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A criança vive em uma sociedade letrada e interage com esse mundo de signos antes mesmo de iniciar a sua vida escolar, manifestando interesse e curiosidade pelos recursos materiais que lhe são expostos. Desse modo, as crianças que chegam à educação infantil não fazem parte de uma sociedade ágrafa, como assinala Sampaio (1993). Sobre alfabetização e letramento, assinale a afirmativa correta.
São processos dissociáveis entre si.
O processo de alfabetização significa a apropriação das regras ortográficas e gramaticais.
O processo de alfabetização vai além da decodificação e codificação do sistema alfabético.
A alfabetização deve se desenvolver em um contexto de letramento como início da aprendizagem da escrita.
Na escola, lugar essencialmente destinado à apropriação e elaboração pela criança de determinadas habilidades, a brincadeira deve ser:
negada e secundarizada pelo educador.
considerada como uma ação desnecessária no planejamento.
sempre evitada enquanto uma atividade cognitiva.
considerada e prevista pelo educador, em seu plano de ação e junto às crianças.
De acordo com Emília Ferreiro, a respeito da linguagem e sobre o processo de alfabetização, seria incorreto afirmar que:
A escrita deve ser estimulada para além dos manuais ou livros didáticos, visto que estes proporcionam apenas um ambiente desinteressante e artificial em sala de aula.
Para a escola se transformar em um ambiente alfabetizador, é necessário estimular a escrita com o uso de textos atuais, jornais, revistas, livros etc.
A escrita deve ter uma importante função social, e a alfabetização deve se apropriar de tal característica, uma vez que crianças de classes sociais distintas apresentam desempenhos desiguais.
As cartilhas são de grande importância para o aprendizado nas séries iniciais, pois garantem ao aluno uma ampla compreensão do contexto social em que estão inseridos.

A leitura e a produção de diferentes textos são tarefas imprescindíveis para a formação de pessoas letradas. Assim, a alfabetização e letramento estão intrinsecamente ligados, já que de acordo com os Parâmetros Curriculares, estes destacam que o ensino da linguagem deve ser direcionado em três fundamentos básicos:
a leitura, a compreensão e a produção numa relação de contexto social;
a linguagem oral, a leitura e a produção textual comparativa;
a leitura expansiva, a escrita letrada e a revisão dos textos;
a escrita, a linguagem oral e a linguagem técnica-matemática;
a leitura, a compreensão e discriminação auditiva e visual.
Uma alfabetizadora realizou com cada um dos seus alunos, individualmente, a situação-tarefa abaixo descrita. Situação-tarefa: Perguntou oralmente à criança pedindo justificativa.
• Qual a palavra maior “boi” ou “aranha”?
• Qual a palavra maior “trem” ou “telefone”?
• Diga palavras grandes.
• Diga palavras pequenas.
• Se você fosse escrever as palavras “bolsa” e “bolsinha”, qual ia ficar maior?
• Diga uma palavra parecida com a palavra MAMÃO.
• As palavras BOLA e CÍRCULO são parecidas?
• Qual a palavra que é parecida com a palavra DENTE: é BOCA ou PENTE?
Ao realizar essa atividade a alfabetizadora tinha como objetivo:
Verificar se a criança faz a distinção entre desenhar e escrever (representação iônica e não-iônica, respectivamente).
Verificar se a criança já desenvolveu a percepção auditiva e se é capaz de lê as palavras com fluência.
Verificar se a criança é capaz de fazer a discriminação visual.
Investigar se a criança é capaz de realizar diferenças interfigurais e que critérios utiliza para afirmar que uma série gráfica é ou não interpretável.
Verificar se a criança já ingressou no período de fonetização da escrita, se já considera as propriedades sonoras do significante ou se atenta apenas para o significado da palavra.
Leia o seguinte texto e, conforme o pensamento da autora, marque a alternativa verdadeira:
Maria da Graça Costa Val no texto “O que é ser alfabetizado e letrado?”, disponível no portal do MEC, afirma:
1. “Para compreender as regras que orientam a leitura e a escrita, os alunos precisam desenvolver conhecimentos e capacidades diversas, relativas não somente à natureza e ao funcionamento do sistema alfabético e da ortografia da Língua Portuguesa, mas também ao uso geral da escrita.”
2. “A exploração de diferentes marcadores de espaço, aliada ao processo de leitura, permite que os alunos descubram diferenças entre a segmentação da fala e a da escrita, o que lhes será útil para o domínio da ortografia, da morfossintaxe escrita, da pontuação e da paragrafação, em momentos posteriores de seu aprendizado.”
3. “A apropriação da escrita é um processo complexo e multifacetado, que envolve tanto o domínio do sistema alfabético/ortográfico quanto a compreensão e o uso efetivo e autônomo da língua escrita em práticas sociais diversificadas.”
4. “O domínio da escrita, assim como o da leitura, abrange capacidades que são adquiridas no processo de alfabetização e outras que são constitutivas do processo de letramento, incluindo desde as primeiras formas de registro alfabético e ortográfico até a produção autônoma de textos.”
É correto apenas o que se apresenta nos itens 1, 2 e 3.
É correto apenas o que se apresenta nos itens 2, 3 e 4.
É correto apenas o que se apresenta no item 2 e 3.
É correto o que se apresenta nos itens de 1 a 4.
Não está correto o que se lê na assertiva:
“Em suas tentativas de reconstrução da escrita, a criança utiliza de todas as informações disponíveis, inclusive do fato de ser falante da língua. Nessa fase, ela não compreende que não há uma correspondência perfeita entre a língua oral e a língua escrita, e levará algum tempo para descobrir que a escrita não significa uma transcrição da fala.”
“O processo de alfabetização, na perspectiva psicogenética, parte da utilização de significantes (índices, sinais, símbolos), seguida do texto e da apresentação de palavras, colocadas em um determinado contexto que amplia o seu significado. As palavras são retiradas do mundo real da criança. A atividade de leitura tem início com o processo operacional de análise-síntese, quando a criança “monta e desmonta” a palavra escrita. Sendo assim, o ponto de partida para a alfabetização são as letras e sílabas.”
“Após diferenciar o desenho da escrita, a criança compreende que essa é representada por formas arbitrárias, dispostas linearmente (ordenadas em uma sequência no plano horizontal) e que há dois tipos de signos gráficos: as letras e os números. Seguindo a trajetória de aquisição desse objeto, ela começa a elaborar tentativas de interpretação.”
“A atividade de assimilação envolve a compreensão analítica das formas gráficas e do mecanismo de codificação, não ocorrendo respaldada somente no discurso pedagógico do professor, embasado em premissas de um adulto alfabetizado. Para alcançar essa compreensão analítica, faz-se necessário uma atividade estruturante da criança, referenciada na interação com o objeto de conhecimento.”
A alfabetização que interessa efetivamente é a que conjuga saber e conhecimento. Grossi, Esther. A coragem de mudar em educação. Petrópolis: Vozes, 2000.
I. Magda Soares considera alfabetizada uma criança que sabe ler e escrever; e letrada uma criança que tem o hábito e as habilidades de leitura e de escrita de diferentes gêneros de textos, em diferentes suportes ou portadores, em diferentes contextos e circunstâncias.
II. Os Parâmetros Curriculares Nacionais destacam que o ensino da linguagem deve ser direcionado a três fundamentos básicos: a leitura, a compreensão e a produção numa relação de contexto social. Isso significa que alfabetização e letramento estão intrinsecamente ligados.
III. Alfabetizar letrando é ensinar a ler e escrever o mundo no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, tendo em vista que a linguagem é um fenômeno social.
IV. Para Magda Soares letrar é o mesmo que alfabetizar uma vez que alfabetizado é o sujeito que percorreu todos os níveis de evolução da escrita e chega ao nível alfabético com capacidade de ler e escrever qualquer palavra.
V. Segundo Ferreiro, alfabetizado é o sujeito que percorreu todos os níveis de evolução da escrita e chega ao nível alfabético, sendo capaz de ler e escrever qualquer palavra.
Está correto o que se afirma em:
I, II, III e IV.
I, II, III e V.
II, III e IV.
III, IV e V.
IV e V.
Saltar, equilibrar, rolar/girar, trepar e balançar/embalar, são fundamentos básicos da Ginástica. Por serem atividades que traduzem significados de ações historicamente desenvolvidas e culturalmente elaboradas, devem estar presentes em todos os ciclos em níveis crescentes de complexidade. De acordo com o Coletivo de Autores (2009), a organização do conteúdo ginástica no 3º ciclo, analise as afirmativas a seguir.
I. Estimular a formação de grupos ginásticos, que pratiquem e façam exibições dentro e fora da escola, envolvendo a comunidade.
II. Desenvolver formas ginasticas que impliquem no conhecimento técnico/artístico aprofundado da ginastica artística ou olímpica, rítmica desportiva ou de outras ginásticas.
III. Experimentar formas técnicas de diversas ginásticas.
Está(ão) correta(s):
I
II
III
II e III
I, II e III
Além de conhecer os jogos e as brincadeiras infantis (seus temas, materiais, personagens, etc.), para poder contribuir com o pensamento e a ação das crianças, o professor necessita ser criativo e sensível para apoiar o desenvolvimento da criatividade infantil no brincar.
Sobre o papel do professor ao desenvolver os jogos e brincadeiras infantis, é INCORRETO afirmar que ele deve:
ser um observador atento, voltado para acompanhar a riqueza das interações infantis que aí ocorrem.
basear-se na análise das situações criadas pelas crianças, tanto em relação a seu conteúdo (temas, personagens, clima emocional, etc.) como a sua forma de acontecer (regras, materiais utilizados, organização do espaço, formas de cada criança desempenhar certos papéis).
ter em mente que, para a criança envolver-se em brincadeiras, ela necessita sentir-se emocionalmente indiferente em relação aos adultos e às outras crianças presentes.
organizar oportunidades para a realização de brincadeiras, deixando que as crianças circulem pelos ambientes e que se envolvam em diferentes tipos de jogos.
O Ratio Studiorum, que versa sobre a formação nos colégios jesuíticos e, portanto, não se refere ao período de alfabetização das crianças, prevê:
exigência de uma única sala, um lugar especial, específico para se desenvolver o processo de ensino e de aprendizagem da leitura, da escrita, das contas e também da obediência.
valorização da língua portuguesa e o conhecimento da sua gramática.
defesa do conhecimento racional, da ciência experimental, em oposição ao saber filosófico.
ensino da doutrina cristã, da leitura e da escrita aos meninos, por meio de um misto de cartilha e catecismo que existia na época.
três graus do ensino :elementar, chamado de curso de Humanidades; outro de formação superior, o de Filosofia ou Artes; e, por fim, o de formação profissional dos futuros padres, o curso de Teologia.
Em uma turma do primeiro ano tem oito crianças que já sabem ler de maneira fluente e escrever de forma ortográfica. Nessa turma tem também doze crianças que ainda estão aprendendo a ler e a escrever. A professora Sofia organizou quatro grupos compostos por duas crianças que conseguem ler e escrever com autonomia e três crianças que precisam de auxílio para realizarem a leitura e a escrita. Os grupos receberam uma folha contendo uma história em quadrinho para lerem e elaborarem um final diferente. A professora solicitou que as crianças que já conseguem ler e escrever sejam leitoras e escribas das crianças que ainda não escrevem de maneira convencional. Ao final da proposta as crianças tiveram o desafio de apresentarem suas narrativas por meio de um teatro.
A professora Sofia planejou a proposta descrita acima com base na teoria:
Inatista.
Essencialista.
Existencialista.
Fenomenológica.
Histórico-cultural.
Segundo Márcia Gobbi (2010), estamos condicionados a pensar nas linguagens sempre relacionadas à fala da criança. Com isso a autora quer chamar a atenção ao fato de que as múltiplas linguagens estão associadas:
à escrita, à leitura e ao processo de alfabetização.
ao movimento, ao desenho, à brincadeira, à música, à dança, ao gesto, dentre outros.
ao aprendizado da Linguagem Brasileira de Sinais (Libras).
ao ensino bilíngue desde os primeiros anos de escolarização.
A expressão Letramento aparece no contexto educacional brasileiro a partir dos anos 80, no momento em que se tornou necessário enfrentar uma nova realidade social no que se refere à língua escrita. Esse fato se deve principalmente por que:
A concepção de letramento já é antiga e é imprescindível que os professores assumam essa prática.
Saber ler e escrever na atualidade não é suficiente; todos os alunos devem necessariamente portar aparelhos eletrônicos para acompanhar os avanços da tecnologia.
Saber ler e escrever na atualidade não é suficiente; é imprescindível saber fazer uso do ler e escrever.
Atualmente, saber fazer uso da leitura e da escrita torna-se imprescindível. No entanto, esse fator não tem relação nenhuma com a palavra Letramento.
Ler e escrever são expressões muito próximas, por isso se explica a palavra Letramento.
Para se desenvolver, as crianças precisam aprender com os outros, por meio dos vínculos que estabelecem, bem como dependem das próprias condições de aprendizagem, dentre elas a imitação, o faz-de-conta, a oposição, a linguagem e a apropriação da imagem corporal. Avalie se as afirmativas a seguir são falsas (F) ou verdadeiras (V):
✓ Imitação: Apropriar-se dos limites do próprio corpo é um processo de diferenciação do eu e do outro, da construção da identidade e da comunicação pela linguagem corporal.
✓ Brincar: Construção e reconstrução de papéis, situações, podendo elaborar e incorporar, sozinhas ou em grupo, emoções, sentimentos morais e de justiça (representação).
✓ Oposição: significa, em certo sentido, diferenciar-se do outro, afirmar o seu ponto de vista, os seus desejos.
✓ Linguagem: É resultado da capacidade de observar e aprender com os outros e do desejo de se identificar com eles, ser aceita e diferenciar-se.
✓ Apropriação da imagem corporal: A diferença entre: “eu” quero tal coisa e “Maria” quer tal coisa, demonstra variação no processo de diferenciação entre o eu e o outro. A linguagem também pode representa um grande veículo de socialização.
As afirmativas são respectivamente:
F-F-F-V-V.
V-V-F-F-F.
F-V-V-F-F
V-V-V-F-F.
V-V-F-F-V.
Analise as colunas a seguir e faça as correspondências necessárias no que diz respeito às etapas do Ciclo Inicial de Alfabetização.
Coluna I
A. Atividades para introduzir conteúdo ou capacidade, familiarizando o aluno com conceitos e procedimentos que serão enfatizados no período.
B. Atividades para trabalhar, de forma sistemática, conteúdos, procedimentos ou capacidades em desenvolvimento pelo aluno.
C. Atividades para consolidar o processo de aprendizagem do aluno e seus avanços em conhecimentos e capacidades
Coluna II
I. Atividades que abordam os usos e funções sociais da escrita (usos públicos e particulares de diferentes gêneros, com diferentes funções).
II. Atividades voltadas para o domínio do sistema de escrita.
III. Atividades de exploração dos materiais escolares de escrita.
IV. Exercícios de escrita voltados para o domínio do princípio alfabético
V. Atividades de revisão e reelaboração do texto escrito, considerando sua adequação aos objetivos, ao destinatário e ao contexto de circulação previstos.
VI. Atividades que demandam escuta atenta e compreensão de textos falados ou lidos, para posterior realização de tarefas.
A – I e III; B – II e IV; C – V e IV.
A – I e II; B – III e IV; C – V e IV.
A – II e V; B – I e III; C – IV e VI.
A – IV e V; B – I e II; C - III e VI.
Oliveira (2002) afirma que, na Educação Infantil, “atividades de cuidado pessoal podem ser lúdicas e promover a construção de hábitos e a aprendizagem de regras”. A autora aponta metas para essas atividades, sendo uma delas:
evitar que as crianças chorem por qualquer motivo e fazer com que elas aprendam a ter paciência, deixando- as esperar para serem atendidas, principalmente quando solicitam atenção fazendo “birras” ou agindo agressivamente.
desenvolver a autonomia e a autoestima, o que requer boa integração com as famílias, adequada organização do ambiente e do tempo de espera de atendimento, e integração entre os professores e demais pessoas que trabalham na instituição.
desenvolver a autonomia e a autoestima por meio de regras rigorosas, pontuais e reiteradas, não se permitindo o afago das crianças quando choram e exigindo-se o mesmo comportamento das famílias para que não haja incoerências.
garantir, na alimentação das crianças, o seu desenvolvimento físico e a sua saciedade, devendo-se, portanto, utilizar incentivos e, quando necessário, as proibições para inibir comportamentos à mesa fora dos padrões sociais aceitáveis.
minimizar os desconfortos relativos à saúde presentes entre as crianças e decorrentes de algum mal-estar que as acometeu, utilizando, para tanto, medicamentos de uso comum que a instituição deve ter para administrar-lhes quando necessário.
Lucia atua em uma creche municipal e encontrou várias contribuições para seu trabalho na obra de Oliveira e outras autoras (2011). Dessa obra, selecionou a seguinte orientação: “Qualquer situação planejada como contexto para desenvolvimento da criança envolve uma proposta de organização não só do espaço, mas também do tempo para a realização de diferentes ações”. Como as autoras falam sobre os diferentes “relógios” que perpassam a programação das creches, Lúcia entendeu acertadamente que, ao planejar e desenvolver essa programação, ela deveria
priorizar ações que obedecem ao “relógio biológico” ou da “natureza”, ajustando-as em função de cuidados físicos que são imperativos para toda criança de uma creche e muito valorizados pelos pais.
dar destaque às ações que se regulam pelo “relógio histórico”, desenvolvendo atividades como as que ocorrem nos eventos comemorativos dos aniversariantes do mês, que agradam muito às criança
desenvolver com moderação as ações que obedecem ao “relógio psicológico”, para não correr o risco de alienar a criança da realidade, uma vez que esse relógio depende de como ela percebe o tempo.
integrar ações apoiadas estritamente nos “relógios” “biológico” e “psicológico”, atendendo, assim, às necessidades do desenvolvimento infantil, baseadas em marcadores de acordo com a idade da criança.
integrar os diferentes “relógios”, ou seja, o “relógio psicológico”, o “relógio biológico”, ou “da natureza”, e o “relógio histórico”, o que propiciaria o atendimento das necessidades das crianças e a riqueza das atividades.