Questões de Concurso sobre Ônus da prova

 
 
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Em matéria penal, admite-se a inversão do ônus da prova contra o réu quando houver indícios consistentes de autoria e materialidade colhidos durante o inquérito policial.


C

Certo


E

Errado

Em ação penal por crime de lesão corporal grave praticada no contexto de violência doméstica, o réu foi citado pessoalmente, mas não compareceu à audiência de instrução e julgamento, ainda que regularmente intimado. A vítima compareceu e confirmou os fatos.


Considerando a situação hipotética apresentada, julgue os itens que se seguem.


A prova oral produzida pela vítima em audiência é insuficiente para fundamentar a condenação do réu, uma vez que ela tem interesse direto no resultado do julgamento.


C

Certo


E

Errado

Durante audiência de instrução e julgamento na qual se apurava um crime de estelionato, o juiz colheu o depoimento de apenas duas testemunhas de acusação, pois a defesa não havia arrolado testemunhas para o ato de audiência. Nos seus depoimentos, as testemunhas não confirmaram a autoria do delito, entretanto, durante o interrogatório do acusado, este confessou a autoria do crime.


Nessa situação hipotética, de acordo com os critérios de valoração da prova previstos no CPP, o juiz deverá


A

designar data para nova audiência de instrução, facultando à acusação a substituição das testemunhas por ela arroladas.


B

condenar o acusado, uma vez que ele confessou o crime.


C

interrogar novamente o acusado, com a advertência de que eventual mudança nas suas declarações não implicará infração penal.


D

absolver o acusado, por insuficiência de provas.


E

facultar à acusação a produção de novas provas.

Durante a audiência de instrução e julgamento em ação penal por crime de peculato, o juiz indeferiu a oitiva de uma testemunha arrolada pela defesa sob o fundamento de que o prazo para indicação havia expirado. Posteriormente, o mesmo magistrado determinou, de ofício, a expedição à Receita Federal para que informasse movimentações atípicas do réu. Nos memoriais, a defesa alegou nulidade absoluta do processo por cerceamento de defesa e por violação do sistema acusatório, já que a iniciativa probatória teria sido do juiz.


A partir dessa situação hipotética, julgue os itens a seguir.


A defesa deveria ter arguido a nulidade pela iniciativa probatória do juiz por meio de exceção, que é o meio processual cabível para discutir vícios processuais durante a ação penal.


C

Certo


E

Errado

Sobre a disciplina legal da prova no âmbito processual penal, assinale a afirmativa correta.


A

O juiz formará sua convicção pela tarifada apreciação da prova produzida em contraditório judicial.


B

O juiz não poderá fundamentar a decisão com base exclusiva nos elementos informativos colhidos na investigação, ainda que se trate de provas cautelares, não repetíveis e antecipadas.


C

Com base no princípio da imparcialidade, o juiz não poderá, em qualquer hipótese, determinar produção probatória sem a concordância expressa das partes.


D

São inadmissíveis as provas ilícitas obtidas em violação a normas constitucionais ou legais, devendo ser desentranhadas dos autos do processo.


E

A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, podendo o juiz redistribuir o ônus probatório com base na gravidade do fato imputado.

No que concerne à produção da prova no processo penal, é correto afirmar:


A

a produção de prova antecipada deve ser requerida pela parte, não a podendo determinar o juiz de ofício.


B

a prova declarada inadmissível por ilicitude deverá ser desentranhada do processo, mas, por disposição legal, sua inutilização apenas ocorrerá após o trânsito em julgado.


C

o juiz pode, de ofício, durante a instrução, determinar a realização de diligências para dirimir dúvida sobre ponto relevante.


D

a lei processual penal não admite exceção à regra que impede o juiz de formar sua convicção exclusivamente nos elementos informativos colhidos na fase de investigação.


E

as restrições estabelecidas na lei civil não têm o condão de impedir a produção de provas em matéria penal.

De acordo com o Art. 155 do Código de Processo Penal, é correto afirmar que:


A

O juiz pode fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação.


B

O juiz deve formar sua convicção exclusivamente com provas obtidas durante a instrução processual.


C

O juiz deve formar sua convicção pela livre apreciação das provas produzidas em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente em elementos informativos da investigação, exceto se forem provas cautelares, não repetíveis ou antecipadas.


D

O juiz pode usar qualquer elemento de prova, independentemente de ter sido produzido em contraditório judicial.


E

Nenhuma das alternativas.

Acerca do ônus da prova no processo penal, é possível afirmar que:


A

a prova da alegação incumbirá a quem a fizer;


B

o objetivo da produção da prova é favorecer o Ministério Público;


C

a produção de nova prova não poderá ser requerida após iniciada a ação penal;


D

o juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida sem contraditório judicial, podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação;


E

a produção antecipada de provas consideradas urgentes e relevantes, não poderá ser ordenada de ofício pelo juiz.

O Superior Tribunal de Justiça tem entendido, quanto ao ingresso forçado em domicílio, que não é suficiente apenas a ocorrência de crime permanente, sendo necessárias fundadas razões de que um delito está sendo cometido, para assim justificar a entrada na residência do agente, ou, ainda, a autorização para que os policiais entrem no domicílio.


Segundo a nova orientação jurisprudencial, a comprovação dessa autorização, com prova da voluntariedade do consentimento, constitui:


A

interesse processual do acusado;


B

interesse processual da acusação;


C

faculdade da acusação;


D

faculdade do acusado;


E

ônus da acusação.

Em relação ao ônus da prova no processo penal, é CORRETO afirmar que:


A

a prova da alegação incumbirá a quem a fizer.


B

cabe ao Ministério Público até o recebimento da denúncia, sendo invertido da fase recursal.


C

a defesa responde pelo ônus probatório, na hipótese de réu preso.


D

as partes respondem igualmente pelo onus probandi.


E

as provas obtidas por meios ilícitos são admitidas em situações excepcionais.

O ônus da prova no processo penal


A

cabe ao Ministério Público até a sentença condenatória proferida, sendo invertido em fase recursal.


B

recai sobre o Ministério Público durante toda a persecução penal, tendo a defesa apenas interesse em provar suas alegações.


C

passou a ser repartido entre acusação e defesa nos limites de suas alegações, a partir da entrada em vigor do Novo Código de Processo Civil em 2015.


D

recai sobre a defesa apenas quando esta alegar excludentes de ilicitude do fato apontado como criminoso.


E

cabe ao Ministério Público até o recebimento da denúncia, sendo repartido após este momento processual.

Assinale a alternativa CORRETA:


A

No caso de mora no atendimento a requisições judiciais de dados telemáticas, a falta de previsão no Código de Processo Penal inviabiliza a fixação de astreintes.


B

O colaborador deve apresentar seus memoriais finais antes dos corréus delatados.


C

Se o juiz decreta a interceptação telefônica, com base em denúncia anônima rica em detalhes, a cognição judicial supre a falta de diligências preliminares por parte da Polícia.


D

Não se pode falar em distribuição do ônus da prova entre as partes no processo penal liberal.

Conforme a doutrina de Gustavo Badaró, “o ônus da prova é a faculdade de os sujeitos parciais produzirem as provas sobre as afirmações de fatos relevantes para o processo, cujo exercício poderá levá-los a obter uma posição de vantagem ou impedir que sofram um prejuízo”.

(BADARÓ, Gustavo. Processo penal. Rio de Janeiro: Campus Jurídico / Elsevier, 2012, p. 272.)


A respeito do “ônus da prova”, considere as seguintes afirmativas:


1. A dúvida sobre a tipicidade da conduta (incluindo a ação ou a omissão) levará a um julgamento absolutório.

2. O ônus da prova da autoria delitiva, bem como da participação no concurso de agentes, pesa sobre a acusação.

3. A acusação tem o ônus de provar o elemento subjetivo do delito.

4. Em caso de “fundada dúvida” sobre a excludente de ilicitude, vigora o princípio do in dubio pro societat.


Assinale a alternativa correta.


A

Somente a afirmativa 4 é verdadeira.


B

Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.


C

Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.


D

Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.


E

As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.

Acerca do aspecto processual da Lei Maria da Penha, é correto afirmar que:


A

dada a situação de vulnerabilidade da vítima, inverte-se o ônus da prova, cabendo ao réu provar que os fatos narrados são inverídicos.


B

na hipótese de prisão em flagrante por descumprimento de decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência, somente a autoridade judicial poderá arbitrar fiança, sendo defeso ao Delegado fazê-lo.


C

a ação penal relativa ao crime de lesão corporal resultante de violência doméstica contra a mulher será pública condicionada à representação da vítima, não se exigindo maiores formalidades para tanto.


D

a transação penal não se aplica na hipótese de delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha, mas a suspensão condicional do processo, por espraiar seus efeitos para além da Lei no 9.099/1995, é admitida.


E

as medidas protetivas de urgência, diante da natureza cautelar restritiva de liberdade, estão dispostas em rol taxativo e devem respeitar o contraditório prévio à decretação.

No processo penal brasileiro, o ônus da prova


A

é repartido entre as partes, cabendo àquele que fizer a alegação prová-la.


B

caberá ao réu quando preso em flagrante na posse dos objetos furtados.


C

pesa todo sobre a acusação, tendo o réu apenas interesse em demonstrar suas alegações defensivas.


D

em regra caberá à acusação, movendo-se para o réu quando for acusado de praticar crime hediondo.


E

é irrelevante, diante do livre convencimento judicial ao proferir suas decisões.

Em matéria de provas no processo penal, é CORRETO afirmar:


A

A absolvição independe de o acusado provar o alegado.


B

A declaração de ilicitude de uma prova necessariamente implica nulidade absoluta de todo o processo.


C

A prova testemunhal não poderá ser determinada de ofício pelo juiz.


D

Não há contaminação da prova quando ficar evidenciado seu nexo causal com a prova originária.

No que diz respeito à atividade probatória admitida no processo penal brasileiro, analise as assertivas abaixo e, ao final, responda ao que se pede.


I. As regras do ônus da prova visam determinar, em cada situação, a quem incumbe a produção de provas acerca de cada fato.

II. A “teoria dos frutos da árvore envenenada” não encontra guarida no regramento processual penal brasileiro.

III. O Código de Processo Penal não apresenta um rol taxativo dos meios de provas admissíveis, lado outro, aduz que os únicos fatos acerca dos quais o meio de prova é prescrito pela lei são aqueles referentes ao estado das pessoas.

IV. Diz-se emprestada a prova produzida em um processo, e depois transladada a outro, com o fim de nele comprovar determinado fato.

V. Sendo parcas as provas produzidas no curso do processo penal pode o juiz, à luz do princípio do “livre convencimento motivado”, fundamentar a sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na fase inquisitorial.


Marque a alternativa CORRETA.


A

( ) As assertivas I, IV e V estão incorretas.


B

( ) As assertivas I, III e IV estão corretas.


C

( ) As assertivas II e III estão corretas.


D

( ) As assertivas I e IV estão incorretas.

A regra que, no processo penal, atribui à acusação, que apresenta a imputação em juízo através de denúncia ou de queixa-crime, o ônus da prova é decorrência do princípio


A

do contraditório.


B

do devido processo legal.


C

do Promotor natural.


D

da ampla defesa.


E

da presunção de inocência.

Assinale a alternativa incorreta quanto às provas.


A

Na fase instrutória ou probatória, é a etapa do processo em que se colhem e se produzem as provas que irão dirimir as controvérsias de fato e de direito.


B

Toda a prova produzida nos autos tem como destinatário o juiz da causa e como finalidade a formação de seu convencimento.


C

O ônus da prova consiste na conduta processual exigida da parte que a verdade dos fatos por ela aduzidos seja reconhecida pelo Ministério Público.


D

Os fatos a serem comprovados nos autos são determinados pelas próprias partes na inicial ou na contestação.

 
 
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