditoria contábil, não operacional;


C

mostra-se injurídica apenas em relação à suspensão da aplicação de sanções pelo Tribunal;


D

é totalmente dissonante da ordem jurídica pelo fato de a autarquia não ter legitimidade ativa;


E

não apresenta qualquer dissonância das normas legais de regência.

Antônio, Auditor do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, recebeu um processo, de contornos eminentemente consultivos, que tinha por objeto matéria de indagação contábil submetida ao Tribunal. O objetivo era que ele emitisse um parecer sobre a matéria.


À luz da sistemática regimental vigente, é correto afirmar, em relação ao parecer que se almeja que seja elaborado por Antônio, que:


A

a atribuição para emiti-lo é da Secretaria de Controle Externo, não de Antônio;


B

a emissão do parecer é de atribuição de Antônio, podendo ser coletivo ou individual;


C

somente os órgãos de natureza não deliberativa podem emitir parecer, o que não é o caso do auditor;


D

em processos de natureza consultiva, o procedimento interno somente prevê a omissão de opinião pelo Tribunal Pleno;


E

é facultativo o parecer individual de Antônio, que pode contribuir para subsidiar a manifestação do Tribunal Pleno.

O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas julgou regulares, com ressalva, as contas prestadas por determinado ordenador de despesas.


À luz da sistemática legal, a decisão assim proferida é considerada:


A

transitada em julgado;


B

terminativa;


C

preliminar;


D

apreciativa;


E

definitiva.

Comissão mista permanente de Senadores e Deputados, incumbida de examinar e emitir parecer prévio sobre os projetos de leis orçamentárias, bem como sobre planos e programas governamentais, realizando, ainda, o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, solicitou ao Tribunal de Contas pronunciamento conclusivo, no prazo de trinta dias, sobre a existência de indícios de despesas não autorizadas em uma estrutura governamental.

-

À luz da sistemática constitucional vigente, essa solicitação:


A

não apresenta qualquer irregularidade, considerando o órgão que a formulou e o seu destinatário;


B

pressupõe a prévia solicitação de informações à autoridade governamental competente;


C

pressupõe o prévio julgamento das contas de governo pelo Congresso Nacional;


D

dependeria de prévia aprovação do plenário do Congresso Nacional;


E

somente poderia ser feita pelo Presidente do Congresso Nacional.

A associação de moradores Gama levou ao conhecimento do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas notícias de irregularidades praticadas por Pedro, ordenador de despesas no Município Alfa. Poucos meses depois, a associação solicitou certidão do inteiro teor do respectivo processo administrativo ao Tribunal de Contas.

-

À luz da sistemática legal vigente:


A

a certidão somente deve ser fornecida com a aquiescência de Pedro;


B

a certidão deve ser fornecida no prazo de quinze dias, mesmo que o processo esteja em curso;


C

a certidão somente deve ser fornecida após o processo de apuração ser concluído ou arquivado;


D

a certidão não pode ser fornecida, quer durante a tramitação do processo, quer após ser concluído ou arquivado;


E

o processo deve ser arquivado por ilegitimidade da associação, com posterior fornecimento da certidão.

   
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