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A incorporação de múltiplos gêneros textuais no cotidiano da sala de aula é uma prática coerente com a perspectiva do letramento. Considerando os princípios do letramento e a articulação entre diversidade textual e áreas de conhecimento, assinale a alternativa correta.
A diversidade textual deve ser compreendida como estratégia metodológica de ampliação vocabular e estruturação gramatical, independentemente da função social de cada gênero, visto que o objetivo central é formar leitores fluentes e escritores corretos.
O trabalho com diferentes tipos de texto deve considerar as funções sociais que eles desempenham, integrando-os a situações reais de uso e aos campos de saber, de modo a formar sujeitos que compreendem e produzem textos em contextos diversos.
O uso de múltiplos gêneros textuais em sala de aula deve obedecer à progressão da complexidade linguística dos textos, priorizando-se os mais simples no início do processo e evitando-se gêneros que envolvam linguagem técnica ou especializada.
A abordagem da diversidade textual na alfabetização deve privilegiar os textos narrativos e descritivos, por serem mais próximos do universo infantil e mais facilmente adaptáveis às atividades escolares em diferentes áreas do conhecimento.
O processo de alfabetização envolve a apropriação pelo aluno da ortografia do português do Brasil, compreendendo como se dão as relações entre sons (fonemas) e letras (grafemas). Sobre esse processo, analise as afirmativas a seguir:
I - Conhecer a “mecânica” ou o funcionamento da escrita alfabética para ler e escrever significa, principalmente, perceber as relações bastante complexas que se estabelecem entre os sons da fala (fonemas) e as letras da escrita (grafemas), o que envolve consciência fonológica da linguagem: perceber seus sons, como se separam e se juntam em novas palavras etc.
II - As relações entre fonemas e grafemas são simples e seguem sempre padrões regulares, o que facilita a aprendizagem da leitura e escrita.
A asserção I é verdadeira, e a II é falsa.
As asserções I e II são verdadeiras, e a II complementa a I.
A asserção I é falsa, e a II é verdadeira.
As asserções I e II são falsas.
As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é um complemento da I.
Durante a elaboração do planejamento pedagógico do 2º ano do Ensino Fundamental, um grupo de professores foi convidado a apresentar diferentes propostas de práticas pedagógicas para o ciclo de alfabetização. O objetivo era alinhar o trabalho às diretrizes da BNCC, que orienta a alfabetização em uma perspectiva de letramento, integrando múltiplos gêneros textuais e articulando-os às áreas de conhecimento.
Considerando essa situação, assinale a prática correta e alinhada com os princípios da BNCC:
Selecionar textos de caráter predominantemente narrativo, pois sua linearidade facilita o contato inicial das crianças com a leitura e garante progressão gradual rumo a gêneros mais complexos em etapas posteriores.
Utilizar textos exclusivamente informativos nas aulas de ciências e história, assegurando que cada área de conhecimento mantenha seus gêneros próprios e evitando sobreposição de práticas textuais no cotidiano escolar.
Priorizar listas graduadas de palavras e frases simples para o ensino inicial da escrita, reservando a exploração da diversidade textual apenas para os anos seguintes, quando os alunos já dominarem o sistema alfabético.
Trabalhar com diferentes gêneros textuais em situações reais de uso, como reportagens, poemas, gráficos e cartas, promovendo reflexões sobre a linguagem e integrando práticas de leitura e escrita às áreas de conhecimento.
“Pode ser compreendida como uma grande dificuldade em aprender a ler e a escrever, fazendo com que a criança não consiga relacionar os sons da fala com a grafia da escrita, realize troca de letras que possuem aspectos espaciais semelhantes como o p, b, q e d. Também é muito comum que invertam letras nas palavras ou palavras nas frases, ou ainda aglutinem palavras ou separem as sílabas de forma inadequada quando escrevem”.
(Ianhez & Nico, 2002; Alves, Mousinho, Capellini, 2011).
As características acima referem-se ao transtorno de aprendizagem denominado:
Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH.
Transtorno Opositor Desafiador – TOD.
Discalculia.
Dislalia.
Dislexia.
A apropriação da linguagem escrita, no campo da psicopedagogia, é concebida como um processo complexo que envolve dimensões simbólicas, sociais e cognitivas do sujeito em formação.
Nesse contexto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I.A emergência da escrita na criança é resultado de um processo ativo de elaboração de hipóteses sobre o funcionamento da linguagem, articulado às práticas discursivas e às interações sociais que conferem sentido ao ato de escrever.
PORQUE
II.A consolidação do domínio da escrita está diretamente relacionada à progressiva capacidade da criança de ajustar-se às formas convencionais do sistema alfabético, processo que se efetiva quando ela interioriza padrões gráficos previamente instituídos pela cultura escrita.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.
As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II é uma justificativa correta da I.
As asserções I e II são proposições falsas.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
Em uma aula de alfabetização, a professora propõe atividades que buscam desenvolver aspectos linguísticos essenciais para a aquisição da leitura e da escrita. Considerando as diferentes abordagens linguísticas e suas implicações pedagógicas, é CORRETO afirmar que a(o):
instrução explícita sobre fonemas e grafemas é secundária quando se considera que a alfabetização deve priorizar a construção do sentido de textos, sem a necessidade de uma relação explícita entre a oralidade e a escrita.
entendimento do sistema alfabético deve ser mediado por atividades que incentivem a articulação entre fonologia e grafia, levando em conta a importância da consciência fonológica para o desenvolvimento de habilidades de decodificação e compreensão da língua escrita.
análise das estruturas sintáticas e semânticas da língua deve ser relegada a momentos posteriores da alfabetização, uma vez que as primeiras etapas do processo de ensino da escrita devem priorizar a decodificação superficial e a familiarização com as convenções ortográficas.
desenvolvimento das competências sintáticas deve ser considerado o fator determinante na fluência da escrita, com a premissa de que a escrita ortográfica não será eficaz sem a compreensão profunda das regras morfossintáticas da língua.
No Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau (2021), fundamentado na Perspectiva Histórico-Cultural, o ensino de Língua Portuguesa nos Anos Iniciais compreende práticas pedagógicas que:
Entendem a alfabetização como um processo técnico e repetitivo, centrado em atividades mecânicas de decodificação do sistema escrito.
Concebem a linguagem como um instrumento neutro, sem relação direta com as práticas sociais e culturais que constituem a vida em comunidade.
Reconhecem a alfabetização e o letramento como práticas sociais mediadas, envolvendo gêneros discursivos e a apropriação cultural da escrita.
Restringem o trabalho com a língua apenas à norma-padrão, priorizando regras gramaticais tradicionais e a memorização de conteúdos.
Substituem a ação intencional do professor por atividades espontâneas, tratando a leitura e a escrita como práticas livres e sem mediação.
(PMLM/URCA 2025) No artigo “Letramento e Alfabetização”, Magda Soares analisa o processo histórico de transformação dos conceitos de alfabetização e letramento, destacando os desafios da prática pedagógica no Brasil. Sobre essa temática, assinale a alternativa CORRETA:
A autora defende que a alfabetização deve preceder o letramento, uma vez que é necessário dominar completamente o código alfabético antes de participar das práticas sociais de leitura e escrita.
Para a autora, os insucessos da alfabetização no Brasil decorrem exclusivamente da adoção do sistema de ciclos e da progressão continuada, que comprometeram a avaliação do desempenho escolar.
A fusão entre alfabetização e letramento, segundo a autora, fortaleceu a aprendizagem da leitura e da escrita no Brasil, eliminando o fracasso escolar e garantindo avanços consistentes na educação básica.
O conceito de “desinvenção da alfabetização” refere-se à fragmentação do ensino, que passou a valorizar exclusivamente métodos tradicionais, negligenciando a dimensão social do uso da escrita.
A “reinvenção da alfabetização” propõe a retomada da especificidade do ensino do sistema alfabético e ortográfico, sem abrir mão das práticas de letramento, reconhecendo a necessidade de integrá-los de forma articulada.
O ambiente alfabetizador deve ser rico em estímulos verbais e visuais, organizando-se de forma a promover interações significativas, mas sem comprometer a rotina estruturada, o silêncio e a disciplina, especialmente nos primeiros anos do Ensino Fundamental.
Certo
Errado
Considerando as concepções atuais de alfabetização e letramento e as orientações do currículo municipal de Cunha Porã, qual afirmação expressa uma compreensão adequada sobre o papel do professor nos processos de ensino da leitura e da escrita?
O professor organiza as aulas de alfabetização exclusivamente por meio de exercícios de cópia.
O professor adia o contato com a leitura até que o aluno domine totalmente o traçado das letras.
O professor evita atividades lúdicas, por considerá-las distrativas e pouco eficazes para a aprendizagem da escrita.
O professor limita o trabalho de alfabetização à decodificação de letras e sílabas, priorizando a memorização das regras ortográficas.
O professor atua como mediador, criando situações significativas de uso da linguagem, em que a criança fala, ouve, lê e escreve em diferentes contextos, explorando jogos e atividades lúdicas que favorecem a reflexão sobre o sistema de escrita.
De acordo com o artigo 22 da LDB, “a educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”. Nesse sentido, como são consideradas a alfabetização plena e a formação de leitores?
Objetivos secundários da educação básica
Objetivos precípuos da educação básica
Objetivos informais da educação básica
Objetivos dispensáveis da educação básica
Objetivos inferiores da educação básica
Antes mesmo de aprender a ler e escrever propriamente, na infância, o desenvolvimento da alfabetização começa. Na Educação Infantil a criança desenvolve habilidades de pré-alfabetização, com a exposição à linguagem, leitura, canções e rimas, que estimulam o interesse pela leitura e o mundo das palavras. Todo processo de alfabetização deve ser estruturado de forma organizada. Sobre o papel dessa organização, assinale a alternativa correta.
A organização do processo é dispensável, pois a criança aprende naturalmente quando exposta a textos.
Serve apenas para crianças com dificuldades cognitivas, não sendo necessária para todas.
Impede que a criança compreenda textos, já que foca apenas na escrita mecânica.
Permite que a criança aprenda a ler e escrever de forma sequencial, garantindo aprendizagem sólida para etapas posteriores.
Estudos baseados em evidências científicas sobre os processos de aquisição da linguagem escrita nos Anos Iniciais apontam que o reconhecimento automático de palavras facilita a compreensão do sentido do texto. A respeito do desenvolvimento da leitura nos Anos Iniciais, assinalar a alternativa CORRETA.
O reconhecimento automático de palavras ocorre pelo mapeamento letra-som, em que pronúncias e significados são armazenados na memória como representações únicas de cada palavra.
A fluência leitora ocorre na fase alfabética parcial, de acordo com Linnea Ehri, quando a criança adquire o conhecimento pleno da relação grafema-fonema.
Os procedimentos de alfabetização inicial devem priorizar a exposição global às palavras, o que favorece o reconhecimento automático e dispensa a consciência fonêmica.
O reconhecimento de palavras por mapeamento global desvincula a necessidade de ensino explícito das relações entre letra e sons.
Ferreiro e Teberosky, psicolinguistas argentinas, iniciaram em 1974 uma investigação, partindo da concepção de que a aquisição do conhecimento se baseia na atividade do sujeito em interação com o objeto de conhecimento e demonstraram que a criança, já antes de chegar à escola, tem ideias e faz hipóteses sobre o código escrito, descrevendo os estágios linguísticos que percorre até a aquisição da leitura e da escrita.
(MENDONÇA, Onaide Schwartz; MENDONÇA, Olympio Correa de. Psicogênese da Língua Escrita: contribuições, equívocos e consequências para a alfabetização. Conteúdo de Didática de Alfabetização. UNIVESP, Presidente Prudente.)
Analise a imagem a seguir:

(Fonte: Nova Escola, 19/06/2019.)
Descreve a melhor intervenção a ser feita pelo professor para as crianças avançarem na aprendizagem da escrita:
Trabalhar a memorização das crianças, para que possam decorar os signos da escrita e avançar para a hipótese silábica, ou seja, elas devem repetir em voz alta para decorar as palavras.
Corrigir a escrita marcando os erros com caneta preta, bem como pedir para as crianças copiarem as palavras do quadro corretamente, tendo em vista que se encontram na hipótese pré-silábica.
Criar um ambiente favorável, para que a turma faça descobertas, se interesse mais por leitura e escrita, permitindo que as crianças escrevam em diversas situações, como em uma brincadeira, por exemplo.
Passar no quadro uma lista de palavras que devem ser copiadas e repetidas em voz alta enquanto são escritas e passar tarefas de cópia para casa, para que as famílias possam ajudar as crianças a avançarem para a hipótese silábica.
Os alunos da professora Rosilda estão em processo de alfabetização. Durante a aula, ela solicitou a seu aluno Cleiton que escrevesse as palavras “GATO”, “BONECA”, “PANELA” e “CAVALO”.
Com base em Ferreiro (1993), Rosilda concluiu corretamente que a escrita de Cleiton (6 anos de idade) apresentava características da escrita silábica (com valor sonoro convencional).
Considerando que a conclusão de Rosilda está correta, assinale a alternativa que apresenta as palavras escritas por Cleiton.
TA … RTS … MSP … CLO
AO … OEA … AEA … AAO
GTO … BONCA … PANLA … CAVLO
GATO … BONECA … PANELA … CAVALO
CLTOO … CCEIOT … CCEETON … CLEEOTN
O processo de alfabetização da criança com deficiência deve ser efetivado:
I- respeitando as necessidades do educando inerentes à acessibilidade, linguagem, comunicação, comportamento e socialização.
II- com recursos de tecnologia assistiva, sempre que houver necessidade.
III- seguindo um modelo padronizado para a alfabetização de todas as crianças, observando-se as recomendações da BNCC para a respectiva etapa da educação.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
II.
I.
I e II.
III.
II e III.
Com base nas reflexões de Magda Soares (2008) sobre os processos de alfabetização e letramento nas escolas públicas brasileiras, analise as assertivas a seguir:
I. A escola tende a valorizar a língua escrita da classe média letrada, o que resulta em um processo de alfabetização que favorece crianças que já dominam, mesmo que parcialmente, essa variedade linguística.
II. O fracasso escolar das crianças de classes populares deve-se, sobretudo, a deficiências cognitivas e linguísticas que precisam ser corrigidas por meio de programas compensatórios intensivos.
III. As práticas escolares, ao desconsiderarem as diferentes condições socioculturais dos alunos, contribuem para reforçar desigualdades, sob o discurso aparentemente neutro da alfabetização.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
I, II e III.
De acordo com a BNCC (2018), a Política Nacional de Alfabetização (2019) e pesquisas acadêmicas de referência (Soares, Morais, Solé), a alfabetização é entendida como processo que articula métodos de ensino, práticas de linguagem e desenvolvimento de competências cognitivas e sociais. Nesse sentido, assinale a alternativa correta:
A BNCC (2018) estabelece que a alfabetização se encerra ao final do 3º ano do Ensino Fundamental, ao passo que o PNA (2019) amplia esse prazo até o 4º ano, considerando a complexidade da consolidação da leitura e da escrita.
O PNA (2019) propõe a alfabetização como prática restrita ao método fônico, considerando os demais métodos analíticos ou globais inadequados para garantir a aprendizagem do sistema alfabético.
A BNCC (2018) define alfabetização como etapa independente do letramento, priorizando a decodificação de sinais gráficos antes do contato da criança com gêneros textuais e práticas sociais de linguagem.
Pesquisas como as de Soares (2017) e Morais (2019) sustentam que a alfabetização exige integração entre consciência fonológica, compreensão textual, leitura significativa e produção escrita, sendo ineficaz qualquer método isolado e descontextualizado.
A heterogeneidade em sala de aula refere-se à diversidade de características, habilidades, conhecimentos prévios e estilos de aprendizagem presentes entre os alunos. Essa heterogeneidade em uma sala de alfabetização exige que o professor:
Elimine as diferenças entre os alunos, uniformizando os processos de aprendizagem.pro
Planeje atividades que considerem o que a criança pensa sobre a escrita, promovendo avanços progressivos.
Priorize atividades de memorização mecânica, para que todos cheguem rapidamente à hipótese alfabética.
Foque apenas nos conteúdos curriculares, sem levar em conta as hipóteses individuais de escrita.
Durante um processo de avaliação, o coordenador observa que alguns alunos reconhecem letras, mas não conseguem atribuir-lhes valor sonoro para formar palavras. À luz da teoria das hipóteses de escrita de Emília Ferreiro, esses alunos encontram-se:
Na hipótese silábico-alfabética.
Na hipótese pós-alfabética.
Na hipótese silábica.
Na hipótese pré-silábica.