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A renúncia e o perdão extinguem a punibilidade dos crimes de ação privada propriamente dita. A renúncia é ato unilateral e ocorre antes do início da ação penal. O perdão é ato bilateral e depende do aceite do querelado para produzir efeitos. Tanto a renúncia quanto o perdão, em relação a um dos querelados, se estenderá aos demais.
É correto afirmar:
O direito de queixa na ação penal privada subsidiária não se sujeita à decadência.
O princípio da indivisibilidade não se aplica à ação penal privada exclusiva.
A retratação da renúncia ao direito de queixa é possível se ainda em curso o prazo decadencial.
A atuação do órgão do Ministério Público, nas ações penais públicas condicionadas à representação do ofendido, não é regida pelo princípio da obrigatoriedade.
A extinção da pessoa jurídica querelante em ação penal privada exclusiva, na ausência de sucessor, é causa de perempção.
A respeito do perdão, considere:
I. O perdão concedido a um dos querelados não aproveitará aos demais, por se tratar de liberalidade que deve ser interpretada restritivamente.
II. O perdão pode ser concedido até o trânsito em julgado da sentença condenatória.
III. O perdão poderá ser aceito por procurador com poderes especiais.
Está correto o que se afirma SOMENTE em:
II e III.
I e II.
I e III.
I.
II.
Se o querelante, nos crimes de ação penal privada, deixar de formular o pedido de condenação nas alegações finais, o juiz deverá:
Extinguir desde logo o processo, em face da renúncia tácita.
Extinguir desde logo o processo, em face do perdão tácito.
Absolver desde logo o querelado.
Julgar extinta a punibilidade pela decadência.
Julgar extinta a punibilidade pela perempção.
Segundo o princípio da indivisibilidade da ação penal, a renúncia ao exercício do direito de queixa, em relação a um dos autores do crime, obrigará a continuidade do processo de todos os autores.
Na ação penal de iniciativa privada
o prazo de seis meses para a propositura da queixa começa a fluir da data do fato delituoso.
o perdão, para ser reconhecido como causa de extinção da punibilidade, depende da aceitação do querelado.
ocorre a perempção caso o querelante deixe de promover o andamento do processo durante sessenta dias seguidos.
o querelante pode optar pela propositura da queixa no foro de residência do querelado.
só é admitida renúncia expressa.
Fernando foi vítima de séria agressão verbal por parte de Ana e Carolina, que, falsamente, imputaram-lhe fato ofensivo à sua reputação, sendo certo que o fato chegou ao conhecimento de terceiros. Oferecida a queixa contra as agressoras, Fernando perdoou apenas Carolina sem declinar os motivos do seu ato. O juiz, após certificar-se da intenção das quereladas de serem perdoadas, extinguiu a punibilidade em relação a ambas. Nessa situação, agiu corretamente a autoridade judicial, pois, segundo o CPP, Fernando não poderia perdoar apenas uma das agressoras.
A decadência nos crimes de ação penal privada ocorre, segundo disposição do Código de Processo Penal, no prazo de
seis meses contado da data em que o ofendido vier a saber quem é o autor do crime.
seis meses contado da data em que o crime foi praticado.
seis meses contado da data em que o crime foi comunicado à autoridade policial.
três meses contado da data em que o ofendido vier a saber quem é o autor do crime.
três meses contado da data em que o crime foi praticado.
Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-se-á perempta a ação penal quando, tendo-se por perspectiva as hipóteses a seguir, o querelante
deixar de promover o andamento do processo durante 90 (noventa) dias.
renunciar a pedir a punição do corréu.
deixar de promover o andamento do processo durante 30 (trinta) dias.
não souber do perdão extraprocessual concedido.
expressamente deixar de pedir a notificação do réu.
Um cidadão foi vítima de crime que se apura mediante ação penal privada. Oferecida queixa-crime perante a autoridade judiciária competente e iniciada a ação penal, o querelante deixou de promover o andamento do processo por mais de 30 dias seguidos. Nessa situação, o querelante, em decorrência de sua inércia, perderá o seu direito de continuar no processo, extinguindo-se, por consequência, a punibilidade do agente.
Assinale a alternativa que completa corretamente o texto do art. 38 do Código de Processo Penal brasileiro. Art. 38 - Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal, decairá no direito de queixa ou de representação, se não o exercer dentro do prazo de ______ meses, contado do dia em que vier a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do art. 29, do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia.
seis
quatro
oito
doze
três
A decadência, fator extintivo da punibilidade no processo penal, como perda do direito de propor a ação penal, cabe
na ação penal exclusivamente privada e na ação penal pública condicionada
tanto na ação penal exclusivamente privada, como na ação penal privada subsidiária e na ação penal pública privada.
somente na ação penal pública privada.
somente na ação penal exclusivamente privada.
tanto na ação penal privada exclusiva, como na ação penal privada subsidiária e na ação penal pública condicionada.
Nos crimes de ação penal privada, a prescrição, a perempção e o perdão extinguem a punibilidade do agente.
Nos casos em que somente se procede mediante queixa, não será considerada perempta a ação penal quando o querelante
deixar de promover, após iniciada a ação penal privada, o andamento do processo durante trinta dias seguidos.
deixar de comparecer, sem motivo justificado, a qualquer ato do processo a que deva estar presente.
deixar de formular o pedido de condenação nas alegações finais.
deixar de apresentar o rol de testemunhas na queixa-crime.
for pessoa jurídica e esta se extinguir sem deixar sucessor.
Sobre a renúncia ao direito de queixa, considere:
I. É cabível a renúncia na ação penal privada subsidiária, mas ela não impede que o Ministério Público ofereça a denúncia.
II. A renúncia pode ser feita após o oferecimento da queixa-crime, porém antes do seu recebimento.
III. No caso de morte do ofendido que não renunciou, a renúncia de um dos sucessores extingue a punibilidade.
IV. A renúncia expressa constará de declaração assinada pelo ofendido, por seu representante legal ou procurador com poderes especiais.
V. A renúncia ao direito de queixa a um dos autores do crime se estende aos demais, salvo se de identidade desconhecida.
Encontra-se correto o que consta SOMENTE em
I e III.
I, IV e V.
II, III e V.
III e IV.
III, IV e V.
A renúncia ao exercício do direito de queixa e o perdão do ofendido, em relação a um dos autores do crime, a todos se estenderá, sem que produza, todavia, efeito em relação ao que o recusar.
Nas ações penais públicas condicionadas à representação, o ofendido pode retratar-se da representação até o recebimento da denúncia.
Se o querelante deixar de pedir a condenação do querelado nas alegações finais, na ação penal privada, ocorrerá a perempção.
Nas ações penais públicas condicionadas à requisição do Ministério da Justiça, o prazo para o oferecimento da requisição é de três meses a contar do conhecimento da autoria.
Nas ações penais privadas, enquanto a renúncia pode ocorrer depois da propositura da ação penal, a desistência ocorre antes da propositura da ação penal.