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Para “fritar um bife, é preciso contar com uma fonte de calor, um recipiente de fundo plano, uma matéria gordurosa, e nele derreter a gordura; quando o recipiente estiver quente, colocar dentro dele a fatia de carne, esperar um pouco, virar de lado o pedaço de carne, esperar um pouco, e servir’”. Este foi um exemplo fornecido no livro O Ensino da Matemática na Educação Infantil (CERQUETTI-ABERKANE; BERDONNEAU, 1997, p. 104) para definir o importante conceito da matemática que é sintetizado por tais autores como “uma sequência finita de ações elementares que permite resolver uma determinada classe de problemas”. Trata-se aqui do conceito de:
Algoritmo.
Geometria.
Progressão aritmética (PA).
Álgebra.
Para Vygotsky, o fator determinante na evolução do pensamento verbal é a formação de conceito, cuja evolução ocorre por duas linhas de desenvolvimento: formação de conceitos espontâneos e de conceitos científicos. Tomando como base o resultado de suas pesquisas, Vygotsky concluiu que a sociogênese da formação de conceitos espontâneos passa por três fases básicas compreendendo, cada uma delas, diferentes estágios. Essas fases são
pensamento sintético, por generalizações e conceitual.
pensamento sincrético, por complexos e conceitual.
pensamento por atividade, por abstração e conceitual.
pensamento por complexos, por lógica e conceitual.
Dentro da perspectiva piagetiana, como é explicada a sucessão evolutiva do pensamento autístico para o pensamento dirigido?
Por meio da maturação neurolinguística.
Por meio da ação do meio social e da linguagem.
Por meio da interação social.
A partir dos aspectos linguísticos.
Por meio da evolução natural do pensamento humano.
Na Matemática dos anos iniciais, uma das atividades do eixo espaço e forma é a retratada na figura abaixo. É caracterizada como tudo aquilo que pode ser dividido em partes, sendo que essas partes devem coincidir perfeitamente quando sobrepostas. Está presente na natureza, nas artes ou na matemática. A reta que permite esse tipo de divisão chama-se eixo de:

http://portal.mec.gov.br/https://arquivos.infra-questoes.grancursosonline.com.br/arquivos/pdf/fasciculo_mat.pdf
Perpendicularidade.
Paralelismo.
Simetria.
Gravidade.
Fração.
Os conceitos matemáticos estão presentes no dia a dia da criança bem pequena e pequena. Na Escola da Infância, faz-se necessário o planejamento e a vivência dessas primeiras noções conceituais, desde seu ingresso na creche e na pré-escola. Sobre esse assunto, assinale a afirmativa INCORRETA.
A experiência com a linguagem matemática deve ser vivenciada, em contextos significativos para as crianças da Educação Infantil, desenvolvendo as primeiras noções sobre relações quantitativas, medidas, formas e orientações espaço-temporais.
A vivência com a linguagem matemática deve promover interações e brincadeiras nas quais a criança possa observar, manipular objetos, explorar seu entorno, levantar hipóteses e buscar respostas às suas curiosidades e indagações.
Os conhecimentos matemáticos devem estar plenamente consolidados na transição da Educação infantil para o Ensino Fundamental.
A brincadeira de mercadinho ou feira apoia a criança da pré-escola na elaboração de conhecimentos acerca da escrita de números.
A teoria dos campos conceituais de Vergnaud é ratificada por meio das asserções posteriores. Assinale a alternativa incorreta.
Gérard Vergnaud era discípulo de Piaget. Ele amplia e redireciona, em sua teoria, o foco piagetiano das operações lógicas gerais, das estruturas gerais do pensamento, para o estudo do funcionamento cognitivo do “sujeito-em-situação”.
Em consonância com a perspectiva de Piaget, ele toma como referência o próprio conteúdo do conhecimento e a análise conceitual do domínio desse conhecimento.
Para Vergnaud, Piaget não se deu conta de quanto o desenvolvimento cognitivo depende de situações e de conceitualizações específicas necessárias para lidar com elas.
Vergnaud reconhece igualmente que sua teoria dos campos conceituais foi desenvolvida também a partir do legado de Vygotsky. Isso se percebe, por exemplo, na importância atribuída à interação social, à linguagem e à simbolização no progressivo domínio de um campo conceitual pelos alunos.
Vergnaud toma como premissa que o conhecimento está organizado em campos conceituais cujo domínio, por parte do sujeito, ocorre ao longo de um largo período de tempo pela experiência, maturidade e aprendizagem.
Em relação às práticas pedagógicas com a linguagem matemática, orientadas pelas Diretrizes Curriculares da Educação Infantil de Vitória/2020, assinale a afirmativa correta.
Estão organizadas curricularmente em torno de quatro eixos: Espaço e Forma; Número e Sistema de Numeração; Grandezas e Medidas e Expressões Numéricas.
São concretizadas por ações através das quais as crianças possam formular ideias matemáticas, tais como, dividir brinquedos, distribuir materiais e contar objetos.
Estimulam a compreensão da representação quantitativa de cada número, através da repetição sistemática da sequência numérica, pelas crianças.
Priorizam registros gráficos, que representam a contagem de objetos, de forma não icônica, para desenvolver a habilidade das crianças representarem convencionalmente os números.
São pautadas na transmissão de conhecimentos exatos e imutáveis, consolidados no decorrer de longos anos de estudo e pesquisa científica.
A prática pedagógica conduzida por meio da resolução de problemas é justificada em função de diferentes aspectos. Logo, é necessário conhecer toda a realidade por trás dessa prática, no intuito de compreender sua efetividade e ratificar sua importância. Das alternativas a seguir, qual não retrata assertivamente o contexto explicitado?
Possibilidade de converter os conhecimentos matemáticos abstratos em conhecimentos capazes de dialogar com as práticas sociais.
Auxilia o desenvolvimento cognitivo do indivíduo.
Oportuniza uma forma de mensurar as capacidades e limitações do conhecimento matemático que os alunos possuem.
É melhor aproveitada ao longo dos anos iniciais do Ensino Fundamental, em função de ser uma etapa que requer maior vivência prática em suas operações.
Enfatiza os processos de pensamento, nas ações de aprendizagem além de trabalhar os conteúdos matemáticos, cujo valor não deve ser posto de lado.
Smole e Diniz (2001) observam que, na resolução de problemas no modelo tradicional, é comum que primeiro se ensinem os conteúdos matemáticos, como alguma operação aritmética, para só então propor problemas que utilizem esses conteúdos. Assim, é frequente “exigir que os alunos comecem a resolver problemas escrevendo corretamente a sentença ou expressão matemática que o traduz”. Em relação à exigência precoce pelo algoritmo na resolução de problemas, as autoras entendem que isso pode criar
um favorecimento do raciocínio lógico-matemático dos alunos por conta do estabelecimento de um método de resolução.
benefícios de longo prazo para o desenvolvimento de competências complexas no campo da matemática associado a problemas.
dificuldades para os alunos, tanto na compreensão do que o problema pede quanto na elaboração adequada de uma estratégia para a sua resolução.
uma limitação do pensamento matemático correto, derivada da aceitação de diferentes formas de resolução pelos alunos.
a oportunidade, para as crianças, de apresentarem o que realmente pensaram sobre a situação em vez de enfatizar apenas a técnica.
Professora Ester realiza a seguinte atividade com as crianças: pega uma poção de argila ou massa de modelar e divide-a ao meio com uma faca. Com as duas porções de massa, faz duas bolas iguais. Mostra às crianças que as duas contêm a mesma quantidade de massa. Diante dos alunos, enrola uma das bolas de massa, transformando-a em salsicha. Em seguida, pergunta à criança: "Onde há mais massa, na bola ou na salsicha?” Essa é uma das atividades por meio das quais a Professora Ester trabalha:
O desenvolvimento do raciocínio lógico matemático.
A habilidade de construção do sistema decimal.
O conceito de figuras geométricas.
A construção do conceito de perímetro.
O desenvolvimento da criança e do adolescente alude à experiência. Para tanto, há dois tipos de experiência: a física e a lógico-matemática. A experiência física refere-se à ação sobre os objetos, retirando deles qualidades que são intrínsecas a eles ou ainda que existem neles antes da ação do sujeito sobre eles. Já a experiência lógico-matemática diz respeito à ação sobre os objetos, retirando não deles, mas da ação e das coordenações do sujeito, características que são próprias dessas coordenações. Essa teoria da aprendizagem concerne ao pensamento desenvolvido por
Lev Vygotsky.
Burrhus Frederic Skinner.
Henri Wallon.
Jean Piaget.
Ao defender que um dos maiores motivos para o estudo da matemática na escola é desenvolver a habilidade de resolver problemas, Smole, Diniz e Cândido (2003), autoras do livro Resolução de problemas: matemática de 0 a 6, argumentam a favor de uma abordagem específica acerca da resolução de situações-problema na educação infantil. Nessa perspectiva, para que possa resolver situações-problema, é preciso que a criança
seja leitora e saiba interpretar.
conheça conceitos numéricos.
tenha conhecimento sobre operações e sinais matemáticos.
disponha de um modelo de resolução.
busque uma solução com os recursos de que dispõe.
Dada a habilidade da Proposta Pedagógica de Tunapolis:
"(EF03MA16) Reconhecer figuras congruentes, usando sobreposição e desenhos em malhas quadriculadas ou triangulares, incluindo o uso de tecnologias digitais."
Marque a alternativa CORRETA da disciplina que corresponde essa habilidade
Matemática.
Educação Física.
Língua Portuguesa.
Arte.
A abordagem da Matemática na educação infantil de crianças de zero a três anos tem como finalidade proporcionar oportunidades para que as crianças desenvolvam a capacidade de:
estabelecer aproximações a algumas noções matemáticas presentes no seu cotidiano, como contagem, relações espaciais etc.
reconhecer e valorizar os números e as operações numéricas.
comunicar ideias matemáticas, hipóteses, processos utilizados e resultados encontrados em situações-problema.
ter confiança em suas próprias estratégias e na sua capacidade para lidar com situações matemáticas novas.
O site phet.colorado.edu, da Universidade do Colorado, apresenta várias simulações computacionais para o ensino de Ciências da Natureza. Uma dessas simulações busca facilitar o ensino e a aprendizagem dos conceitos de reagente limitante e reagente em excesso nas transformações químicas. A proposta é que os estudantes apliquem a mesma lógica da montagem de sanduíches de pão, presunto e queijo na compreensão das proporções que existem entre reagentes e produtos numa transformação química. Inicialmente o estudante pode montar o próprio sanduíche definindo quantas fatias de pão, presunto e queijo deseja para obter 1 sanduíche. No exemplo apresentado a seguir, na parte superior da imagem, pode-se definir a proporção de 2 pães + 1 presunto + 1 queijo → 1 sanduíche. Na parte inferior, os estudantes podem adicionar quaisquer quantidades de cada ingrediente para formar os sanduíches. O objetivo é colocar quantidades de ingredientes de modo que não restem excessos de pão, presunto ou queijo.

Fonte: http://phet.colorado.edu
Embora essa simulação apresente potencial pedagógico, ela pode induzir o estudante a desenvolver concepções alternativas ao analisar as equações químicas considerando as quantidades de substância (mol) dos reagentes e produtos envolvidos. A partir da análise da figura, quais deveriam ser os ingredientes em excesso mostrados na simulação e qual a concepção alternativa que poderia ser desenvolvida pelo estudante?
0,5 presunto e 0,5 queijo; uma transformação química só ocorre obedecendo uma proporção entre múltiplos de números inteiros.
1 pão, 1 presunto e 1 queijo; uma transformação química só ocorrem obedecendo uma proporção entre múltiplos de números inteiros.
0,5 presunto e 0,5 queijo; as quantidades de substância em mols dos reagentes e dos produtos devem ser iguais.
2 pães, 1 presunto e 1 queijo; as quantidades de substância em mols dos reagentes e dos produtos devem ser iguais.
1 pão, 1 presunto e 1 queijo; a soma das massas dos reagentes, menos soma das massas de seus excessos, será igual à massa dos produtos formados.
Ao analisar um grupo de crianças de 4 anos de uma creche, um pesquisador percebeu que elas apresentavam dificuldades na resolução de questões do dia a dia. Foi decidido fazer um trabalho com aulas diversificadas com a manipulação de objetos concretos, como forma de desencadear a construção e a exploração lúdica. Utilizando procedimentos embasados na Psicopedagogia, a docente trouxe experimentos, tais como a exposição diária do número e da quantidade ao aluno, a separação e a seriação de objetos por cor, tamanho e formato, brincadeiras com regras e comandos claros, jogos matemáticos, blocos lógicos, quebra-cabeças e construção de jogos. Esse trabalho auxilia as crianças no(a)
aquisição de comportamentos obedientes ao professor.
avanço das capacidades estruturantes da linguagem oral.
desenvolvimento do pensamento lógico-matemático.
difusão dos conceitos de ordem algébrica do pensamento matemático.
alargamento das habilidades com a língua escrita.
A literacia numérica diz respeito às habilidades de matemática que permitem resolver problemas da vida cotidiana e lidar com informações matemáticas. Sobre a cognição matemática “numeracia”, leia as proposições abaixo.
I. O professor alfabetizador também ocupa o importante papel de ensinar habilidades de matemática básica. Não obstante, os professores da educação infantil não contribuem para o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático e não são responsáveis por aplicar atividades e jogos que ensinam noções básicas numéricas, espaciais, geométricas, de medidas e de estatística.
II. Muitas habilidades de numeracia emergem simultaneamente com as habilidades de literacia, abrindo caminho para competências matemáticas mais complexas que se instalarão depois mediante instrução formal. A numeracia não se limita à habilidade de usar números para contar, mas se refere antes à habilidade de usar a compreensão e as habilidades matemáticas para solucionar problemas e encontrar respostas para as demandas da vida cotidiana.
III. O PNA (Plano Nacional de Alfabetização) não recomenda que as práticas de numeracia e o ensino de habilidades de matemática básica tenham por fundamento as ciências cognitivas. Nas últimas décadas, tem-se desenvolvido com base na psicologia cognitiva e na neurociência cognitiva uma área de estudos denominada cognição numérica, ou cognição matemática, a qual não contribui sobre a presença da matemática no universo da criança.
Está(ão) correta(s):
Apenas I.
Apenas III.
Apenas II e III.
Apenas II.
Apenas I e II.
Sobre a matemática na Educação Infantil, analisar os itens.
I. A matemática deve priorizar a construção dos conceitos matemáticos pela ação da criança, a partir de sua experimentação ativa para posterior formalização desse conceito por meio da linguagem dos sinais operatórios.
II. É necessário diferenciar os tipos de experiências possíveis e identificar aquela que oportuniza a construção do pensamento matemático.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas no item I.
Apenas no item II.
Em ambos os itens.
Em nenhum dos itens.
O contexto histórico do conhecimento matemático auxilia o aluno a compreender certos aspectos que podem gerar dúvidas ao longo do processo de ensino e aprendizagem dessa disciplina. Assim, ratifica-se a importância do uso da história no ensino da matemática a partir das seguintes afirmações, exceto:
Torna a matemática mais lógica.
A ordenação e apresentação do currículo em tópicos oportuniza ao aluno o reconhecimento sobre o desenvolvimento histórico do conhecimento matemático.
Facilita a compreensão sobre como são desenvolvidos os conceitos matemáticos.
Oportuniza um meio para desenvolver a investigação em matemática.
Contribui para elevar a motivação dos estudantes em relação à aprendizagem da matemática.
Leia a situação hipotética abaixo.
A professora Mariana está trabalhando com sua turma do 3º ano do Ensino Fundamental I, as figuras geométricas. Ela organiza uma atividade em que os alunos devem identificar diferentes figuras a partir de suas propriedades, como número de lados, ângulos e simetria. Ao observar as respostas dos alunos, ela percebe que muitos ainda confundem figuras como o quadrado e o retângulo.
Com base nesse contexto, analise as afirmativas abaixo:
I. A utilização de material concreto, como recortes de papel e construção de figuras com palitos, é uma estratégia eficaz para ajudar os alunos a visualizarem as diferenças entre as figuras geométricas.
II. A abordagem inicial deve priorizar a apresentação das figuras de forma abstrata, sem o uso de recursos concretos, pois isso estimula a capacidade de abstração.
III. É importante que os alunos compreendam as diferenças entre os tipos de triângulos desde o início, considerando as medidas dos lados e ângulos.
IV. A introdução do conceito de simetria deve ser feita logo após a apresentação das figuras, para que os alunos consigam visualizar como as figuras podem ser divididas de maneira igual.
Está CORRETO o que se afirma em:
I e IV, apenas.
I e II, apenas.
III e IV, apenas.
I, II e III, apenas.