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A anorexia apresentada por pacientes oncológicos caquéticos é causada pela desregulação do hormônio
fator indutor de proteólise.
leptina.
neuropeptídeo Y.
fator mobilizador de lipídeos.
melanocortina.
No âmbito hospitalar, a desnutrição preocupa os profissionais da saúde, visto que prejudica a função imune, interferindo na susceptibilidade às infecções, cicatrização e resposta inflamatória, o que pode provocar um aumento no tempo de hospitalização. A utilização da avaliação subjetiva global proposta por Detsky et al. (1984) pode ser útil na identificação de desnutrição em pacientes hospitalizados. Os parâmetros citados a seguir fazem parte dessa avaliação, EXCETO
Demanda metabólica de acordo com o diagnóstico e ocorrência de edema.
Capacidade funcional e avaliação da albumina sérica.
Perda de peso corporal e ingestão alimentar.
Presença de sintomas gastrintestinais e redução da gordura subcutânea.
Presença de sintomas gastrintestinais e redução da massa magra.
Segundo Campos et al. (2013), a desnutrição proteica pode prejudicar a cicatrização porque
aumenta a resistência à insulina, o hipermetabolismo e a translocação bacteriana.
provoca a perda de tecido adiposo como resposta ao trauma cirúrgico e alterações no metabolismo lipídico.
prolonga a fase inflamatória, diminui a síntese e a proliferação fibroblástica e a síntese de colágeno.
responde ao estresse cirúrgico e ao traumatismo com estimulação do hipotálamo.
Com relação à correção das deficiências de micronutrientes em crianças com desnutrição grave em nível hospitalar, é correto afirmar que:
O ferro deve ser administrado na primeira semana de tratamento, independente da presença de processo infeccioso.
O ferro só deve ser iniciado quando a infecção for afastada e a criança iniciar o processo de ganho ponderal.
A suplementação de polivitamínicos deve ser similar à ofertada para crianças eutróficas.
A suplementação de zinco deve ser feita com acetato de zinco 3mg/Kg em dias alternados.
A reposição de micronutrientes é fundamental na terapia nutricional da criança desnutrida grave. Na fase aguda da infecção, na qual ocorrem mudanças no metabolismo proteico, com favorecimento da síntese de proteínas de fase aguda, qual é o nutriente que deve ser excluído?
Ácido fólico.
Cobre.
Ferro.
Zinco.
Relacione a primeira coluna com a segunda.
(1) desnutrido pregresso
(2) desnutrido crônico evolutivo
(3) desnutrido atual
Agora encontre a sequência certa
( ) A criança apresenta baixo peso e baixa estatura
( ) criança que foi desnutrida mas recuperou sua condição ponderoestatural
( ) o comprometimento do peso é pronunciado, porém a estatura está normal
2,1,3
2,3,1
3,1,2
3,2,1
A desnutrição pode atingir até 50% dos indivíduos hospitalizados em todo o mundo, trazendo consequências graves para essa população. Para ajudar a melhorar os cuidados nutricionais em todo o mundo, o feed Medical Education (M.E.) Global Study Group, incluindo membros da Ásia, Europa, Oriente Médio e América do Norte e do Sul, define um caminho de atendimento nutricional que é simples e pode ser adaptado para uso em ambientes de saúde variados.
Sobre a desnutrição hospitalar, analise as assertivas a seguir.
As consequências da desnutrição são graves, incluindo aumento da incidência de úlceras de pressão, infecções, quedas, maior permanência hospitalar, reinternações frequentes, aumento dos custos com saúde e maior risco de mortalidade. Apesar disso, a prevalência da desnutrição não apresenta redução nas últimas décadas, inclusive nos hospitais brasileiros. A comparação de estudos realizados nos últimos 20 anos mostra que a desnutrição continua altamente prevalente nessa população
PORQUE
a desnutrição é, muitas vezes, mal reconhecida e subtratada As recomendações tradicionais de triagem, avaliação e intervenção nutricional são, por vezes, ignoradas ou inadequadas. Pesquisas demonstram que apenas metade das unidades hospitalares fazem uso rotineiro de triagem nutricional. Além disso, mesmo quando o consumo de energia é avaliado e uma meta calórica é especificada, cerca de metade dos pacientes consomem menos calorias do que a meta estabelecida. Acredita-se que mais de 60% dos pacientes internados apresentem um declínio no estado nutricional durante sua permanência no hospital.
Sobre as assertivas acima, é correto afirmar que
as duas assertivas são falsas.
a primeira assertiva é falsa e a segunda é verdadeira.
a primeira assertiva é verdadeira e a segunda é falsa.
as duas assertivas são verdadeiras e a segunda justifica a primeira.
as duas assertivas são verdadeiras, porém a segunda não justifica a primeira.
A desnutrição energético-proteica torna o indivíduo mais susceptível a infecções. Processos infecciosos, por sua vez, aumentam a demanda metabólica, podendo agravar ainda mais a desnutrição. Nesse sentido, o nutricionista precisa reconhecer pacientes na vigência de processos infecciosos agudos para possibilitar a terapia nutricional mais adequada. Um paciente em vigência de infecção, provavelmente, apresentará:
proteína C reativa elevada, alfa-1-glicoproteína ácida elevada e albumina baixa.
leucocitose, alfa-1-glicoproteína ácida baixa e albumina elevada.
ferritina elevada, velocidade de hemossedimentação baixa e albumina elevada.
ferritina baixa, proteína C reativa elevada e albumina elevada.
A desnutrição crônica consiste no estágio mais avançado do emagrecimento, com características físicas bem definidas de depleção energético-proteica. Correlacione os sinais apresentados às suas respectivas carcaterfsticas e, a seguir, assinale a opção correta.
SINAIS
I- Perda da bola de Bichart
II- Atrofia bilateral e sinal de “asa quebrada"
III- Fúrcula external
IV- Oco axilar
V- Atrofia do músculo gastrocnêmico
CARACTERÍSTICAS
( ) Pode estar mais profundo em pacientes desnutridos, dificultando a verificação da temperatura corporal.
( ) Mostra que o paciente parou ou deixou de usar a mastigação, indicando a restrição proteico-calórica.
( ) Atrofia das regiões infra e supra clavicular, indicando a diminuição da musculatura e da gordura da região, demonstra, desnutrição crônica e diminuída capacidade de produção de anticorpos.
( ) Está relacionada à diminuição da vida laborativa. Indica desnutrição proteico-energética.
( ) Refere-se ao depósito de gordura da bochecha. A perda bilateral relaciona-se à redução prolongada da reserva calórica.
(III) (II) (V) (IV) (I)
(IV) (V) (III) (II) (I)
(III) (I) (IV) (V) (II)
(IV) (II) (III) (V) (I)
(IV) (III) (V) (II)(I)
Na presença da desnutrição, ocorrem diversas alterações hormonais com consequências metabólicas que afetam a capacidade física e o bom funcionamento do organismo. Dentre essas alterações, encontram-se:
aumento da atividade do hormônio do crescimento (GH) levando ao aumento da síntese de proteínas viscerais e diminuição da captação de glicose pelos tecidos.
aumento da atividade da insulina com diminuição da síntese proteica e muscular.
diminuição da atividade das catecolaminas com consequente diminuição da glicogenólise.
aumento do gasto energético total e diminuição da oxidação de glicose, devido ao aumento da atividade dos hormônios tireoidianos.
A prevalência de desnutrição em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) varia de 38% a 70%, podendo chegar a 100% em alguns levantamentos, e sua presença está associada ao aumento da morbidade e mortalidade. Um fator primordial no momento da admissão do paciente grave, diz respeito ao seu diagnóstico nutricional, bem como à determinação do seu risco nutricional, para a tomada de decisão acerca da estratégia nutricional mais adequada para a sua condição clínica específica. Para avaliação nutricional do paciente crítico, é necessário considerar que,
enquanto a avaliação nutricional detecta o risco nutricional, a triagem tem como objetivo principal comprovar a presença de desnutrição e classificar o seu grau.
atualmente, existe um número considerável de ferramentas para avaliar o estado nutricional de pacientes críticos, e esses instrumentos têm se mostrado cada vez mais efetivos na identificação do risco nutricional, uma vez que detectam a desnutrição já estabelecida.
em linhas gerais, o paciente que passar mais de dois dias na UTI, necessitando de alimentação artificial, ainda não está em risco nutricional.
ao profissional nutricionista cabe realizar a avaliação do estado nutricional do paciente, com base em protocolos preestabelecidos; já a identificação do risco nutricional pode ser realizada por qualquer profissional de saúde treinado para este fim.
O tratamento nutricional de crianças com desnutrição grave adotado no Brasil recomenda três fases: fase I (inicial/ estabilização), fase II (reabilitação) e fase III (acompanhamento). Na fase de reabilitação:
a taxa energética oferecida deve ser de 150 a 220 kcal/kg/dia.
a necessidade de energia é menor do que na fase de estabilização.
o ganho de peso esperado é de 25 g/kg/dia.
a quantidade de proteína não deve ultrapassar 1,5 g/ kg/dia.
a oferta lipídica deve ser restrita nesta fase do tratamento.
Sobre as características das duas formas de desnutrição grave, assinale K para kwashiorkor e M para marasmo.
( ) Prevalente no primeiro ano de vida
( ) Apetite mantido
( ) Alterações mentais de humor
( ) Hipoalbuminemia
( ) Hepatomegalia
( ) Panículo adiposo ausente
( ) Hipotrofia muscular
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA.
K-K-K-M-M-K-K
K-K-M-M-K-K-M
M-K-M-K-K-M-M
M-M-K-K-K-M-K
M-K-K-K-K-K-M
Pacientes gravemente desnutridos podem ter sinais clínicos de desidratação, tais como
defeito na retina, pressão alta, tetania.
tetania, palidez, redução da sensibilidade.
extremidades quentes e úmidas e tetania.
alto débito urinário e extremidades quentes e úmidas.
globos oculares afundados, baixo débito urinário, extremidades frias e úmidas.
Sobre a desnutrição, julgue as afirmativas abaixo em verdadeiras ou falsas:
I. Independentemente de sua natureza, a desnutrição pode atingir 20 a 50% dos pacientes hospitalizados e está relacionada a maior incidência de complicações, mortalidade e aumento no tempo de internação.
II. A triagem do risco nutricional é ferramenta útil na detecção precoce da desnutrição e na previsão de desfechos clínicos negativos.
III. A desnutrição é responsável por mais da metade das mortes de crianças em todo o mundo, sendo considerada a doença que mais mata crianças abaixo de cinco anos de idade.
IV. Crianças desnutridas que não recuperam o déficit estatural apresentam maior risco de desenvolvimento de diabetes mellitus, hipertensão arterial e obesidade na vida adulta.
V. Fatores como nível de desenvolvimento econômico, distribuição de riquezas, estabilidade política, prioridades nos gastos públicos e padrão sociocultural de um país são determinantes da prevalência de desnutrição infantil.
Assinale a alternativa que contém todas as afirmativas corretas:
I, II, III, V
I, II, V
I, II, III, IV, V
I, III, IV, V
I, II, IV, V
Crianças que foram desnutridas e que não se recuperaram em estatura apresentam um quociente respiratório maior do que crianças que nunca foram desnutridas. Isso significa que o organismo delas “deseja” fisiologicamente acumular gordura corporal. Um quociente respiratório mais alto significa que a oxidação de gordura no corpo é menor; portanto, a criança crescerá menos, ganhará menos músculos, menos ossos, e tenderá a usar a energia que ingeriu para acúmulo de gordura. Esses achados associam-se também a uma suscetibilidade maior para acumular gordura corporal quando as crianças desnutridas consomem uma dieta mais rica em gorduras. Ainda sobre a desnutrição é correto afirmar:
A desnutrição é um potente estimulador do estresse e causa aumento nos níveis e na ação anabólica do cortisol. Além disso, a deficiência alimentar diminui a ação anabólica de síntese de tecidos dependente de insulina. Esse balanço hormonal leva à diminuição do hormônio responsável pelo crescimento, fator de crescimento insulina símile tipo 1 (IGF-1).
Estudos têm mostrado que as alterações hormonais causam alterações vasculares (diminuição da elasticidade dos vasos) e renais (diminuição do número de néfrons), o que pode também estar ocorrendo em crianças desnutridas e ser a causa das alterações observadas na pressão sanguínea e no pâncreas.
A razão cortisol: insulina alta e IGF-1 baixo também diminui o ganho de massa muscular e o crescimento linear, além de aumentar a razão cintura/quadril e a oxidação de gordura corporal. Se a criança nessa condição de vida passar a ingerir uma dieta moderna e apresentar um quadro de inatividade física, ocorrerá um aumento excessivo no ganho de gordura, o que pode resultar numa associação entre baixa estatura, obesidade, hipertensão e diabetes.
As três afirmações acima citadas são corretas.
Estudos têm investigado várias técnicas para triagem e avaliação da desnutrição, e mostram que muitas dessas ferramentas são simples, rápidas, precisas e de utilidade na prática clínica. Sobre o diagnóstico da desnutrição baseado em técnicas de triagem e avaliação nutricional de uso clínico, analise as afirmações e marque a INCORRETA:
A Mini Nutritional Assessment – Mini Avaliação Nutricional (MNA) pode ser aplicada por qualquer profissional de saúde, assim como a MUST. No entanto, ambas as ferramentas de triagem nutricional não se aprofundam no motivo clínico da internação hospitalar.
A Malnutrition Universal Screening Tool (MUST), por superestimar o papel do Índice de Massa Corporal (IMC), pode detectar baixo risco nutricional em situações de alteração de peso corpóreo, como edema.
A Avaliação Nutricional Subjetiva Global (SGA) é validada pela comparação de outras informações com as medidas objetivas de avaliação nutricional e tem forte associação com a previsão de desfecho de morbimortalidade.
A Nutritional Risk Screening 2002 – Triagem de Risco Nutricional 2002 (NRS 2002) utiliza IMC, percentual de perda de peso corpóreo, questiona o paciente sobre seu apetite, capacidade de ingestão e absorção de alimentos e presença e tipo de doença.
A Malnutrition Screening Tool – Ferramenta de Triagem de Desnutrição (MST) utiliza dados subjetivos de perda de peso corpóreo, alteração na ingestão alimentar e apetite, sendo necessária a prática de medidas objetivas e deve ser respondida apenas por funcionários especializados em terapia nutricional.
O indivíduo desnutrido deve ser encorajado a comer, sendo recomendada o seguinte percentual de macronutriente energético, em relação ao VET:
15 a 25% de lipídios.
40 a 50% de lipídios.
35 a 45% de lipídios.
12 a 15% de proteínas.
25 a 30% de proteínas.
As prevalências de desnutrição em crianças menores de 5 anos de idade são apresentadas com base em índices antropométricos. São eles, exceto:
Peso para a idade;
Estatura para a idade;
Peso para a estatura;
IMC para a idade.
A desnutrição energético-proteica (DEP), condicionada pela deficiência primária e/ou secundária de energia e proteínas, representa uma síndrome carencial que reúne variadas manifestações clínicas, antropométricas e metabólicas. Crianças com desnutrição grave, frequentemente, estão seriamente doentes, apresentam quadro clínico diferenciado, segundo a presença de marasmo ou kwashiorkor. Com relação às características do marasmo e kwashiorkor, marque V para as afirmativas verdadeiras e F, para as falsas:
( ) Anemia está presente na maioria dos casos de kwashiorkor devido à deficiência proteica para síntese de eritrócitos, deficiência de ferro e de ácido fólico, parasitoses intestinais e infecções frequentes.
( ) No kwashiorkor, a criança apresenta os cabelos com alteração de textura, de cor (discromias) e são quebradiços. Os cabelos pretos tornam-se castanhos ou avermelhados. Pode estar presente o “sinal de bandeira”.
( ) Na criança marasmática, em geral, o apetite está preservado e, ao contrário do kwashiorkor, ela apresenta-se ativa e interessada.
( ) O marasmo é um estado de má nutrição que resulta de uma deficiência calórica total.
( ) A função hepática no kwashiorkor encontra-se prejudicada com a presença de hepatomegalia por esteatose hepática; contudo, no marasmo, ela encontra-se normal.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência CORRETA.
V, F, F, V, F.
F, V, V, F, F.
F, V, V, V, V.
V, V, V, V, V.