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A desnutrição energético-proteica (DEP) moderada ou grave é ainda um importante problema na faixa etária pediátrica, especialmente em crianças hospitalizadas. Pode ser decorrente de deficiência primária de energia e proteína ou relacionada a enfermidades.
No que diz a respeito à prescrição dietoterápica na fase de reabilitação do tratamento da desnutrição grave, é correto afirmar que:
A dieta deve fornecer de 60 a 100 kcal/kg de peso/dia e de 0,8 a 1 g de proteína/kg de peso/ dia.
A dieta deve fornecer de 100 a 150 kcal/kg de peso/dia e de 1 a 1,5 g de proteína/kg de peso/ dia.
O volume a ser ofertado não deve ultrapassar 150 mL/kg/dia, devendo ser ofertado em intervalos frequentes a cada (2/2h) ou (3/3h).
A dieta deve fornecer de 150 a 220 kcal/kg de peso/dia e de 4 a 5 g proteínas/kg de peso/dia.
A dieta deve fornecer de 280 kcal/kg de peso/ dia e de 1,5 a 2 g de proteína/kg de peso/dia.
O sucesso no tratamento da criança com desnutrição grave não requer instalações e equipamentos sofisticados, mas requer que cada fase do tratamento seja executada de forma apropriada por profissionais de saúde adequadamente capacitados e dedicados. Quando isto é feito, o risco de morte pode ser substancialmente reduzido e a oportunidade de recuperação completa pode ser, em muito, aumentada (Ministério da Saúde, Manual de Atendimento da Criança com Desnutrição Grave em Nível Hospitalar, 2005). Analise as afirmativas abaixo em relação aos procedimentos para diagnóstico e tratamento hospitalar da criança com desnutrição grave:
1. Na fase de reabilitação nutricional é necessária alta ingestão calórica e proteica. O retorno do apetite é o indicador de que a criança está pronta para entrar nessa fase.
2. Durante a fase de reabilitação nutricional, é necessária uma abordagem intensiva para atingir ingestão muito alta e recuperar o peso perdido ainda durante a internação.
3. Na fase de estabilização, o objetivo é suprir a quantidade de energia e proteína suficientes para manter os processos fisiológicos básicos da criança.
4. A fase de estabilização se inicia no primeiro dia e pode ir até o sétimo dia de internação.
5. Na fase de acompanhamento, ocorre a preparação para a alta da criança, na qual a mãe ou o cuidador deve receber orientações para continuar os cuidados em casa.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.
São corretas apenas as afirmativas 3 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 4 e 5.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3, 4 e 5.
A desnutrição energético-proteica na doença renal crônica é multifatorial e resulta de um conjunto de fatores capazes de
reduzir a ingestão alimentar e aumentar tanto a síntese proteica quanto a lipídica.
reduzir a ingestão alimentar e diminuir o gasto energético e o catabolismo proteico.
reduzir a ingestão alimentar e aumentar o gasto energético e o catabolismo proteico.
reduzir a ingestão alimentar e aumentar somente a síntese proteica.
A desnutrição no contexto hospitalar vem sendo documentada há várias décadas, com prevalência variável, o que depende do grupo de pacientes avaliados. Pode ser considerada complicada, quando associada a condições de estresse, como trauma e infeções graves, ou desnutrição não complicada. com relação às alterações metabólicas e hormonais, nos diferentes tipos de desnutrição, é correto afirmar que
na desnutrição não complicada, após a fase de adaptação, o combustível primário é a proteína, a lipólise está diminuída, bem como os níveis de insulina.
o gasto energético está aumentado na desnutrição complicada e não complicada, porém devido ao hipercatabolismo proteico, a necessidade proteica é maior na vigência de estresse
o aumento de hormônios contrarregulatórios e a redução da insulina, associada à resistência insulínica, ocorrem na vigência da desnutrição complicada.
na desnutrição não complicada observa-se depleção da musculatura esquelética, tecido adiposo e proteína visceral.
na desnutrição não complicada é observado na realimentação o anabolismo, enquanto que na desnutrição complicada nenhuma resposta ocorre até a reversão do estresse.
Considerando a desnutrição em crianças com câncer, assinale a alternativa incorreta.
Existe uma percepção de que a desnutrição é comum em crianças com câncer e que está sempre presente precocemente no curso dessa doença.
É inquestionável o fato de a desnutrição ser um fator adverso para o prognóstico de doentes pediátricos com câncer.
As crianças com leucemias linfoides agudas (LLA) recém-diagnosticadas não parecem apresentar depleção nutricional significativa e seu estado nutricional não parece diferir daquele de crianças com outras doenças agudas.
Vários fatores relacionados com a desnutrição podem alterar a farmacocinética da quimioterapia (QT).
A desnutrição energético-proteica aumenta:
A reação alérgica cutânea, eleva a incidência de sepse e aumenta o índice de fístulas.
O consumo de antibióticos, diminui a permanência hospitalar e a necessidade de transfusões.
A chance de trombose venosa, a incidência de fístulas não tem impacto sobre o sistema imunológico.
O risco de intubação prolongada, eleva a mortalidade pós-operatória e favorece a deambulação precoce.
O tempo de internação hospitalar, eleva a incidência de sepse e eleva o índice de complicações gastrintestinais.
A desnutrição é uma doença causada por alimentação inadequada e insuficiente. Estão entre os fatores etiológicos da doença, EXCETO
desmame precoce.
condições sanitárias insatisfatórias.
práticas de higiene inadequadas.
baixa absorção dos alimentos consumidos.
estados hipocatabólicos.
A desnutrição energético-proteica é o principal distúrbio nutricional em pacientes hospitalizados com câncer. As principais condições associadas ao risco de desnutrição nestes pacientes são:
o tamanho e a extensão do tumor, o tipo de tratamento, a idade e o peso ao diagnóstico.
o tipo e a localização do tumor, o estadiamento da doença, o tipo de terapia e a fase do tratamento.
o tipo e a localização do tumor, o percentual de perda de peso > 10% em 1 mês, a faixa etária e a fase do tratamento.
a localização e a extensão do tumor, o tipo de tratamento e o percentual de perda de peso.
A respeito da falência nutricional do paciente grave na Unidade de Terapia Intensiva, é INCORRETO afirmar que
a desnutrição no paciente grave é uma consequência de toda alteração metabólica e inflamatória desencadeada pela doença de base ou injúria e pode ser, na maioria das vezes, evitada, principalmente, com a terapia adequada.
nos estados de estresse agudo, mesmo que não se possa reverter a proteólise vinculada à neoglicogênese, a oferta adequada de nutrientes pode reduzir as consequências do catabolismo intenso, auxiliando na evolução clínica.
no paciente grave, concomitante à proteólise e à neoglicogênese, pode ocorrer aumento da água extracelular e consequentemente o edema, o que pode mascarar a perda de peso e dificultar o diagnóstico nutricional.
no paciente cronicamente agudo, as modificações do metabolismo podem estar instaladas em diferentes fases: inflamatória, anti-inflamatória compensatória e até mesmo em uma fase de inflamação persistente, levando a sequelas importantes, mesmo após a alta.
A desnutrição energético-proteica (DEP), condicionada pela deficiência primária e/ou secundária de energia e proteínas, representa uma síndrome carencial que reúne variadas manifestações clínicas, antropométricas e metabólicas, em função da intensidade e duração da deficiência alimentar, dos fatores patológicos (sobretudo infecções agregadas) e fase do desenvolvimento biológico do ser humano. Crianças com desnutrição grave frequentemente estão seriamente doentes, sendo a anorexia e as infecções achados comuns (Accioly E, Saunders C, Lacerda EMA, 2012).
Analise as afirmativas abaixo sobre a DEP:
1. Em crianças, a DEP manifesta-se principalmente em sua forma primária, ou seja, quando não são consumidos alimentos suficientes para satisfazer as necessidades de energia e de nutrientes.
2. Entre as alterações que ocorrem na DEP grave estão a produção aumentada de ácidos gástricos, o achatamento das vilosidades intestinais e a redução de dissacaridases. Essa redução causa fermentação e diarreia.
3. Na DEP, o comprometimento do sistema imunológico ocasiona aumento das respostas clínicas como febre, taquicardia, leucocitose e sinais locais de inflamação.
4. Crianças desnutridas têm níveis reduzidos de cortisol e hormônio de crescimento, e níveis aumentados de leptina e IGF-I (insulin-like growth factor).
5. Na desnutrição grave, a absorção de lipídeos encontra-se prejudicada, devido à desconjugação bacteriana de sais biliares e menor formação de micelas.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 3 e 5.
As principais formas de desnutrição proteico-energética são: Marque a alternativa CORRETA.
Deficiência de alimentos que fornecem energia, Kwashiorkor
Deficiência de alimentos que fornecem proteínas, marasmo
Deficiência de alimentos que fornecem proteínas, Kwashiorkor
Kwashiorkor marásmico apresenta apenas deficiências de vitaminas
Kwashiorkor apresenta apenas deficiência de lipídios
Podemos considerar que essa doença: Apresenta-se em bebês e crianças pequenas, e em regiões tropicais e subtropicais e ocorre logo após o desmame, originando-se basicamente de deficiência qualitativa e quantitativa de proteínas alimentares: Marque a alternativa correta.
Intolerância a lactose
Marasmo
Kwashiorkor
Intolerância ao glúten
Insuficiência renal
A desnutrição proteico-calórica é uma forma de desnutrição no que se refere o consumo insuficiente de calorias e proteínas. Com relação a esse assunto, assinale a alternativa correta.
Um dos tipos da doença é o Kwashiorkor, onde é predominante a desnutrição calórica.
O marasmo é definido como a insuficiência no consumo de proteínas.
A desnutrição afeta principalmente adultos e idosos, mesmo em países desenvolvidos.
É relativamente comum à escala mundial, tanto em adultos, quanto crianças, sendo responsável por milhões de mortes anualmente.
Sobre a fisiopatologia do raquitismo, analise as afirmativas abaixo:
I. O raquitismo pode ser classificado em hipocalcêmico ou hipofosfatêmico. Apenas nesse último subtipo, há hipofastemia.
II. As causas mais comuns de hipocalcêmico são a deficiência de vitamina D ou resistência a sua ação, enquanto que o raquitismo hipofosfatêmico é mais comumente causado por perda renal de fosfato.
III. As causas de raquitismo também podem ser divididas em carenciais (que compreendem a exposição solar inadequada ou a ingestão inadequada de vitamina D, cálcio ou fósforo).
IV. O raquitismo também pode ser causado por defeitos genéticos que diminuem a hidroxilação renal da vitamina D ou defeito no receptor de vitamina D.
Está CORRETO o que consta em
II, III e IV, apenas.
III e IV apenas.
IV, apenas.
I e IV, apenas.
I, II, III e IV.
Estudo realizado pelo Serviço de Nutrição do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva em 2013 (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA, 2013) demonstrou a alta prevalência de desnutrição de pacientes oncológicos no momento da internação em Unidades Hospitalares no Brasil. São consequências da desnutrição associada ao câncer, todas as afirmativas, a seguir, exceto:
Disgeusia.
Redução da resposta à quimioterapia.
Redução da função muscular.
Alteração da resposta imune.
A Desnutrição tem prevalência elevada entre as crianças com cardiopatias congênitas, estimando-se que aproximadamente 24 a 90% tenham comprometimento ponderal. Sobre retardo de crescimento em crianças cardiopatas é correto afirmar que:
a desnutrição resulta perda proporcional da musculatura esquelética, porém não traz prejuízo para a função nem para o metabolismo cardíaco.
alterações nas funções cardíacas, trazem deficiências nos oligoelementos e alguns íons, porém as vitaminas mantem-se sem alterações devido ao equilíbrio da relação cálcio/vitamina D.
no kwashiokor marasmático há um estado hipocirculatório caracterizado pela taquicardia, aumento do tempo de circulação, redução do débito cardíaco e do consumo de hidrogênio.
a oferta de carbohidratos e de gordura tem um efeito marcante sobre os níveis de catecolaminas plasmáticas, onde a inanição justifica as alterações encontradas no desnutrido grave.
o cálculo nutricional para criança desnutrida cardiopata deve ser baseada no peso real e não no peso ideal, pois a oferta extra de calorias é prejudicial para estas crianças.
A desnutrição proteico-calórica pode apresentar um espectro de manifestações clínicas conforme a intensidade e a gravidade do déficit, a duração e as causas da deficiência, a idade do paciente e a presença de comorbidades. As manifestações clínicas típicas do kwashiorkor são:
desgaste muscular, hepatoesplenomegalia e queratomalácia.
cabelo em sinal da bandeira, hepatoesplenomegalia e edema.
face em lua cheia, estomatite angular e desgaste muscular.
dermatose cosmética descamativa, edema e taquicardia.
A prevalência e gravidade da desnutrição aumentam de acordo com o número de anos de hemodiálise, sendo mais pronunciada em pacientes renais mais idosos. Embora todas as opções de terapia enteral e parenteral possam ser indicadas, o reforço da alimentação convencional via oral e, quando necessário, o uso de suplementos, parecem ser as opções mais efetivas e bem toleradas para prevenção e recuperação nutricional dos pacientes em hemodiálise. De acordo com o exposto, assinale a alternativa correta.
A suplementação de ferro não é indicada, pois o uso de eritropoietina supre a necessidade do paciente.
Pacientes com volume urinário igual ou maior que 1000 mL/dia, em geral, necessitam de restrição de potássio na dieta.
Deve-se evitar suplementação de cálcio devido sua absorção intestinal elevada, podendo ocorrer hipercalcemia.
É recomendada a restrição de fósforo, sendo ideal, no máximo 800 mg ao dia.
Durante o tratamento dialítico a necessidade de proteína diminui em relação a indivíduos saudáveis.
A desnutrição influencia negativamente na evolução dos pacientes, com concomitante aumento de tempo de internação e custos. Sobre os fatores de risco associados ao desenvolvimento de desnutrição, analise as afirmativas a seguir:
I. A falta de recursos financeiros para adquirir os alimentos, tanto em quantidade como em qualidade.
II. Os fatores emocionais, como depressão e isolamento social.
III. A má absorção intestinal de nutrientes decorrente de doenças do trato gastrointestinal.
IV. Os problemas respiratórios e a incapacidade de comer sozinho por demência e/ou restrição física.
Estão CORRETAS as afirmativas.
I, II e III apenas.
I, III e IV apenas.
I, II e IV apenas.
I, II, III e IV.
A desnutrição energético-proteica é o principal distúrbio nutricional na criança e adolescente com câncer e, por isso, a indicação precoce de nutrição enteral é um dos principais objetivos da terapia nutricional.
Sobre o suporte nutricional enteral nesses pacientes, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.
( ) A inserção do cateter de nutrição enteral deve ser realizada fora dos períodos de trombocitopenia grave ou deve ser indicada infusão de plaquetas antes do procedimento.
( ) Deve-se utilizar, sempre que possível, dieta enteral pós-pilórica, mais fisiológica, que permite a administração de volumes maiores e dietas de maior osmolaridade.
( ) Deve ser utilizada bomba de infusão contínua para administração de dieta e é indicado o uso de dieta enteral contínua para todos os pacientes com diagnóstico onco-hematológico.
( ) Deve-se optar pelo uso de dietas poliméricas industrializadas, com osmolaridade superior a 300 mOsm/L, isentas de lactose. Não há indicação de uso de dietas semielementares, mesmo na ocorrência de enterites pós-radioterapia abdominal e / ou pélvica.
Assinale a alternativa CORRETA.
V V V V
V V F F
F V V F
V F F F