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Sobre o tratamento não medicamentoso das dislipidemias, conforme Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, assinale com V as afirmativas verdadeiras ou F as falsas.
( ) Para o tratamento da hipercolesterolemia recomenda-se no máximo 10% do VCT (valor calórico total) na forma de ácidos graxos saturados para aqueles que apresentam risco cardiovascular aumentado.
( ) Na hipertrigliceridemia de causa primária, observada na obesidade e no diabetes, mantêm-se o controle de gorduras de 30 a 35% das calorias e a adequação no consumo de carboidratos, com ênfase na restrição de açúcares.
( ) O consumo de ácidos graxos poli-insaturados da série ômega 3 fornece os ácidos graxos EPA e DHA, mais associados à proteção cardiovascular.
Assinale a sequencia correta.
V F F
F F V
V V F
F V V
As mudanças alimentares que reduzem a pressão arterial (PA) podem evitar que indivíduos pré-hipertensos desenvolvam hipertensão e diminuir o risco de doença cardiovascular relacionada à pressão arterial entre essas pessoas.
Assinale a alternativa que não apresenta uma recomendação de mudança alimentar da Associação Americana do Coração (American Heart Association).
Suplementação de cálcio e magnésio.
Maior ingestão de alimentos ricos em potássio.
Moderação no consumo de álcool.
Ingestão reduzida de alimentos ricos em sódio.
A dieta DASH é baseada em estudos clínicos denominados Dietary Aapproaches to Stop Hypertension, os quais constataram que é possível reduzir níveis elevados de pressão arterial com a adoção de uma dieta saudável e balanceada.
A dieta DASH não prioriza o consumo de
frutas e hortaliças.
cereais integrais.
peixe e frango.
laticínios.
Sobre o tratamento dietoterápico da hipertrigliceridemia, analise as afirmativas abaixo:
I. Na hipertrigliceridemia primária grave, a gordura na dieta deve atingir, no máximo, 10% do valor calórico total.
II. Na hipertrigliceridemia moderada, recomendam-se aproximadamente 25 a 35% das calorias na forma de gorduras e controle da ingestão de açúcares.
III. Na hipertrigliceridemia de causa secundária, observada na obesidade e no diabetes, mantêm-se o controle de gorduras (30 a 35% das calorias) e a adequação no consumo de carboidratos, com ênfase na restrição de açúcares.
IV. Na hipertrigliceridemia de qualquer natureza, orienta-se para redução da ingestão de bebidas alcoólicas.
Estão CORRETAS
I, II e IV, apenas.
I e IV, apenas
I, II, III e IV.
III e IV, apenas.
II, III e IV, apenas.
A síndrome de dumping é uma resposta fisiológica devida à presença de grandes quantidades de alimentos sólidos ou líquidos na porção proximal do intestino , decorrente do esvaziamento gástrico precoce, observada nos pacientes submetidos a cirurgias gástricas. Sobre orientações básicas para es s a síndrome analise os itens abaixo:
I. Pequenas refeições em maior frequência
II. Alimentos mais pastosos, menos sólidos
III. Aumentar a quantidade de líquidos durante as refeições
IV. Menos açúcares simples e mais carboidratos complexos e fibras solúveis
V. Quantidades aumentadas de lipídios
VI. Exclusão da lactose
Estão CORRETOS apenas
I e II.
I, IV e VI.
I, II e IV.
I, III e VI.
II, III e IV.
A doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) é caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado não relacionada ao consumo de álcool. Considerando sua fisiopatologia e terapia nutricional, é INCORRETO afirmar que
o acúmulo excessivo de triglicérides no fígado pode ocorrer em decorrência da resistência à insulina. Assim, uma forma de manejo da doença é melhorar a sensibilidade periférica à insulina.
o aumento na ingestão de gordura monoinsaturada deve ser considerado, por melhorar o perfil lipídico e o controle glicêmico.
a qualidade do lipídeo da dieta não interfere na progressão da doença, uma vez que somente a sua quantidade de gordura poderia influenciar no acúmulo hepático de lipídeos.
o consumo de açúcares simples, especialmente na forma de doces e bebidas açucaradas, deve ser descontinuado, pois em excesso estimula a lipogênese de novo.
A terapia de contagem de carboidratos é uma forma de controlar o diabetes mellitus (DM) por meio da alimentação para aqueles indivíduos em uso de insulinoterapia e hipoglicemiante oral. Conhecendo todas as condições necessárias para realizar a contagem de carboidratos, o nutricionista deve:
I. solicitar o registro diário de alimentos, da dose de insulina, da atividade física e da monitoração da glicemia para conhecer os hábitos alimentares e identificar os erros na relação entre dose de insulina, alimentação e atividade física;
II. elaborar um plano alimentar saudável de forma individualizada, de modo a atender as necessidades nutricionais, o controle da glicemia e a prevenção das complicações crônicas do DM;
III. adequar a quantidade de carboidrato por refeição, auxiliar a compreensão das tabelas de composição de alimentos e orientar as substituições alimentares, tornando a alimentação mais variada e flexível;
IV. treinar a leitura de rótulos de alimentos industrializados, analisando as quantidades de carboidratos, gorduras e proteínas presentes em cada porção do alimento, o teor de sódio e valor energético de cada porção, checando se o tamanho da porção especificada no rótulo corresponde a que será consumida.
Dos itens, verifica-se que está(ão) correto(s)
II, apenas.
IV, apenas.
I e III, apenas.
I, II e IV, apenas.
I, II, III e IV.
Paciente, 52 anos, sexo feminino, com índice de massa corporal IMC = 35,2 Kg/m², glicemia de jejum: 116,0 mg/dL e pressão arterial: 145/90 mmHg, procura atendimento no ambulatório de nutrição por encaminhamento médico para tratamento nutricional da obesidade. Ela nunca realizou tratamento prévio para controle dessa doença. Assinale a alternativa que apresenta a estratégia nutricional mais adequada no manejo da obesidade para essa paciente.
Estabelecer meta de perda de peso de 20% do peso inicial; prescrever plano alimentar de até 1.000 Kcal/dia; restringir o consumo de bebidas açucaradas; suplementar minerais e vitaminas; estimular prática de atividade física.
Estabelecer meta de perda de peso de 5 a 10% do peso inicial; fracionar o plano alimentar em 03 refeições diárias; estabelecer o consumo de carboidratos até 40% do valor energético total (VET); limitar o consumo diário de sódio até 2.000 mg.
Prescrever plano alimentar de até 1.000 Kcal/dia; estabelecer o consumo de carboidratos até 40% do valor energético total (VET), proteínas até 20% do VET e gorduras 20 a 25% do VET; restringir o consumo de bebidas açucaradas e de sódio; suplementar minerais e vitaminas.
Estabelecer meta de perda de peso de 5 a 10% do peso inicial; diminuir densidade energética da alimentação; aumentar o consumo de fibras, frutas e vegetais; restringir o consumo de bebidas açucaradas e de alimentos com alto índice glicêmico; limitar o consumo total de gorduras e de sódio.
Prescrever plano alimentar hiperproteico com o consumo de carboidratos até 40% do valor energético total (VET); restringir o consumo de bebidas açucaradas e de alimentos com alto índice glicêmico; suplementar minerais e vitaminas; limitar o consumo total de gorduras e de sódio; estimular prática de atividade física.
No caso da gastrite atrófica, o nível de vitamina B12 deve ser avaliado, pois a falta de fator intrínseco e de ácido resulta em má absorção dessa vitamina.