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Em 2006, o Ministério da Saúde implantou em todas as capitais dos estados brasileiros e no Distrito Federal o sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (VIGITEL). Sobre o assunto, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:
( ) O sistema VIGITEL pretende ser contínuo e monitorar a cada três anos alguns indicadores selecionados entre a população com 18 anos ou mais.
( ) O VIGITEL questiona sobre os dados antropométricos de peso e altura autorrelatados do indivíduo.
( ) Além da avaliação de tendências de indicadores nutricionais ao longo dos anos, o VIGITEL possibilita que se avaliem desigualdades entre as regiões do país.
( ) Uma limitação do uso desse tipo de vigilância é a obtenção de dados autorrelatados e amostragem da população apenas com telefonia fixa.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
V – F – F – F.
F – V – V – V.
V – V – F – V.
F – V – V – F.
V – F – V – F.
Pesquisas nacionais que coletam dados sobre a alimentação e nutrição fornecem informações valiosas para planejar políticas e programas de intervenção nutricional. Em relação ao tema no Brasil, considere as seguintes pesquisas:
1. Pesquisa sobre Orçamentos Familiares (POF) – 2002/03.
2. Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN) – 1988/1989.
3. Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS) – 1996.
4. Estudo Nacional de Despesas Familiares (ENDEF) – 1974/75.
5. Pesquisa sobre Orçamentos Familiares (POF) – 2008/09.
São pesquisas que coletaram dados quantitativos de consumo alimentar em nível individual:
2 e 3 apenas.
2, 4 e 5 apenas.
4 e 5 apenas.
1, 3 e 4 apenas.
1, 4 e 5 apenas.
Uma das carências nutricionais mais prevalentes no mundo é a hipovitaminose A. No Brasil, o Programa Nacional de Suplementação de “Vitamina A Mais” tem por finalidade reduzir e controlar a hipovitaminose A de quais grupos?
Crianças de 0 a 59 meses e gestantes no pós-parto imediato.
Crianças de 6 a 59 meses e gestantes no pós-parto imediato.
Crianças de 12 a 59 meses e gestantes no pós-parto imediato.
Crianças de 6 a 59 meses e gestantes no pré-parto imediato.
Crianças de 12 a 59 meses e gestantes no pré-parto imediato.
A Vigilância Alimentar e Nutricional consiste em:
I. subsidiar o planejamento da atenção nutricional e das ações relacionadas à promoção da saúde e da alimentação adequada e saudável e à qualidade e regulação dos alimentos nas esferas de gestão do SUS.
II. descrição contínua e na predição de tendências das condições de alimentação e nutrição da população e seus fatores determinantes.
III. contribuir com os outros setores de governo, com vistas ao monitoramento do padrão alimentar e dos indicadores nutricionais que compõem o conjunto de informações para a vigilância da Segurança Alimentar e Nutricional.
É correto o que se afirma em:
I, II e III.
II apenas.
II e III apenas.
I e III apenas.
O planejamento das ações de alimentação e nutrição deve ter como instrumento o Guia Alimentar para a População Brasileira, reeditado em 2014, que propõe como recomendação para uma alimentação adequada e saudável:
utilizar sal e açúcar em moderadas quantidades, especialmente nas grandes refeições.
consumir diariamente alimentos processados e moderadamente ultraprocessados.
fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação.
utilizar substitutos do óleo de soja nas preparações culinárias.
A Política Nacional de Alimentação e Nutrição tem como propósito melhorar as condições de alimentação, nutrição e saúde da população. Nesse contexto, um dos principais campos de aproximação das ações de nutrição, no SUS, refere-se
à realização de educação continuada dos profissionais de saúde.
ao planejamento de ações de educação alimentar e nutricional.
à organização do sistema de saúde para prestar a assistência integral.
ao desenvolvimento de ações de vigilância alimentar e nutricional.
Os estudos populacionais são de extrema importância para a definição de políticas públicas na área de alimentação e nutrição. A Pesquisa de Orçamento Familiar objetiva monitorar
a autoavaliação do estado de saúde conforme indicadores sociodemográficos, consumo alimentar e antropometria das famílias.
a situação de saúde pela identificação das características da fome, desnutrição e excesso de peso das famílias.
os determinantes do bem-estar social, tendo como referência os indicadores sociodemográficos e de despesas das famílias.
a evolução dos hábitos de consumo das famílias, com base na estrutura de despesas, rendimentos e poupanças.
Segundo o PNAE, o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Nutricionistas são responsáveis
pela assistência financeira em caráter complementar, pela fiscalização da execução do programa e pela avaliação da sua efetividade e eficácia.
pelo recebimento, pela execução e pela prestação de contas dos recursos financeiros transferidos pelo FNDE.
pela fiscalização da aplicação dos recursos transferidos e zelar pela qualidade dos produtos, desde a compra até a distribuição nas escolas, prestando atenção às boas práticas sanitárias e de higiene.
pela apuração de denúncias, em parceria com o FNDE.
pela fiscalização do exercício da profissão, reforçando a importância da atuação do profissional na área da alimentação escolar.
Na gestão de materiais em uma unidade de alimentação e nutrição escolar, um instrumento que permite a gestão e a análise de materiais é
a curva ABC.
o indicador de pessoal.
o indicador de restos.
o orçamento.
o ponto de otimização.
O Programa Nacional de Alimentação Escolar estabelece algumas recomendações para o planejamento dos cardápios da alimentação escolar, como por exemplo:
os cardápios deverão oferecer, no mínimo, três porções de frutas e hortaliças por dia.
o uso de açúcar de adição deve ser restrito a, no máximo, 10% da energia total diária.
as preparações diárias deverão conter, no máximo, dois gramas de sal.
a gordura saturada deve fornecer, no máximo, 15% da energia total diária.
a oferta de doces e/ou preparações doces fica limitada a uma porção por dia.
A tipologia proposta para equipes multiprofissionais de saúde refere-se a duas modalidades de equipe: a equipe como agrupamento de agentes e a equipe como integração de trabalhos. Caracterizam as ações da equipe agrupamento os seguintes critérios, EXCETO:
comunicação externa ao trabalho
comunicação estritamente pessoal.
autonomia técnica plena.
ausência de autonomia técnica.
flexibilidade da divisão do trabalho.
No Plano Nacional de Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) 2011-2022, do Ministério da Saúde, a promoção da saúde é uma diretriz para superar os fatores determinantes do processo saúde-doença.
definição e implementação de tratamentos das DCNT com base em evidências de custo-efetividade, vinculando os portadores ao cuidador e à equipe da atenção primária.
adoção de medidas fiscais, como redução de impostos, taxas e subsídios, objetivando reduzir os preços dos alimentos saudáveis, como frutas e hortaliças.
análise de morbimortalidade, realização de inquéritos, avaliação de intervenções em saúde, estudos sobre desigualdades em saúde, em adultos e idosos.
fortalecimento da capacidade de resposta do SUS para que as ações de cuidado integrado sejam de responsabilidade da atenção primária para o controle das DCNT.
A construção do Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) requer a adoção de um sistema de monitoramento que forneça indicadores sobre a evolução do Direito Humano à Alimentação Adequada e da promoção da Soberania Alimentar no Brasil. Nesse escopo, as políticas públicas implantadas/ampliadas de alimentação mostram que, nas últimas décadas,
o Programa de Aquisição de Alimentos diminuiu a cobertura, indicando, com isso, a necessidade de fortalecer políticas de produção à agricultura familiar.
o aumento significativo da regularização das terras nas comunidades indígenas evidencia o fortalecimento das políticas de inclusão social.
o Programa Bolsa Família foi responsável pela queda da desigualdade medida pelo índice de Gini, o que revela a ampliação do Programa de Transferência de Renda.
o poder de compra do salário-mínimo expresso em cestas básicas diminuiu, o que demonstra a necessidade de política de valorização do salário-mínimo.
O alcance da Segurança Alimentar e Nutricional requer a Soberania Alimentar no que se refere tanto aos aspectos de produção como aos de consumo dos alimentos. A cadeia, desde a produção até o consumo de alimentos, deve considerar como ações prioritárias para garantir a Soberania Alimentar:
políticas comerciais equitativas e promoção de mercados locais.
estratégias agrícolas e estratégias alimentares com abordagem na capacidade de produção local.
programas de plantio e programas de incentivo ao consumo de alimentos saudáveis determinados pelo governo.
modelos de rede de produção agrícola e políticas de comercialização pelo menor preço de alimentos à população.
O nutricionista tem ocupado espaços nos diferentes níveis hierárquicos de organização dos serviços de saúde das três esferas administrativas. Compete a esse profissional o desenvolvimento de ações
diretivas, de planejamento, supervisão, orientação e normatização dos serviços e programas, no nível local.
administrativas, de planejamento, organização, direção, controle, supervisão e avaliação dos serviços e programas, no nível regional.
administrativas, dirigidas diretamente a atendimento das necessidades nutricionais da população assistida pelos estabelecimentos de saúde, no nível central.
organizativas, de coordenação acompanhamento e controle dos serviços e programas, no nível executivo.
O atual Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado no ano de 2014, se constitui como um instrumento para apoiar e incentivar práticas alimentares saudáveis no âmbito individual e coletivo, bem como para subsidiar políticas, programas e ações que visem a incentivar, apoiar, proteger e promover a saúde e a segurança alimentar e nutricional da população. NÃO é princípio deste guia:
a alimentação é mais que ingestão de nutrientes, uma vez que a alimentação diz respeito à ingestão de nutrientes, mas também aos alimentos que contêm e fornecem os nutrientes.
o princípio das “variações das quantidades” de modo que a quantificação implica que as diretrizes são expressas como porcentagens ou proporções do consumo total de energia.
as recomendações sobre alimentação devem estar em sintonia com seu tempo, assim as recomendações feitas por guias alimentares devem levar em conta o cenário da evolução da alimentação e das condições de saúde da população.
os guias alimentares ampliam a autonomia nas escolhas alimentares o que implica no fortalecimento das pessoas, famílias e das comunidades para se tornarem agentes produtores de sua saúde.